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Sebo Café se despede de Santa Maria e já deixa saudade

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“O acervo conta com aproximadamente 70 mil livros” (Foto: Débora Lemos/ Laboratório de Fotografia e Memória)

Santa Maria se despede do maior e mais conhecido sebo da cidade, o Sebo Café, que fechou as portas na última sexta-feira, dia 29. A loja, situada na Rua Marechal Floriano Peixoto, no centro de Santa Maria,  foi acervo de, aproximadamente,  70 mil exemplares de  livros, discos de vinil, DVDs, CDs, entre outros artefatos que suprem a busca de conhecimento, cultura e lazer dos clientes. O motivo do encerramento das atividades é a mudança do proprietário, Carlos Alberto Godoi Burigo, para Praia Grande, no interior de São Paulo, a pedido de sua filha que já mora na cidade.

O Sebo começou em uma garagem pequena na cidade gaúcha de Ijuí com cerca de 900 livros que pertenciam ao acervo pessoal de Burigo. Logo, o estoque foi ampliado e trazido para Santa Maria em 2006. A mudança foi incentivada pela filha que viria para a cidade cursar Medicina. No entanto, a mesma foi aprovada no vestibular em Pelotas, onde se formou. Mesmo assim, Burigo e a esposa permaneceram no coração do Rio Grande e  formaram o sexto maior sebo de livros usados do Brasil. “Chegamos aqui com 6 mil livros na bagagem. Nosso acervo cresceu muito”, conta o colecionador.

Carlos pretende aumentar seu acervo para 300 mil livros e estabelecer-se entre os dois maiores acervos do país. “Desde pequeno, sempre tive uma paixão por livros. Quando jovem, frequentava bibliotecas de pequenos portes com meia dúzia de livros.  Foi então que decidi abrir meu primeiro sebo”, conta.  Ele lembra ainda que emprestava tanto seus livros, mas ninguém devolvia. “Por isso, resolvo vender”, brinca.

(Foto por: Débora Lemos/Laboratório de Fotografia e Memória)
Fundador e proprietário Carlos Alberto Godoi Burigo, formado em Filosofia. (Foto por: Débora Lemos)

Carlos orgulha-se  em dizer que a loja não era só um sebo, mas também  um lugar de encontro para colecionadores de vinil, clubes de xadrez, além de um espaço para palestras, lançamentos de livros e outras atividades culturais. “Agradeço a cidade que me acolheu. Sempre sentirei saudades daqui”, despede-se.

Sejam novos ou usados, os livros são uma excelente companhia. Sebos disponibilizam edições raras, preços acessíveis, além da boa condição dos exemplares.

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Uma resposta

  1. Já estou com saudades do espaço Sebo Café. Agradecimentos ao Carlos Burigo por contribuir com o conhecimento em Santa Maria e região. Merecia uma honraria.

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“O acervo conta com aproximadamente 70 mil livros” (Foto: Débora Lemos/ Laboratório de Fotografia e Memória)

Santa Maria se despede do maior e mais conhecido sebo da cidade, o Sebo Café, que fechou as portas na última sexta-feira, dia 29. A loja, situada na Rua Marechal Floriano Peixoto, no centro de Santa Maria,  foi acervo de, aproximadamente,  70 mil exemplares de  livros, discos de vinil, DVDs, CDs, entre outros artefatos que suprem a busca de conhecimento, cultura e lazer dos clientes. O motivo do encerramento das atividades é a mudança do proprietário, Carlos Alberto Godoi Burigo, para Praia Grande, no interior de São Paulo, a pedido de sua filha que já mora na cidade.

O Sebo começou em uma garagem pequena na cidade gaúcha de Ijuí com cerca de 900 livros que pertenciam ao acervo pessoal de Burigo. Logo, o estoque foi ampliado e trazido para Santa Maria em 2006. A mudança foi incentivada pela filha que viria para a cidade cursar Medicina. No entanto, a mesma foi aprovada no vestibular em Pelotas, onde se formou. Mesmo assim, Burigo e a esposa permaneceram no coração do Rio Grande e  formaram o sexto maior sebo de livros usados do Brasil. “Chegamos aqui com 6 mil livros na bagagem. Nosso acervo cresceu muito”, conta o colecionador.

Carlos pretende aumentar seu acervo para 300 mil livros e estabelecer-se entre os dois maiores acervos do país. “Desde pequeno, sempre tive uma paixão por livros. Quando jovem, frequentava bibliotecas de pequenos portes com meia dúzia de livros.  Foi então que decidi abrir meu primeiro sebo”, conta.  Ele lembra ainda que emprestava tanto seus livros, mas ninguém devolvia. “Por isso, resolvo vender”, brinca.

(Foto por: Débora Lemos/Laboratório de Fotografia e Memória)
Fundador e proprietário Carlos Alberto Godoi Burigo, formado em Filosofia. (Foto por: Débora Lemos)

Carlos orgulha-se  em dizer que a loja não era só um sebo, mas também  um lugar de encontro para colecionadores de vinil, clubes de xadrez, além de um espaço para palestras, lançamentos de livros e outras atividades culturais. “Agradeço a cidade que me acolheu. Sempre sentirei saudades daqui”, despede-se.

Sejam novos ou usados, os livros são uma excelente companhia. Sebos disponibilizam edições raras, preços acessíveis, além da boa condição dos exemplares.