
Garimpo da Moda da UFN celebra 10 anos
Garimpo da Moda da UFN completa 10 anos com aumento de expositores, boas vendas e participação de acadêmicos de diferentes cursos, promovendo a circulação de peças e o consumo consciente.

Garimpo da Moda da UFN completa 10 anos com aumento de expositores, boas vendas e participação de acadêmicos de diferentes cursos, promovendo a circulação de peças e o consumo consciente.

Na noite de quinta, 10, ocorreu o desfile do projeto Brincando com moda 2022, no prédio 15 do conjunto III da UFN. O projeto é realizado anualmente pelo curso de Design de Moda da Universidade Franciscana

No fim de julho os alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Design de Moda e Psicologia participaram de excursão para o Rio de Janeiro, com o objetivo de fazer com que os acadêmicos conhecessem

Nesta quarta-feira, 20 de novembro, é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra e, por conta disso, a Universidade Franciscana preparou algumas atividades para debater sobre o tema com os alunos e professores. As atividades tiveram
O UFN Entrevista desta quarta-feira, 20 de novembro, traz a agenda do Curso de Design de Moda da Universidade Franciscana. A partir das 15h, o programa recebe o professor Junior Ruviaro, que vai falar sobre a programação que se

Vários eventos iniciaram a noite da última quinta-feira, 28, na Universidade Franciscana. O primeiro deles ocorreu na Sala de Exposições Angelita Stefani, no prédio 14, onde aconteceu a inauguração da exposição ”Mostra Moda” promovida pelos acadêmicos do Design da
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Enquanto os vestibulandos estão concentrados realizando a prova, os familiares esperam nos ambientes da UFN. Pensando nisso, a Instituição realiza atividades paralelas; uma delas é a exposição “Brincando Moda”, que está montada no prédio 14, do Conjunto III,

Sustentabilidade é a nova moda, trocar, reinventar, customizar são pequenas coisas que podem ser feitas para uma maior economia no bolso e de recursos naturais. Optar por brechós e garimpos pode ser uma saída para aqueles

Ao se olhar no espelho, o que vê? Muitos reclamam de alguma imperfeição no nariz, uma ruga ou espinha indesejada. E se na verdade o que o que enxergasse no reflexo não fossem apenas problemas estéticos,
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).
Nos dias 7 e 8 de abril, o Hall do prédio 15 da Universidade Franciscana (UFN) recebeu mais uma edição do Garimpo da Moda, evento promovido pelo curso de Design de Moda que, em 2026, celebra 10 anos. A iniciativa reuniu toda a comunidade acadêmica com o objetivo de promover a circulação de roupas e acessórios, incentivando o reaproveitamento de peças e práticas mais conscientes de consumo.

A professora do curso de moda Carol Colpo, responsável pela organização do evento, participou da primeira edição ainda como monitora da Teciteca, laboratório que atualmente coordena e que está à frente do Garimpo. Para ela, acompanhar essa trajetória torna a edição comemorativa ainda mais significativa. “A primeira edição, há dez anos, foi organizada com muito carinho, ainda quando eu era aluna, junto com a professora Elza. A ideia era criar um momento para fazer a moda circular, para que as alunas pudessem trocar peças e acessórios. Hoje, eu sinto a mesma ansiedade daquela época, então pra mim está sendo muito especial ver o quanto o Garimpo cresceu e se consolidou”, destaca.

A 10º edição apresentou crescimento no número de participantes. Ao todo, foram 12 estandes a mais em relação às edições anteriores, ampliando a diversidade de estilos, peças e perfis de expositores. Mesmo com as condições climáticas desfavoráveis durante os dias de garimpo, o evento registrou boa circulação de público e resultados positivos nas vendas.
Segundo Carol, o Garimpo também se relaciona com o conceito de economia circular, buscando alternativas para reduzir os impactos ambientais da indústria têxtil.“A gente tenta usar a expressão de moda circular, porque falar em sustentabilidade dentro de uma sociedade extremamente capitalista pode ser até contraditório. Então, trabalhar por meio da economia circular é uma das principais ferramentas para reduzir esses danos, além de promover também um aspecto social, já que aqui as pessoas trocam experiências e vivências”, explica.
Outro destaque do evento é a participação de alunos de diferentes cursos da universidade. A estudante do 2º semestre de Psicologia, Lavinia Trindade, é um exemplo dessa integração e utilizou o espaço para divulgar seu trabalho com a marca Lavi Doceria.

