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Segurança é redobrada na Europa depois dos atentados

Desde sexta-feira, o medo toma conta da Europa e do mundo. Os atentados que aconteceram em Paris, na última sexta-feira, fizeram com que a segurança no continente ficasse mais intensificada, principalmente para quem chega ao velho

Um pé em Portugal e outro no Brasil

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Os mosteiros de Meteora

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Segurança se intensifica em Londres após os atentados em Paris. Foto: Camila Gonçalves, jornalista.
Segurança se intensifica em Londres após os atentados em Paris. Foto: Camila Gonçalves, jornalista.

Desde sexta-feira, o medo toma conta da Europa e do mundo. Os atentados que aconteceram em Paris, na última sexta-feira, fizeram com que a segurança no continente ficasse mais intensificada, principalmente para quem chega ao velho mundo.

Revistas e entrevistas, que são procedimentos padrão ao imigrante, ficaram ainda mais rigorosas. A jornalista Camila Gonçalves, ex-aluna do Centro Universitário Franciscano e que atualmente reside em Dublin, na Irlanda, conta o que viu ao chegar em Londres: “No aeroporto Luton, em Londres, não vimos segurança, porque quem vem da Irlanda não passa na imigração, mas a segurança está intensa nos pontos turísticos”, relata.

A jornalista conta que viu bandeiras da França em vários locais em que visitou, entre eles a famosa roda gigante London Eye, também conhecida como Millennium Wheel.

Camila disse que  ficou na chuva, em uma fila, para conseguir ingressar em um museu: “Fomos no Nacional History Museum e uma das recepcionistas estava segurando a fila, porque estavam revistando as mochilas de todo mundo. O museu fica em frente à embaixada da França e a mulher disse que, por isso, estavam redobrado o cuidado. Era uma chuva pesada e todo mundo estava se molhando. A recepcionista disse que, normalmente, eles não revisam bolsas.”

Outro fato que chamou a atenção de Camila foi a quantidade de helicópteros e seguranças no  palácio de Buckingham.

Os atentados em Paris orquestrados pelo grupo extremista Estado Islâmico vitimou mais de 150 pessoas e fez o mundo ficar em alerta. Em um vídeo postado pelo grupo eles ameaçaram desta vez a capital dos Estados Unidos, Washington. Na manhã desta quinta-feira uma mulher bomba causou a morte de pelo menos duas pessoas, também em Paris, segundo as agências internacionais de notícias.

 

 

Uma brasileira em terras lusitanas. Foto: arquivo pessoal.
Uma brasileira em terras lusitanas (Fotos: arquivo pessoal)

A  professora Maria Cristina Tonetto, doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, localizada na cidade portuguesa de Covilhã, pesquisa o cinema universitário luso-brasileiro nas redes sociais digitais, com foco nas estratégias de circulação das produções das Instituições Públicas de Ensino Superior. A professora do Centro Universitário Franciscano fez mestrado em Integração Latino-Americana pela Universidade Federal de Santa Maria, na linha de pesquisa Cinema e História. Com a graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas, tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Cinema, e atua, principalmente, com cinema, documentário e televisão. Também organizou o livro “O olhar feminino no cinema”, lançado em 2011, e prepara a segunda edição sobre o cinema ibero-americano.

Kitta, como é conhecida entre os amigos, iniciou o doutorado em setembro de 2013. A previsão de conclusão é em setembro de 2016, no entanto, o trabalho pode se prorrogar por mais um ano, dependendo da pesquisa de campo. Esta etapa começa em 7 de abril e inclui a coleta de dados  em seis universidades brasileiras. A etapa portuguesa já foi concluída.

Questionada se sofreu algum tipo de preconceito por ser brasileira ao chegar em Portugal, ela afirmou que não. A cidade onde reside é universitária, e recebe todos os anos vários estudantes de diversos países.  Para ela, a população de lá vê um certo carisma nos estrangeiros, mas é possível perceber que entre os colegas universitários não se constitui um convívio amigável, próximo, como uma troca de experiências entre pessoas de diferentes países.” Eles são mais frios, não se tem um entrosamento como o povo brasileiro, enfim acabamos nos relacionando com os próprios brasileiros que estão cursando por lá”.

