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Santa Maria, RS, Brazil

Quando a educação e a cultura são transformadoras

O XVII Simpósio de Ensino Pesquisa e Extensão (SEPE) do Centro Universitário Franciscano que iniciou ontem, quarta-feira, dia 02, está discutindo a Educação e Cultura para a Transformação das Pessoas. Na cerimônia de abertura as autoridades universitárias citaram a necessidade da reflexão sobre a educação e cultura que caminham juntas, e são capazes de promover a mobilização e a transformação, numa recusa à cultura do consumismo.

Ronaldoo Mota. Foto: arquivo

O professor Ronaldo Mota, pós-doutor em física, um dos palestrantes na abertura do evento,  referiu que a educação não é algo vago, e sim, algo que permanece. Ele também ressaltou o que chama de passos da contemporaneidade: aqueles relativos à existência – saber quem sou, onde estou e quando, o leque de oportunidades em que as pessoas recebendo conhecimento de vários lugares e não sabendo utilizar dessa facilidade;  a de desenvolver a visão racional, sustentável e científica através da qual é possível pensar o todo para melhor compreender as situações e a dualidade mundo complexo x mundo simples; o fenômeno da interligação das comunicações de uma forma  rápida mudando as relações humanas; os aspectos da  inovação e criatividade, as qualidades geradas por um país que detém diferentes culturas e etnias; a realidade de diversos países em suas especificidades, a aproximação das nações e seus problemas. Mota recorreu também à noção da pirâmide de Maslow que classifica as prioridades a seguir na vida. Para Maslow, as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de “escalar” uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização, indo das necessidade fisiológica à realização pessoal.  E encerrou sua fala, comentando sobre a música “Comida” da banda Titãs, cuja letra reúne todas as necessidades da população.

Nei Lisboa. Foto: arquivo

O músico Nei Lisboa fez uma reflexão sobre a educação em sua juventude, nos anos 70, período em que atravessou os problemas decorrentes da ditadura brasileira. Lembrou que vários dos principais educadores deixaram o país devido às represálias do governo e, também, o fim das matérias sobre ciências humanas nos currículos escolares e acadêmicos. Disse que, em contrapartida, a música na época fazia com que as pessoas sonhassem e percorressem os seus rumos. Nei ainda afirmou que, a música tem seu momento de inspiração, mas também o de disciplina e concentração.

O músico encerrou sua participação tocando e cantando a música Telhados de Paris.

A mesa foi mediada pela jornalista e professora do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano, Daniela Hinerasky.

    As atividades continuam até sexta-feira, dia 04 com apresentações de trabalhos orais nos conjuntos I e III. No encerramento haverá a premiação do Concurso Acadêmico Melhores Projetos, no Salão de Atos do conjunto I.

Por Roger Bolzan

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O XVII Simpósio de Ensino Pesquisa e Extensão (SEPE) do Centro Universitário Franciscano que iniciou ontem, quarta-feira, dia 02, está discutindo a Educação e Cultura para a Transformação das Pessoas. Na cerimônia de abertura as autoridades universitárias citaram a necessidade da reflexão sobre a educação e cultura que caminham juntas, e são capazes de promover a mobilização e a transformação, numa recusa à cultura do consumismo.

Ronaldoo Mota. Foto: arquivo

O professor Ronaldo Mota, pós-doutor em física, um dos palestrantes na abertura do evento,  referiu que a educação não é algo vago, e sim, algo que permanece. Ele também ressaltou o que chama de passos da contemporaneidade: aqueles relativos à existência – saber quem sou, onde estou e quando, o leque de oportunidades em que as pessoas recebendo conhecimento de vários lugares e não sabendo utilizar dessa facilidade;  a de desenvolver a visão racional, sustentável e científica através da qual é possível pensar o todo para melhor compreender as situações e a dualidade mundo complexo x mundo simples; o fenômeno da interligação das comunicações de uma forma  rápida mudando as relações humanas; os aspectos da  inovação e criatividade, as qualidades geradas por um país que detém diferentes culturas e etnias; a realidade de diversos países em suas especificidades, a aproximação das nações e seus problemas. Mota recorreu também à noção da pirâmide de Maslow que classifica as prioridades a seguir na vida. Para Maslow, as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de “escalar” uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização, indo das necessidade fisiológica à realização pessoal.  E encerrou sua fala, comentando sobre a música “Comida” da banda Titãs, cuja letra reúne todas as necessidades da população.

Nei Lisboa. Foto: arquivo

O músico Nei Lisboa fez uma reflexão sobre a educação em sua juventude, nos anos 70, período em que atravessou os problemas decorrentes da ditadura brasileira. Lembrou que vários dos principais educadores deixaram o país devido às represálias do governo e, também, o fim das matérias sobre ciências humanas nos currículos escolares e acadêmicos. Disse que, em contrapartida, a música na época fazia com que as pessoas sonhassem e percorressem os seus rumos. Nei ainda afirmou que, a música tem seu momento de inspiração, mas também o de disciplina e concentração.

O músico encerrou sua participação tocando e cantando a música Telhados de Paris.

A mesa foi mediada pela jornalista e professora do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano, Daniela Hinerasky.

    As atividades continuam até sexta-feira, dia 04 com apresentações de trabalhos orais nos conjuntos I e III. No encerramento haverá a premiação do Concurso Acadêmico Melhores Projetos, no Salão de Atos do conjunto I.

Por Roger Bolzan