SEPE tem Conferência de abertura


Por Emanuely Guterres

 

Conferência de abertura do Sepe. Foto: Mariana Olhaberriet/LABFEM

Na manhã desta terça-feira, 20, ocorreu a 1º Conferência marcando a abertura do XXIII Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão (SEPE). A conferência teve início às 9h30 na sala de conferências no prédio 16 do conjunto III da Universidade Franciscana (UFN). O conferencista foi o Professor Dr. Odir Antônio Dellagostin que apresentou o tema “Panorama da ciência e tecnologia no Rio Grande do Sul e no Brasil”.

Dellagostin é diretor presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), coordenador da área de biotecnologia da Capes e professor  na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O professor começou sua palestra com a questão “quem são os nossos cientistas?”.

Durante a manhã foram apresentados os financiamentos de pesquisa, bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e orçamentos da Capes para bolsas de estudo. Dellagostin ainda apresentou dados para retratar a situação do Rio Grande do Sul e do Brasil no ramo da pesquisa e do desenvolvimento.  Segundo o professor é impressionante o aumento de doutores atuando na pesquisa, porém que necessitam de recursos. O Rio Grande do sul possui a 4º colocação entre os estados com mais profissionais que tem doutorado e permanece no caminho da pesquisa, com uma alta densidade na força de trabalho.

No RS o destaque no crescimento e na qualidade dos cursos à nível internacional qualificam a Pós-Graduação  como uma das melhores do país.  Já no Brasil o senso de indicadores de iniciativa cientifica coloca o país em 14º  produtor científico, tendo em vista a publicação de mais de 80.000 artigos em 2018. “Poderíamos estar melhor colocados, mas é visível a trajetória de sucesso que estamos trilhando como o crescimento contínuo e acelerado na produção científica”, comentou Dellagostin. São Paulo possui 40% da produção científica do Brasil e o RS abraça 50% da produção científica na região sul. Somente a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) produz 45% de pesquisa no RS.

Conferencista apresentando novo projeto. Foto: Mariana Olhaberriet/LABFEM

“Somos um estado produtor de conhecimento” encerra Dallagostin. Em relação ao desenvolvimento tecnológico a contribuição do RS na produção científica e de patente possui um crescimento  lento. O Brasil  cresce com a produção de artigos, mas tem ritmo menos acelerado com as patentes.

Dallagostin encerrou a manhã falando sobre as ações e projetos da FAPERGS, bolsas de pós-graduação, mestrado e doutorado e apresentando o novo projeto ‘Doutor Empresário’ que visa ajudar com bolsa aqueles que têm interesse em investir em pesquisa. Esse projeto procura promover uma formação em empreendedorismo pois, como afirmou o palestrante: “O futuro se faz com a pesquisa e a pesquisa se faz com recursos”.

 

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