Além da venda de roupas, Lavinia comercializou doces artesanais, principalmente trufas e cookies, que já fazem parte do seu dia a dia dentro da universidade. Segundo a acadêmica, a participação no Garimpo contribuiu para aumentar a visibilidade do seu negócio. “O pessoal vem, olha as roupas, já compra trufa, e aí eu vou mostrando os docinhos. Deu um bom dinheiro nesses dois dias e já tive novos seguidores”.

O aluno César Augusto, do curso de Design de Moda, participou pela segunda vez e, diferente da maioria dos expositores, aproveitou o Garimpo para divulgar e vender peças da sua própria marca, a Cavi Boy que é inspirada em suas vivências no Amazonas venezuelano. A marca carrega referências culturais e pessoais em suas criações. “É uma experiência muito boa porque o pessoal conhece, começa a seguir as redes sociais, perguntam sobre os produtos. É uma forma de conhecerem a minha marca aqui na cidade”, afirma César.

Ao completar uma década, o Garimpo da Moda se consolida dentro da Universidade Franciscana, reunindo um número crescente de participantes e ampliando as possibilidades de atuação para além do curso de Design de Moda. Mais do que a venda de peças, o evento se firma como um espaço de experiências, visibilidade e troca entre estudantes e comunidade, acompanhando as transformações no modo de consumir moda e reforçando a importância da circulação de roupas como alternativa dentro de um cenário marcado pelo consumo acelerado.
Imagens: Thine Feistauer e Aryane Machado/ LABFEM






Na noite de quinta, 10, ocorreu o desfile do projeto Brincando com moda 2022, no prédio 15 do conjunto III da UFN. O projeto é realizado anualmente pelo curso de Design de Moda da Universidade Franciscana e tem como finalidade apresentar os resultados das peças de vestuário infantil baseada no reaproveitamento de matéria-prima que se encontra em desuso.

O desfile contou com a participação de crianças, alunas da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Santa Maria. Na APAE também foram desenvolvidas outras atividades com as crianças. As acadêmicas que desenvolveram as peças desfiladas demonstraram o propósito de uma moda igualitária como um fenômeno sociocultural.
A professora Caroline Colpo explica que ” estamos vivendo tempos de intolerância. Com este projeto queremos ir além de educar as nossas crianças e nos educar com o desfile. Tornar o mundo mais tolerante, solidário e empático, além de tudo isso, um mundo que abraça a diversidade de pessoas e personalidades. E que nós enquanto designers saibamos cada vez mais produzir coleções de moda que englobem a representatividade. Hoje é o nosso propósito trabalhar a moda enquanto este fenômeno sociocultural inclusivo e também sustentável para um futuro melhor”. Durante a cerimônia de abertura a professora citou a frase do compositor Alexandre Lemos : “Crianças são como borboletas ao vento … algumas voam rápido … algumas voam pausadamente. Mas todas voam do seu melhor jeito… cada uma é diferente, cada uma é linda e cada uma é especial”.
A acadêmica Jordana Dutra participou como designer e contou sobre sua inspiração para a roupa: “foi o mágico e o coelho da cartola, pois eu queria algo clássico e fofo. Decidi misturar os dois personagens e fazer como se o coelho fosse mágico. Eu queria um look que fosse a cara da minha modelo, a Mel, visto que ela é delicada e divertida. Acho que eu consegui combinar bem os elementos para traduzir essa ideia”. Ela afirma que seu processo de criação iniciou assim que conheceu e tirou as medidas de Melissa, que não era sua modelo até então. “Eu fiquei encantada com ela e decidi que ela precisava ser a minha modelo. Depois foi a hora de criar. Pesquisei por referências clássicas relacionadas ao circo e cheguei na ideia do mágico e do coelho da cartola, então fiz um croqui pensando em um look que combinasse com a meiguice da Mel. Já na hora de tirar a ideia do papel, a Toninha, a técnica de costura do curso, me auxiliou em todo o processo da modelagem e montagem da peça”.
Para a acadêmica o sentimento é de orgulho e paixão: “ É extremamente gratificante participar de um projeto em que tu acredita”. Jordana também explica qual a diferença de trabalhar com modelos mirins: “os modelos mirins definitivamente precisam de mais atenção que os adultos. As crianças gostam de brincar, conversar, perguntar, então sem criar um vínculo com elas, fica difícil de trabalhar. Mas eu amo crianças, então eu curto muito essa parte. Se precisar entrar na brincadeira com elas, eu entro sem problema”. A designer explica que o Projeto Brincando é de extrema importância, pois ele traz à comunidade para o ambiente da universidade e o mundo da moda. “Esse ano, com a participação dos alunos da APAE no desfile, o Brincando dá um passo a mais na direção de uma moda mais inclusiva e consciente. Eu acredito que a moda por si só é linda, mas quando ela tem propósito, se torna muito mais especial”.
Louise Krusser também participou como designer, que teve como inspiração para sua criação os palhaços: “A estampa criada pela minha colega Victoria também foi incluída, onde traz uma certa ilusão de óptica entre rostinhos de palhaço e borboletas. A inspiração foi pensada de acordo com a energia alegre que os palhaços trazem ao circo”. Seu processo criativo foi iniciado por meio de pesquisas de referências de elementos relacionados ao circo, desenhos e experimentações. Louise expõe que é uma sensação de poder expor a arte produzida da forma mais lúdica e pura possível. Ela admite que é um tanto quanto desafiador, pois “exige bastante cuidado e o dobro de dedicação em questões de criação e produção da peça mas, no final, vale a pena. É gratificante ver os pequeninos participando e admirando nossa arte conosco”.
Participam do projeto as acadêmicas Anna Carolina Gonçalves, Carine de Menezes, Dienifer Petry, Eduarda Martins, Gabriela Colman, Gisela de Oliveira, Jordana Dutra e Louise Krusser. Além de Isabella Viana e Victória Maldonado, que estão trabalhando na organização do evento. A atividade conta com a orientação da professora Caroline Manucelo Colpo.
No fim de julho os alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Design de Moda e Psicologia participaram de excursão para o Rio de Janeiro, com o objetivo de fazer com que os acadêmicos conhecessem a estrutura da Rede Globo e também vivenciassem a gravação de um programa de televisão. A viagem contou com quatro dias no Rio e os estudantes participaram de uma visita técnica aos estúdios da Rede Globo, fizeram parte da gravação do programa “Pipoca da Ivete” e também realizaram um tour pela cidade.

