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Santa Maria, RS, Brazil

Porto Alegre Pumpkins x Juventude FA: Final do Gauchão de Futebol Americano promete jogo equilibrado

Porto Alegre Pumpkins e Juventude FA nunca se enfrentaram em uma partida oficial. Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa do Juventude FA
Porto Alegre Pumpkins e Juventude FA nunca se enfrentaram em uma partida oficial (Foto: Divulgação/Juventude FA)

De um lado, a tradição de uma equipe tetracampeã gaúcha. Do outro, uma equipe com pouco mais de um ano de história, estreante em estaduais e com um investimento pesado em busca de títulos. O jogo será disputado neste domingo, às 15h, no Estádio da PUC-RS.

“Sabemos o que vamos enfrentar e estamos preparados. Temos um plantel muito talentoso e que está em sintonia com o nosso esquema de jogo, por isso estamos confiantes”, afirmou Wesley Mota, treinador do Juventude FA.

A previsão é de um jogo equilibrado e emocionante, como poucas vezes visto na história do futebol americano gaúcho. A Rádio Gaúcha fará transmissão minuto a minuto pelo seu twitter, e o Blog Touchdown Gaúcha fará um resumo de cada quarto de partida. Entrevistamos alguns jornalistas especializados no futebol americano nacional, e o que vimos foram opiniões divididas. Segundo eles, não há favorito.

Wendell Ferreira. Foto: Arquivo Pessoal/Twitter
Wendell Ferreira (Foto: Arquivo Pessoal/Twitter)

Wendell Ferreira, jornalista de esportes americanos do Prime Time ZH, do jornal Zero Hora – @wendellfp

Para você, quem leva o título gaúcho?

O Pumpkins tem mais tradição, mas o Juventude FA me parece um time melhor hoje. Mais preparado, mais estruturado pelo desempenho nos últimos anos. A minha aposta vai no Juventude FA.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

O Juventude FA é um time que tem uma boa base em relação aos últimos anos. A defesa é forte, e os times especiais são bem melhores do que o normal para o futebol americano nacional. O Pumpkins é um time bem físico, com vários jogadores experientes.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Ajuda pouco, na verdade. Não existe uma relação de benefício do mando de campo, porque o Pumpkins não tem a PUC como a sua casa de fato. A PUC é uma espécie de casa do futebol americano gaúcho. A vantagem é ter um pouco de torcida a mais. Mas isso, na prática, não faz muita diferença.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

Acredito que o Juventude FA terá dificuldades. O nível do Torneio Touchdown é muito alto. O Pumpkins joga uma competição mais fraca, então pode se sair um pouco melhor. Mas mesmo assim terá que jogar mais do que jogou no Gauchão.

Renan Jardim
Renan Jardim (Foto: Arquivo Pessoal/Twitter)

Renan Jardim, jornalista esportivo da Rádio Gaúcha Online – @renanjardimrs

Para você, quem leva o título gaúcho?

Será um jogo muito interessante entre tática e força. E essas são as duas principais armas do FA. Acredito que se o Juventude dominar a primeira parte do jogo, pode vencer, mas se deixar para fim, o Pumpkins leva por ter melhor condicionamento físico. Duas grandes equipes, mas acho que dá Pumpkins.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

O Ponto forte do Juventude é a velocidade no jogo aéreo. Teremos a estréia de dois norte-americanos, mas pelo que vimos até agora, o WR Diegão, tem sido uma arma letal do time de Caxias. Como ponto fraco, notei que o time cansou no último jogo bem na virada da segunda etapa. O Pumpkins é uma equipe boa tecnicamente, mas seu ponto forte é a defesa. O condicionamento físico que está sendo trabalhado é muito bom.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Claro que jogar em Porto Alegre é melhor para o Pumpkins, mas por conta da torcida. Só. Não acredito que isso seja fator determinante. Tecnicamente, é um campo menor, mas para o bem do esporte, é o melhor lugar. A PUC tem toda a estrutura.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

O Juventude FA fez um grande investimento e deve ser uma das forças no Torneio Touchdown (TTD), mas mesmo assim ainda não tem a mesma experiência das outras equipes. Deve encontrar algumas dificuldades, mas pode surpreender. Já o Pumpkins melhorou muito seu estilo de jogo e tem uma preparação física que poucas equipes no Brasil tem.

