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Garimpo da Moda da UFN celebra 10 anos

Garimpo da Moda da UFN completa 10 anos com aumento de expositores, boas vendas e participação de acadêmicos de diferentes cursos, promovendo a circulação de peças e o consumo consciente.

Nos dias 7 e 8 de abril, o Hall do prédio 15 da Universidade Franciscana (UFN) recebeu mais uma edição do Garimpo da Moda, evento promovido pelo curso de Design de Moda que, em 2026, celebra 10 anos. A iniciativa reuniu toda a comunidade acadêmica com o objetivo de promover a circulação de roupas e acessórios, incentivando o reaproveitamento de peças e práticas mais conscientes de consumo.

Com a chegada do frio, consumidora busca casaco entre as peças do Garimpo da Moda Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

A professora do curso de moda Carol Colpo, responsável pela organização do evento, participou da primeira edição ainda como monitora da Teciteca, laboratório que atualmente coordena e que está à frente do Garimpo. Para ela, acompanhar essa trajetória torna a edição comemorativa ainda mais significativa. “A primeira edição, há dez anos, foi organizada com muito carinho, ainda quando eu era aluna, junto com a professora Elza. A ideia era criar um momento para fazer a moda circular, para que as alunas pudessem trocar peças e acessórios. Hoje, eu sinto a mesma ansiedade daquela época, então pra mim está sendo muito especial ver o quanto o Garimpo cresceu e se consolidou”, destaca.

O objetivo do Garimpo é incentivar a moda cíclica, segundo a Professora Carol Colpo. Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

A 10º edição apresentou crescimento no número de participantes. Ao todo, foram 12 estandes a mais em relação às edições anteriores, ampliando a diversidade de estilos, peças e perfis de expositores. Mesmo com as condições climáticas desfavoráveis durante os dias de garimpo, o evento registrou boa circulação de público e resultados positivos nas vendas.

Segundo Carol, o Garimpo também se relaciona com o conceito de economia circular, buscando alternativas para reduzir os impactos ambientais da indústria têxtil.“A gente tenta usar a expressão de moda circular, porque falar em sustentabilidade dentro de uma sociedade extremamente capitalista pode ser até contraditório. Então, trabalhar por meio da economia circular é uma das principais ferramentas para reduzir esses danos, além de promover também um aspecto social, já que aqui as pessoas trocam experiências e vivências”, explica.

Outro destaque do evento é a participação de alunos de diferentes cursos da universidade. A estudante do 2º semestre de Psicologia, Lavinia Trindade, é um exemplo dessa integração e utilizou o espaço para divulgar seu trabalho com a marca Lavi Doceria.

Além da venda de roupas, Lavinia comercializou doces artesanais, principalmente trufas e cookies, que já fazem parte do seu dia a dia dentro da universidade. Segundo a acadêmica, a participação no Garimpo contribuiu para aumentar a visibilidade do seu negócio. “O pessoal vem, olha as roupas, já compra trufa, e aí eu vou mostrando os docinhos. Deu um bom dinheiro nesses dois dias e já tive novos seguidores”.

Acadêmicas analisam peças durante o Garimpo da Moda, realizado no hall do prédio 15 da UFN. Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

O aluno César Augusto, do curso de Design de Moda, participou pela segunda vez e, diferente da maioria dos expositores, aproveitou o Garimpo para divulgar e vender peças da sua própria marca, a Cavi Boy que é inspirada em suas vivências no Amazonas venezuelano. A marca carrega referências culturais e pessoais em suas criações. “É uma experiência muito boa porque o pessoal conhece, começa a seguir as redes sociais, perguntam sobre os produtos. É uma forma de conhecerem a minha marca aqui na cidade”, afirma César.

O acadêmico César Augustomostra criações da marca Cavi Boy no Garimpo da Moda, na UFN. Imagens: Aryane Machado/ LABFEM

Ao completar uma década, o Garimpo da Moda se consolida dentro da Universidade Franciscana, reunindo um número crescente de participantes e ampliando as possibilidades de atuação para além do curso de Design de Moda. Mais do que a venda de peças, o evento se firma como um espaço de experiências, visibilidade e troca entre estudantes e comunidade, acompanhando as transformações no modo de consumir moda e reforçando a importância da circulação de roupas como alternativa dentro de um cenário marcado pelo consumo acelerado.