De acordo com a professora do curso de Publicidade e Propaganda, Cristina Jobim, “é muito importante para os acadêmicos ter conhecimento do mercado, de como funciona, de como vai se desenvolver o trabalho na área de comunicação, tanto Publicidade e Propaganda, quanto Jornalismo. Então do ponto de vista profissional, visualizar como os profissionais da área trabalham, principalmente em uma grande empresa como a Globo, é fundamental. É muito mais que uma aula prática, é uma experiência que eles têm junto ao setor”. Para ela, a viagem também proporcionou experiências positivas na vida pessoal dos estudantes, “além de ir na Globo, eles puderam conviver entre eles, se conhecer melhor, se integrar, se divertir juntos. Também tiveram acesso a pontos turísticos, a museus e uma série de outras coisas que o Rio de Janeiro oferece”.

O acadêmico do 6º semestre de Jornalismo, Lucas Acosta, viu a viagem como uma oportunidade única de conhecer a maior emissora do país e entender como são feitas muitas coisas que vemos só pela televisão. Para ele, “é um lugar que talvez todo futuro jornalista gostaria de trabalhar no futuro, então conhecer esse local é como se fosse um sonho”. O estudante conta que “foi uma experiência riquíssima, porque poucos tem a oportunidade de conhecer o lugar que fomos e nós estivemos lá. É tudo muito surreal, é um lugar gigantesco, muito bem cuidado, muito bem organizado, com isso conseguimos ver a razão pela qual a Globo é a principal emissora do país disparado”. Para o acadêmico, a parte de conhecer os bastidores foi a mais interessante, “já que pela televisão vemos tudo montado e não sabemos como funcionam as coisas por trás disso. Entender como são feitos os cenários, as comidas cenográficas e conhecer a cidade cenográfica, pra mim foi a parte mais interessante da visita”, conclui ele.
Para a acadêmica do 2º semestre de Jornalismo, Vitória Oliveira, a viagem foi uma experiência única. Ela conta que não se pode perder uma oportunidade de aprender como funcionam os programas de perto e ver o funcionamento deles, desde os erros até os acertos. Os bastidores interessaram a estudante, “pude vivenciar desde cenários sendo trocados em minutos até partes que não passaram no programa editado. Conhecer a cidade cenográfica e ver como são feitas as estruturas foram minhas partes favoritas”, relata Vitória.
Os alunos também participaram de um tour pelos pontos turísticos da cidade, acompanhados pelas guias Michele Monteiro e Cláudia Ferreira. Michele trabalha com turismo há oito anos e para ela a presença de um guia “é fundamental para quem não conhece a cidade, temos muito a oferecer em relação a informações e atrativos e também passamos mais segurança durante o tour”. Para a guia, trabalhar com o turismo é uma troca, “eu amo conhecer histórias de pessoas do mundo todo”, conclui ela.
O estudante Hercules Hendges, que está no 6º semestre de Publicidade e Propaganda, tinha muita curiosidade de saber como funcionam os estúdios da Globo e queria muito conhecer a cidade. Para ele foi incrível conhecer o Rio e o Projac da Globo, Ele conta que “os pontos turísticos foram sem dúvidas a melhor parte da viagem, me diverti e tirei muitas fotos”. Lauren Cavalheiro, também do 6º semestre de Publicidade e Propaganda, queria participar da excursão desde antes da pandemia, por conta de colegas que já participaram e comentaram que foi uma experiência maravilhosa. Para Lauren, foi uma viagem que proporcionou novas vivências, conhecer o Projac, como funcionam as gravações, a parte técnica e o tour pela cidade foi incrível.