Igor Carrasco
Igor Carrasco (Foto: Arquivo Pessoal/Twitter)

Igor Carrasco, jornalista, produtor do Estúdio Gaúcha e um dos idealizadores do TD Gaúcha – @igor_carrasco

Para você, quem leva o título gaúcho?

O Juventude FA.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

Positivos:

Porto Alegre Pumpkins: defesa até agora forte e entrosamento.

Juventude FA: ataque versátil, jogadores talentosos (WR Diegão é o principal).

Negativos:

Porto Alegre Pumpkins: erros bobos por falta de atenção e falta de variedade ofensiva (em comparação ao Juventude FA).

Juventude FA: apagões em algumas partidas e preparo físico pior que o Pumpkins.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Acho que não muda muito. O Pumpkins terá mais torcida com certeza, mas o Juventude vai certamente entrar bastante “pilhado”.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

É preciso ser realista. As nossas equipes, por enquanto, não mostraram que conseguem competir com os principais times do país. Mas o Juventude se reforçou muito. Tem peças-chave novas, jogadores de seleção. Vai ser o primeiro jogo deles na final. Tem potencial. Veremos.

Henrique Jasper
Henrique Jasper (Foto: Arquivo Pessoal)

Henrique Jasper, jornalista da Rádio Gaúcha – @hhenriquejasper

Para você, quem leva o título gaúcho?

O Pumpkins tem feito um bom campeonato. É fisicamente mais forte e tem o fator local como vantagem. Porém, o Juventude F.A. tem se mostrado uma equipe mais madura e organizada, com boas armas e um ataque criativo. Acredito que a final será parelha, mas acho que o Juventeude F.A. leva.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

O Pumpkins tem o melhor preparo físico do campeonato. A equipe consegue se manter regular ao longo de todo o jogo, o que dá segurança para o time. Além disso, o ataque tem feito boas partidas e errou pouco. Por outro lado, a equipe sofre por cometer muitas faltas. O início do jogo contra o Bulls (na semifinal) é um exemplo de como as faltas prejudicam a equipe. Já o Juventude tem um ataque muito forte. A equipe se preparou muito bem e trouxe reforços para o campeonato. Sem dúvidas, a principal arma da equipe é o WR Diegão, que é destaque do Gauchão. O ponto fraco são os ‘apagões’ da equipe no segundo tempo. A queda no rendimento quase custou a classificação da equipe que vencia por 14 pontos o Chacais na semifinal, e aceitou o empate.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

O fato de o Juventude ter que viajar à Porto Alegre já é um fator de desgaste. O trecho entre Porto Alegre e Caxias não é longo, mas requer preparação e infraestrutura. O cansaço do deslocamento pode atrapalhar um pouco a equipe. Além disso, o custo da viagem pesa no orçamento de qualquer equipe do Sul. A torcida ser predominantemente do Pumpkins também pode ajudar a equipe da casa, mas esse quesito fica em segundo plano.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

O Pumpkins está mais organizado do que no ano passado. Mas o time ainda tem muito a melhorar, principalmente em questões individuais. Enquanto não trouxer reforços de peso, como estrangeiros ou jogadores experientes de outros estados, vai sofrer para se classificar ao mata-mata no campeonato nacional. Já o juventude eu acredito que possa ser uma surpresa agradável no Torneio Touchdown. Não acredito que o time chegue a final, mas acho que consegue, pela primeira vez, uma temporada vitoriosa.

Henrique Riffel
Henrique Riffel (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)

Henrique Riffel, jornalista do site American Football International – @hriffel

Para você, quem leva o título gaúcho?

