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O retorno do Baile dos Sonhos em Rosário do Sul

Na última sexta-feira, dia 4, ocorreu em Rosário do Sul (RS) o Baile dos Sonhos, uma festa de 15 anos para duas meninas carentes da cidade, promovida pelo Interact Club de Rosário do Sul

Cresce o número de empresas locais em Santa Maria

Uma pesquisa divulgada pela JUCIS – RS (Junta Comercial, Industrial e Serviços ) do Rio Grande Do Sul no final do mês de junho de 2023, mostrou que a cidade de Santa Maria subiu no ranking

Curso de Psicologia realiza oficina com alunos da UFN

No mês de maio ocorreu a oficina Ginástica cerebral: treinando o cérebro, oferecida gratuitamente pelo curso de Psicologia da UFN. A atividade faz parte de um projeto maior intitulado Os Desafios da Vida Acadêmica e a

Projeto Patas Amigas precisa de ajuda para continuar

O Projeto Patas Amigas ajuda animais em situação de rua em Santa Maria desde 2017. A equipe de seis amigas deu início ao projeto através da criação de uma página no Instagram, com o objetivo de resgatar

Segunda quadra da Bozanno terá novos traços em dezembro

Projeto Re.Viva Bozano promete trazer novos ares para quem passa. A proposta é repaginar a segunda quadra da rua Doutor Bozano a  partir do dia 1º de dezembro, tornando o espaço um ambiente voltado aos pedestres,

Integrantes do projeto Ler Mulheres posam para foto ao lado do ator Rafa Sieg. Imagem: Divulgação

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria

No Theatro Treze de Maio, um grupo de estudantes e professores se fez presente para mais uma apresentação do Livro Livre da Feira do Livro de Santa Maria. Trata-se do projeto Ler Mulheres, um clube de leitura do Instituto Federal Farroupilha de São Vicente do Sul (IFFAR), criado para valorizar autoras e vozes femininas por meio de debates e trocas de experiências. Eles estavam em um dia de excursão pela cultura da cidade de Santa Maria e, além da feira, visitaram o Museu de Artes de Santa Maria (MASM).

Na última parada da viagem, o grupo comtemplou as memórias de Erico Verissimo, narradas num monólogo pelo ator Rafa Sieg, que interpretou os dramas familiares vividos pelo escritor gaúcho. O espetáculo contou com muitos efeitos sonoros e uma luz intimista, fazendo com que quem ali estava embarcasse de forma imersiva na história.

Para quem já conhecia a obra e o autor, vivenciar o espetáculo foi especial, caso da estudante Eduarda Silveira Moreira, que faz parte do clube de leitura e tem uma ligação especial com Erico: “Minha irmã morava em Cruz Alta, então não tem como ir à cidade natal de Erico Verissimo e não conhecer a vida e obra dele. A peça foi muito tocante, a parte sonora foi impecável e a atuação da mesma forma. O Rafa Sieg realmente se tornou o Erico Veríssimo.”

A noite abriu oportunidades também a novos admiradores do escritor gaúcho e do ator que representou a obra, pois as cenas retrataram não só uma realidade distante, mas comum em muitos lares do país. A estudante e participante do Ler Mulheres, Manoela Alves Coimbra, muito emocionada, relatou: “Chorei com a obra, todos os sentimentos expostos, foram feitos de uma maneira muito viva e real, senti como se eu fosse aquela criança, vendo a separação dos pais e tendo a obrigação de escolher um lado.”

Com o final do espetáculo, Rafe Sieg encerrou a apresentação emocionado sob aplausos, numa edição da Feira do Livro que homenageia os 120 anos de nascimento de Erico Verissimo.

Matéria produzida pelo aluno Cristhian Braga na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.

O SEPE contou com painéis das diversas áreas de conhecimento. Imagem: Inácio Boelter/Labfem

Dos dias 20 a 22 de outubro de 2025 ocorreu na Universidade Franciscana o 29° Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPE) com o tema Presente e futuro: uso consciente da Inteligência Artificial. O propósito do SEPE é apresentar trabalhos desenvolvidos no Ensino, na Pesquisa e na Extensão, tanto acadêmico quanto comunitário, compartilhando conhecimentos, experiências e ideias entre pesquisadores e estudantes da UFN e de outras instituições.

