O uso dos smartphones: até onde é possível considerar excessivo o uso dessas telas


Por Allysson Marafiga

 

 

A utilização dos aparelhos móveis está cada vez mais presente no nosso dia a dia e no uso das redes sociais que ele se evidencia.Foto: Allysson Marafiga

Com a rápida evolução das tecnologias em torno da comunicação nos últimos tempos a vida de todos com acesso esses avanços se transformou. Em diferentes aspectos da esfera da  sociedade a tecnologia mudou a forma de se relacionar e se comunicar com os outros. É perceptível que o uso do aparelho celular está cada vez mais presente em qualquer momento da rotina de qualquer pessoa. Seja para trabalho ou lazer, ele se tornou uma importante ferramenta no dia a dia. Mas até onde o seu uso é considerado saudável?

Segundo o relatório do Estado de Serviços Móveis, elaborado pela consultoria especializada em dados sobre aplicativos para dispositivos móveis divulgado no início deste ano, o Brasil está em 5º lugar entre o países que mais passam tempo em frente a tela. O brasileiros passam mais de três horas do seu dia com o smartphones. A acadêmica de direito Ana Flavia Cortina, de 20 anos, o celular tem a capacidade de cada vez mais adquirir possibilidades. Com a acessibilidade e o benefício da comunicação, ela ressalta que buscar informações para fazer pesquisas é um dos principais benefícios do celular. 

Mesmo com esses benefícios, o seu uso pode acarretar alguns problemas. Em meio a  milhares de possibilidades, se perde tempo e momentos importantes. A acadêmica de arquitetura Júlia de Carvalho, de 24 anos, revela que a alienação que o celular proporciona é visível, prejudicando conversas e interações com os amigos. “Muitas vezes se conversa pelo celular, mesmo estando do lado da pessoa”, exclama ela. 

Dentre esses malefícios o sono acaba sendo afetado. O descanso é tão importante para o desenvolvimento e bem-estar de qualquer pessoa, seja, criança quanto adulto. Para a acadêmica de Design de Moda Raissa Nicolai, de 22 anos, o uso desnecessário do aparelho durante a noite é diário. Ela relata que o uso noturno afeta o desempenho escolar e prejudica o seu sono pelo fato de passar horas e horas nas redes sociais. 

A doutora em filosofia Leticia Spinelli acredita que o uso do aparelho de forma contínua e pouca disciplinada pode ser vista como uma ansiedade de comunicação. No cenário brasileiro, de acordo com pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma em cada três pessoas manifestam esse transtorno. Não só em relação ao tempo de uso, mas o problema está no apego ao aparelho assim essa dependência é bem provável de causar ao usuário estresse e infelicidade. Quem a usa, não só controla a vida de outras pessoas, mas também quer tornar visível tudo a respeito de sua vida.

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