É um jogo de 50% para cada lado. Prefiro não opinar em relação a isso.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

Pontos fortes:

Porto Alegre Pumpkins: dois bons linebackers (jogadores defensivos): Guilherme Marra e Silvio Stieven, um bom recebedor – Pedro Boni e um bom running back – Jardel Telles.

Juventude FA: ataque aéreo eficiente – Tim Lukas, Ricardo Miller e Diego Olivera.

Pontos fracos:

Porto Alegre Pumpkins: Secundária fraca e linha ofensiva fraca em jogadas de corrida.

Juventude FA: linha ofensiva e linha defensiva pecam no jogo físico e na cobertura dos gaps (espaços entre os jogadores de linha ofensiva).

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Sim. Há o lado emocional de estar de frente para a sua torcida. E mais, o histórico de jogos na capital favorece o Pumpkins. Jogando em Porto Alegre, o time só tem uma derrota – Curitiba Brown Spiders/LBFA 2011.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

Juventude FA em sua entrada a campo contra o Santa Maria Soldiers. Foto: Divulgação/Juventude FA
Juventude FA em sua entrada a campo contra o Santa Maria Soldiers. Foto: Divulgação/Juventude FA

O campeonato estadual não serve como parâmetro. Creio que ambos os times farão temporadas regulares. Dificilmente o Juventude irá aos playoffs, a Divisão IV (na qual a equipe caxiense faz parte) é muito complicada. A vaga continuará com o Timbó Rex (atual vice-campeão) ou com o Jaraguá Breakers (campeão nacional em 2013), mesmo com todos os reforços que o Juventude contratou. O time reforçou bem o ataque, mas ainda peca na defesa. O Pivatto (Kawan Pivatto, jogador recém contratado junto ao Itapema White Sharks) não vai segurar tudo sozinho, mesmo com a entrada dos jogadores de secundária do White Sharks.

Já o Pumpkins precisa conhecer o calendário da Liga Nacional, ainda não se sabe quais times irá enfrentar. Uma coisa é certa: o nível técnico é bem inferior ao do Torneio Touchdown. Tem que esperar pra ver o Pumpkins tem chance de playoffs.

O torneio

Em sua sétima edição, o torneio é disputado ininterruptamente desde 2010 (em 2009 não houve torneio) e esta é a primeira edição que recebe chancela da Federação Gaúcha de Futebol Americano (FGFA), criada em outubro de 2014. As edições anteriores contavam com poucas equipes (Os torneios de 2011, 2013 e 2014 contaram com apenas 3 equipes e no ano 2012 apenas 2 times jogaram) e até 2011 eram praticados sem equipamentos.

A edição de 2015 é a que contou com mais participantes – sete, superando a edição de 2010, que contava com seis equipes ainda na era sem equipamentos. Por conta da escassez de árbitros, foi decidido que o campeonato de 2015 seria realizado em caráter eliminatório.

Porto Alegre Pumpkins, com 4 títulos, e Santa Maria Soldiers, com 2, são os únicos campeões estaduais.

Os finalistas

Porto Alegre Pumpkins possui o maior feito para uma equipe do estado no esporte. Foto: Divulgação/Pumpkins
Porto Alegre Pumpkins possui o maior feito para uma equipe do estado no esporte (Foto: Divulgação/Pumpkins)

O Porto Alegre Pumpkins foi fundado em 31 de outubro de 2004 e é a equipe mais antiga e mais vitoriosa do estado.

O começo foi difícil: os treinos ocorriam em uma pequena quadra de grama sintética na cidade, o interesse era baixo (segundo a assessoria de imprensa do Pumpkins, havia treinos com menos de 10 jogadores por semana) e faltavam equipamentos (sem contar que não existiam adversários a nível local, justamente por ser o primeiro time do estado no esporte).

A principal característica que pode definir o Pumpkins é o pioneirismo: além de ter sido a primeira equipe do estado, foi o primeiro time gaúcho a vencer uma partida fora do estado, a primeira equipe a disputar um campeonato nacional, em 2010 (Liga Brasileira de Futebol Americano, a LBFA) e o primeiro e maior campeão gaúcho – venceu o torneio em 2008, 2010, 2012 e 2014. Até hoje, o Pumpkins também conta com o maior feito para uma equipe do Rio Grande do Sul na modalidade em termos nacionais: em 2012, a equipe chegou até às quartas de final, quando foi eliminada pelo time que viria a ser o campeão nacional naquele ano – o Cuiabá Arsenal.