A acadêmica do 4º semestre de Psicologia, Juliana Camejo, sempre teve vontade de conhecer o Rio e viu a viagem como uma oportunidade única, ela conta que a viagem proporcionou experiências que não seriam possíveis se não estivesse ido com o curso. Para ela, a viagem foi incrível, “nos proporcionou inúmeras vivências, desde ver de perto como é a gravação de um programa, conhecer a parte técnica de tudo por trás das grandes produções”. Sua parte favorita foi conhecer os pontos turísticos, “foi ali que senti que realmente estava no Rio de Janeiro, além de ter conhecido pessoas que se não fosse a viagem não teria essa proximidade”, completa Juliana.
As estudantes Julia Buttignol e Eduarda Ramos, do 3º e 8º semestre de Publicidade e Propaganda, contam que a experiência foi ótima. Para Julia, poder conhecer os bastidores da emissora, ver como tudo funciona e a quantidade de pessoas que é preciso para que um programa vá ao ar foi uma grande oportunidade. “Conhecer as maravilhas do Rio de Janeiro também foi perfeito, além de ter conhecido e me aproximado de novas pessoas”, completa a acadêmica. Eduarda conta que foi motivada por poder entender melhor e ver de perto a parte técnica de grandes produções e para conhecer a cidade, “foi ótimo poder visitar os estúdios e bastidores da maior emissora do país, principalmente para a gente da comunicação, conhecer novos lugares, pessoas e diferentes culturas é uma grande oportunidade”, diz a estudante. Para elas, o que mais gostaram da excursão foi o tour pela cidade, “foi onde pude conhecer realmente mais da cidade apresentada por nossa guia maravilhosa, me diverti e criei um grupo incrível”, conclui Julia.
A escolha do destino da viagem foi por conta da presença dos estúdios Globo no local. A professora, Cristina Jobim, conta que: “Temos a intenção de viajar a São Paulo também, ainda esse ano, para conhecer os Estúdios Globo de lá e outros museus e atividades culturais. Mas o Rio de Janeiro é escolhido por esse canal que a gente tem com a Rede Globo”.
Colaboração: Vitória Oliveira

Nesta quarta-feira, 20 de novembro, é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra e, por conta disso, a Universidade Franciscana preparou algumas atividades para debater sobre o tema com os alunos e professores. As atividades tiveram início pela tarde e irão se estender até a noite.

Durante a tarde, o Diretório Acadêmico do curso de Design de Moda da instituição promoveu uma roda de conversa que tratou do tema “Criolando: Estética negra e moda afro”. A roda de conversa foi guiada pela designer de moda Flávia Nascimento, que também é criadora da marca Criolando, uma empresa de confecções de peças exclusivas e afro-brasileiras, que trabalha com o movimento negro, a reafirmação pessoal e a descolonização. Embora Criolando trabalhe com a linguagem de estética negra, a empresária conta que atende o público de todas as cores e prioriza a valorização da cultura muito mais do que a estética.

