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Garimpo da Moda reforça a sustentabilidade

Sustentabilidade é a nova moda, trocar, reinventar, customizar são pequenas coisas que podem ser feitas para uma maior economia no bolso e de recursos naturais. Optar por brechós e garimpos pode ser uma saída para aqueles

Processos de criação em moda: do papel à exposição

Você sabe como se faz a produção de uma peça de moda? É isto que a exposição do curso de design de moda quer mostrar. A mostra acontece na  sala de exposições Angelita Stefani, prédio 14 do Conjunto III

Tecnologia em Design de Moda gradua sua primeira turma

O curso de Tecnologia em Design de Moda do Centro Universitário Franciscano foi criado em 2014 e na noite da última sexta-feira (26), no Hall do Prédio 15 do Conjunto III, apresentou o resultado de dois anos e

Público discute moda e comportamento na Unifra

Na noite de ontem, terça-feira 15, às 19 horas, aconteceu no salão acústico do Centro Universitário Franciscano, conjunto III, a Palestra “Estilo e Moda, Comportamento e Tendências”, ministrada por Márcia Campos, especialista em moda e Relações

Na noite de quinta, 10,  ocorreu o desfile do projeto Brincando com moda 2022, no prédio 15 do conjunto III da UFN. O projeto é realizado anualmente pelo curso de Design de Moda da Universidade Franciscana e tem como finalidade apresentar os resultados das peças de vestuário infantil baseada no reaproveitamento de matéria-prima que se encontra em desuso.

Desfile propôs uma moda igualitária, que prega a tolerância. Créditos: Gabriela Neto / ASSECOM UFN

O desfile contou com a participação de crianças, alunas da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Santa Maria. Na APAE também foram desenvolvidas outras atividades com as crianças. As acadêmicas que desenvolveram as peças desfiladas demonstraram o propósito de uma moda igualitária como um fenômeno sociocultural.

A professora Caroline Colpo explica que ” estamos vivendo tempos de intolerância. Com este projeto queremos ir além de educar as nossas crianças e nos educar com o desfile. Tornar o mundo mais tolerante,  solidário e empático, além de tudo isso, um mundo que abraça a diversidade de pessoas e  personalidades. E que nós enquanto designers saibamos cada vez mais produzir coleções de moda que englobem a representatividade. Hoje é o nosso propósito trabalhar a moda enquanto este fenômeno sociocultural inclusivo e também sustentável para um futuro melhor”. Durante a cerimônia de abertura a professora citou a frase do compositor Alexandre Lemos : “Crianças são como borboletas ao vento … algumas voam rápido … algumas voam pausadamente. Mas todas voam do seu melhor jeito…  cada uma é diferente, cada uma é linda e cada uma é especial”.

A acadêmica Jordana Dutra participou como designer e contou sobre sua inspiração para a roupa: “foi o mágico e o coelho da cartola, pois eu queria algo clássico e fofo. Decidi misturar os dois personagens e fazer como se o coelho fosse mágico. Eu queria um look que fosse a cara da minha modelo, a Mel, visto que ela é delicada e divertida. Acho que eu consegui combinar bem os elementos para traduzir essa ideia”. Ela afirma que seu processo de criação iniciou assim que conheceu e tirou as medidas de Melissa, que não era sua modelo até então. “Eu fiquei encantada com ela e decidi que ela precisava ser a minha modelo. Depois foi a hora de criar. Pesquisei por referências clássicas relacionadas ao circo e cheguei na ideia do mágico e do coelho da cartola, então fiz um croqui pensando em um look que combinasse com a meiguice da Mel. Já na hora de tirar a ideia do papel, a Toninha, a técnica de costura do curso, me auxiliou em todo o processo da modelagem e montagem da peça”.

Para a acadêmica o sentimento é de orgulho e paixão: “ É extremamente gratificante participar de um projeto em que tu acredita”. Jordana também explica qual a diferença de trabalhar com modelos mirins: “os modelos mirins definitivamente precisam de mais atenção que os adultos. As crianças gostam de brincar, conversar, perguntar, então sem criar um vínculo com elas, fica difícil de trabalhar. Mas eu amo crianças, então eu curto muito essa parte. Se precisar entrar na brincadeira com elas, eu entro sem problema”. A designer explica que o Projeto Brincando é de extrema importância, pois ele traz à comunidade para o ambiente da universidade e o mundo da moda. “Esse ano, com a participação dos alunos da APAE no desfile, o Brincando dá um passo a mais na direção de uma moda mais inclusiva e consciente. Eu acredito que a moda por si só é linda, mas quando ela tem propósito, se torna muito mais especial”.