Na segunda-feira, a abertura do evento contou com uma atração cultural do Coral da UFN e a apresentação do Programa Egressos – Alumni/UFN. Este programa homenageia acadêmicos que construíram trajetórias de destaque na Universidade Franciscana e em suas carreiras profissionais. Entre os agraciados, está a jornalista da RBS TV de Porto Alegre, Fabiana Lemos, que recebeu a homenagem das mãos da reitora Irani Rúpulo.

Além disso, durante o primeiro dia de evento também tiveram premiações dos bolsistas de Iniciação Científica com o objetivo de inserir estudantes ainda no ensino médio em projetos e grupos de pesquisa da Universidade Franciscana, assim como painéis e palestras. A professora Dra. Eliane Schlemmer da UNISINOS falou sobre Futuros Cointeligentes e Hiperinteligentes.

Já na terça- feira, ocorreu palestra sobre Inteligência Artificial, Big Data e Análise Predetiva em Saúde com o professor Dr. Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho da USP ( Universidade de São Paulo). A programação contou também com a fala do professor da Universidade Católica de Moçambique, Dr. Celestino Joanguete, que tratou sobre O Uso de Inteligência Artificial Generativa e o Risco de Sedentarismo Cognitivo.

No terceiro e último dia de Simpósio, o Uso de Inteligência Artificial em Processos e em Decisões Judiciais foi tema da palestra do  professor Dr. Darci Guimarães Ribeiro da PUCRS. O evento encerrou com uma edição do Fé e Café especial com o tema A Inteligência Artificial é uma divindade? e uma palestra sobre Inteligência Artificial e o Futuro da Educação com o professor e Dr. Léo Peruzzo Júnior da PUCPR.

Durante os três dias de evento, foram realizadas sessões de apresentação de pôsteres no Hall do Prédio 15, no conjunto III da instituição.

Michélli Silveira é acadêmica de Jornalismo e apresentou o projeto de extensão Nave de Histórias. Imagem: Inácio Boelter/Labfem

Para a acadêmica de Jornalismo Michélli Silveira que apresentou o projeto Nave de Histórias: Literatura em formato de podcast na Feira do Livro de Santa Maria: “A experiência foi bem bacana, achei interessante ver a quantidade de trabalhos que os acadêmicos fazem que, pela correria do cotidiano, não temos tempo de conhecer.” A universitária do sexto semestre revela que estava nervosa com a apresentação mas que foi ótimo falar de um projeto que participou desde o inicio ” Participar do SEPE agrega muito na minha jornada por ter a experiência de estar ali, que é uma mostra das produções de todos os cursos, e ver que pode se criar todo o tipo de produto, então existem tantas possibilidades que nos levam a pensar o que mais pode ser feito no nosso curso.”

Veja mais sobre o projeto Nave de Histórias.

Nave de Histórias teve formação de filas para escutar áudios de autores locais. Imagem: Neli Mombelli
  • A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria.

Ao passar pela frente de uma espécie de foguete estacionando no palco da Praça Saldanha Marinho, uma menina de cerca de 5 anos disse a seu pai: “eu não trouxe meu capacete de astronauta”. Ela se referia à Nave de Histórias, um projeto de extensão da Universidade Franciscana, dos cursos de Jornalismo, Design, Letras e Pedagogia. Desde 2024, a Nave apresenta uma série de podcasts criada a partir de livros infanto-juvenis de autores locais. Este ano, os produtos sonoros foram inspirados em histórias das autoras santa-marienses Onilse Noal Pozzobon, Vera Campos, Maria Rita e Maria das Graças Py.

Durante os 16 dias da 52ª Feira do Livro de Santa Maria, a Nave de Histórias recebeu diferentes tipos de tripulantes que viajaram por diferentes áudios no formato de contação de histórias. As crianças, com suas percepções e ideais distintas, escutavam atentamente e até respondiam às perguntas feitas pelas histórias, numa grande interação entre a infância e uma nave espacial.