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Vestes femininas nas praxes portuguesas.

Entre as muitas diferenças entre os universitários que estão de um lado e de outro do oceano, estão as roupas utilizadas durante a aplicação da praxe  (o trote universitário). Os veteranos vestem um terno e de uma capa (para os meninos) e blaser, saia e capa (para as meninas), vestimenta que inspirou a escritora J. K. Rowling de Harry Poter. Esta vestimenta é usada pelos veteranos, principalmente, nas praxes universitárias ( nossos trotes) para diferenciá-los dos calouros. O tipo de castigo aplicado para os novos universitários são semelhantes ao nossos, com desfile pelas ruas entoando frases características, entre outras práticas consideradas tradições. Geradas entre os acadêmicos, elas estão presentes nas universidades há mais de um século.

O traje masculino é constituído por uma batina preta sem ser de gala ou de grilo (com 3 botões em qualquer zona e lapelas acetinadas); calça clássica preta, com 2 ou 3 pregas, sem dobra na bainha;  gravata preta e lisa ou laço preto; colete preto masculino, acetinado e com fivela nas costas, tecido igual ao da batina, com dois bolsos e cinco botões (no caso de uso de laço não se usa colete); camisa branca lisa com um bolso do lado esquerdo, sem motivos, sem botões nos colarinhos e com botões brancos; sapatos pretos de atacadores (estilo clássico, sem apliques metálicos, não envernizados, com o número impar de buracos em cada lado); meias pretas; capa preta lisa e de estilo acadêmico; cinto preto; o uso do gorro é opcional; o uso do relógio só de bolso.

Já o traje feminino é constituído por uma camisa branca lisa, com ou sem bolso, sem botões no colarinho; casaca preta com dois bolsos com pala (não cintada, com 3 botões no punho e 3 botões à frente); saia preta (travada, e até 3 dedos acima do joelho, abertura na zona posterior); gravata preta lisa; collans pretas (tipo vidro ou lycra – não opacas, não podendo usar ligas); sapatos com salto até 3 cm, lisos sem fivelas ou apliques; capa preta lisa e de estilo acadêmico. Para saber mais acesse o Noticiência.

Depois de duas semanas aqui, a vida começa a se organizar. Os guris já estão na escola e jogando futebol, preocupações a menos. Tanto nas escolas como no time de futebol foram muito bem recebidos. As aulas já se encaminham para o final de curso, pois o calendário escolar é de setembro a junho. O sistema educativo espanhol é constituído de educação infantil (do zero aos seis anos), não obrigatória. Os ciclos obrigatórios compreendem educação primária (dos seis aos 12 anos); educação secundária (dos 12 aos 16 anos) e o bacharelato (16 aos 18 anos), que é a última etapa antes da faculdade. São oferecidas as opções de ciência e tecnologia, humanas e ciências sociais e artes. Na última semana, o assunto predominante foi as eleições andaluzas, realizadas no domingo, 22, com a vitória do Partido Socialista Operário Espanhol para a presidência da Junta Andaluza, que também obteve o maior número de deputados. No entanto, os partidos que mais cresceram nessas eleições foram Podemos e Ciudadanos.

já tem bastante movimentação de turistas para a semana santa, principalmente no centro histórico.
É forte a movimentação de turistas para a semana santa, principalmente no centro histórico de Córdoba. Igreja  Conventual de San Pedro de Alcantára.

