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Da falência à volta por cima da Cyrilla

A fábrica que reabriu no ano da pandemia já enfrentou problemas sérios, inclusive uso de insumos baratos que alteraram o sabor  Joedison e Matheus Avello* A Cyrilla foi inaugurada em 20 de setembro de 1910 em

Planejamento estratégico é tema de palestra na UFN

A palestra ” O Gestor e o planejamento estratégico” foi o tema da palestra do diretor administrativo financeiro da CVI- Refrigerantes, Gerso Iung, nesta terça-feira, 11, no 2º Fórum Integrado de Negócios. Segundo Iung, uma pergunta

Gestão do futuro é tema de oficina na UFN

Serviços, marcas, tecnologia e outros mecanismos rondam o mercado de trabalho que a cada dia preocupa-se com o futuro. Essa foi uma das discussões na tarde de hoje, dia 11, durante o II Fórum Integrado de Negócios, com

Relações entre controle de gestão e governança corporativa

O Fórum Integrado de Negócios ocorre de segunda a quarta-feira, 10 e 12 de setembro, no conjunto III da Universidade Franciscana. O objetivo do evento é apresentar um panorama geral das principais pautas relacionadas a carreira

A mudança por trás da crise

Andrielle Hoffman e Keila Marques Se o famoso “cofrinho de porquinho” era tão utilizado pelas crianças, agora é a vez dos adultos recorrerem ao método. Para os economistas, este é o momento certo para a tradição

A fábrica que reabriu no ano da pandemia já enfrentou problemas sérios, inclusive uso de insumos baratos que alteraram o sabor 

Joedison e Matheus Avello*

A Cyrilla foi inaugurada em 20 de setembro de 1910 em Santa Maria, Rio Grande do Sul, e fica localizada na rua Marechal Deodoro, número 50, bairro Itararé. Foi fundada pelo alemão Frederico Adolfo Diefenthaler em sociedade com o químico Ernest Geys, e teve a finalidade de produzir águas minerais, refrigerantes, licores e outras bebidas alcóolicas.

Ao longo dos seus 110 anos a indústria viveu vários altos e baixos. Teve sucesso em vendas, mas também momentos difíceis. A empresa pecou em más administrações, que não souberam lidar com problemas fiscais, com a concorrência, que provocaram a falência em 2008. Mesmo com tudo isso a fábrica conseguiu dar a volta por cima e reabrir em 2020.   

As dificuldades ao longo da existência e a falência em 2008

A fábrica encerrou as atividades, em 2008, por problemas diversos, como endividamentos relativos a impostos, dificuldade financeira, problemas de mercado e má administração. “O último proprietário foi meu pai, Antonio Gilberto Correa que começou a trabalhar na Cyrilla como funcionário no ano de 1971”, afirma Tiago Correa.

Tiago conta que o auge das vendas da marca foi na década de 1970 e que ao longo dos anos a empresa passou por vários problemas. “A família Diefenthaler administrou a fábrica até início dos anos 1980, passando por três gerações familiares. Nos anos 1980, a Cyrilla passou por problemas familiares. Não sabiam se iam vender a empresa ou simplesmente fechar as suas portas”, conta. “Foi aí que ofereceram para meu pai um percentual para ele administrar a empresa e ele tentar virar o jogo”, complementa Correa.

Entre os anos 1980 e 1990, a empresa conseguiu alavancar suas vendas. Aos poucos Antônio Gilberto Correa comprou a parte dos outros sócios. Correa ficou à frente da empresa até 2008, quando fechou. Os problemas  começaram a aparecer em 1994, quando surgiu a garrafa PET. A fábrica parou de produzir o vidro e já não conseguia mais fazer o guaraná Cyrillinha como era antigamente. A partir daquela década surgiram problemas fiscais e concorrência com outras marcas mais baratas.