Em 2013, no entanto, a equipe veio a deixar de existir, em virtude de problemas financeiros. Voltou à ativa tempos depois – mas sem a mesma força de antes. Teve que retornar a uma espécie de segunda divisão do campeonato nacional (mesma divisão do Santa Maria Soldiers, onde em 2014 terminou o campeonato com 1 vitória e 3 derrotas, sem garantir classificação aos playoffs. O treinador da equipe é William McArthur, nascido nos Estados Unidos, onde trabalhou com futebol americano e basquete.

O Gauchão de FA de 2015 é o primeiro chancelado pela federação. Juventude faz sua estreia no torneio. Foto: Divulgação/Juventude FA
O Gauchão de FA de 2015 é o primeiro chancelado pela federação gaúcha. Juventude faz sua primeira temporada no torneio (Foto: Divulgação/Juventude FA)

Já o Juventude FA foi fundado em 15 de março de 2014, por alguns fãs de futebol americano que viriam a se tornar jogadores do time: Eduardo Ferreira, Marcos Rossato, Eduardo Sottili, Willian Ramos e Matheus Ely foram os principais. O clube – que tem parceria com o Esporte Clube Juventude, disputa o campeonato estadual pela primeira vez.

No cenário nacional, a equipe disputa o Torneio Touchdown (TTD), um campeonato nacional independente e sem a chancela da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), porém de nível técnico superior, segundo Wendell Ferreira, jornalista de esportes americanos do jornal Zero Hora. No ano passado, a equipe perdeu todos os seus 7 jogos, embora tenha encarado um calendário extremamente difícil.

Para 2015, a equipe se reforçou de uma maneira jamais vista no estado: contratou 6 jogadores de alto nível, alguns deles com passagens na NCAA (liga de futebol americano universitário dos EUA) e de ligas semi-profissionais. Entre os contratados, foram:

2 recebedores (WRs) (Diogo Luiz de Oliveira (Diegão), Timbó Rex e James Ricardo Miller, Michigan Wolverines)

1 quarterback (Tim Lukas, Carthage College e Illinois Fighting Illini)

2 jogadores de linha defensiva* (Kawan Pivatto, Florida Maine Raiders e Alexsandro Natan**, Itapema White Sharks)

1 jogador de secundária* (Vinícius Hatzfield, Itapema White Sharks

Os efeitos já foram sentidos: a equipe garantiu vaga pra final com uma vitória tranquila contra o Santa Maria Soldiers e uma vitória apertada contra o Santa Cruz Chacais na semifinal, com Diegão sendo decisivo para a equipe, recebendo três passes para touchdown. Porém, Diego sofreu uma lesão muscular nos treinos desta semana, e sua presença na final ainda não é certa. A informação foi dada pela assessoria de imprensa do clube à Agência Central Sul.

*Estes jogadores não estão aptos para disputar o campeonato estadual.

**Natan foi eleito o melhor jogador defensivo a Liga Nacional (2ª divisão) em 2014.

Previsão do tempo

Segundo o Climatempo, a previsão climática para o domingo prevê chuva, o que pode mudar a história da partida, já que o jogo aéreo fica seriamente prejudicado.

Tabela de jogos do Campeonato Gaúcho de Futebol Americano

1ª Fase

São José Bulls 44-3 São Leopoldo Mustangs

Porto Alegre Pumpkins 38-9 Ijuí Drones

Juventude FA 19-0 Santa Maria Soldiers

Semifinais

Porto Alegre Pumpkins 20-7 São José Bulls

Santa Cruz Chacais 17-24 Juventude FA

Final

15h: Porto Alegre Pumpkins vs Juventude FA (Estádio da PUC, Porto Alegre)

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Porto Alegre Pumpkins e Juventude FA nunca se enfrentaram em uma partida oficial. Foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa do Juventude FA
Porto Alegre Pumpkins e Juventude FA nunca se enfrentaram em uma partida oficial (Foto: Divulgação/Juventude FA)

De um lado, a tradição de uma equipe tetracampeã gaúcha. Do outro, uma equipe com pouco mais de um ano de história, estreante em estaduais e com um investimento pesado em busca de títulos. O jogo será disputado neste domingo, às 15h, no Estádio da PUC-RS.