Louise Krusser também participou como designer, que teve como inspiração para sua criação os palhaços: “A estampa criada pela minha colega Victoria também foi incluída, onde traz uma certa ilusão de óptica entre rostinhos de palhaço e borboletas. A inspiração foi pensada de acordo com a energia alegre que os palhaços trazem ao circo”. Seu processo criativo foi iniciado por meio de pesquisas de referências de elementos relacionados ao circo, desenhos e experimentações. Louise expõe que é uma sensação de poder expor a arte produzida da forma mais lúdica e pura possível. Ela admite que é um tanto quanto desafiador, pois “exige bastante cuidado e o dobro de dedicação em questões de criação e produção da peça mas, no final, vale a pena. É gratificante ver os pequeninos participando e admirando nossa arte conosco”.

Participam do projeto as acadêmicas Anna Carolina Gonçalves, Carine de Menezes, Dienifer Petry, Eduarda Martins, Gabriela Colman, Gisela de Oliveira, Jordana Dutra e Louise Krusser. Além de Isabella Viana e Victória Maldonado, que estão trabalhando na organização do evento. A atividade conta com a orientação da professora Caroline Manucelo Colpo.

Estão sendo realizadas, durante a Mostra das Profissões, duas exposições de cursos da UFN. No Prédio 13, é exibida a exposição “Universo de Alice” dos cursos de Design e Design de Moda, enquanto na Sala de Exposições Angelita Stefani, localizada no prédio 14, ocorre a exibição de “Percepções”, do curso de Arquitetura e Urbanismo. 

“Percepções”, exposição de Arquitetura e Urbanismo da UFN. Imagem: Luiza Silveira

Juliana Guma é professora do curso de Arquitetura e Urbanismo na UFN e conta qual o intuito da exposição: “Ela foi organizada para o fechamento do fórum de arquitetura que aconteceu no mês de setembro. Ela veio na mesma temática do fórum que foi Sensos e Percepções, ou seja, é sobre ter um olhar mais sensível sobre o que projetamos no curso de arquitetura e urbanismo. No caso da exibição, especificamente, um olhar mais sensível sobre Santa Maria e como percebemos ela.”.

“Universo de Alice”, exposição dos cursos de Design de Moda e Design da UFN.
Imagem: Luiza Silveira

A exposição “Universo de Alice” está sendo realizada no Prédio 13. Salette Mafalda é professora do curso de Design de Moda, responsável pela apresentação, e comenta sobre a intenção da exibição: “Temos o trabalho de dois cursos, o Design e o Design de Moda, ambos relacionados aos laboratórios de criatividade. Eu e a professora Ciria combinamos uma proposta onde os alunos devem experimentar com técnicas e materiais, trabalhando texturas e cores. Depois de escolhida a proposta, os alunos fizeram uma pesquisa desde o filme até o primeiro livro. Então selecionaram os elementos mais simbólicos e confeccionaram roupas e objetos do tema.”.

Colaboração: Vitória Oliveira

A 3 ª edição do Underground do curso de Design de Moda da Universidade Franciscana, ocorreu na noite de ontem, 27, às 19h no estacionamento do prédio 15, no conjunto III da UFN. Teve como tema este ano a “Desconstrução do estereótipo feminino” no intuito de incentivar os acadêmicos a escolherem uma quebra de padrões impostos pela sociedade às mulheres. 

Acadêmicos do curso de Design de Moda e suas criações. Imagem: Juliano Mendes

 A professora do curso de Design de Moda, Caroline Brum, conta que é muito importante que os alunos aprendam a organizar um evento deste porte, “isso vai fazer parte da vida deles, pois muitos já tem sua marca própria. Toda a estrutura que damos para eles, a organização que fazemos é uma estrutura de vida real, de como podem fazer quando tiverem uma oportunidade de replicar”.