O ambiente proporcionava uma atmosfera ideal para uma viagem leve e descontraída. O banco laranja oferecia o conforto necessário para ouvir as histórias, que chegavam pelo fone de ouvido e por um tablet, onde era possível escolher o conto desejado. Algumas crianças, ao escutar, eram mais eufóricas, como se de alguma forma, estivessem se sentindo em casa. Gabriel Silva, por exemplo, aos 4 anos de idade, foi o primeiro a pilotar a nave de maneira aventurada, quando disse:“Vou voar pra longe, tchau papai”. Já outras, mais contidas, como se fossem acostumadas com essa aventura, respondiam de maneira equilibrada e sincera, apenas com “Sim”. A similaridade desses dessas reações? O mesmo brilho nos olhos e incentivo à imaginação.

O projeto atendia os astronautas de segunda a sexta-feira, das 14h às 18h30, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h30. Para o acadêmico de Jornalismo, Nicolas Morales, “é muito especial ver a reação das crianças. Trazer elas para o mundo narrativo do podcast, áudio e imaginação se torna muito impactante”.

Ao todo, a Nave de Histórias tem 12 episódios disponibilizados no Spotify que são: O fantasma Pluminha; A bola no campo rola; A bruxa Bruxilica; O tatu amigo; O menino e o livro; Brincadeira de criança; Minha rua; Cabrito Agabito; Cada bicho com cada uma; Likinha; A tartaruga e Celular, seu lular.

Matéria produzida na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.

Foram 16 dias de cultura e memórias em Santa Maria. Imagem: Vinicius Gomes/ Labfem

Entre os dias 22 de agosto a 06 de setembro ocorreu a 52ª Feira do Livro de Santa Maria. O evento, promovido na Praça Saldanho Marinho e com os espetáculos no Theatro Treze de Maio, teve o objetivo de celebrar os 120 anos de nascimento do escritor brasileiro Érico Veríssimo. Esta edição contou com uma programação variada, incluindo atrações nacionais, apresentações musicais, peças de teatro e conversas com autores.

Os espetáculos do Livro Livre eram realizados no Theatro Treze de Maio durante todos os dias da Feira. Os convites eram retirados no dia de cada apresentação, na bilheteria, e a exibição começava a partir das 19h. Entre várias performances que passaram pelo palco do teatro, estiveram Letícia Wierschowski, escritora e roteirista brasileira, conhecida como autora do romance “A Casa das Sete Mulheres”; Nelson Motta, escritor, compositor e jornalista brasileiro, que realizou um bate-papo sobre os 80 anos de Elis Regina; o Espetáculo Érico – Um Solo de Clarineta interpretado pelo ator Rafa Sieg, onde conta um pouco das memórias de Erico Verissimo, autor de “O Tempo e o Vento” homenageado na Feira do Livro; e Thiago Lacerda, ator que interpretou o filme da obra de Verissimo.  

As crianças também foram agraciadas com espetáculos infantis. Durante a semana, os ingressos eram destinados a alunos da Rede Municipal de Ensino de Santa Maria e, aos finais de semana, a retirada era livre ao restante do público. Entre as atrações, estavam Contos de Ananse, encenação onde quatro personagens percorrem o mundo contando histórias ancestrais da África e Em Busca da Amazônia, onde também quatro atores interpretam animais que cansados da vida cidade, decidem buscar um novo começo na selva.

Além disso, tiveram atrações da Feira Fora da Feira, conjunto de atividades descentralizadas da Feira do Livro, que leva a leitura para espaços públicos da cidade. Entre as atrações, houve troca de livros, oficina de quadrinhos e escrita, debates e exposições, em diferentes áreas da cidade. 