“Sabemos o que vamos enfrentar e estamos preparados. Temos um plantel muito talentoso e que está em sintonia com o nosso esquema de jogo, por isso estamos confiantes”, afirmou Wesley Mota, treinador do Juventude FA.

A previsão é de um jogo equilibrado e emocionante, como poucas vezes visto na história do futebol americano gaúcho. A Rádio Gaúcha fará transmissão minuto a minuto pelo seu twitter, e o Blog Touchdown Gaúcha fará um resumo de cada quarto de partida. Entrevistamos alguns jornalistas especializados no futebol americano nacional, e o que vimos foram opiniões divididas. Segundo eles, não há favorito.

Wendell Ferreira. Foto: Arquivo Pessoal/Twitter
Wendell Ferreira (Foto: Arquivo Pessoal/Twitter)

Wendell Ferreira, jornalista de esportes americanos do Prime Time ZH, do jornal Zero Hora – @wendellfp

Para você, quem leva o título gaúcho?

O Pumpkins tem mais tradição, mas o Juventude FA me parece um time melhor hoje. Mais preparado, mais estruturado pelo desempenho nos últimos anos. A minha aposta vai no Juventude FA.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

O Juventude FA é um time que tem uma boa base em relação aos últimos anos. A defesa é forte, e os times especiais são bem melhores do que o normal para o futebol americano nacional. O Pumpkins é um time bem físico, com vários jogadores experientes.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Ajuda pouco, na verdade. Não existe uma relação de benefício do mando de campo, porque o Pumpkins não tem a PUC como a sua casa de fato. A PUC é uma espécie de casa do futebol americano gaúcho. A vantagem é ter um pouco de torcida a mais. Mas isso, na prática, não faz muita diferença.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

Acredito que o Juventude FA terá dificuldades. O nível do Torneio Touchdown é muito alto. O Pumpkins joga uma competição mais fraca, então pode se sair um pouco melhor. Mas mesmo assim terá que jogar mais do que jogou no Gauchão.

Renan Jardim
Renan Jardim (Foto: Arquivo Pessoal/Twitter)

Renan Jardim, jornalista esportivo da Rádio Gaúcha Online – @renanjardimrs

Para você, quem leva o título gaúcho?

Será um jogo muito interessante entre tática e força. E essas são as duas principais armas do FA. Acredito que se o Juventude dominar a primeira parte do jogo, pode vencer, mas se deixar para fim, o Pumpkins leva por ter melhor condicionamento físico. Duas grandes equipes, mas acho que dá Pumpkins.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

O Ponto forte do Juventude é a velocidade no jogo aéreo. Teremos a estréia de dois norte-americanos, mas pelo que vimos até agora, o WR Diegão, tem sido uma arma letal do time de Caxias. Como ponto fraco, notei que o time cansou no último jogo bem na virada da segunda etapa. O Pumpkins é uma equipe boa tecnicamente, mas seu ponto forte é a defesa. O condicionamento físico que está sendo trabalhado é muito bom.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Claro que jogar em Porto Alegre é melhor para o Pumpkins, mas por conta da torcida. Só. Não acredito que isso seja fator determinante. Tecnicamente, é um campo menor, mas para o bem do esporte, é o melhor lugar. A PUC tem toda a estrutura.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

O Juventude FA fez um grande investimento e deve ser uma das forças no Torneio Touchdown (TTD), mas mesmo assim ainda não tem a mesma experiência das outras equipes. Deve encontrar algumas dificuldades, mas pode surpreender. Já o Pumpkins melhorou muito seu estilo de jogo e tem uma preparação física que poucas equipes no Brasil tem.