A roda de conversa foi composta por discussões e muito conhecimento. Flávia trouxe não só sua trajetória como designer mas também deu uma aula de história sobre as mudanças que ocorreram ao longos dos anos sobre a vestimentas das mulheres negras. Com o apoio de vídeos com depoimentos de pessoas interligadas neste assunto, a designer trouxe a história dos turbantes e das jóias de crioulas, explicando o que elas significam até hoje e seus respectivos valores.

Flávia terminou o debate com a frase dita por Angela Davis, “Não basta não ser racista, temos que ser antirracista”. Com isso ela encerrou com o pensamento de que não precisamos de consciência humana, o que se precisa é a descolonização das mentes, reconhecimento dos privilégios e o combate às estruturas racistas existentes. A atividade do curso da Moda ainda realizou oficinas de amarras de turbante e confecção de abayomis.
Durante todo o mês de novembro, o curso de Design de Moda estará expondo peças produzidas pela egressa Flávia. A peças estarão expostas na Teciteca, no Hall do Prédio 16, Conjunto III da UFN. A exposição preserva a linguagem estética da cultura afro-brasileira e apresentará roupas de cultura africana, com tecidos de Senegal, além de turbantes, pulseiras e colares.
Painel preparado pelos cursos de Licenciatura da UFN

Outa atividade programada ocorre às 18h30 no Salão Azul, que fica no Conjunto I. Os cursos de Licenciatura da instituição realizam o painel “O epistemicídio de intelectuais negras e negros na academia”. Essa atividade terá a participação da cientista social e mestranda em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Maria, Andressa Mourão Duarte que irá falar sobre “O apagamento da intelectualidade negra nos cânones acadêmicos”.
O painel dos cursos de Licenciatura, também contará com a presença da professora Marta Regina do Santos Nunes que mediará o bate-papo “De Enedina Alves Shuri: como mulheres negras das Ciências têm sido (não) representadas na história, na academia e no cinema”. E também a professora Louise da Silveira que falará sobre “Por que pesquisar feminilidades negras na universidade? Questão de lugar de fala”. Junto ao Painel, será realizado um momento cultural, com a participação do Grupo Atoque.
RádioWeb UFN
Também voltado para o mês da Consciência Negra, a RádioWeb UFN preparou um programa especial. Para discutir sobre o tema, a Pedagoga e Cientista Social, Maria Rita Py Dutra e o acadêmico de Ciências Sociais e integrante do Movimento Negro de Santa Maria, Gustavo Rocha, marcaram presença na bancada da rádio. Acompanhe a live do programa pela página do facebook.
O UFN Entrevista desta quarta-feira, 20 de novembro, traz a agenda do Curso de Design de Moda da Universidade Franciscana. A partir das 15h, o programa recebe o professor Junior Ruviaro, que vai falar sobre a programação que se estende por todo mês de novembro no Mercado da Vila Belga. Você pode acompanhar o UFN Entrevista pelo link disponível no site da Instituição ou pelo Facebook da RádioWeb UFN. As reprises são veiculadas pelo link da rádio nas sextas (21h30), sábados (16h30), domingos (18h) e segundas-feiras (21h). O UFN Entrevista tem produção e apresentação do acadêmico de Jornalismo Gianmarco de Vargas.
Vários eventos iniciaram a noite da última quinta-feira, 28, na Universidade Franciscana. O primeiro deles ocorreu na Sala de Exposições Angelita Stefani, no prédio 14, onde aconteceu a inauguração da exposição ”Mostra Moda” promovida pelos acadêmicos do Design da Moda. A exposição reúne e apresenta as peças que foram confeccionadas pelos alunos do curso para serem apresentadas na 3º edição do Pensa Moda que aconteceu no ano de 2018, no Royal Plaza Shopping. Os looks foram elaborados na disciplina de Laboratório de Modelagem Avançada e contaram com temática livre, tendo como referencial as Tecnologias e Sustentabilidade aplicáveis.
O professor de Design de Moda, Junior Ruviaro, 52, relata que o evento teve como temática a sustentabilidade e inovação tecnológica, trazendo “o futuro da moda e o futuro na moda”. Ele falou ainda sobre a questão do uso das reservas naturais, e de que maneiras sustentáveis pode-se produzir vestimentas incluindo a tecnologia no vestuário.
Aula inaugural
Logo após a mostra, aconteceu a aula inaugural conjunta dos cursos de Jornalismo, História, Design de Moda e do mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens (Mehl) — ”Moda, história e relações de poder” — realizada no Salão de Atos do prédio 13. A palestra foi ministrada pelo professor Paulo Debom, do Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro-RJ.
Durante toda a aula, Debom falou sobre o papel da Moda na fabricação da imagem pública de três soberanos franceses: Luís XIV, Napoleão Bonaparte e Napoleão III. Segundo ele, o estudo da moda com as relações de poder, é algo extremamente importante de se saber, não só para quem se interessa por moda mas para qualquer outra área de estudo. ”Estudar isso é uma maneira que nós temos de certa forma de mostrar o que somos, o que pensamos, e ao mesmo tempo de nos colocarmos e contestarmos o que está certo e o que está errado. Vejo a moda como um ponto de excelente veículo de mudança social”, completou Paulo.
O último compromisso de Debom ocorreu logo após a palestra, quando houve o lançamento do livro “A História da Moda, a Moda na História”, organizado por ele, junto de Joana Monteleone e Camila Borges. O professor autografou dezenas de livros e tirou foto com professores e alunos.