Durante muitos anos, os espetáculos do Livro Livre eram realizados em um palco na Praça Saldanho Marinho. Neste ano, houveram reclamações das filas de espera para retirar ingressos e várias pessoas não puderam assistir por ser no teatro. Questionada sobre o assunto a secretária de Cultura da cidade, Rose Carneiro, explicou o porquê de as atrações do Livro Livre não serem mais realizadas na praça desde 2020. “Existem razões importantes para essa escolha, visto que o espaço oferece condições técnicas e de infraestrutura superiores às da Praça Saldanha Marinho, onde o evento era realizado anteriormente. Isso inclui a proteção contra instabilidades climáticas, garantindo que os eventos não sejam cancelados e que o público possa desfrutar da programação com conforto.” Ela ressalta que “A Secretaria entende a preocupação sobre a fila e a capacidade limitada do Theatro. A democratização do acesso se dá pela participação das escolas. Neste ano, praticamente todas as noites tiveram a presença de turmas de escolas públicas de EJA e Ensino Médio, algumas vezes de mais de uma escola.” 

Durante a feira, a Universidade Franciscana esteve presente com a Nave de Histórias, um projeto de extensão que é promovido pelos cursos de Jornalismo, Design, Letras e Pedagogia. O projeto apresenta uma série de podcasts criados a partir de livros infanto-juvenis das autoras santa-marienses Onilse Noal Pozzobon, Vera Campos, Maria Rita e Maria das Graças Py. As histórias infantis foram contadas por meio de áudio, dentro de uma nave espacial, criada pelos alunos. As história estão disponíveis também no Spotify.

Nave de Histórias participa pelo segundo ano na Feira do Livro em Santa Maria. Imagem: Nelson Bofill/Labfem

Bate-papo com Nelson Motta. Imagem Enzo Martins/ LABFEM

Exibição e debate sobre o documentário Verônica. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
A cultura se fez presente em todos os dias de feira. Imagem: Nelson Bofill/Labfem
Espetáculos infantis na 52ª Feira do Livro de Santa Maria. Imagem: Nelson Bofill/Labfem
Foram duas semanas de muita troca de cultura e aprendizados. Imagem: Nelson Bofill/Labfem
Foto: Divulgação

A disciplina extensionista de Comunicação Integrada do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, desenvolvida pela professora Camila Klein Severo, está executando um projeto junto à Feira Internacional do Cooperativismo, a Feicoop.

Este ano, o evento, que a princípio ocorreria em julho, foi adiado para outubro. A coletiva de imprensa organizada pelo grupo de alunos será realizada dia 12 de julho, sábado, e abordará, entre outros temas, o adiamento da Feicoop . O projeto de extensão da disciplina de Comunicação Integrada é um exemplo de como a Universidade Franciscana pode colaborar com a comunidade, gerando conhecimento e impactando positivamente a comunidade de Santa Maria e região.

A Feira, que está em sua 31ª edição, é resultado de um projeto idealizado pelo Dom Ivo Lorscheiter e pela irmã Lourdes Dill, que atualmente trabalha na África. Ambos eram profundamente envolvidos com a economia colaborativa em que as pessoas se ajudam mutuamente.

No início, o projeto realizava um feirão colonial, onde esses grupos podiam expor e vender seus produtos. Esse evento, que ocorre todos os sábados, se transformou em uma feira de cooperativismo, reunindo centenas de produtores e empreendedores. Hoje, o projeto conta com a presença de representantes de 10 países, promovendo uma troca de experiências e práticas de economia solidária.

Na disciplina de Comunicação Integrada os acadêmicos estão trabalhando para desenvolver um plano de comunicação, que inclui ações de assessoria de imprensa. Esse trabalho de comunicação não só auxilia na divulgação da Feira, mas também contribui para reforçar a importância da economia solidária e o impacto positivo que a Feicoop tem na comunidade de Santa Maria e no cenário internacional.

Segundo a professora Camila Klein, “A feira é importante porque reúne pessoas de toda a comunidade e região, e o projeto é uma das principais iniciativas para aproximar a comunidade acadêmica da sociedade, unindo teoria e prática”.