Igor Carrasco
Igor Carrasco (Foto: Arquivo Pessoal/Twitter)

Igor Carrasco, jornalista, produtor do Estúdio Gaúcha e um dos idealizadores do TD Gaúcha – @igor_carrasco

Para você, quem leva o título gaúcho?

O Juventude FA.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

Positivos:

Porto Alegre Pumpkins: defesa até agora forte e entrosamento.

Juventude FA: ataque versátil, jogadores talentosos (WR Diegão é o principal).

Negativos:

Porto Alegre Pumpkins: erros bobos por falta de atenção e falta de variedade ofensiva (em comparação ao Juventude FA).

Juventude FA: apagões em algumas partidas e preparo físico pior que o Pumpkins.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Acho que não muda muito. O Pumpkins terá mais torcida com certeza, mas o Juventude vai certamente entrar bastante “pilhado”.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

É preciso ser realista. As nossas equipes, por enquanto, não mostraram que conseguem competir com os principais times do país. Mas o Juventude se reforçou muito. Tem peças-chave novas, jogadores de seleção. Vai ser o primeiro jogo deles na final. Tem potencial. Veremos.

Henrique Jasper
Henrique Jasper (Foto: Arquivo Pessoal)

Henrique Jasper, jornalista da Rádio Gaúcha – @hhenriquejasper

Para você, quem leva o título gaúcho?

O Pumpkins tem feito um bom campeonato. É fisicamente mais forte e tem o fator local como vantagem. Porém, o Juventude F.A. tem se mostrado uma equipe mais madura e organizada, com boas armas e um ataque criativo. Acredito que a final será parelha, mas acho que o Juventeude F.A. leva.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

O Pumpkins tem o melhor preparo físico do campeonato. A equipe consegue se manter regular ao longo de todo o jogo, o que dá segurança para o time. Além disso, o ataque tem feito boas partidas e errou pouco. Por outro lado, a equipe sofre por cometer muitas faltas. O início do jogo contra o Bulls (na semifinal) é um exemplo de como as faltas prejudicam a equipe. Já o Juventude tem um ataque muito forte. A equipe se preparou muito bem e trouxe reforços para o campeonato. Sem dúvidas, a principal arma da equipe é o WR Diegão, que é destaque do Gauchão. O ponto fraco são os ‘apagões’ da equipe no segundo tempo. A queda no rendimento quase custou a classificação da equipe que vencia por 14 pontos o Chacais na semifinal, e aceitou o empate.

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

O fato de o Juventude ter que viajar à Porto Alegre já é um fator de desgaste. O trecho entre Porto Alegre e Caxias não é longo, mas requer preparação e infraestrutura. O cansaço do deslocamento pode atrapalhar um pouco a equipe. Além disso, o custo da viagem pesa no orçamento de qualquer equipe do Sul. A torcida ser predominantemente do Pumpkins também pode ajudar a equipe da casa, mas esse quesito fica em segundo plano.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

O Pumpkins está mais organizado do que no ano passado. Mas o time ainda tem muito a melhorar, principalmente em questões individuais. Enquanto não trouxer reforços de peso, como estrangeiros ou jogadores experientes de outros estados, vai sofrer para se classificar ao mata-mata no campeonato nacional. Já o juventude eu acredito que possa ser uma surpresa agradável no Torneio Touchdown. Não acredito que o time chegue a final, mas acho que consegue, pela primeira vez, uma temporada vitoriosa.

Henrique Riffel
Henrique Riffel (Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)

Henrique Riffel, jornalista do site American Football International – @hriffel

Para você, quem leva o título gaúcho?

É um jogo de 50% para cada lado. Prefiro não opinar em relação a isso.

Quais são os pontos fortes e fracos de cada time?

Pontos fortes:

Porto Alegre Pumpkins: dois bons linebackers (jogadores defensivos): Guilherme Marra e Silvio Stieven, um bom recebedor – Pedro Boni e um bom running back – Jardel Telles.