Nos anos de 2002 e 2003, a fábrica vendia seus produtos para todo o Estado, tinha produção 24h por dia, porém, havia um contratempo de problemas fiscais somado à má administração. Tiago informa que naquela época aumentaram as dificuldades por conta de 49 fábricas de refrigerantes existentes no país que não mantinham um padrão e produziam os produtos de má qualidade, bem mais baratos que a Cyrilla. “Como a Cyrilla tinha um custo mais caro, não podia competir. Não conseguia vender. Logo não possuía mais capital. Com isso, ela foi se descapitalizando junto com interferências fiscais que fizeram a fábrica fechar suas portas de vez no ano de 2008”, admite Tiago Correa.

 

O relato de um ex-funcionário

A empresa vendia muita mercadoria para os supermercados do Estado. Porém, às vezes as lojas não vendiam tanto, e os produtos acabavam voltando para as trocas, o que acarretava em perda de receita. “Seu Gilberto era um bom patrão e uma excelente pessoa com seus funcionários e clientes. Seu único defeito era não saber administrar, já que, gastava muitas vezes mais do que realmente ganhava de vendas e obtinha lucro”, assegura Onofre Lopes de Almeida ex-funcionário da empresa.

“Trabalhei na fábrica entre os anos de 1997 e 2008. Durante este período, a Cyrilla passou por fases difíceis”, comenta. O ex-funcionário revela que nos últimos anos houve troca de insumos, que alteraram o sabor dos refrigerantes. “A empresa, na época, trocou algumas coisas de sua composição química que estavam muito caras por outras mais baratas, o que ocasionou em um refrigerante mais aguado, com menos gosto e pouco gás. Isso na época deu um baita problema, pois a empresa recebeu várias ligações de reclamações, o que gerou várias trocas de refrigerantes”, lembra.

Os consumidores não aceitaram as bebidas mais aguadas e com menos gás. “No fim, a empresa tentou economizar na produção, mas acabou gastando ainda mais, já que, o refrigerante mais barata gerou trocas. Foi um período em que a fábrica teve mais prejuízo. Salários atrasados de funcionários e problemas trabalhistas começaram a aparecer entre 2007 e 2008, o que logo levou seu Gilberto Correa fechar as portas da empresa”, declara o ex-funcionário.

Segundo o ex-funcionário, a Cyrilla entregava refrigerantes em todas as cidades do Rio Grande do Sul. Os supermercados que mais vendiam Cyrilla aqui em Santa Maria eram o Beltrame da rua Euclides da Cunha, Big da Fernando Ferrari, Nacional do centro e Avenida Medianeira e a Rede Vivo. Em 2008 Onofre teve que sair da empresa, devido a um acidente de moto no bairro Itararé, no trevo onde fica a igreja Santa Catarina. “Estava a trabalho no momento do acidente, mas não consigo me lembrar do exato momento do acidente, apenas sei por laudos e dados levantados pela polícia”. “Após o acidente fiquei um bom tempo internado, pois tive traumatismo craniano e também fiquei com sequelas, passei a ficar com a memória curta, assim como lembro das coisas, logo esqueço”, informa Lopes. 

O amor e carinho por quem é fã da marca

 

Morador desde que nasceu no bairro Itararé, Jorge Ademir Rosa Pereira, 56 anos, conta que nos anos 80 e 90 vendia-se bastante refrigerante na empresa. Os moradores do bairro todo consumiam apenas Cyrilla. “Temos que valorizar a marca, porque é um produto nosso produzido aqui na cidade, os refrigerantes Cyrilla são produtos bons, suave e que devem ser mais valorizados por todos daqui, ao invés das população da cidade dar lucro a empresas de fora como a Coca-Cola, por exemplo”, comenta. “Não podemos deixar a indústria fechar suas portas novamente”.

“A Cyrilla faz lembrar-me da minha infância que sempre tinha refrigerantes Cyrilla nas festas aqui em casa, ou nos encontros com a família. Bebíamos Cyrilla também em bares que ficavam próximos a Gare, além de encontros com amigos, vizinhos e familiares que sempre tinham algum sabor de refri da marca”, menciona Pereira. Recordo bastante da Cyrillinha que era feita da casca da laranja e era o sabor que a gente mais tomava aqui em casa”.