Imagens: Thine Feistauer e Aryane Machado/ LABFEM

Na última segunda-feira (30), um grupo de alunos e professores do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana realizou uma visita institucional à reitora Iraní Rupolo para a entrega da revista Plural, produzida pelos acadêmicos nas disciplinas de Narrativa Jornalística, Jornalismo Especializado e Jornalismo de Dados, ao longo do último ano.

A visita teve como objetivo apresentar oficialmente o trabalho desenvolvido. Durante o encontro, a reitora recebeu exemplares da revista e conversou com os estudantes sobre o processo de produção, as pautas abordadas e a importância de iniciativas práticas na formação acadêmica.

A revista Plural reúne produções jornalísticas desenvolvidas em disciplinas ministradas pela professora Glaíse Palma e pelo professor Iuri Lammel, que também orientou o processo de desenho visual com diagramação realizada pelos alunos. A publicação contou ainda com a produção fotográfica desenvolvida no Laboratório de Fotografia e Memória (LABFEM), sob orientação da professora Laura Fabrício.

A visita proporcionou um momento de troca entre a gestão da universidade e os estudantes e professores, reforçando o papel do jornalismo no ambiente acadêmico e destacando a relevância de projetos que aproximam teoria e prática.

O professor e coordenador do curso de Jornalismo, Iuri Lammel, que acompanhou o grupo e atua como editor executivo desta edição, ressalta que “a Plural é um produto bastante integrado, que articula disciplinas, laboratórios, semestres, professores, alunos e técnicos. A visita foi um gesto simbólico que marcou o retorno da revista e também demonstrou que o curso de Jornalismo segue firme, com a participação ativa dos estudantes”.

Para Nelson Boffil, acadêmico do 7° semestre, “acompanhar a produção das matérias e conversar com colegas sobre os temas abordados foi muito satisfatório. Ver o resultado desse esforço, sobretudo com a valorização dos trabalhos, é gratificante”.

Lançada em 2005, a revista Plural soma 30 edições ao longo de 20 anos de trajetória. Nesse período, a publicação passou por um hiato de cinco anos, em decorrência da pandemia de Covid-19. A edição mais recente também está disponível em formato online, por meio do link.

Imagens: Thine Feistauer/ LABFEM

A chamada oral será realizada no dia 8 de dezembro. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

Na última segunda-feira, 1º de dezembro, foi divulgada a lista dos aprovados no Vestibular de Verão da Universidade Franciscana. Foram mais de 500 nomes selecionados para começar suas atividades acadêmicas no primeiro semestre de 2026.

A reitora da UFN, Iraní Rupolo, expressou sua gratidão pela presença dos vestibulandos e famílias presentes na divulgação: “Pensamos em uma Universidade que responda à formação dos estudantes, que cuide o ensino e aprendizagem. Aos pais e estudantes que conseguiram suas aprovações, sejam muito bem-vindos à Universidade Franciscana. Aos que ainda não conseguiram, persistam, não percam a esperança, pois vale a pena.”

Reitora Iraní Rúpolo faz discurso de boas-vindas aos novos universitários. Imagem:Enzo Martins/ Labfem

Logo após, os cadernos com os nomes dos aprovados foram entregues à imprensa. Aprovada no curso de Jornalismo, Isabella Martins relatou sua felicidade com a aprovação em segundo lugar: “Estou muito feliz e ano que vem espero mais felicidade ainda, estou realizada com minha aprovação e tenho certeza que esse curso é o que eu realmente quero.” Adriana Claudia Martins, mãe da aprovada, se emocionou ao falar da filha “Estou muito feliz que a Isabella irá vir pra cá, tenho certeza que ela vai fazer um ótimo curso aqui.”

Isabella contou que está ansiosa para começar a cursar Jornalismo. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

Sofia Emanuelle, de 18 anos, foi aprovada para Odontologia e contou que está muito emocionada com a notícia: “Estava bem nervosa, queria muito passar. Espero que seja um bom ciclo na UFN e estou com grandes expectativas.” Manuela Brum e Luigi Graciolli foram aprovados em Ciências da Computação. Segundo Manuela “Sabemos que a UFN é muito boa e que é uma das maiores, eu já tinha a ideia de cursar aqui, então estou muito feliz.” Já para Luigi, que estava indeciso em qual curso iria escolher comentou que decidiu Ciências da Computação faltando duas semanas para acabar as inscrições “Estou muito feliz e emocionado, a estrutura da UFN é muito boa e adorei fazer o vestibular.”