Outro assunto que preocupa grande parte dos espanhóis é a intervenção no Banco de Madrid. O problema foi a intervenção do Principado de Andorra no Banco Privado de Andorra, proprietário do Banco de Madrid, sob a acusação de lavagem de dinheiro, aí incluído o dinheiro da máfia chinesa e russa. Por enquanto, os clientes do Banco de Madrid podem sacar dois mil e quinhentos euros semanais, para desespero de muitos que têm a economia de uma vida na poupança daquele banco.
A crise econômica, a austeridade da política de governo, o confisco de moradias por parte dos bancos e a falta de emprego motivaram milhares de pessoas a se concentrar em Madrid no sábado, 21. Sob o tema Pão, Trabalho, Teto e Dignidade, as Marchas da Dignidade reúnem pessoas de todas as províncias que saem de suas localidades e marcham até a capital do país.
O terrorismo é o fantasma a rondar os espanhóis. O último ato foi em um atentado no Museu Bardo, na Tunísia, onde morreram dois espanhóis e outros ficaram feridos. Além disso, nas últimas semanas foram detidos em Madri vários suspeitos de pertencer ao grupo Estado Islâmico.

Cartazes anunciam a Semana Santa na cidade espanhola de Córdoba. Fotos: Carla Rossa
Cartazes anunciam a Semana Santa na cidade espanhola de Córdoba. Fotos: Carla Rossa

A primavera veio trazendo chuvisco em Córdoba, chuvas fortes em Andalucía e mantendo o friozinho. Na região mais ensolarada da Espanha não pudemos acompanhar o eclipse por conta da falta do sol. A próxima semana será cheia de novidades. Vamos poder acompanhar pela primeira vez a Semana Santa. Talvez o período mais importante para os espanhóis. É a semana em que grande parte da população viaja, já que de 27 de março a 5 de abril as aulas estão suspensas e, muitos, também não trabalham nesse período. Expectativa para as procissões das diversas irmandades e confrarias da cidade que começam no domingo de Páscoa e se estendem por toda a semana.

Por Carla Rossa, jornalista e colaboradora da ACS na Espanha.

Jardins de Córdoba, na Espanha.
Jardins de Córdoba, na Espanha. Fotos: Carla Rossa

Depois de oito anos, estamos de volta a Córdoba, na Espanha. Muita coisa mudou. A primeira impressão na chegada a Madri foi  a de que a crise econômica espanhola ainda não acabou. Pela primeira vez fomos abordados por mendigos. Foram três em menos de uma hora, enquanto comíamos em um restaurante na estação de trem.

Greve dos lixeiros em Córdoba, Espanha. Fotos: Carla Rossa
Greve dos lixeiros em Córdoba, Espanha.

Na chegada a Córdoba mais uma surpresa – a sujeira predominava na estação de trem por conta da greve de trabalhadores de limpeza, sem perspectiva de solução a curto prazo.
Córdoba também cresceu muito. O número de construções é impressionante, com novas moradias e novos centros comerciais. Mesmo assim, o desemprego atinge quase 40% da população, segundo dados oficiais.No entanto, conforme um taxista, já são mais de 50% os parados. Tudo culpa dos chineses e indianos, segundo ele.

Córdoba é (ou era) uma produtora de joias, ouro e prata, e isso está acabando com a chegada dos produtos chineses e indianos. Aliás, as lojas e mercadinhos chineses aumentaram muito por aqui. Vendem de tudo – pão, roupa, bijouterias, material de limpeza, ferragem -, o que precisar se encontra em uma de ‘las tiendas chino’. E elas abrem de domingo a domingo.

 

Manifestações nas ruas da cidade espanhola.
Manifestações nas ruas da cidade espanhola.

Eleições e corrupção – Nessa primeira semana, os assuntos que mais ouvimos foram eleição e corrupção. O calendário eleitoral espanhol não apresenta datas específicas para as eleições, que acontecem separadas: nacionais, regionais e municipais. As autonómicas e as municipais se realizam em 24 de maio. Mas nem todas as comunidades autônomas celebram as eleições em maio. Aqui na Andaluzia será em 22 em março.
Nas eleições municipais podem votar todos os residentes na Espanha, maior de idade, dos países da União Europeia e dos países com acordos onde se reconhece esse direito. É o caso de países como  Bolívia, Chile, Cabo Verde, Colômbia, Coreia, Equador, Noruega, Peru, Trinidad e Tobago, entre outros. 