Amancio D’Jalmo Aires Rodrigues, aposentado, 71 anos conta que quando bebe os refrigerantes da cyrilla relembra da sua infância e juventude, em especial um momento em que vivenciou quando tinha em torno de 10 ou 12 anos. “Nunca vou me esquecer daquela cena, estava assistindo uma corrida de cavalo (corrida de apostas) na minha cidade, Formigueiro e estava um calor insuportável e eu estava sem dinheiro para comprar o meu refrigerante favorito a gasosa limão da Cyrilla”. “Então um senhor que havia postado em um cavalo na carreira me viu e disse que daria uma gasosa limão para mim, caso o cavalo dele vencesse a carreira, e foi o que aconteceu. Após o final da corrida aconteceu uma tremenda briga, entre aqueles que perderam suas apostas, era gente correndo para todos os lados, queria sair dali, mas, não queria perder a chance de ganhar o meu refrigerante preferido. Peguei e me escondi em um cantinho e logo que acabou a briga, o senhor que me prometeu a gasosa cumpriu sua palavra e eu pulei de alegria”, declara Rodrigues.

A volta por cima

No momento, a Cyrilla pertence a três empresários, Lairton Pedro Padoin, dono dos postos Padoin, José Antônio Saccol, proprietário da Minami (Honda) e Luiz Antônio Marquezan Bagolin. “No início, só existia o sabor guaraná, mas com o passar do tempo foram produzidos novos gostos, como por exemplo: a gasosa limão e a cyrillinha. Uma bebida na cor alaranjada transparente, produzida a partir do óleo da casca de laranja, afirma Luiz Marquezan Bagolin, hoje sócio administrativo da fábrica.”

Com intuito de não deixar uma marca centenária morrer, Bagolin conta que ele e os demais sócios trabalharam duro ao longo dos últimos anos para reabrirem a empresa novamente no ano de 2020. Com o apoio da prefeitura, o prédio e a marca, que estava em leilão com a Justiça Federal, foram adquiridos. Todos os equipamentos foram adquiridos novos com a mais moderna tecnologia do mercado atual. Além disso, foi realizada uma reforma de obra civil na sede da empresa. Foi planejado aproveitar toda a estrutura imobiliária, porém o prédio era muito antigo, o que levou a ser reaproveitado apenas a fachada com o design clássico. Foram feitos dois andares e dois pavilhões novos. Para a parte elétrica teve que fazer subestações, todas em inox. Diferente de antes, os pisos foram feitos sem degraus, o que facilita o trabalho dos funcionários que utilizam empilhadeiras e paleteiras. 

A empresa possui duas fontes de água ainda originais da antiga fábrica. Águas com ph 7.1, mineral utilizada para o consumo industrial e uma fonte gaseificada é a água diamantina, vendida em vários supermercados da cidade e também utilizada na produção de todos os refrigerantes. A fábrica trabalha apenas com produtos que na época eram de maior demanda, mas o objetivo da companhia é logo apresentar novos sabores de refrigerantes.

 

O futuro da Cyrilla

 

O atual sócio proprietário da Cyrilla, Luiz Marquesan Bagolin relata que o sabor uva já está sendo desenvolvido na empresa e daqui uns dias já estará à venda e que refrigerantes para o público infantil também vêm sendo planejados para desenvolvimento, além da produção da opção zero açúcar. A ideia de fabricar águas saborizadas para o futuro, já que é considerado um produto que está em alta no mercado, bem como a produção de bebidas alcoólicas, como vodkas, gins e licores, estão sendo pensados, afirma o sócio administrativo.

 

Porque uma empresa centenária e uma marca tão querida pelos santa-marienses não consegue manter as portas abertas. Será que agora é a vez da empresa emplacar?

 

O que todos queremos saber é se a Cyrilla conseguirá daqui para frente seguir firme, fazer uma boa administração ao contrário das anteriores. A empresa terá dinheiro suficiente para aumentar sua gama de produtos e capital para alcançar várias cidades e regiões do Estado e quem sabe País?