Para o acadêmico de Jornalismo Nicolas Morales, que participa do projeto “A Feicoop é muito especial. É a segunda vez que participamos como turma, e com a coletiva de imprensa conseguimos unir a teoria da comunicação integrada à prática” . Além disso, o universitário frisa que a coletiva auxilia na construção da marca e cria identidade para a Feira.

Gabriela e Tamires ganharam de presente um Book de Debutante. Imagem: Cassiano Nascimento.

Na última sexta-feira, dia 4, ocorreu em Rosário do Sul (RS) o Baile dos Sonhos, uma festa de 15 anos para duas meninas da cidade, promovida pelo Interact Club de Rosário do Sul – Serra do Caverá. O Interact Club é uma organização internacional que tem como objetivo realizar projetos que melhorem a sociedade onde atua. Este clube é composto por jovens entre 12 e 18 anos e é filiado ao Rotary Internacional.

O projeto consiste em realizar uma festa de debutante para meninas que não teriam condições, proporcionando a elas uma experiencia única em suas vidas. Através do voluntariado e a ajuda da comunidade local, o evento contou com patrocínio para decoração, vestidos, produção, janta, valsa, e muitos outros detalhes escolhidos pelas aniversariantes. A festa foi realizada no CTG Crioulos do Caverá e cada aniversariante pode levar 60 amigos e familiares. Além dos convidados das debutantes, também estavam presentes os membros interactianos, rotarianos e a Governadora de Rotary do distrito 4780.

As meninas, Tamires Silva e Gabriela Borges, foram escolhidas através de cartas enviadas ao Interact por meio de uma promoção em que cada adolescente poderia responder a pergunta “Por que eu mereço ganhar uma festa de 15 anos?”. O Baile dos Sonhos não ocorria desde 2019 e retornou na Gestão de 2024-2025 presidida pela interactiana Isadora Rodrigues. Segundo a Presidente: “O projeto sempre foi o sonho de cada interactiano que passou pelo clube, sempre escutamos desde o primeiro dia falar sobre ele, e poder retornar nesta gestão é um símbolo de orgulho e felicidade para que possamos mudar pelo menos um pouco a vida dessas meninas.”

Tanto Tamires quanto Gabriela ganharam padrinhos rotarianos, que dançaram valsa com elas na cerimônia e as presentearam com um anel de 15 anos. Além disso, ganharam um book de fotos, quadro de assinaturas, um sapato social e tênis para a festa, entre diversos outros presentes promovidos pela organização.

Colaboração: acadêmica de Jornalismo Isadora Rodrigues

Uma pesquisa divulgada pela JUCIS – RS (Junta Comercial, Industrial e Serviços ) do Rio Grande Do Sul no final do mês de junho de 2023, mostrou que a cidade de Santa Maria subiu no ranking estadual em abertura de empresas e ficou em 5 º lugar. Vale ressaltar que na última pesquisa, ainda no ano de 2021, a cidade estava em 7 º lugar.

Desde outubro de 2022, Santa Maria vem atuando através do programa do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) conhecido como Cidade Empreendedora. O programa tem como principal objetivo auxiliar os servidores e gestores na implantação de empresas através de ações de políticas públicas por meio de alguns eixos que visam, entre outras coisas, capacitar prefeitos, secretários e servidores para que haja um melhor resultado; trazer melhorias para simplificar e dar agilidade às empresas; valorizar as pequenas empresas por meio da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas; gerar uma cultura de empreendorismo.

Na segunda quinzena de setembro foi inaugurada a Sala do Empreendedor, projetada pela Prefeitura de Santa Maria por meio da Secretaria de Licenciamento e Desburocratização em parceria com o Sebrae, que tem como objetivo facilitar os processos que toda empresa precisa ter, além de serviços exclusivos ao MEI (Micro Empreendedores Locais).