A eleição para presidente do país, para os 350 deputados do Congresso e 208 senadores não tem data certa. Depende da boa vontade do partido que está no poder. A lei diz que deve acontecer a partir de 20 de novembro, dia em que acaba a legislatura do presidente. Mas também pode ser em 20 de dezembro ou 17 de janeiro, datas permitidas pela Constituição.
Além das eleições, o que mais chama a atenção é a quantidade de denúncias e casos de corrupção. E não só na política. No início da semana, um ex-presidente e dois ex-diretores do Clube Atlético Osasuna foram presos acusados de desvio de dinheiro e combinação nos resultados de jogos do clube.
Na política, o repertório é vasto. As denúncias atingem quase todos os partidos, mas, especialmente, o partido do governo, o PP. O ex-tesoureiro do partido e outras 39 pessoas, entre elas uma ex-ministra, dirigentes do partido e senadores, estão sendo julgadas, entre outros crimes, por prevaricação, malversação do dinheiro público, lavagem de dinheiro e tráfico de influências. Também está sendo investigado um comissário de polícia por ter uma fortuna que chega aos 16 milhões de euros.

Brasil – As notícias que aparecem sobre o Brasil são algumas notas em telejornais e jornais sobre as denúncias de corrupção na Petrobras. O destaque maior está por conta do jornal El País que apresenta matérias de seu enviado especial e de agências de notícias em sua página na internet. As manifestações do dia 13 e do dia 15 foram mostradas na televisão. Diziam que milhares de pessoas foram às ruas em manifestações contra e à favor da presidenta. Alguns telejornais e jornais afirmavam que a crítica era  sobre a política econômica e a corrupção.
Triste foi ver as imagens de faixas, escritas em inglês, pedindo a volta da ditadura. É difícil explicar aos amigos daqui que isso não é coisa de brasileiro. E que no nosso país não se fala inglês. Se estivesse em coma e acordasse no domingo, diria que era época de carnaval ou de copa do mundo.É duro ver pessoas vestidas com camisetas da CBF, a entidade conhecida pela maior corrupção, e não só no mundo do futebol. 
A rede de televisão Antena 3 apresenta diversos documentários sobre países. Um deles, transmitido no dia 3 deste mês, foi sobre o Rio de Janeiro, a violência nas favelas, espanhóis que estão trabalhando ilegais no Brasil, a lei de reciprocidade, o que passou na Copa, tudo contado através da visão dos espanhóis que vivem ali. 

Venezuela – O que mais interessa aos canais de televisão, no momento, é a situação da Venezuela. As sanções impostas pelos Estados Unidos são noticiadas diariamente. Além disso, todos os dias, estão sendo entrevistados opositores do governo Maduro. A esposa do prefeito de Caracas, preso por suspeita de conspirar contra o governo nacional, esteve mais de dez vezes conversando com jornalistas da Rede de Televisão Espanhola (RTVE) sobre a situação dos presos políticos naquele país. Em nenhum momento, apareceu o outro lado.


Caracóis –

Caracóis, uma iguaria pouco comum no Brasil.
Caracóis.

E, para finalizar, por enquanto, estamos no início da feira dos ‘caracoles’. São mais de 40 pontos de venda, entre tendas e restaurantes, onde são servidos caracóis nos mais diversos tipos de molhos. O ponto alto será a festa gastronômica, a ‘Caracola”, que acontecerá no dia 17 de maio. Provei e gostei. É uma carne suave. O que não é muito agradável é o molho, cheio de curry.