Acontece na próxima quinta-feira, 28, a aula inaugural dos cursos de graduação de História, Design de Moda e Jornalismo, e do mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens – Mehl. O evento ocorrerá no Salão de Atos do prédio 14, Conjunto III da Universidade Franciscana às 19h. O tema central será “Moda, História e Relações de Poder” e quem ministrará a atividade será o professor Paulo Debom, do Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro-RJ.
Paulo Junior Debom Garcia é doutor em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Ciências Sociais e graduado em História pela mesma instituição. Tem larga experiência como docente na educação básica e no ensino superior. Atua como professor no Centro Universitário Celso Lisboa e também no ensino básico no Colégio Padre Antônio Vieira. É coordenador dos Simpósios “Moda, Imagem & Poder” e “História, Educação e Ensino de História” neste evento acadêmico. Editor da revista “Veredas da História”. Desde 2013 integra como pesquisador no Laboratório” Redes de Poder e Relações Culturais” (UERJ).
No mesmo dia ocorre a abertura da exposição “Mostra Moda”, na Sala de Exposições Angelita Stefani, Prédio 14, Conjunto III da UFN. A mostra, terá início às 18h, com uma exposição de peças de roupas criados pelos acadêmicos do 4º semestre do curso de Design de Moda da IES. Os modelos foram apresentados durante a 3º edição do Pensa Moda, ocorrido em outubro de 2018.
Logo após a aula inaugural, ocorrerá o lançamento do livro “A História da Moda, a Moda na História”, organizado pelo professor Paulo Debom, junto de Joana Monteleone e Camila Borges.

Enquanto os vestibulandos estão concentrados realizando a prova, os familiares esperam nos ambientes da UFN. Pensando nisso, a Instituição realiza atividades paralelas; uma delas é a exposição “Brincando Moda”, que está montada no prédio 14, do Conjunto III, na sala Sala de Exposições Angelita Stefani (Imas). A mostra é resultado do Projeto Brincando Moda, realizado pelo Curso de Design de Moda da Universidade Franciscana. São reutilizados os descartes de jeans e acessórios para a criação de novos modelos. O projeto é desenvolvido no Lab 512 e conta com a participação de alunas e a colaboração de Antoninha Pedroso da Rosa, costureira do laboratório. O Brincando Moda teve início em agosto deste ano, e foi realizado um desfile com cerca de 30 crianças nos primeiros dias de novembro.

De acordo com Círia Moro, curadora da mostra, algumas crianças que desfilaram, já reservaram as roupas que estão na exposição. Trata-se de uma espécie de “leilão”, qualquer pessoa pode adquirir as peças, a partir do lance inicial de 10 reais. “O valor arrecadado através das vendas, será destinado à instituições que trabalham com assistência a crianças”, salienta Círia.
Além das visitações na tarde do vestibular, a exposição está aberta de segunda a sexta, das 14h às 18h e, nas terças e quintas, das 9h às 12h. As peças infantis poderão ser visitadas até o dia 30 de novembro.