 A maior parte dos designers estão no 3º semestre e a disciplina que organizou é  do 5º semestre. A produção tem o intuito de estimular uma integração entre os mais novos com os mais experientes. Natalia Krum participou como produtora, designer e modelo e teve como inspiração: “Colocar a mulher no espaço dominado por homens,  a minha roupa foi inspirada em mulheres no automobilismo”. A parte em que mais sentiu dificuldade foi na modelagem experimental, pois é cheia de recortes, além da produção. Para ela, exercer tantas funções em um evento como esse envolve muita adrenalina, “mas causa uma sensação muito boa de ver os meus colegas, as pessoas que eu gosto sendo criativas e colocando as ideias delas em prática”. “Pra mim talvez a parte mais fácil tenha sido modelar porque é a parte mais livre para criar do meu jeito”, conta Natalia.

Natalia Krum vestindo sua criação. Imagem: Caroline Freitas

O designer Ewdwardz teve como inspiração buscar a feminilidade onde a sociedade não vê, a transformação, ” tive muita inspiração de pessoas não binárias e de pessoas transexuais e das vivências delas. A asa representa transformação, é como um casulo, é a pessoa trans passando pelo portão da transição. Isso representa toda essa desconstrução, de que a feminilidade não se encontra só em corpos femininos mas também em uma gama de corpos plurais”. Para ele, a experiência de fazer parte do desfile é boa e agrega muito em sua vida profissional.

Hercules Hendges desfilando a criação de Ewdwardz. Imagem: Patrício Fontoura

A acadêmica Vanessa Maltes conta que: “o que tentei levar em consideração a partir do tema foram  questões minhas. Onde a mulher tem que estar sempre muito preocupada com que roupa ela vai sair de casa e se isso vai afetar a rotina dela. Como por exemplo vestir uma roupa mais curta ela pode  sofrer algum tipo de assédio. Sempre tem aquela pergunta na cabeça cobrir ou mostrar?”. O vestuário também pode ser uma questão política e social. “Não apareceu, mas eu escrevi em caneta alguns adjetivos pejorativos que só são válidos para mulheres. Por exemplo vagabunda, o cara vagabundo é uma pessoa que é encostada que não faz nada, já a mulher vagabunda é uma mulher desqualificada que não presta. Para a mulher os adjetivos sempre  tem uma conotação mais pesada do que para os homens”.

Roupa desenhada pela designer Vanessa Maltes. Imagem: Caroline Freitas

Ela acredita que é necessário dar visibilidade a esse tipo de evento, “tanto é que o desfile foi bastante político, conseguimos expressar tudo que realmente queríamos e tivemos liberdade para isso.  Teve representatividade trans e negra, então acredito que conseguimos quebrar um pouco dos paradigmas”. Destaca também que esse tipo de interação traz muitos ganhos para sua vida acadêmica pois ganha experiência, “na questão pessoal eu entendo que as pessoas aceitam essas diferenças, estamos sempre em uma bolha onde achamos que vamos ser julgados e questionados.  Muitas vezes falta  dar a cara a tapa para tornar comum para todo mundo as diferenças”. O mais importante é que ela consegue mostrar o seu trabalho, “o que eu vim fazer aqui é roupa, não tenho plano B. É isso que eu quero para a minha vida”.

Colaboração: Luiza Silveira

Grupo da UFN que participou da viagem de estudos a Paris.

Cerca de 40 professores e estudantes de diversos cursos da UFN realizaram uma viagem de estudos a Paris entre os dias 17 e 23 de outubro. A maior parte do grupo era formada por acadêmicos e docentes vinculados ao curso de Design de Moda. Professores dos cursos de Publicidade e Propaganda, Jornalismo, História e do MEHL também participaram da viagem.

Visita ao Museu Yves Saint Laurent.

Na capital da França, um dos momentos mais interessantes foi uma visita guiada ao Museu Yves Saint Laurent, localizado no prédio onde funcionava o atelier de um dos mais importantes costureiros do século 20. O estilista decidiu em 1964 assegurar a conservação de suas criações. Esta consciência patrimonial de Yves Saint Laurent (1936-2008) proporcionou um acervo de milhares de modelos e toda a documentação relativa à criação, algo sem equivalente no mundo da moda. 

Alguns dos modelos de Yves Saint Laurent.

A visita teve tradução simultânea do professor Bebeto Badke, do curso de Jornalismo, e permitiu que alunos e professores penetrassem no universo de Saint Laurent, tendo como pontos altos a visita ao atelier de criação do artista, com móveis, objetos e livros que ele utilizava para suas pesquisas. Outro destaque foi a coleção original de modelos criada a partir da obra do pintor abstrato Piet Mondrian (1874-1944).