Nas falésias de Moher. Fotos: arquivo pessoal Pedro Piegas
Nas falésias de Moher. Foto: arquivo pessoal Pedro Piegas

Sempre quis ter uma grande aventura na minha vida. Cada viagem que eu fazia, voltava e sentia um gostinho quero mais. Após conhecer uma boa parte do mundo apenas pela Internet, escolhi a Irlanda para passar as minhas férias de janeiro e fevereiro de 2015. O plano era o seguinte: fazer aulas de inglês por quatro semanas em Dublin, capital irlandesa e, ainda, conhecer a belíssima Barcelona,  na Espanha, na minha última semana no Velho Continente.

O dia mais importante das minhas férias chegou – o dia do embarque. Tive a real noção da grandeza da viagem quando meu pai me deixou no aeroporto e caiu a ficha de que eu ia me virar sozinho por cinco semanas em um lugar completamente diferente.

Após passar por todo o caos dos aeroportos, enfim estava em Dublin. Cheguei à cidade bem desorientado, apesar de ter horas de pesquisa sobre o povo irlandês na bagagem. Os primeiros dias foram de total estranhamento com a mão direita do trânsito, a língua e os dialetos, o fuso horário e o frio em pleno janeiro.

Um grupo internacional na escola de inglês ISI.
Um grupo internacional na escola de inglês ISI.

Aos poucos tudo ia se ajeitando e eu me acostumando com todas as adversidades. O povo irlandês é muito simpático com as pessoas que vão visitar o país. É comum o povo nativo ajudar turistas com alguma dificuldade. No país há pessoas de diferentes nacionalidades, não somente brasileiros em busca de melhores condições de vida. Um exemplo disso é a escola onde estudei e dividia a sala de aula com colegas franceses, italianos, mexicanos e coreanos.

As quatro semanas passaram muito rápidas. Como estudava na parte da manhã, era comum eu desbravar a cidade em longas caminhadas na parte da tarde, ou conhecer pequenos povoados ao redor da capital irlandesa. Nos finais de semana eu viajava para lugares mais longes, como por exemplo, o interior da Inglaterra, onde um amigo meu estava morando, ou até mesmo viagens de trem dentro do território da Irlanda.

Quando eu vi, já estava de partida novamente e agora o destino era Barcelona. Combinei com um amigo de visitar a capital catalã por uma semana e desbravar tudo que ela melhor oferece. A cidade é conhecida como centro do design e arquitetura, pessoas como Pablo Picasso e Antoni Gaudí e muito outros artistas moravam e deixaram seu legado na cidade. Além disso, há uma deliciosa gastronomia mediterrânea, incríveis bares e passeios pelas ruas e pelo passado da cidade catalã.

Enfim, Barcelona.
Enfim, Barcelona.

Ao todo foram 35 dias fora de casa e com a certeza que vivi a maior aventura da minha vida. O aprendizado, não somente de línguas diferentes, mas de vivência com culturas diferentes é inestimável. Fiz grandes amizades que me ajudaram em momentos difíceis e com as quais ainda mantenho contato. Voltei para casa com a certeza de que preciso viajar mais, muito mais.

A chuva do último final de semana foi tão forte, que teve  momentos de queda de granizo, que destruíram residências. Em algumas regiões, houve falta de energia elétrica que se estendeu por cerca de 8 horas. Os moradores do centro do Estado enfrentaram uma das maiores tormentas já vistas, causando medo na população. As cidades mais atingidas foram Santiago, Jaguari, Júlio de Castilhos, Panambi e Tupanciretã, cidade na qual o número de casas destruídas pelo vento já passa dos 350.

Galpão do Sindicato Rural de Tupanciretã após o temporal. (Fonte: Defesa Civil)
Galpão do Sindicato Rural de Tupanciretã após o temporal.
(Fonte: Defesa Civil)

Na zona urbana de Tupanciretã, dezenas de postes de energia e de árvores centenárias foram arrancadas pela raiz. Até a entrada do hospital da cidade ficou interrompida devido à queda das árvores. O coordenador da Defesa Civil, Gustavo Simões Lírio afirmou que o vento forte da madrugada de domingo durou cerca de 40 minutos e as rajadas mais forte chegaram a 100km/h. “Parecia um cenário de guerra por que todos os cantos da cidade foram afetados com o temporal, nenhum lugar escapou”, enfatizou.

