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Santa Maria, RS, Brazil

Uma cidade com cultura

Vista do centro de Santa Maria, a cidade de muitos atributos. Foto: Laboratório Fotografia e Memória.

Santa Maria é uma cidade divulgada com muitos títulos, dentre eles estão o de Cidade Universitária, Coração do Rio Grande, Cidade do Xis e, o mais popular, Cidade Cultura. Apesar de o último ser bastante difundido, não é consenso entre os habitantes que seja o mais adequado.

A origem da alcunha de “Cidade Cultura” remonta ao surgimento da Universidade Federal de Santa Maria. O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Valmir Beltrame, afirma que um grupo de pessoas que faziam educação e cultura na cidade, inclusive o próprio Mariano da Rocha, fundador da UFSM, criou o nome. O apelido Cidade Cultura foi pensado em virtude “de ser uma cidade ferroviária, uma cidade universitária, uma cidade militar, uma cidade de jovens” conta Valmir.

O professor e escritor Orlando Fonseca, que já foi secretário de cultura de Santa Maria, define cultura como “a produção ligada aos costumes e o modo de um determinado grupo se inserir no mundo”. Ele salienta que a produção cultural não diz respeito apenas à esfera erudita, cultura é “todo esse trabalho com que faz que a história duma determinada região tenha dinamicidade que ela se movimente” explica Orlando.

Existem muitos indicadores para Santa Maria ser considerada uma Cidade Cultura. O município é um polo de atividades culturais, das quais podem ser destacados diversos eventos, como: a Feira do Livro, o Santa Maria Vídeo e Cinema, a Tertúlia Musical Nativista, o Santa Maria em Dança e o Festival de Balonismo de Santa Maria. Outro aspecto é a grande concentração de cursos universitários, bem como as origens históricas, ligadas a ferrovia e à concentração militar, que garantem à cidade uma grande circulação de pessoas, muitas delas originárias de outras culturas.

Valmir Beltrame confirma que a diversidade de pessoas é o que torna Santa Maria uma Cidade Cultura. “Santa Maria traz no seu entorno, para viver e conviver na sua cidade, pessoas dos mais diferentes lugares, das mais diferentes matizes, que vivem e convivem das mais diferentes formas. Isso torna, por si só, Santa Maria uma cidade multicultural, abrangente no seu entorno cultural e nas suas ações culturais” explica Valmir.

Incentivos e lei específicas aos produtores culturais independentes e pequenos grupos teatrais poderiam contribuir ao setor artístico e cultural prosperar ainda mais. Falta distribuição de recursos, ainda centrados em alguns poucos eventos e instituições. Há grupos com dificuldades em manter o trabalho nos palcos de Santa Maria e mesmo assim o fazem com recursos próprios, como é o caso do Teatro Universitário Independente (TUI). Não recebe, por parte de Prefeitura ou Câmara, incentivo fiscal para a manutenção, por exemplo. “Santa Maria apenas realiza eventos culturais, é preciso que se crie dentro do leque cultural um apoio para que os grupos se mantenham ativos”, afirma Cristiano Bitencourt, um dos administradores do Teatro Universitário Independente (TUI), que existe desde 1961 e que inicialmente era vinculado a Universidade Federal de Santa Maria. Hoje, é apenas organizado por bacharéis e alunos das Artes Cênicas da instituição.

por Guilherme Benaduce

 

Um pouco mais sobre a “Cidade Cultura”

>>> Ativismo cultural: é nesse sentido que a cidade ferve

>>> Os desafios de um grupo teatral na difusão da cultura

>>> Entrevista com o músico Daniel Gabardo

>>> A moda no cenário santamariense

 

Produção da Turma de Jornalismo Online, 2º semestre de Jornalismo, Profa. Daniela Hinerasky.


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Vista do centro de Santa Maria, a cidade de muitos atributos. Foto: Laboratório Fotografia e Memória.

Santa Maria é uma cidade divulgada com muitos títulos, dentre eles estão o de Cidade Universitária, Coração do Rio Grande, Cidade do Xis e, o mais popular, Cidade Cultura. Apesar de o último ser bastante difundido, não é consenso entre os habitantes que seja o mais adequado.

A origem da alcunha de “Cidade Cultura” remonta ao surgimento da Universidade Federal de Santa Maria. O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Valmir Beltrame, afirma que um grupo de pessoas que faziam educação e cultura na cidade, inclusive o próprio Mariano da Rocha, fundador da UFSM, criou o nome. O apelido Cidade Cultura foi pensado em virtude “de ser uma cidade ferroviária, uma cidade universitária, uma cidade militar, uma cidade de jovens” conta Valmir.

O professor e escritor Orlando Fonseca, que já foi secretário de cultura de Santa Maria, define cultura como “a produção ligada aos costumes e o modo de um determinado grupo se inserir no mundo”. Ele salienta que a produção cultural não diz respeito apenas à esfera erudita, cultura é “todo esse trabalho com que faz que a história duma determinada região tenha dinamicidade que ela se movimente” explica Orlando.

Existem muitos indicadores para Santa Maria ser considerada uma Cidade Cultura. O município é um polo de atividades culturais, das quais podem ser destacados diversos eventos, como: a Feira do Livro, o Santa Maria Vídeo e Cinema, a Tertúlia Musical Nativista, o Santa Maria em Dança e o Festival de Balonismo de Santa Maria. Outro aspecto é a grande concentração de cursos universitários, bem como as origens históricas, ligadas a ferrovia e à concentração militar, que garantem à cidade uma grande circulação de pessoas, muitas delas originárias de outras culturas.

Valmir Beltrame confirma que a diversidade de pessoas é o que torna Santa Maria uma Cidade Cultura. “Santa Maria traz no seu entorno, para viver e conviver na sua cidade, pessoas dos mais diferentes lugares, das mais diferentes matizes, que vivem e convivem das mais diferentes formas. Isso torna, por si só, Santa Maria uma cidade multicultural, abrangente no seu entorno cultural e nas suas ações culturais” explica Valmir.

Incentivos e lei específicas aos produtores culturais independentes e pequenos grupos teatrais poderiam contribuir ao setor artístico e cultural prosperar ainda mais. Falta distribuição de recursos, ainda centrados em alguns poucos eventos e instituições. Há grupos com dificuldades em manter o trabalho nos palcos de Santa Maria e mesmo assim o fazem com recursos próprios, como é o caso do Teatro Universitário Independente (TUI). Não recebe, por parte de Prefeitura ou Câmara, incentivo fiscal para a manutenção, por exemplo. “Santa Maria apenas realiza eventos culturais, é preciso que se crie dentro do leque cultural um apoio para que os grupos se mantenham ativos”, afirma Cristiano Bitencourt, um dos administradores do Teatro Universitário Independente (TUI), que existe desde 1961 e que inicialmente era vinculado a Universidade Federal de Santa Maria. Hoje, é apenas organizado por bacharéis e alunos das Artes Cênicas da instituição.

por Guilherme Benaduce

 

Um pouco mais sobre a “Cidade Cultura”

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Produção da Turma de Jornalismo Online, 2º semestre de Jornalismo, Profa. Daniela Hinerasky.