Juventude FA: ataque aéreo eficiente – Tim Lukas, Ricardo Miller e Diego Olivera.

Pontos fracos:

Porto Alegre Pumpkins: Secundária fraca e linha ofensiva fraca em jogadas de corrida.

Juventude FA: linha ofensiva e linha defensiva pecam no jogo físico e na cobertura dos gaps (espaços entre os jogadores de linha ofensiva).

O fato do jogo ser em Porto Alegre ajuda o Pumpkins de alguma maneira?

Sim. Há o lado emocional de estar de frente para a sua torcida. E mais, o histórico de jogos na capital favorece o Pumpkins. Jogando em Porto Alegre, o time só tem uma derrota – Curitiba Brown Spiders/LBFA 2011.

O que você espera das duas equipes nos campeonatos nacionais?

Juventude FA em sua entrada a campo contra o Santa Maria Soldiers. Foto: Divulgação/Juventude FA
Juventude FA em sua entrada a campo contra o Santa Maria Soldiers. Foto: Divulgação/Juventude FA

O campeonato estadual não serve como parâmetro. Creio que ambos os times farão temporadas regulares. Dificilmente o Juventude irá aos playoffs, a Divisão IV (na qual a equipe caxiense faz parte) é muito complicada. A vaga continuará com o Timbó Rex (atual vice-campeão) ou com o Jaraguá Breakers (campeão nacional em 2013), mesmo com todos os reforços que o Juventude contratou. O time reforçou bem o ataque, mas ainda peca na defesa. O Pivatto (Kawan Pivatto, jogador recém contratado junto ao Itapema White Sharks) não vai segurar tudo sozinho, mesmo com a entrada dos jogadores de secundária do White Sharks.

Já o Pumpkins precisa conhecer o calendário da Liga Nacional, ainda não se sabe quais times irá enfrentar. Uma coisa é certa: o nível técnico é bem inferior ao do Torneio Touchdown. Tem que esperar pra ver o Pumpkins tem chance de playoffs.

O torneio

Em sua sétima edição, o torneio é disputado ininterruptamente desde 2010 (em 2009 não houve torneio) e esta é a primeira edição que recebe chancela da Federação Gaúcha de Futebol Americano (FGFA), criada em outubro de 2014. As edições anteriores contavam com poucas equipes (Os torneios de 2011, 2013 e 2014 contaram com apenas 3 equipes e no ano 2012 apenas 2 times jogaram) e até 2011 eram praticados sem equipamentos.

A edição de 2015 é a que contou com mais participantes – sete, superando a edição de 2010, que contava com seis equipes ainda na era sem equipamentos. Por conta da escassez de árbitros, foi decidido que o campeonato de 2015 seria realizado em caráter eliminatório.

Porto Alegre Pumpkins, com 4 títulos, e Santa Maria Soldiers, com 2, são os únicos campeões estaduais.

Os finalistas

Porto Alegre Pumpkins possui o maior feito para uma equipe do estado no esporte. Foto: Divulgação/Pumpkins
Porto Alegre Pumpkins possui o maior feito para uma equipe do estado no esporte (Foto: Divulgação/Pumpkins)

O Porto Alegre Pumpkins foi fundado em 31 de outubro de 2004 e é a equipe mais antiga e mais vitoriosa do estado.

O começo foi difícil: os treinos ocorriam em uma pequena quadra de grama sintética na cidade, o interesse era baixo (segundo a assessoria de imprensa do Pumpkins, havia treinos com menos de 10 jogadores por semana) e faltavam equipamentos (sem contar que não existiam adversários a nível local, justamente por ser o primeiro time do estado no esporte).

A principal característica que pode definir o Pumpkins é o pioneirismo: além de ter sido a primeira equipe do estado, foi o primeiro time gaúcho a vencer uma partida fora do estado, a primeira equipe a disputar um campeonato nacional, em 2010 (Liga Brasileira de Futebol Americano, a LBFA) e o primeiro e maior campeão gaúcho – venceu o torneio em 2008, 2010, 2012 e 2014. Até hoje, o Pumpkins também conta com o maior feito para uma equipe do Rio Grande do Sul na modalidade em termos nacionais: em 2012, a equipe chegou até às quartas de final, quando foi eliminada pelo time que viria a ser o campeão nacional naquele ano – o Cuiabá Arsenal.