Sofia Emanuelle passou para Odontologia na UFN. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Manuela e Luigi comemoram juntos a aprovação. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

Para consultar seu desempenho, acesse o site da UFN. As matrículas devem ser feitas nos dias 2 e 3 de dezembro.
Para o curso de Medicina, os candidatos aprovados devem realizar a matrícula presencialmente, das 8h às 17h, na Central de Atendimento da UFN (Rua dos Andradas, 1614, Conjunto I). Já para os demais cursos, a matrícula será on-line, por meio do acesso individual do candidato ao portal do aluno (Minha UFN), também nos dias 2 e 3 de dezembro, das 8h às 17h. As orientações da primeira Chamada Oral serão divulgadas no dia 05 de dezembro, até às 18h no site https://site.ufn.edu.br/pagina/vestibular. Os candidatos suplentes convocados para a chamada oral devem comparecer ao Salão de Atos da UFN (Rua dos Andradas, nº 1614, Centro), no dia 8 de dezembro, das 13h às 14h.

O resultado do vestibular será divulgado dia 1º de dezembro. Imagem: Vitória Maicá/ Labfem

Na última segunda- feira, 24 de novembro, a Universidade Franciscana realizou o Vestibular de Verão 2026, que atraiu mais de 1200 candidatos. A prova ocorreu de forma presencial e contou com a participação de estudantes de Santa Maria e região.

Na edição deste ano a UFN ampliou as ofertas de cursos de graduação, com a adição de três novas opções para os futuros universitários: Teologia, Inteligência Artificial e Ciência de Dados e Comunicação Digital, áreas que se alinham às demandas do mercado e aos desafios do cenário contemporâneo.

A Reitora da Universidade Franciscana, Iraní Rupolo, destacou que o curso Jornalismo é um ótimo exemplo de recepção dentro do vestibular “As pessoas que chegam, sejam pais, alunos ou professores de cursinhos percebem que o Jornalismo da Universidade Franciscana está numa prática efetiva e que existem laboratórios reais.” Sobre os novos cursos, a professora comentou que “Começar um novo curso é importante, mas isso não significa deixar de valorizar o que já existe. Precisamos criar a complementaridade da Comunicação Digital. Além disso, nós todos nas profissões que exercemos hoje, já fazemos uso da Inteligência Artificial, então é importante que saibamos usar e quem cursa saberá produzir a inteligência artificial. Então, a inteligência humana será colocada acima, pois somos nós que criamos a artificial, são modos do ser humano.”

Reitora realiza coletiva de imprensa e reforça o comprometimento da Universidade com a formação profissional. Imagem: Vitória Maica/ Labfem

Para os concorrentes do curso de Medicina, além da redação, que teve como tema: o impacto da falta de professores na qualidade da educação e no desenvolvimento social, os vestibulandos também responderam a 50 questões de múltipla escolha, com o tempo de 4 horas de prova.

Já para os candidatos aos outros cursos, a prova consistiu em apenas uma redação, cujo tema também refletiu as questões sociais contemporâneas. A reflexão proposta aos futuros acadêmicos foi: “De que maneira os influenciadores digitais podem contribuir para a elaboração de pautas sociais relevantes na contemporaneidade? Como sua atenção pode tanto ampliar o alcance de debates importantes para a sociedade brasileira, quanto reforçar discursos superficiais ou polarizados?”.

Alunos realizam a prova de Medicina. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

O dia do vestibular também foi marcado pela presença de pais, amigos, familiares e professores de cursinhos pré-vestibulares, que acompanharam os estudantes desde o início da tarde. Maria Cleunice, mãe do vestibulando de medicina, Luiz Antônio, conta que ele tem se preparado há 4 anos para a prova “Em julho ele veio fazer o vestibular de inverno na UFN e ficou de suplente, agora estamos esperando o resultado. Eu acredito na capacidade do meu filho e, aparentemente, está tranquilo.”