Detalhes do atelier de Yves Saint Laurent.

Coleção de modelos criada a partir da obra do pintor Piet Mondrian.

A coordenadora do curso de Design de Moda, Salette Marchi acredita que a viagem foi muito importante para o desenvolvimento emocional, intelectual e técnico de alunos e professores: “vivenciamos o que tem de melhor no campo da Moda, Design, Arquitetura e Arte,  estimulamos nossos cinco sentidos visão, audição, tato, paladar, olfato, aqui incluso um sexto sentido que é o sinergético, quando todos os sentidos são estimulados e a experiência acessa uma emoção que com certeza futuramente vai nos ajudar na criação e desenvolvimento de coleções.” Salette também destaca que participar de viagens aprimora o conhecimento sobre outros lugares que estimulam a criatividade, autonomia, o pensamento flexível e original, gerando um grande aprendizado para a vida, pois os alunos puderam ver na prática aquilo que está na teoria. 

Outra visita inesquecível foi a exposição A Noite Estrelada, uma imersão na obra de  Vincent Van Gogh(1853-1890. É uma fusão de arte, música e tecnologia que permite reunir algumas obras do  pintor pós-impressionista em projeções embaladas por trechos de sinfonias, jazz e música pop, evocando o imaginário e a criatividade imensurável do artista holandês.

Visita à exposição A Noite Estrelada.

A estudante de Moda e designer de produto, Paula Dariva, ficou emocionada  com a exposição das obras de Van Gogh que eram projetadas de maneira a interagir com o público: “Isto fez com que nos tornássemos parte da obra do artista, a música e o movimento das telas nos causavam sensações que só vivenciado aquela mostra para entender na sua totalidade.”

O grupo também  fez visitas as museus do Louvre,d´Orsay, de Artes Decorativas e ao Palácio de Versalhes além de pontos turísticos consagrados  da Cidade Luz como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e a avenida dos Champs-Elysées. O Curso de Design de Moda pretende fazer outras viagens para o aprimoramento de alunos e professores. Também participaram do grupo os docentes Alisson Fernandes, Rubiana Sandri, Caroline Brum, Rose Corrêa, Lia Viero e Elsbeth Becker. 

 

Texto: jornalista Bebeto Badke (MTb 5498)

Fotos: Salette Marchi e Bebeto Badke

 

Garimpo da Moda na UFN. Foto: Denzel Valiente/LABFEM

Com a intenção de promover o desapego e a troca de roupas que estão guardadas e sem uso, nesta tarde de segunda-feira, 10 de junho, os alunos do Design de Moda da Universidade Franciscana, estão promovendo mais um Garimpo da Moda.

A professora de Publicidade e Propaganda e também coordenadora do Garimpo, Caroline Brum, conta que objetivo da iniciativa é a promoção da moda sustentável e o ciclo de recompra de terceira, quarta mão. “A real de consumir sem entrar na onda coleção do ano”, afirma Caroline.

A aluna de moda Luana Medeiros também pensa que é importante praticar o desapego, devido ao consumo, isso faz com que se crie uma maior consciência das coisas. “Tu pegar roupas de pessoas que já usaram bastante e dar uma nova utilidade para elas” finaliza.

 

Foto: Paula Siqueira/LABFEM

Sustentabilidade é a nova moda, trocar, reinventar, customizar são pequenas coisas que podem ser feitas para uma maior economia no bolso e de recursos naturais. Optar por brechós e garimpos pode ser uma saída para aqueles que querem estar na moda e manter a consciência ecológica.

Com este pensamento os acadêmicos do curso de Design de Moda da UFN estão promovendo, nesta terça-feira (6) e quarta-feira (7), mais uma edição do Garimpo da Moda, no Hall do prédio 15, Conjunto III. O brechó acontece das  9h  até as 18h.

Segundo a aluna do curso de moda Elissandra Marques da Costa, a participação no brechó é aberta para qualquer aluno vinculado a instituição que queira desapegar de suas roupas, sapatos e acessórios. Eles precisam estar em bom estado, e a própria pessoa estipula um valor justo, as peças também podem ser trocadas com outras pessoas. A iniciativa promove a sustentabilidade e o reaproveitamento, tema muito discutido no curso de Design de Moda.