Na sala, o empreendedor conta com um agente de negócios para ajudar na produção da empresa, além de receber orientações sobre como abrir ou gerir uma empresa. A sala fica aberta das 8h30 as 13h30, e está localizada na Rua André Marques, nº 820, 10º andar. Mais informações você pode ter através do WhatsApp (55) 99155 – 3086 ou pelo e – mail: saladoempreendedorsantamaria@gmail.com

Galeria de imagens da Inauguração da Sala do Empreendedor

Imagens: Secretaria de Comunicação da PMSM (Prefeitura Municipal de Santa Maria)

Rodrigo Farigolo e Ericson Urach são exemplo de empresários que atuam em Santa Maria. Sócios e proprietários de uma academia, eles atuam há 10 anos no mercado com duas unidades, uma localizada na Rua Silva Jardim que possui dois andares que englobam atividades físicas individuais ou em grupo e outra no bairro Rosário que possui apenas um andar.

A empresa foi fundada em 2013 e vem ampliando suas atividades, contando hoje com mais de mil alunos.

Galeria de Imagens da Academia no bairro Rosário

Imagens: Luiza Silveira/LABFEM

Segundo Rodrigo Ferigolo, durante a pandemia a academia se reinventou e ao invés de demitir o quadro de funcionários, optou por manter. Já havia um caixa com reserva de emergência para os primeiros três meses do ano. Depois de um mês fechada, houve a reabertura e o aumento no rendimento da empresa. “As máscaras foram algo bem complicado, as pessoas tiveram dificuldade e, aos poucos, nos adaptamos. Passamos por três fiscalizações e acreditamos que as atividades físicas foram um escape no período da pandemia”

Proprietário da academia, Rodrigo Ferigolo , comenta a estratégia usada durante a pandemia. Foto: Luiza Silveira/LABFEM

A academia também busca trabalhar a função social da empresa. Desde 2021 atua em parceria com projetos sociais como a Casa Maria, com arrecadação de alimentos, e o projeto Acolher, com doações de brinquedos, que em 2022 superou o número de doações. ” Nós procuramos o projeto, pois havíamos juntado uma boa quantidade de brinquedos, e então o Rodrigo (responsável pela mídia) entrou em contato com o projeto e criamos esta parceria fixa”, comenta Ferigolo.

Projeto de arrecadação de brinquedos foi adotado pela academia desde 2021. Foto: Luiza Silveira/LABFEM

No mês de maio ocorreu a oficina Ginástica cerebral: treinando o cérebro, oferecida gratuitamente pelo curso de Psicologia da UFN. A atividade faz parte de um projeto maior intitulado Os Desafios da Vida Acadêmica e a Importância do Cuidado à Saúde Mental e Controle do Estresse de Estudantes e Docentes no Ambiente Universitário e contou com quatro ações.

O projeto realizado via Probic (Programa Institucional de Iniciação Científica), no qual a professora de Psicologia Janaina Pretto atua como coordenadora, começou a ser planejado em outubro do ano passado, com oficinas realizadas este ano. A iniciativa possui como principal objetivo promover a prevenção de quadros de depressão e transtornos de ansiedade no ambiente da faculdade. Professora Janaína relata: “ Agora as oficinas estão encerradas, neste momento estamos trabalhando nos resultados das ações, e com isto serão produzido dois trabalhos científicos “

Professora Janaína Pretto Carlesso coordena o projeto. Foto: UFN TV

Segundo a coordenadora, as ações tiveram grande impacto e aprovação, por conta da necessidade de um projeto como este para que os acadêmicos tenha equilíbrio em sua saúde mental e rotina de estudo.

Para a acadêmica Liliane Tomazzi, bolsista do PROBIC, participar no planejamento e execução das oficinas auxiliou-a a ter contato com inúmeros recursos terapêuticos que, ao longo do processo. auxiliaram os participantes a enfrentar o dia a dia dentro da faculdade de uma forma mais funcional, fazendo com que ao passar por situações complicadas soubesse trabalhar isso a seu favor.  “ As oficinas proporcionaram um espaço potencializador de cuidado em saúde mental, visto as intensas demandas e metas que a vivência universitária exige dos estudantes”, afirma Liliane.