Familiares estiveram presentes durante a tarde de vestibular. Imagem: Vitória Maica/Labfem

O Diretor do cursinho preparatório Jader Escobar diz que “Espero que nossos alunos possam realizar os sonhos deles. Sabemos que os que escolhem a UFN realmente querem essa universidade, e fazer parte dessa faculdade.” Renata Sarzi, professora de língua portuguesa e redação também comentou sobre as expectativas anteriores à prova: “As questões que a UFN costuma cobrar dos alunos, elas contemplam a gramática e interpretação e são devidamente formuladas. Já os temas das redações sempre são muito atuais, e sabemos que é uma prova muito atenta ao que está acontecendo e cobra isso do aluno.”

O curso de Jornalismo também marcou presença no vestibular com a distribuição do jornal impresso Abra, que chega à sua 32ª edição e é produzido na disciplina de Produção da Notícia, ministrada pela professora Neli Mombelli. O material ofereceu informação e entretenimento aos familiares que aguardavam os candidatos no pátio da UFN.

Jornal Abra foi entregue pelos próprios universitários que participaram da produção. Imagem: Vitória Maica/ Labfem
Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Imagem: Vitória Maica/ Labfem
Acadêmicos de Jornalismo Isadora, Maria Valenthine, Andressa e Enzo dentro do blindado de simulação. Imagem: Aryane Machado/ Labfem

Já pensou em encontrar, no mesmo complexo, cavalos de equoterapia, simulações de guerra e até um estúdio de rádio funcionando a todo vapor?

Foi exatamente essa experiência que o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana vivenciou nos dias 11 e 12 de novembro, durante uma visita técnica à 3ª Divisão do Exército (3ª DE), em Santa Maria. A atividade fez parte do programa “Conheça seu Exército”, que aproxima estudantes da área de comunicação ao cotidiano e das responsabilidades da instituição militar. Além dos acadêmicos, a comitiva contou com representantes da prefeitura, jornalistas do Diário de Santa Maria, professores de cursinhos preparatórios e professores e alunos da UFSM.

No começo do passeio a recepção contou com um café da manhã no Hotel de Trânsito ( HTSM)  um meio de Hospedagem do Exército Brasileiro. O Coronel Leria iniciou um discurso de agradecimento pela presença de todos ” Nós temos que estar sempre em contato, escutando e fazendo parte da vida da comunidade. Nós temos que ter esse canal sempre aberto, contato com todos os formadores de opinião, jovens e estudantes, as chamadas forças vivas da comunidade.”

Durante o primeiro dia, os visitantes conheceram o Colégio Militar de Santa Maria (CMSM), também conhecido como “Colégio do Vagão”. Esse nome tem origem na história da instituição. Quando o colégio foi fundado, a Ferroviária de Santa Maria doou dois vagões de trem, que passaram a ser utilizados como salas de aula. Assim, os alunos, inicialmente, estudaram dentro desses vagões.

Maquete que mostra a estrutura do Colégio Militar de Santa Maria. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Visitantes conhecem o Vagão histórico que deu origem ao Colégio. Enzo Martins/ Labfem
Representação de como eram as aulas nos vagões. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

Outra oportunidade foi frequentar o Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar onde sua principal função é a manutenção de viaturas e equipamentos do Exército, com foco em veículos blindados, e também em atividades de ensino e formação de militares. Depois, os militares ofereceram um almoço para todos os visitantes na 3ª DE.

Palestra sobre como o exército realiza a manutenção dos blindados. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

A Rádio Verde Oliva também estava incluída no passeio, ela é um sistema de rádio do Exército Brasileiro, composto por diversas emissoras espalhadas pelo país, como em Brasília, Manaus, Três Corações, Resende e Santa Maria. A programação combina músicas, notícias nacionais e militares, utilidade pública e informações sobre civismo, cidadania e patriotismo. Thays Ceretta, jornalista e apresentadora da Rádio em Santa Maria, conta que “Temos 24 horas de programação, com músicas nacionais e internacionais, e nos intervalos tem programas jornalísticos que vem de Brasília e notícias locais. Ao todo na rádio, são 12 horas de jornalismo por dia.” A apresentadora também explica como funcionam as dinâmicas de trabalho dentro da Verde Oliva “Temos autonomia, tanto comerciais e musicais, são 60 mil músicas que temos no banco musical. Cada rádio tem o seu padrão, nós entramos ao vivo de manhã até a noite, de meia em meia hora.” Em Santa Maria, a Rádio Verde Oliva estreou dia 6 de março de 2024 com o slogan “Sinal Verde para a Boa Música”.

