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Lisboa recebe Papa e milhares de jovens em jornada mundial

De 1º a 6 de agosto ocorreu a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, Portugal, que reuniu mais de um milhão de pessoas. A egressa do curso de Jornalismo, Tiéle Abreu, está morando no país e

Jornada Científica foi marcada por apresentações de acadêmicos e egressos. Imagem: Enzo Martins/Labfem

Na última quarta-feira (25), foi realizada a Jornada Científica do Jornalismo, evento que é realizado a cada semestre. A abertura contou com a apresentação do TFG 1 da acadêmica de Jornalismo Vitória Oliveira, intitulado “O papel do jornalismo de moda como agente social, político e cultural nas capas comemorativas dos 50 anos da Vogue Brasil”. O trabalho foi orientado pela professora Laura Fabrício e teve como membro da banca avaliadora a professora Glaíse Palma.

Acadêmica Vitória Oliveira recebendo sugestões da banca avaliadora. Imagem: Enzo Martins/Labfem

A segunda apresentação da noite foi realizada pelos acadêmicos de jornalismo, Maria Eduarda Rossato, Ygor Vasques e Ian Lopes, em que eles contaram como é a experiencia de atuarem no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Equidade) como estudantes de jornalismo. Maria Eduarda, que faz parte do grupo 1 chamado “Promoção da equidade na saúde indígena”, contou suas primeiras experiências focadas na promoção da Saúde Indígena, em parceria com a Liga Acadêmica de Interprofissionalidade e Saúde Coletiva (LAInSC) e com acadêmicos de enfermagem. Maria detalhou suas atividades iniciais, incluindo a participação na comemoração dos 10 anos do projeto EduSaúde+, realizado na Escola de Ensino Fundamental Joaquina de Carvalho (SEEC Lar de Joaquina), que atende crianças em situação de vulnerabilidade social.

Ygor Vasques contando sua experiencia em atuar no PET saúde. Imagem: Enzo Martins/Labfem

Na sequencia, o acadêmico Ygor Vasques contou sua experiencia em participar do Grupo 4 que se chama “Estratégias de cuidado no trabalho em saúde”. Atuando no PET há cerca de um ano, Ygor relatou sua participação no Acolhe, uma policlínica especializada em saúde mental e no acolhimento de pessoas com transtornos suicidas, como uma das experiências mais marcantes. Ele destacou ainda que fazer parte do PET é um privilégio para os estudantes de Jornalismo, pois proporciona acesso a muitos dados e informações relevantes.

O ultimo do grupo a apresentar foi Ian Lopes, acadêmico que participa do grupo 5 chamado “Equidade no processo de maternagem”. Ele compartilhou suas experiências em conferências de saúde e trabalho com comunidades indígenas, destacando a importância do acesso a informações exclusivas através do programa PET. Por fim, Ian comentou sobre o impacto do PET em sua formação profissional, destacando como o programa serve como uma ponte entre a sociedade, a comunidade e a educação.

Para finalizar a Jornada, a egressa do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, Luiza Dias de Oliveira, apresentou sua tese de doutorado intitulada “Influenciadoras digitais nos EUA: mediações interseccionais em usos sociais de tecnologias por migrantes brasileiras nos EUA”. Luiza comentou sobre sua experiência acompanhando influenciadoras digitais brasileiras que vivem nos Estados Unidos e atuam no setor de trabalho de cuidado no país. Ela contou que passou a segui-las pelas redes sociais e entrou em contato direto com algumas delas. Durante as conversas, Luiza investigou como essas mulheres são tratadas no ambiente de trabalho, em que contexto do mercado estão inseridas, como expõem suas vidas nas redes sociais e de que maneira acabam se relacionam com a tecnologia.

Luiza Dias de Oliveira apresentando sua pesquisa sobre interseccionalidade, trabalho e tecnologia entre migrantes brasileiras nos EUA. Imagem: Enzo Martins/Labfem

De 1º a 6 de agosto ocorreu a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, Portugal, que reuniu mais de um milhão de pessoas. A egressa do curso de Jornalismo, Tiéle Abreu, está morando no país e nos enviou um relato sobre o encontro. Confira a seguir.

Estou há oito meses em Portugal e desde minha chegada a Lisboa, já era possível ver os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2023, mas confesso que não tinha  tamanha proporção do que seria este evento na cidade que me acolheu. É importante salientar que muitos dos  residentes locais estão bastante insatisfeitos com a Jornada devido aos reflexos causados por ela. Sobretudo no que se refere aos meios de transportes que foram suprimidos e diversas estações de metrôs e comboios (como são chamados os trens por aqui) que tiveram de ser encerradas. Assim como outras esferas foram prejudicadas, teve muitos casos que os trabalhadores autônomos tiveram de adiantar alguns dias de suas férias ou segmentações públicas e privadas que estão com  pontos facultativos e trabalhos remotos.  

Jornada Mundial da Juventude reuniu mais de um milhão de pessoas. Imagem: Tiéle Abreu

Ao contrário do que diz respeito a trabalhos remotos, posso dizer que estou no front desde o primeiro dia trabalhando junto ao Centro de Imprensa, acompanhando o dia a dia de uma mega redação, das entradas ao vivo, das transmissões de rádios, vendo a redação acontecer nos mais diversos idiomas dos meus  colegas de profissão. Embora, hoje, já não exerça com frequência, carrego a emoção de ver de pertinho a correria, os mínimos detalhes e saber que sim, somos nós, os jornalistas que fazem eventos como estes se tornarem notícia, a ecoar mundo afora seja pela telinha da TV, do telemóvel (como os portugueses chamam o celular)ou até mesmo por estas breves linhas. 

Coincidência ou não, a empresa na qual trabalho aqui em Lisboa, o Grupo Jerónimo Martins, o Pingo Doce, é o maior parceiro e apoiador da JMJ Lisboa, sendo o parceiro alimentar oficial desta celebração intercontinental. Com instalações por todos os pontos que são palco do evento, é feita a distribuição dos “kits de acolhimento ao peregrino” que incluem as principais refeições do dia e o abastecimento de água filtrada, das cabines ECO, onde cada participante pode encher a garrafa plástica reutilizável que foi entregue durante a inscrição da jornada, evitando assim o desperdício de milhares de garrafas de plástico descartáveis pela cidade. 

Esta quinta-feira, dia 3 de agosto, foi um dia mesmo especial, em que vivi algo mágico e único, porque nem nos meus melhores sonhos eu achei que ia estar tão próxima do Papa Francisco. Mesmo que se cumpra o meu desejo de, em algum momento, visitar o Vaticano, já que agora estou mais próxima à Itália, eu nunca imaginei viver esse dia. Por mais que eu soubesse que durante a minha jornada de trabalho iria, por alguns minutos, assistir a cerimônia fora do centro de imprensa, que o máximo que conseguiria era uma foto e outra pelos telões expostos no parque, já que o espaço havia se tornado em um mar de gente, ali junto daqueles milhares de fiéis e simpatizantes, eu, logo eu, consegui passagem justo para estar no corredor onde ele cruzaria! Minutos únicos em que pude me emocionar e perceber o quão privilegiada eu sou. Como sou grata por viver mais uma experiência na minha jornada de imigrante. O que me faz questionar que, talvez seja um sinal que a cota dos pecados já foi reduzida. Risos!!!

  • Tiéle Abreu é jornalista formada pela Universidade Franciscana e hoje mora em Portugal.