Exposição e livro fazem homenagem a Silvestre Peciar


Por Agência CentralSul de Notícias

 

Amanhã, 07 de agosto, terça-feira, a Universidade Franciscana homenageia, postumamente, o artista plástico Silvestre Peciar Basíaco com a exposição “Peciar: um mestre da arte”, que traz parte de sua obra, e o lançamento do livro Via Sacra, organizado pela reitora Irmã Irani Rupolo e pela professora do curso de Design, Salette Marchi. O lançamento está marcado para as 17h, na Sala de Exposições Angelita Stefani, no prédio 14 no conjunto III da instituição, esquina da Silva Jardim com Duque de Caxias.

Silvestre Peciar, um mestre

Peciar nasceu no Uruguai em 1935. Veio para o Brasil em 1975, na condição de professor visitante, exilado pela ditadura uruguaia. Ficou, teve uma filha brasileira, naturalizou-se, e por 23 anos ministrou aulas na Universidade Federal de Santa Maria. Artista plástico, sua obra é traduzida em esculturas, gravuras, cerâmica, murais, desenho e pintura produzidos na perspectiva de uma arte não elitista e a serviço do povo.

” Na personalidade do mestre Peciar, aprendemos as dimensões do vão da solidariedade à firmeza de posicionamento. Às vezes, revela-se de modo delicado, leve; às vezes, em contraponto, seus gestos vão da reciprocidade, da ternura, do lírico, do carinhos à intransigência dramática diante das injustiças sociais, da violência e dos ataques à liberdade humana. E isso situa Peciar muito além do artista plástico, do grande criador que ele é. Faz dele um homem engajado, típico exemplo da melhor modernidade, aberto às lutas e desafios, mobilizando, parar tanto, as mais variadas linguagens plásticas.”, afirma Alphonsus Benetti, artista plástico e professor da UFSM, em depoimento no livro Via Sacra.

Via-Sacra é também o projeto idealizado por Peciar para o jardim do convento das Irmãs Franciscanas, em Santa Maria. Em catorze estações, as imagens, em mosaico, contam a história da vida, morte e ressurreição de Cristo, o maior drama da cristandade. Para a reitora Irani Rupolo, em trecho do livro que será lançado amanhã, ” esta obra de Silvestre Peciar, simples na expressão, intensa em seu significado, tem ritmo dinâmico e passos ascendentes, uma vez que realiza um percurso. E nesse trajeto, nas diferentes cenas, abranda a rigidez, alarga a ternura, traduz uma energia espiritual apaixonante. Une silêncio e fala,sofrimento e consolo, veemência e compaixão, ambas faces do viver humano”.

A exposição na Sala Angelita Stefani ficará aberta de 7 a 29 de agosto. A visitação é aberta ao público interessado de segunda à sexta no horário da tarde,  das 14h às 18h, e, na quinta-feira pela manhã, das 9h às 12h.

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