Jornalista Thays Ceretta apresentando o estúdio da Rádio Verde Oliva. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Universitários com as Egressas do curso de Jornalismo da UFN, Thays Ceretta e Adriana Garcia. Imagem: Labfem

Outro local de visitação foi o Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires ( CIBLD), estabelecimento de ensino que tem por missão especializar militares das Forças Armadas e de Nações Amigas na operação de meios blindados e mecanizados. A CIBLD possui uma seção de simuladores que tem os seguintes tipos: Simuladores de Procedimentos, Simuladores para Aprendizagem e Treinadores Sintéticos. Simuladores de procedimento são dispositivos que imitam equipamentos militares reais, com o objetivo de treinar os militares para usarem esses equipamentos tanto em condições normais quanto em situações de falha ou desgaste. Simuladores para aprendizagem são programas de simulação virtual que, quando usados em computadores, ajudam no desenvolvimento das habilidades cognitivas dos militares. O objetivo principal desses simuladores é ensinar aos militares as ações que devem ser realizadas no campo de batalha e as reações necessárias ao entrar em contato com forças adversárias. Treinadores Sintéticos são simuladores virtuais que conectam os periféricos de computadores, semelhantes às partes mais importantes do equipamento real, a um cenário virtual.

Entrada do Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Simulador de missão, com campo de visão. Imagem: Enzo Martins/Labfem

Na manhã de quarta-feira, os universitários tiveram a oportunidade de visitar a exposição de blindados da 6ª Brigada de Infantaria, onde puderam realizar um passeio dentro desses veículos. Os blindados os deixaram no Campo de Instrução de Santa Maria ( CISM) para conhecer o projeto de preservação ambiental e equoterapia, que se trata de um método terapêutico que utiliza o cavalo como agente de reabilitação para pessoas com deficiência ou necessidades especiais. Os cavalos do CISM se chamam Princesa, Ioli, e Jedi. O exército tem parceria com a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e atende os pacientes da instituição.

Bandeira da Cavalaria da 6ª Brigada de Infantaria. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Discentes acariciando a Égua Ioli. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Égua Ioli faz parte da equoterapia. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

Por último, o almoço foi oferecido pelo Piquete Sarandi, onde os estudantes confraternizaram o final deste evento e receberam certificados de participação pela visita, além de uma caneca personalizada, revistas do exército e uma foto impressa com todos os participantes do programa.

Universitárias com os presentes oferecidos pela 3ª Divisão do Exército de Santa Maria. Imagem: Enzo Martins/ Labfem


Da sala de aula à rua: estudantes vivem o jornalismo na Romaria da Medianeira. Imagem: Enzo Martins/LABFEM

O curso de Jornalismo da Universidade Franciscana segue no seu segundo ano de presença na Romaria da Medianeira, que ocorreu de 7 a 9 de novembro em sua 82ª edição, em Santa Maria. Desde 2024, os acadêmicos colocam em prática o que é estudado nas aulas, além de auxiliar a arquidiocese na criação de conteúdo. 

Glaíse Bohrer Palma, professora do curso de Jornalismo, conta que ano passado os alunos puderam participar da criação de textos, sendo supervisionados por ela, e na prática fotográfica, supervisionados pela professora Laura Fabrício. Além disso, a comunicação da romaria contou com a equipe da Assessoria de Comunicação da instituição, da UFN TV e da Pastoral. 

Michélli Silveira, acadêmica de Jornalismo, conta como foi a experiência de participar da Romaria em 2024: “Participar da cobertura da Romaria e da coroação da Medianeira foi uma experiência muito legal… Estar lá com os colegas era muito bacana porque tínhamos um objetivo em comum, de registrar o momento através da fotografia. Esse tipo de experiência que os professores proporcionam é muito especial porque é assim que entendemos como de fato a profissão se aplica naquela situação, nos levando a aplicar os conhecimentos da fotografia.” Michélli destaca que a fotografia é muito importante nesse tipo de evento porque além de ser parte da notícia, é também uma forma de documentar os momentos que ficam na história da cidade.

