Santa-marienses vão às ruas protestar contra o governo


Por Luisa Peixoto

 

Protesto pede eleições diretas e o fim do governo Temer. Fotos: Juliana Brittes. Lab. de Fotografia e Memória

     Aconteceu no final da tarde desta quinta-feira, 18, uma manifestação na praça Saldanha Marinho contra o governo do presidente Michel Temer. A partir das 17h reuniram-se professores, estudantes, servidores públicos, sindicalistas e militantes de partidos de esquerda para protestar contra diversas medidas realizadas pelo governo, também pedir a renúncia de Temer e reforçar a realização de “Diretas Já”.

Os manifestantes, cerca de três mil, carregavam bandeiras e cartazes com dizeres “Fora Temer” e “Diretas Já”, trancaram o trânsito em parte da Avenida Rio Branco e logo após seguiram em direção a rua do Acampamento.

Protesto reuniu manifestantes na praça Saldanha Marinho.

Conforme Loiva Chansis, pedagoga na Universidade Federal de Santa Maria e integrante da comissão organizadora, a organização do manifesto foi feita de ontem para hoje, porque foram pegos de surpresa com a reviravolta no cenário político. O protesto tem como objetivo dar uma força para o presidente Temer cair, denunciar as reformas do governo e mostrar o quanto Temer está envolvido em corrupção. “Não vamos nos calar diante de uma notícia bombástica como essa, queremos “Diretas já”, do jeito que está não dá para continuar”, afirma Loiva. Ela enfatiza que o povo vai para às ruas protestar todas as vezes que forem necessárias, e que serão fortes para mudar esse cenário político que o país está enfrentando.

Cristofer Cardoso, garçom de 22 anos relata que é a primeira vez que participa de uma manifestação, e conta que veio à convite de um amigo que é militante de um partido político. Ele declara que não é envolvido em nenhum movimento político e salienta que todo cidadão consciente deve brigar pelos seus direitos. “Eu vim lutar pelo meu futuro e também dos meus filhos. Algo precisa ser feito, e não é ficando parado que a mudança vai acontecer”, conclui.

Foto: Juliana Brittes. Lab Fotografia e Memória

     De acordo com Gabriele Borges, 19 anos, estudante da UFSM, o futuro do país depende muito da juventude. “Se nós queremos um Brasil decente não podemos ficar calados, se não eles irão nos fazer de palhaços novamente. Temos que vir às ruas sim”, assegura a jovem. Ela garante que confia muito na juventude para fazer a diferença e não deixar que mais políticos corruptos voltem a assumir o poder.

Cobertura em vídeo foi feita pelo Laproa/Jornalismo/Unifra.

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