 

Troca e venda de roupas, acessórios, livros e muito mais.

Dias 06 e 07 de novembro

Horário: das 9h às 18h

Hall do prédio 15

Exposição mostra o processo criativo dos alunos formados. Fotos: Juliano Dutra, Labfem

Você sabe como se faz a produção de uma peça de moda? É isto que a exposição do curso de design de moda quer mostrar. A mostra acontece na  sala de exposições Angelita Stefani, prédio 14 do Conjunto III do Centro Universitário Franciscano.

Com o nome “Processo de criação em Design de Moda – diversidade e subjetividade”, a exposição mostra todo o processo criativo envolvido na produção das peças criadas pelos alunos formados no primeiro semestre de 2017.

A exposição serve como uma vitrine e tem como objetivo dar visibilidade às criações, além de proporcionar às pessoas que vêm visitar, uma compreensão de como ocorre o processo de criação. Criar, segundo a coordenadora do curso, Maria de Graça Portela Lisboa,  envolve várias linguagens,  desde a inspiração, a ideia inicial, até o sistema tecnológico do que vai ser produzido.

A produção durou dois semestres. Iniciou no momento em que os alunos fizeram um levantamento sobre o que é tendência, que tipo de materiais estão sendo utilizados e partiu até o desenvolvimento.

A visitação às peças é aberta ao público e teve início na última quarta-feira, 23. A exposição tem a curadoria da professora do curso de tecnologia em Design Moda, Simone M. da Rosa e pode ser visitada até o dia 12 de setembro, de segunda à sexta-feira, das 14h às 18h.

Francesco assina a revista Tupi, que é semestral. Foto: Rodrigo Savian/ Laboratório de Fotografia e Memória.
Francesco assina a revista Tupi, que é semestral. Foto: Rodrigo Savian/ Laboratório de Fotografia e Memória.

Faculdade, cursos, moda, live painting, design, arte, decoração, são temas abordados pelo maior evento de criatividade da América Latina, o Pixel Show – Conferência de Criatividade. Francesco Ferrrari, publicitário egresso do Centro Universitário Franciscano, foi no 12ª edição do evento, em São Paulo. Multidisciplinar, dinâmico, Pixel Show é composto por palestras, workshops e oficinas. Iniciativas e projetos de criatividade de ilustradores, jornalistas, publicitários, musicista, que criam ou usam artifícios e plataformas criativos, vêm até São Paulo para falar sobre o tema. Francesco foi motivado pelo seu gosto por ilustrações, mas não sabia quem seriam os palestrantes. Ele já assina a revista que promove o evento, Zupi, desde o ano passado, quando foi também no Pixel.

“Vi o Vj Spetto, responsáveis pelas projeções do Mappin da abertura das olimpíadas, o Roger Ranch, ilustrador americano que trabalhou para a BBC. Gosto muito dos trabalhos do Ranch, pois ele trabalha com retas e seu estilo é parecido com o ‘Onde está Wally’, uma ilustração mais publicitária. Também vi temas mais artísticos, do coletivo DOMA, do designer, grafiteiro e publicitário argentino, Julian Manzelli, conhecido como Chu, que fazem intervenções de arte de rua embasadas em fatos políticos, como guerras, queda das Torres Gêmeas”, afirma.

O dono do coletivo faz uma arte mais divertida e leve, no DOMA, ele e mais sete artistas fazem algo mais engajado politicamente. Por exemplo, eles fizeram uma intervenção em Berlim, na Alemanha, com um tanque de guerra almofadado, pois é um país totalmente bélico. A instalação propunha repensar sobre a utilização de equipamentos bélicos, os artistas andaram pela cidade com a almofada gigante de tanque, criticando o endeusamento do país pela questão dos armamentos, era como se eles dissessem ”olha, isso não funciona, não muda nada”, conta Francesco. Eles têm um site, onde você pode visitar e conhecer mais dessa arte.

O próximo Pixel Show será em outubro do ano que vem. Foto: reprodução/Facebook.
O próximo Pixel Show será em outubro do ano que vem. Foto: reprodução/Facebook.