Em 2013, no entanto, a equipe veio a deixar de existir, em virtude de problemas financeiros. Voltou à ativa tempos depois – mas sem a mesma força de antes. Teve que retornar a uma espécie de segunda divisão do campeonato nacional (mesma divisão do Santa Maria Soldiers, onde em 2014 terminou o campeonato com 1 vitória e 3 derrotas, sem garantir classificação aos playoffs. O treinador da equipe é William McArthur, nascido nos Estados Unidos, onde trabalhou com futebol americano e basquete.

O Gauchão de FA de 2015 é o primeiro chancelado pela federação. Juventude faz sua estreia no torneio. Foto: Divulgação/Juventude FA
O Gauchão de FA de 2015 é o primeiro chancelado pela federação gaúcha. Juventude faz sua primeira temporada no torneio (Foto: Divulgação/Juventude FA)

Já o Juventude FA foi fundado em 15 de março de 2014, por alguns fãs de futebol americano que viriam a se tornar jogadores do time: Eduardo Ferreira, Marcos Rossato, Eduardo Sottili, Willian Ramos e Matheus Ely foram os principais. O clube – que tem parceria com o Esporte Clube Juventude, disputa o campeonato estadual pela primeira vez.

No cenário nacional, a equipe disputa o Torneio Touchdown (TTD), um campeonato nacional independente e sem a chancela da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), porém de nível técnico superior, segundo Wendell Ferreira, jornalista de esportes americanos do jornal Zero Hora. No ano passado, a equipe perdeu todos os seus 7 jogos, embora tenha encarado um calendário extremamente difícil.

Para 2015, a equipe se reforçou de uma maneira jamais vista no estado: contratou 6 jogadores de alto nível, alguns deles com passagens na NCAA (liga de futebol americano universitário dos EUA) e de ligas semi-profissionais. Entre os contratados, foram:

2 recebedores (WRs) (Diogo Luiz de Oliveira (Diegão), Timbó Rex e James Ricardo Miller, Michigan Wolverines)

1 quarterback (Tim Lukas, Carthage College e Illinois Fighting Illini)

2 jogadores de linha defensiva* (Kawan Pivatto, Florida Maine Raiders e Alexsandro Natan**, Itapema White Sharks)

1 jogador de secundária* (Vinícius Hatzfield, Itapema White Sharks

Os efeitos já foram sentidos: a equipe garantiu vaga pra final com uma vitória tranquila contra o Santa Maria Soldiers e uma vitória apertada contra o Santa Cruz Chacais na semifinal, com Diegão sendo decisivo para a equipe, recebendo três passes para touchdown. Porém, Diego sofreu uma lesão muscular nos treinos desta semana, e sua presença na final ainda não é certa. A informação foi dada pela assessoria de imprensa do clube à Agência Central Sul.

*Estes jogadores não estão aptos para disputar o campeonato estadual.

**Natan foi eleito o melhor jogador defensivo a Liga Nacional (2ª divisão) em 2014.

Previsão do tempo

Segundo o Climatempo, a previsão climática para o domingo prevê chuva, o que pode mudar a história da partida, já que o jogo aéreo fica seriamente prejudicado.

Tabela de jogos do Campeonato Gaúcho de Futebol Americano

1ª Fase

São José Bulls 44-3 São Leopoldo Mustangs

Porto Alegre Pumpkins 38-9 Ijuí Drones

Juventude FA 19-0 Santa Maria Soldiers

Semifinais

Porto Alegre Pumpkins 20-7 São José Bulls

Santa Cruz Chacais 17-24 Juventude FA

Final

15h: Porto Alegre Pumpkins vs Juventude FA (Estádio da PUC, Porto Alegre)