Neste ano, além de auxiliar na produção de textos, o curso foi chamado para colaborar na rádio parque, fazendo a comunicação interna do Parque da Medianeira. Foi uma experiência inédita para os estudantes, onde eles tiveram a oportunidade de dar informações e entrevistar pessoas que passaram pela Romaria durante o final de semana.

Acadêmicas de Jornalismo trabalhando na Rádio Parque da Romaria da Medianeira. Imagem: Eduarda Amorin

Maria Valenthine Feistauer, acadêmica do curso de jornalismo, participou pela primeira vez da cobertura da Romaria este ano. Ela conta que a experiência foi muito importante para colocar os ensinamentos em prática, e aprender como funciona o jornalismo fora da sala de aula. “Eu acho bom do curso de jornalismo da UFN o fato de conseguirmos praticar muito. Para mim foi muito importante participar da cobertura, pois pude ver um pouco como será depois que a gente se formar”, declara Maria.

Para Aryane Machado, aluna que participou nos dois anos, a experiência foi crucial para estar nos dois ambientes, texto e rádio. Ela explica que participando da cobertura, pôde conhecer de maneira concreta como funciona a rotina de um veículo jornalístico. “No ano passado, tivemos a oportunidade de vivenciar pela primeira vez a intensidade que envolve o jornalismo durante a Romaria. Foi uma experiência marcante, porque conseguimos perceber na prática o quanto nossa profissão exige imediatismo, mas com responsabilidade.” Sobre a experiência deste ano, Aryane comenta que foi algo totalmente novo. “Lá, pudemos oferecer informações de serviço aos romeiros, ajudando-os a se localizar e acompanhar a programação, além de realizar entrevistas e conversar com pessoas que fazem parte da romaria.”

A coordenação geral da comunicação da Romaria da Medianeira fica ao encargo da ASCOM (da Arquidiocese de Santa Maria) e da Tempórea (empresa de comunicação e marketing).

Integrantes do projeto Ler Mulheres posam para foto ao lado do ator Rafa Sieg. Imagem: Divulgação

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria

No Theatro Treze de Maio, um grupo de estudantes e professores se fez presente para mais uma apresentação do Livro Livre da Feira do Livro de Santa Maria. Trata-se do projeto Ler Mulheres, um clube de leitura do Instituto Federal Farroupilha de São Vicente do Sul (IFFAR), criado para valorizar autoras e vozes femininas por meio de debates e trocas de experiências. Eles estavam em um dia de excursão pela cultura da cidade de Santa Maria e, além da feira, visitaram o Museu de Artes de Santa Maria (MASM).

Na última parada da viagem, o grupo comtemplou as memórias de Erico Verissimo, narradas num monólogo pelo ator Rafa Sieg, que interpretou os dramas familiares vividos pelo escritor gaúcho. O espetáculo contou com muitos efeitos sonoros e uma luz intimista, fazendo com que quem ali estava embarcasse de forma imersiva na história.

Para quem já conhecia a obra e o autor, vivenciar o espetáculo foi especial, caso da estudante Eduarda Silveira Moreira, que faz parte do clube de leitura e tem uma ligação especial com Erico: “Minha irmã morava em Cruz Alta, então não tem como ir à cidade natal de Erico Verissimo e não conhecer a vida e obra dele. A peça foi muito tocante, a parte sonora foi impecável e a atuação da mesma forma. O Rafa Sieg realmente se tornou o Erico Veríssimo.”

A noite abriu oportunidades também a novos admiradores do escritor gaúcho e do ator que representou a obra, pois as cenas retrataram não só uma realidade distante, mas comum em muitos lares do país. A estudante e participante do Ler Mulheres, Manoela Alves Coimbra, muito emocionada, relatou: “Chorei com a obra, todos os sentimentos expostos, foram feitos de uma maneira muito viva e real, senti como se eu fosse aquela criança, vendo a separação dos pais e tendo a obrigação de escolher um lado.”

Com o final do espetáculo, Rafe Sieg encerrou a apresentação emocionado sob aplausos, numa edição da Feira do Livro que homenageia os 120 anos de nascimento de Erico Verissimo.