 

São muitas incertezas que ainda perduram sobre a fábrica, a questão também do seu preço que é bem elevado, quase o valor de refrigerantes da Coca-cola e da Pepsi, que são produtos de alta qualidade. Será que a empresa não deve baixar um pouco o valor de seus produtos para assim ficar na concorrência com outras marcas menores, como Fruki e Sarandi? 

O que vai ser da empresa nos próximos anos ninguém sabe, mas espera-se que consiga manter-se e assim valorizar o nome da cidade de Santa Maria e o Estado do Rio Grande do Sul, além de que pode ser no futuro uma enorme fonte de novos empregos e de várias áreas de atuação dentro da empresa.

 

Um pouco da história da fábrica 

A Cyrilla foi inaugurada em 20 de setembro de 1910 em Santa Maria, Rio Grande do Sul e é uma das indústrias de refrigerantes mais antigas do País. Foi fundada pelo alemão Frederico Adolfo Diefenthaler em sociedade com o químico Ernest Geys, e teve a finalidade de produzir águas minerais, refrigerantes, licores e outras bebidas alcóolicas.

A marca foi uma das pioneiras no envase do guaraná, sendo um dos primeiros refrigerantes desse sabor no Brasil. Sua fórmula foi produzida no ano de 1905 pelo médico Luiz Pereira Barreto, na cidade de Resende, no Rio de Janeiro. Porém, ela  só passou a ser utilizada em 1910 em Santa Maria, após ser adquirida e registrada por Diefenthaler e Geys.

A indústria foi instalada no bairro Itararé, próximo ao centro da cidade, ficando também a poucos quilômetros dos trilhos da Viação Férrea, onde passavam muitos viajantes e turistas de vários lugares do País. Fator que foi importante para o destaque da empresa, que pode divulgar e vender o guaraná. Com popularidade elevada, Cyrilla foi a pioneira na cidade se tratando da industrialização de bebidas, e uma das mais importantes e representatividade na região central do Rio Grande do Sul.

O Livro de Cirilo Costa Beber, “Santa Maria 200 anos: história da economia do município”, fala que o desenvolvimento do bairro Itararé se deu em virtude da ferrovia instalada na cidade e também da Fábrica da Cyrilla. A empresa apresentou muita influência ferroviária já que, na época era muito utilizada por viajantes, turistas, militares e imigrantes alemães e italianos, além de meio de transporte de produtos plantados aqui que eram comercializados para várias cidades do País. 

Santa Maria tinha a maior parte de seu capital econômico vindo da agropecuária e do setor de serviços, com destaque para o comércio, o que ajudava muito aos habitantes a consumirem os produtos locais. A cidade foi um dos principais centros da Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS). Possuía na época e, ainda possui um grande contingente militar, segunda cidade com maior contingente de militares do Brasil, além de estar posicionada geograficamente no centro do estado do extremo sul do Brasil e, assim, próximo da Argentina e do Uruguai.

A palestra ” O Gestor e o planejamento estratégico” foi o tema da palestra do diretor administrativo financeiro da CVI- Refrigerantes, Gerso Iung, nesta terça-feira, 11, no 2º Fórum Integrado de Negócios. Segundo Iung, uma pergunta que toda criança já deve ter ouvido pelo uma vez na vida é: ” o que você quer ser quando crescer?”,  e esta foi a temática do vídeo apresentado pelo palestrante.  “À medida que o tempo passa, começamos a ter dúvidas sobre nosso futuro”, conclui ele.

Gerso Iung falou sobre o planejamento estratégico. Foto: Thayane Rodrigues / LABFEM

Iung explicou que, nas áreas de administração, economia e ciências contábeis, o planejamento estratégico é um trabalho de gestão organizacional e requer que se olhe para sua organização de maneira completa. Assim, ao interagir com toda a logística, o gestor será capaz de fortalecer e melhorar a negociação entre empresa e cliente. Ele citou como exemplo a  obra “Seja Foda!”, de Caio Carneiro, que relata que o sucesso das conquistas está na palma de nossas mãos.