Sustentabilidade é a nova moda, trocar, reinventar, customizar são pequenas coisas que podem ser feitas para uma maior economia no bolso e de recursos naturais. Optar por brechós e garimpos pode ser uma saída para aqueles que querem estar na moda e manter a consciência ecológica.
Com este pensamento os acadêmicos do curso de Design de Moda da UFN estão promovendo, nesta terça-feira (6) e quarta-feira (7), mais uma edição do Garimpo da Moda, no Hall do prédio 15, Conjunto III. O brechó acontece das 9h até as 18h.
Segundo a aluna do curso de moda Elissandra Marques da Costa, a participação no brechó é aberta para qualquer aluno vinculado a instituição que queira desapegar de suas roupas, sapatos e acessórios. Eles precisam estar em bom estado, e a própria pessoa estipula um valor justo, as peças também podem ser trocadas com outras pessoas. A iniciativa promove a sustentabilidade e o reaproveitamento, tema muito discutido no curso de Design de Moda.
Troca e venda de roupas, acessórios, livros e muito mais.
Dias 06 e 07 de novembro
Horário: das 9h às 18h
Hall do prédio 15
Ao se olhar no espelho, o que vê? Muitos reclamam de alguma imperfeição no nariz, uma ruga ou espinha indesejada. E se na verdade o que o que enxergasse no reflexo não fossem apenas problemas estéticos, mas, na verdade, algo diferente daquilo que você é? Muitas pessoas não se identificam com o sexo que nasce. Maria Eva Bevilaqua Rizzatti, aluna de Design de Moda é uma delas.
Ela é a definição completa da frase de Simone Du Beauvoir: não se nasce mulher, torna-se mulher. Seu desenvolvimento não foi apenas de uma personalidade, como é o caso da maior parte das mulheres. Teve que moldar seu corpo de nascença. Todos passamos por fases em diferentes momentos da vida. Sua transformação ocorreu aos poucos, naturalmente. Aos 12 anos começou a tomar hormônios escondido da família, aos 18, usar roupas femininas. “Passei por várias situações que as mulheres cis também passam”. Teve vergonha quando os seios começaram a crescer e marcar a camiseta. Para ela, o plot de virada do filme que é sua vida não se resume apenas à transformação. “Hoje também está sendo uma fase para mim”.
Após atingir a maioridade, para alcançar seus objetivos, seguiu um caminho maior: decidiu sair de casa e realizar as cirurgias plásticas que completariam sua metamorfose. Adotou o nome composto Maria Eduarda. Depois de um tempo, trocou o segundo por Eva, de origem hebraica e que significa viver. Levou dois anos para conseguir obter os documentos com o nome definitivo. “Já consegui trocar quase tudo. Só falta a carteira de motorista”.
A família sempre a apoiou. Pai, mãe e irmão. Ela conta que sempre se identificou como mulher. “Passei por mudanças, mutilei o meu corpo, para me tornar uma mulher. Mas, desde criança, sempre tive pensamentos de mulher”. O genitor é de quem mais é próxima. Falam-se todos os dias, nem que seja por telefone. Ele afirma que na infância não identificava o lado feminino da filha. “Na adolescência, percebi que ela gostava de usar cabelos longos e roupas femininas. Foi a partir daí que comecei a aceitá-la como uma mulher”. Os parentes próximos sempre a incentivaram a estudar.
Sendo a única acadêmica trans no curso de Design de Moda, uma das poucas na instituição, expressa tristeza ao saber que não são todas que dispõem do mesmo privilégio. “Procuro aproveitar ao máximo. Sempre tento me enfiar onde os outros não imaginam encontrar uma trans. Aos poucos vamos indo. Quero mostrar que não somos o estereótipo marginalizado, que o senso comum tem”. Passou por situações de preconceito no mundo acadêmico. Teve que falar com os Direitos Humanos sobre uma professora que se recusava a tratá-la pelo feminino. “No final, deu tudo certo. Isso aconteceu no primeiro semestre”. Querida pelos colegas, está sempre rodeada de amigos, num clima de alegria e descontração.
Sobre o futuro? Explica que pensa em seguir os estudos, especializar-se e abrir a própria marca. Contudo, não planeja um futuro distante, prefere viver uma fase de cada vez, aproveitar os momentos da vida pois, no ar que respira, sente o prazer de ser o que é, de estar onde está. Agora, só falta o diploma.
Texto produzido no primeiro semestre de 2018, para a disciplina de Jornalismo II, sob a orientação do professor Carlos Alberto Badke.