Mulheres em foco nos trabalhos apresentados no XXII SEPE


Por Caroline Comassetto

 

Trabalhos do eixo temático Direitos, Políticas Públicas e Diversidade foram apresentados na tarde de quinta-feira, 4, durante a programação do XXII SEPE (Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão) da Universidade Franciscana.

Entre eles, o trabalho do acadêmico de Enfermagem Kelvin Leandro Marques Gonçalves, Atribuições de Mulheres de uma Associação de Reciclagem: Desafios e Enfrentamentos. O trabalho desenvolvido na disciplina de Metodologia Científica, é um relato de experiência de um voluntariado na Associação dos Selecionadores de Material Reciclável (ASMAR) de Santa Maria. Kelvin, com um grupo de colegas, visitou a associação e conheceu de perto o trabalho realizado pelas mulheres na separação de resíduos na cidade.

O acadêmico relata que a relevância do trabalho diz respeito a visibilidade, a desconstrução de preconceitos da sociedade em relação ao trabalho de reciclagem do lixo, a dignidade das trabalhadoras e a conscientização para a separação de resíduos. “Vendo de perto o trabalho delas, a gente entende o quão importante é para a sociedade, elas só querem ser reconhecidas como trabalhadoras e ter boas condições e segurança para continuar trabalhando”, declara Gonçalves.

Kelvin comenta também sobre a importância do protagonismo social da mulher e do reconhecimento das mulheres no ramo de trabalho pesado, – um espaço que ainda é muito relacionado aos homens.  

Outro trabalho apresentado no XXII SEPE, na quinta-feira, teve como protagonista a mulher. Porém neste, o viés que o acadêmico de Direito da UFN, André Lourenço Lorenzoni trabalhou foi a Infância Adultizada e o Papel da Mídia na Vulnerabilização De Direitos Fundamentais. André estudou com base no caso da atriz britânica Millie Bobby Brown – que atua na série americana de Ficção Científica Stranger Things – a adultização da infância na mídia. Portanto, o acadêmico conceituou adultização como a situação em que a criança tem comportamento de adulto e foca seu tempo e atenção em coisas que vão além do seu direito de brincar, estudar e ter uma infância saudável, conforme estudos da Sociologia e da Psicologia.

O estudo aprofunda-se na questão: a representação da adultização na mídia fere os preceitos básicos da Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente? Para isso, o acadêmico trabalhou sobre três pontos de vista: as previsões da legislação presente no Estatuto da Criança e do Adolescente; a adultização da infância na mídia; e as consequências da adultização em decorrência da violação dos direitos básicos da infância.

Assim, outros questionamentos foram levantados sobre a publicidade voltada para as crianças, a atuação de influenciadores digitais e youtubers sobre a formação de personalidade das crianças e adolescentes.

 

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