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Enquanto opções com glúten dominam, quem busca alternativas sem glúten enfrenta dificuldades nos estabelecimentos. Imagem: Freepik

Nos últimos anos, a demanda por alimentos sem glúten tem crescido de forma significativa, impulsionada tanto por necessidades médicas, como doença celíaca e a intolerância ao glúten, quanto pela busca por uma alimentação mais saudável. No entanto, mesmo com o aumento, ainda é difícil encontrar opções mais acessíveis em restaurantes, supermercados e em outros estabelecimentos.

A falta de alternativas sem glúten reflete um desafio que vai além de simples preferências alimentares: trata-se de garantir o direito à alimentação para quem possui restrições. Além dos diagnósticos médicos, há também uma parte da população que escolhe dietas sem glúten em busca de benefícios à saúde, como a melhora na digestão e a redução de inflamações.

Apesar da demanda, que cresce cada vez mais, muitos estabelecimentos enfrentam dificuldades para se adaptar. Falta de conhecimento técnico, desafios logísticos e custos mais elevados estão entre os principais fatores. No entanto, aqueles que estão dispostos a investir em produtos sem glúten, não apenas ampliam seu público, mas também demonstram compromisso com a inclusão alimentar.

 Há também uma carência de informação e conscientização sobre a seriedade das restrições alimentares. Pessoas com doença celíaca, por exemplo, não podem correr o risco de contaminação cruzada e isso exige um cuidado desde o preparo até o armazenamento dos alimentos. Ainda assim, muitos lugares tratam essa questão como algo secundário, por considerá-la trabalhosa, o que pode colocar a saúde de clientes em risco.

A inclusão de alimentos sem glúten não é só uma questão de atender a um intuito, mas de reconhecer e respeitar as necessidades reais de uma parte da população. A mudança exige investimento, mas também empatia, responsabilidade e vontade de oferecer uma experiência alimentar mais justa e acessível para todos.

  • Artigo produzido na disciplina de Narrativa Jornalística no 1º semestre de 2025. Supervisão professora Glaíse Bohrer Palma.

Na próxima semana, nos dias 15 e 16 de abril, terça e quarta-feira, ocorre o Garimpo da Moda. O evento é realizado todo ano e traz a troca e venda de produtos com a ideia de moda cíclica. Nos dois dias o Garimpo começa às 9h e vai até às 19h , no hall do prédio 15 do conjunto III da UFN.

O objetivo é incentivar a moda cíclica. Imagem: arquivo ACS

Qualquer aluno, funcionário ou professor pode participar da venda ou troca de produtos. É preciso fazer a inscrição até dia 13 abril na Teciteca, que fica no térreo do prédio 15 da instituição. Quem for estudante ou professor de Moda paga uma taxa de participação de R$ 30, os demais R$ 40. O evento é aberto a toda a comunidade que queira visitar.

Segundo a estudante de Moda Júlia Serres, os objetivos do evento são vários, como fazer circular os produtos, incentivar a moda sustentável, colaborar na diminuição da poluição, além de conectar as pessoas e divulgar o trabalho dos estudantes.

Colaboração: Acadêmica de Jornalismo Maria Valenthine Feistauer