Os lugares mais atingidos do município foram o posto da Brigada Militar, um galpão do sindicato rural e a Sede Campeira do CTG Tapera Velha. Segundo a prefeitura, a cidade toda ficou sem luz durante aproximadamente 8 horas. No interior, várias árvores interromperam as estradas, impossibilitando as aulas nas escolas rurais. O prefeito Carlos Augusto Brum de Souza decretou situação de emergência devido à falta de materiais de construção para reconstruir os locais atingidos.

Parque de Exposições de Júlio de Castilhos.  (Fonte: Defesa Civil)
Parque de Exposições de Júlio de Castilhos.
(Fonte: Defesa Civil)

Em Júlio de Castilhos, ainda nessa manhã de segunda-feira (20) grande parte das residências estavam sem luz e sem água. Em função disso, a Secretaria de Educação da cidade resolveu cancelar as aulas diante a situação de emergência encontrada. De acordo com a Secretaria de Assistência Social da cidade, a região próxima ao Instituto Federal Farroupilha e ao Jóquei Clube também  foram bastante atingidos, assim como o centro da cidade.

 

 

Por Carolina Busatto Teixeira para a disciplina de Jornalismo Online

Indiano Kailash Satyarthi e adolescente paquistanesa Malala Yousafzai. Foto divulgação.
Indiano Kailash Satyarthi e adolescente paquistanesa Malala Yousafzai. Foto divulgação.

A paquistanesa Malala Yousafzai de 17 anos, que foi baleada com um tiro na cabeça, em 2012 por extremistas Talibãs quando lutava contra o governo que rejeita a educação feminina, e o indiano Kailash Satyarthi de 60 anos ativista dos direitos humanos ganharam o prêmio Nobel da paz de 2014. Ambos lutam por educação e igualdade para todos.

A adolescente foi a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel nos 114 anos de história da premiação. Malala também é autora do livro “Eu sou Malala” que conta a sua história e tudo o que ela passou para defender sua liberdade e as lutas contra o machismo de uma sociedade autoritária e extremamente retrógrada.

Kailash Satyarthi fundou a Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salve a Infância) em 1980 e agiu para proteger os direitos das 80.000 crianças. Satyarthi destacou o trabalho infantil como uma questão de direitos humanos, bem como uma questão de bem-estar e causa de caridade. O indiano já ganhou outros prêmios pelo trabalho desempenhado em defesa dos direitos humanos em 2007 ganhou medalha de ouro do senado italiano, também em 2007 foi reconhecido na lista de heróis agindo para o final do dia da escravatura moderna.

Fazer intercâmbio aumentou 1­­­­­­­­­­­­5% em relação ao ano passado. As oportunidades estão cada vez mais acessíveis. Pesquisa divulgada em uma feira realizada em Brasília no mês de março mostra que, neste ano de 2014, cerca de 230 mil brasileiros vão estudar fora do país. O intercâmbio se popularizou entre os jovens. As mulheres entre 20 e 30 anos são as que mais procuram esta modalidade. As facilidades de pagamento e preços baixos são os atrativos neste universo de quem pensa em ampliar seus horizontes com vistas ao trabalho, ao aperfeiçoamento de algum idioma ou às trocas culturais. A língua preferencial é o inglês e os destinos procurados pela maioria dos intercambistas são os EUA, Canadá, Reino Unido, Espanha e Austrália.

A equipe da disciplina de Redação Multimídia debruçou-se sobre esta realidade e traz, nesta reportagem especial, um panorama sobre o tema. Confira!

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Lago di Garda, Itália. Fotos: Aldema MacKinney

Certamente, um dos lugares onde Deus passa férias. Na parte Sul, terreno plano; na parte Norte, magníficos penhascos rochosos. Beleza, por todo lado. Os pinheiros e os ciprestes , imponentes, contornam ruas,estradas e envolvem algumas margens deste lago. Agora, já no mês de abril, veem-se muitas flores, em especial graciosas tulipas e multicoloridos amores-perfeitos. Lindo,lindo!