O autor relaciona os cinco principais pilares estratégicos com os dedos de uma mão. “O polegar representa a positividade e o otimismo, devemos acreditar em nós mesmos e nos manter sempre na direção de nossos objetivos. O dedo indicador mostra a visão e a direção, é de onde queremos chegar. É mais importante a direção que a velocidade. O dedo médio ou feio é o responsável pela atitude e execução, que ajuda a recarregar as energias. O dedo anelar simula os compromissos e os valores. Por fim o dedo pequeno que simboliza o controle emocional e os detalhes. A emoção agindo nos detalhes. Nós somos 80% emocional e 20% técnico estrutural”, explicou o diretor.

Gerso terminou a noite de palestra com uma reflexão para os futuros profissionais das áreas de administração, economia e ciências contábeis. “Se podemos sonhar (visão de futuro), também podemos tornar nossos sonhos em realidade (controle estratégico)”, conclui.

 

Professor Lissandro Dornelles da UFN. Foto:Vítor Cargnelutti/LABFEM

Serviços, marcas, tecnologia e outros mecanismos rondam o mercado de trabalho que a cada dia preocupa-se com o futuro. Essa foi uma das discussões na tarde de hoje, dia 11, durante o II Fórum Integrado de Negócios, com a oficina sobre  Gestão inovadora com foco no futuro, ministrada por Lissandro Dorneles Dalla Nora,  professor da Universidade Franciscana.

O workshop atingiu os cursos de Administração, Ciências contábeis e Ciências Econômicas para debater sobre os desafios que universitários enfrentarão ao ingressarem no mercado de trabalho após a formação acadêmica. “A gestão da inovação é muito complexa. Todos vocês vão ter que fazer a gestão da inovação, não existe mais fazer só o tradicional, tem que se adaptar e sempre recebemos desafios”, argumentou Lissandro.

Através de slides foi demonstrado a linha do tempo da evolução da tecnologia, marcas e serviços. Para o professor hoje em dia existem computadores que podem ser transformados em tablets e vídeo games que parecem mais com a realidade do que um jogo, que resultou em um exercício passado para o público presente para escreverem como foi um determinado objeto, como ele se apresenta hoje e como que ele vai ser visto amanhã. “de que forma eu vou tornar sustentável a minha organização se eu não olho para o amanhã”, refletiu.

A gestão do futuro prevê também que negócios feitos no passado, como os mascates citado na oficina, possam voltar e ser transformado em algo sustentável. “Amazon, aliexpress, são os novos mascates porque eles vendem produtos de diversas empresas e a conexão em rede, as compras virtuais predominam. Vocês vão ter que transformar os negócios para se adaptarem a isso. E ai vem a questão de marketing multinível”, comentou o professor. Para ele, as empresas e as pessoas apresentam evolução em velocidades que geram perfis diferentes para quem vai fazer gestão. Muita coisa está   acontecendo nessa própria geração, até mesmo com as marcas. ” As marcas muitas vezes representam a imagem da empresa, o que ela quer colocar”, destacou Lissandro. Na apresentação foram mostradas marcas como: Apple, Shell, Nokia, entre outros.

Oficina discute governança corporativa. Foto: Lucas H. Linck/LABFEM

O Fórum Integrado de Negócios ocorre de segunda a quarta-feira, 10 e 12 de setembro, no conjunto III da Universidade Franciscana. O objetivo do evento é apresentar um panorama geral das principais pautas relacionadas a carreira e o profissional de Administração, Economia e Ciências Contábeis.

A manhã de  hoje, terça-feira, 11,  iniciou com a oficina sobre relações entre controle de gestão e governança corporativa, ministrada pelo professor Luiz Henrique Figueira Marquezan, do departamento de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Maria. Marquezan é especialista em Controladoria e Finanças e doutor em Ciências Contábeis pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(Unisinos), com atuação profissional como consultor nas áreas de Controladoria e Planejamento, 

Segundo ele, “governança corporativa são atividades desenvolvidas dentro de uma empresa, visando atingir seus objetivos e alcançar os resultados desejados. Para que estas ações obtenham sucesso, é necessário que sejam planejadas e controladas. A governança envolve os proprietários da empresa e o conselho de administração, que é um órgão colegiado que apoia a gestão e possui dois principais papéis: o de aconselhar e o de monitorar o que ocorre com a empresa”.