Entre os brasileiros, estava o Spetto, os quadrinistas Gabriel Bá e  Fábio Moon, e muitos outros. As palestras eram ministradas pelos ilustradores e publicitários, e os workshops ocorriam paralelamente. Francesco conta que a apresentação do holandês, sobre jogos e educação, ele abordou a questão de utilizar jogos criativos para serem usados na educação de forma dinâmico, em plataformas online e offline. Jogos que podem ser usados tanto para atividade lúdicas, para graduação, crianças com problemas motores, trabalhos acadêmicos. E é algo interessante para quem trabalha com ensino, segundo o publicitário. Na página do evento é possível ver um pouco do que foi feito no PS. O publicitário foi com mais dois colegas do Centro Universitário Franciscano.
O Show ocorre todos os anos, em São Paulo, capital. As inscrições podem ser feitas pelo site, e assinantes da revista Zupi têm desconto.

 

Foto: Juliano Dutra

O curso de Tecnologia em Design de Moda do Centro Universitário Franciscano foi criado em 2014 e na noite da última sexta-feira (26), no Hall do Prédio 15 do Conjunto III, apresentou o resultado de dois anos e meio de curso para 400 pessoas. O desfile, chamado LAB512, reuniu familiares dos formandos, convidados e homenageou o estilista Rui Spohr, um dos mais conceituados estilistas gaúchos, e contou, também, com a presença da modelo internacional Martha Streck, natural de Júlio de Castilhos.

“O nome escolhido foi uma homenagem à sala 512, onde se localiza o Laboratório de Modelagem e Costura”, explica o formando Alisson Lucero Fernandez, de 28 anos. Foram meses de produção para chegar ao resultado final, tanto no que diz respeito às coleções quanto à produção do desfile em si. Com quase 30 voluntários, foram apresentadas diversas coleções produzidas pelos alunos, que iam de grafismos indígenas a coleção infantil sem gênero, passando pelo cyberpunk e acessórios inspirados na Basílica da Medianeira. Concomitante ao desfile foi apresentada uma mostra multimídia com trabalhos da disciplina de Produção em Moda.

O coração batia forte. Todos estavam esperando um grande acontecimento e os objetivos foram alcançados. Coordenado pelas professoras Morgana Machado e pela também coordenadora do curso Maria da Graça Lisboa, o LAB 512 foi mais do que um desfile conceitual com peças de vestuário e acessórios: todos os participantes deixaram uma marca única por fazerem a formatura da primeira turma de um curso em forma de desfile.

Márcia Campos durante a aula inaugural do curso de Tecnologia em Design de Moda. Foto: Juliano Dutra . Lab. Fotografia e Memória.
Márcia Campos durante a aula inaugural do curso de Tecnologia em Design de Moda. Foto: Juliano Dutra. Lab. Fotografia e Memória.

Na noite de ontem, terça-feira 15, às 19 horas, aconteceu no salão acústico do Centro Universitário Franciscano, conjunto III, a Palestra “Estilo e Moda, Comportamento e Tendências”, ministrada por Márcia Campos, especialista em moda e Relações Públicas da PUC/RS, com mestrado em Comunicação na UFRJ

O evento foi direcionado para os alunos do curso Superior de Tecnologia em Design de Moda, e também se fizeram presentes professores do curso. Márcia trouxe como reflexão, entender a moda e o estilo.

Conforme Márcia, “quando olhamos para alguém cinquenta por cento do que visualizamos em uma pessoa é a sua aparência e a sua voz. Tudo interfere na nossa imagem, nosso corpo pode mudar, nossa mente e comportamento, até mesmo a forma como nos portamos e enviamos mensagens para os outros”. Ela explicou que é preciso fortalecer a imagem que se projeta ao mundo, onde a roupa e aparência fala muito sobre as pessoas: “ Nosso guarda-roupa é um “fofoqueiro”, goste ou não, ele diz muito sobre você”.

Há uma necessidade de querer o que está na moda, o que é novo o que é diferente”. Com a tecnologia, as informações chegam muito rápido ao público, as marcas lançam seus produtos, e as tendências impulsionam com seus estilos, cores e padronagens. Vive-se em um mundo virtual, onde emotions atribuem e acrescentam valores aos posts, e não há como fugir deste universo de ícones.

Márcia relata que também é preciso ter seu próprio estilo, ao invés de só copiar. Com base na linguagem do corpo ela diz ainda, que todos são influenciados pelo não verbal dos pensamentos, gestos, expressões de domínio, orgulho, e que a postura molda o comportamento através da mente.