Matéria produzida pelo aluno Cristhian Braga na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.

Público pelas bancas da Feira do Livro. Foto: Eduarda Amorin

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria.

A 52ª Feira do Livro de Santa Maria ocorreu entre os dias 22 de agosto e 6 de setembro e deixou sua marca na vida de quem passou pelas bancas na Praça Saldanha Marinho. Porém, entre tantos espetáculos, debates e lançamentos, algo foi deixado para trás: o planejamento prévio para que determinadas necessidades do público fossem atendidas.

A Feira do Livro não acomodou um espaço próprio para a alimentação de grupos grandes de pessoas. Escolas levaram turmas de 30 alunos ou mais para assistir aos espetáculos infantis e para circular pelas bancas. Depois de um itinerário cansativo, as crianças, com fome, não tinham local apropriado para se alimentar. Os bancos da Praça Saldanha Marinho se tornam insuficientes para acomodar turmas numerosas, que necessitavam estar juntas.

Além disso, não havia o suporte necessário para a alimentação de pessoas com deficiência. A falta de mesas para o consumo de alimentos no espaço da feira dificultou a permanência de quem precisava realizar suas refeições no local. Para se alimentar, os visitantes tinham como alternativa deslocar-se até estabelecimentos comerciais próximos da praça.

Ao entrar em contato com a Secretaria de Cultura, a reportagem obteve a seguinte resposta: “A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, informa que o assunto será resolvido com a comissão que organiza a Feira do Livro.”

Matéria produzida por Eduarda Amorin na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.

Alunos são protagonistas na imersão em Profissões do Futuro. Foto: Luíza Maicá/Assecom

A partir do primeiro semestre de 2026, a Universidade Franciscana contará com dois cursos novos: Comunicação Digital e Inteligência Artificial e Ciência de Dados. Eles foram integrados no catálogo da universidade pensando na transformação do mercado de trabalho, principalmente pelo uso cada vez maior da tecnologia. 

Para apresentar os novos cursos, foi criado o projeto “Imersão em Profissões do Futuro”, em que os alunos inscritos puderam conhecer de perto os cursos ofertados, interagindo em primeiro plano com a tecnologia e a comunicação. 

O projeto ocorreu na última quinta-feira, 23 de outubro, no parque tecnológico da UFN. Os alunos participaram da campanha “Colecione o Futuro Sustentável da Coca-Cola”. O objetivo era criar uma campanha digital para a empresa, divulgando uma nova ação de sustentabilidade: personagens em 3D que só podem ser colecionados quando o consumidor entrega um número específico de embalagens recicláveis. A campanha foi criada do zero: desde os personagens, até um reels para o Instagram feito por IA. Após a finalização do projeto, os participantes puderam levar para casa suas criações, como um presente do dia.

Andressa Tomasi, estudante de administração da UFN, explica porque se inscreveu para a imersão: “Me chamou a atenção por ser um tema muito atual. Está sendo uma experiência ótima e eu vou considerar muito fazer esse curso porque tem tudo a ver com o que a gente está vivendo hoje em dia. Eu acho que as pessoas devem buscar aprender mais sobre isso para que a gente evolua muito mais nessas áreas.”

Miniaturas em 3D foram prodzidas pelos inscritos. Foto: Luíza Maicá/Assecom

O professor de Comunicação Digital, Iuri Lammel, explica o que motivou a criação do curso: “A gente foi percebendo que, nos últimos anos, muitos alunos de jornalismo e de publicidade demonstram seu interesse em produções que não são puramente dessas áreas, são produções mais do mundo do digital, desde podcasts, marketing digital, aplicativos, ser influencer… Então a gente percebeu uma possibilidade de criar um curso também da comunicação, entretanto, focado no digital.”

Sobre o mercado de trabalho do curso, o professor comenta: “esses novos cursos tem duas características: uma é o fato de termos disciplinas focadas no mundo do trabalho. Então, todo semestre vai ter pelo menos uma disciplina onde o foco é desenvolver habilidades para o mundo do trabalho, desde liderança, oratória, disciplinas relacionadas a empreendedorismo na área do curso, etc.. Outra coisa também interessante dos cursos é que todos os semestres têm projeto integrado, obrigatório, onde os alunos precisam integrar todas as disciplinas do semestre para desenvolver produto real, produto que deve solucionar demandas da sociedade de Santa Maria.”