Marquezan realizou uma atividade que explicava em quem podemos confiar. “Pensem  que no lado direito desta folha está as pessoas, empresas e regras sociais que você confia, e do lado direito as coisas que você  desconfia. Vocês acham que a linha divisória está no meio? ou estaria mais para esquerda ou  para a direita? Vocês conseguem denominar as empresas e pessoas que você confia?”.

O professor exibiu um vídeo sobre como as pessoas realizam pequenos atos de corrupções e não se dão conta disso, pensando apenas em como podem beneficiar-se da trapaça  e, ao mesmo tempo, tornar-se uma pessoa correta. “Estamos apenas pensando nos atos de corrupção de governantes ou de pessoas que conhecemos, mas não nos damos conta das pequenas corrupções que realizamos, sendo elas furando a fila de um banco, infringindo as regras de trânsito e outras coisas”, conclui ele.

A coordenadora da oficina e professora do curso de ciências contábeis da Universidade Franciscana, Jaqueline Carla Guse, comenta que a palestra foi muito produtiva, pois abordou conhecimentos que não são possíveis de  serem realizados em sala de aula, mas que os alunos irão vivenciá-los no momento em que saírem para o mercado de trabalho.

 

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Andrielle Hoffman e Keila Marques

Se o famoso “cofrinho de porquinho” era tão utilizado pelas crianças, agora é a vez dos adultos recorrerem ao método. Para os economistas, este é o momento certo para a tradição tornar-se um hábito. O que parece ser um momento difícil, pode se tornar em uma mudança benéfica de comportamento. A prática de economizar e poupar são essenciais para não ter gastos desnecessários e adquirir um reserva de dinheiro no final do mês.
A crise econômica trás retração e estagnação nas vendas do comércio, afetando a população como um todo, gerando dentre outros malefícios o desemprego. Contudo esta é a hora das empresas procurarem uma nova alternativa e focar em um planejamento eficaz.
Para Rodrigo Schiavo, técnico de atendimento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), não existe momento certo para abrir um negócio, mesmo em tempos de crise, basta planejar e buscar um diferencial. “O primeiro passo é buscar informações do setor desejado, entender a necessidade do mercado e do público alvo, e a partir de ajuda técnica, montar um plano de negócios para saber se é viável economicamente abrir a empresa’’, destaca..
A crise atinge todas as áreas, em diferentes setores, mas a dica é procurar identificar onde está a retração do cliente e trazer uma alternativa. “Umas das possibilidades são as promoções, produtos com valor agregado, em que o comerciante consegue expor produtos de qualidade com um preço mais baixo”, ressalta.
Outra aposta é em no atendimento com horários diferenciados. Caso do empreendedor Manoel da Cruz, lojista há mais de 12 anos em São Pedro do Sul. “O foco da minha loja de calçados é oferecer preços acessíveis, promoções e liquidações’’, comenta. O comerciante começou a abrir a loja em horários alternativos como no domingo, feriados além de permanecer aberto mais tempo em dias úteis. Manoel Cruz conta que sofre muito com a falta de pagamento. “Nós estamos dispostos a negociar, e entrar num acordo para receber e não perder o cliente’’, comenta.
De acordo com Dagomar Pfluck, presidente da Associação Comercial e Industrial de Toropi, a inadimplência é um dos principais resultados da crise no comércio. “ Quem tem contas a pagar, está priorizando o pagamento de suas necessidades básicas, deixando de lado as demais dívidas’’ constata.
O coordenador do curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário Franciscano, Mateus Frozza, relata que a crise tem feito com que muitas pessoas abram negócios por necessidade e não por planejamento, trazendo risco para o empreendedor. O professor explica que a crise está fazendo com que muitas pessoas pensem antes de gastar, causando uma mudança de comportamento.
Frozza explica que o empreendedor precisa se reorganizar, planejar e se readequar ao momento para atingir o público especifico. O momento pode ser difícil, mas é na dificuldade que começa a mudança.

Assista à entrevista com o professor Mateus Frozza sobre empreender na crise