Desenzano vista de Sirmione.

Garda  é o maior dos lagos italianos – maior do que Como e Maggiore. Tem a largura máxima de 17 quilômetros e o comprimento máximo e 51 quilômetros. Sua superfície alcança 370 quilômetros quadrados e sua profundidade chega a 346 metros. Seu perímetro e de 158 quilômetros. Em todo ele, a cor da água é linda.

Profusão de cores na região di Garda.

O Lago de Garda limita-se com três regiões: Lombardia, a oeste e sul; Trentino, ao norte; e Veneto, ao sul e a leste. Muitas e belas cidades estão localizadas às margens do lago e são interligadas principalmente por rotas de barcos e ferryboats. Elas também podem ser acessadas por estradas rodoviárias e, ainda, duas – Desenzano e Peschiera – por ferrovias.(…)

A temperatura local é excelente. Uma cadeia e montanhas protege Garda dos ventos do norte. No inverno, a temperatura media oscila entre 12º e 14ºC ; no verão, entre 24º e 26º. Essas condições climáticas permitem a existência de grande variedade e plantas, sendo a região conhecida como Jardim Botânico da Europa.

As cidades mais visitadas são Desenzano, Peschiera di Garda, Sirmione, Bardolino, Lazise, Salo, Gardone, Malcesine, Garda, Torri del Benaco, Limone Sul Garda e Riva del Garda.

Matéria publicada com a autorização da autora. Texto completo no blog Correndo Mundo.

Por Aldema MacKinney, diretamente da Itália.

Mosteiro na região de Meteora. Fotos: Aldema MacKinney.

Meteora, que em grego significa rochas supensas ou colunas do céu, é o segundo maior complexo de mosteiros da Grécia. O maior mesmo é o Monte Athos, que vi de longe uma vez, sem poder entrar, já que nele não se admitem nem animais fêmeas.

Meteora permite visitas nos seis mosteiros habitados, cinco masculinos e um feminino. Houve um tempo em que havia ali vinte e quatro mosteiros. Os seis que ainda existem são: Megalos Meteoros – Grande Meteoro ou Mosteiro da Transfiguração; Varlaam ; Agio Stephanos – Santo Estêvão; Agia Triada – Santíssima Trindade; São Nicolau Anapafsas; e Roussanou.

Os horários de visita aos Mosteiros têm variações para cada um deles,  bem como variações para diferentes estações do ano. Ao planejar as visitas é preciso estar atento também aos dias da semana, porque todos eles fecham durante um  dia, mas em dias diferentes. Roussanou, por exemplo, permanece fechado às quartas-feiras; enquanto São Nicolau fecha às sextas. O Mosteiro da Transfiguração, um dos mais bonitos, fecha às terças-feiras. Todos cobram uma entrada de 3 euros.

O acesso aos Mosteiros era feito por escadas rudimentares, atadas umas nas outras. Para receber alimentos e objetos, usavam uma  rede  que era lançada e puxada pelos monjes. Mais tarde, surgiram os  guindastes. Em 1920, foram construídas escadas de acesso. Agora, já há boas estradas até perto deles, sem livrar-nos, entretanto, das escadarias que parecem sem fim. Penso que chegar aos seis Mosteiros, deve dar direito a terreno de esquina no céu. Não foi desta vez que ganhei meu terreninho! Desisti no terceiro.

Mosteiro mais próximo de Kastraki.

Os Mosteiros de Meteora, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO,  estão localizados na Grécia Central, em rochedos de arenito que ficam  a nordeste da planície da Tessalia, perto do rio Peneios e dos montes Pindo. O maior pico em que está um mosteiro tem 550 metros; o menor, 305 metros. Mesmo sem os mosteiros, o lugar seria impressionante por sua grandiosidade e beleza. Kastraki, o povoado mais próximo de Meteora, tem 2 252 habitantes – foi o que me informou , com muita convicção, um habitante da localidade .