Bolsista do PROBIC Liliane Tomazzi. Foto: Julia Buttignol

A bolsista ainda pontua que atuar dentro do projeto contribui com a prática dentro da profissão na medida em que o seu olhar sobre pesquisas se ampliam, uma vez que ela acredita que estes projetos de pesquisa estão conectados ao público – alvo: “ É buscado proporcionar saúde e bem – estar, e ao mesmo tempo auxiliar o pesquisador a gerar conhecimento científico sobre determinado assunto”

Alunos da UFN realizando atividades propostas pela oficina. Foto: Julia Buttignol

A última oficina, realizada no fim de maio, contou com desafios mentais que tiveram como propósito incentivar a desconectividade com as redes sociais para os vários alunos da UFN que participaram da iniciativa. As responsáveis pela proposta foram as alunas do curso de Psicologia Gabriela Bortoluzzi (3 ª Semestre), Liliane Tomazzi (10 ª Semestre) e Eliza dos Santos (9 ª Semestre), com orientação da professora Janaína Pretto Carlesso.

O Projeto Patas Amigas ajuda animais em situação de rua em Santa Maria desde 2017. A equipe de seis amigas deu início ao projeto através da criação de uma página no Instagram, com o objetivo de resgatar animais de rua, atropelados e/ou que sofrem maus-tratos. De acordo com Janaina Farias, integrante do Projeto,  muitos pedidos também são feitos por famílias carentes em que o animal está doente. “Eles são encaminhados para atendimento, passam por consulta para avaliação, são castrados, desverminados, vacinados e encaminhados para adoção responsável”, explica ela.

Filhotes resgatados. Imagem: Projeto Patas Amigas

Sem local físico para hospedar os animais, elas contam com a ajuda de pessoas que se disponham a dar um lar temporário até que o animal seja adotado. “Nós nos responsabilizamos por todos os custos nesse tempo: ração, remédios, guia”, diz Janaina. Além da questão financeira, é preciso mais voluntários para o lar temporário, “porque se não tivermos pra onde levar o animal, não conseguimos resgatá-lo”, completa ela.

O Projeto é movido através de doações da comunidade e precisa de ajuda para que o trabalho continue sendo realizado. Hoje as doações e parcerias com clínicas veterinárias, mercados e agropecuárias não dão conta da demanda de resgates e o projeto acumula  dívidas que passam dos 26 mil reais, fazendo com que os resgates e ajudas estejam suspendidos até que as contas sejam quitadas.  A Creche para Cães Brisa Petsitter aceita doações de ração, medicamentos, cobertas, roupas e dinheiro ou pix para o Projeto durante todo o mês de junho, além de promover um Arraial Solidário, no dia 20 de junho, em prol do Patas Amigas, em que toda a renda será destinada a elas. As doações também podem ser realizadas através do pix do Projeto que é o e-mail patasamigassm@yahoo.com (Juliana Rocha). 

Projeto Re.Viva Bozano promete trazer novos ares para quem passa. A proposta é repaginar a segunda quadra da rua Doutor Bozano a  partir do dia 1º de dezembro, tornando o espaço um ambiente voltado aos pedestres, um lugar de convivência, com pinturas e artes no chão, parklets, esculturas, floreiras, luminárias, arborização entre outros elementos voltados às pessoas.

O arquiteto Daniel Pereyron(esq) e o projeto que prevê remodelação da segunda quadra da Dr. Bozano. Fotos: João Alves/PMSM

O projeto está sendo organizado por professores e estudantes de diferentes cursos de graduação ligados às universidades da cidade. Para que isso seja possível de maneira organizada, os interessados participarão de um workshop ministrado pelos professores de Arquitetura e Urbanismo Filipe Maciel, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Juliana Guma, da Universidade Franciscana (UFN); e Micaela Dias, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra-SM), no dia 20 de outubro.

De acordo com Daniel Pereyron, presidente do Instituto de Planejamento (Iplan)“tudo está indo como planejamos, desde a organização do workshop, às parcerias firmadas para concretizar a iniciativa”.

Para que o projeto saia do papel, uma fabricante de tintas fará a doação de tintas próprias para este tipo de intervenção. O município praticamente não terá custos para executar a iniciativa.

Fonte: Superintendência de Comunicação da PMSM