Mirkos Martins, coordenador do curso de Inteligência Artificial e Ciência de Dados, explica que o curso surgiu em resposta à alta demanda por profissionais nessas áreas e à identificação de que as ofertas existentes não atendiam a essa necessidade. A proposta é formar profissionais com um perfil mais técnico e prático, que possam se inserir diretamente no mercado de trabalho. O curso tem cinco áreas principais de atuação: saúde, agro, finanças, academia e empreendedorismo, mas a formação é ampla e não se limita a essas áreas. Os profissionais formados terão habilidades valorizadas tanto localmente quanto fora do estado, dado o crescente interesse por esses especialistas.

Ele também aborda a questão do medo relacionado à inteligência artificial que as pessoas podem ter: “Existe uma parcela grande da população que tem medo da inteligência artificial, mas ao invés de temer, devemos enxergar essa tecnologia como uma aliada. (…) Quem tem uma curiosidade em relação à tecnologia e quer fazer essa capacitação, com certeza vai estar um passo à frente daqueles que não tem, pois terão conhecimentos que serão requisitados pelo mercado de trabalho.”

As inscrições para o Vestibular de Verão 2026 ficam abertas até 10 de novembro, oferecendo aos futuros alunos a oportunidade de ingressar nas áreas mais promissoras do mercado.

“Não esperem que estas memórias formem um documento histórico”, adverte Erico Verissimo no prefácio do livro “Solo de Clarineta”. “Elas não têm a intenção de fazer nenhum perfil de minha época ou dos meus contemporâneos. É antes um livro sincero, que dedico especialmente àqueles que me têm lido durante todos esses anos.”

Atuação de Rafa Sieg envolve o público. Imagem: Ronald Mendes
  • A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria.

O espetáculo “Erico: Solo de Clarineta (Primeiro Movimento)”, ocorreu no dia 2 de setembro no Theatro Treze de Maio, e encantou os espectadores que presenciaram a interpretação emocionante de Rafa Sieg, que deu vida à Erico Verissimo. Durante uma hora, o público ficou absorto na atuação, conhecendo a infância e os acontecimentos marcantes da trajetória do escritor gaúcho a partir de sua própria perspectiva.

O livro traz reflexões do escritor sobre sua jornada, com detalhes sobre a infância até a vida adulta. Entre os momentos estão a crise econômica da família, o rompimento do casamento de seus pais e os pensamentos que nunca era capaz de externar por conta da timidez.

Com produção da Companhia de Teatro Íntimo e direção de Renato Farias, as frases escritas na obra se transformaram em falas e movimentos, e os pensamentos de Erico foram expostos pelo ator de maneira artística e sensível.

Rafa, ao ser questionado sobre a responsabilidade de interpretar Erico Verissimo, explica que é uma necessidade não deixar ele cair no esquecimento: “É necessário que nomes como o Erico sejam lembrados pelas gerações futuras.” Ele também destaca que é importante exaltar nomes que quebrem o pensamento de que a literatura nacional só é feita em São Paulo e Rio de Janeiro: “A literatura do Brasil é muito mais que isso.”

O monólogo foi um dos espetáculos apresentados no Livro Livre, e teve uma grande relação com o tema da Feira do Livro deste ano: os 120 anos do nascimento de Erico Verissimo. Para os espectadores que não eram familiarizados com a história do escritor, a adaptação da sua autobiografia funcionou como uma introdução ao seu percurso de vida e obra.

Rafa Sieg, natural de Panambi, encontrou identificação nas obras do cruz- altense Erico Verissimo, não apenas pela aproximação geográfica, mas também pelos sentimentos explorados nos livros. “Eu tenho 46 anos, e há muito tempo venho buscando algo com que eu possa falar com o coração. Ser atravessado por essa história e por toda a obra do Erico está sendo como um oxigênio na minha vida.”, declara Sieg ao final do monólogo, emocionado.

O monólogo, que teve sua estreia em Santa Maria, está passando por uma fase de captação de recursos. A produção planeja levar o espetáculo à outras cidades, como Panambi, Cruz Alta, e futuramente, até ao Nordeste.

  • Matéria produzida na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.