Li que os monges consideram as rochas como sua morada e crêem que elas conjugam  Acrópolis e  Santa Sofia; Helenismo e Romanismo.  Tessalia é uma das regiões da Grécia povoada desde a Antiguidade, tendo sido referida como região que tomou parte na guerra de Troia. Acredito eu, portanto, que a região participou da entrega do primeiro presente grego! Não se  sabe, exatamente, em que momento começaram a surgir, nessa região, os monastérios. Certo é que, no século XI, monges e eremitas já se haviam instalados em grutas e pequenas celas nas montanhas.

Como o número de monjes aumentava , criaram a Ermita de Stagae, primeira organização sistemática dos que ali viviam. Foi no século XIV, entretanto, que os príncipes sérvios, senhores de Tessalia, decidiram acordar privilégios à Ermita. Por esta época, chega Athanasios, vindo do Monte Athos, edifica o primeiro monastério e batiza a rocha com o nome de Meteora – suspensa no ar. Athanasios estabelece também as regras dos mosteiros em atendimento online conformidade com os rituais do Monte Athos.

Em 1990, festejaram-se os 600 anos de fundação dos Mosteiros de Meteora, um lugar não só de recolhimento, mas também de produção artística e literária. Parece-me que só não imaginavam o quanto de turismo iriam produzir mais tarde. Muitos turistas chegam, o tempo todo, a Meteora. Vêm em motos, bicicletas, cavalos, carros, ônibus ou caminhando. Percorrem estradinhas bonitas, agradáveis e com perfume de mato. Visitam logo o interior dos mosteiros. Para entrar neles,no entanto, é preciso usar roupas adequadas – e essa adequação é bem rígida, nada de transparências, saias curtas, calças apertadas.

Quando fomos ao  mosteiro das monjas, por conta da minha calça justa, precisei usar uma dessas saias longas que estão na foto acima. Valeu. O mosteiro é lindo – e esse é fácil de chegar – tem ícones de rara beleza, um museu interessante e uma lojinha com belas reproduções e artesanato bem original. Durante a ocupação turca, os mosteiros – todos eles –  mantiveram viva a cultura helênica e suas tradições. Dizem que eles não foram somente centros religiosos, foram ainda centros  acadêmicos e artísticos.

Mosteiro das monjas.

É provável que, sem os mosteiros, a cultura helênica teria ficado muito enfraquecida, e a Grécia moderna, por essa razão,  teria  pouco conhecimento de suas raízes e história, sendo  um reflexo do império otomano. Os mosteiros atraíram  não somente pessoas profundamente religiosos, mas também os filósofos, poetas, pintores e pensadores gregos.

Kalabaka, com mais de mil anos, é hoje um encanto de cidadezinha, muito limpa e cuidada. Com menos de dez mil habitantes, arquitetura bonita, muitas cafeterias, restaurantes, hoteis – de luxuosos a muito simples – vive do turismo e da produção de pequenas propriedades. Descobri que  sábado era dia de feira na cidade. Reservamos, então, esse dia para estar lá. Fomos caminhando desde o povoado de Kastraki  já que apenas dois km separam as duas localidade. Encantou-me o mercado, variado, interessante, grande e com muita gente. Pareceu-me que toda a cidade estava lá. Um dia perfeito para ver a cultura local. (…)

Saí de Meteora sensibilizada com o que conhecera – e agradecida por ter conhecido um lugar tão especial como esse – um lugar de paz e beleza; de silêncio e de sons naturais.  Eu me perguntava como aquelas construções tinham sido feitas, assim, emparelhadas com os rochedos. Lembrei-me, então, da lenda que diz ter o monge pioneiro contado com a ajuda de uma águia para chegar mais perto de Deus. E preferi não pensar mais …

Matéria publicada com autorização. A edição completa pode ser lida no blog da autora.

Por Aldema Menine MacKinney