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Comerciantes e moradores reclamam da falta de segurança no bairro do Rosário

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A farmácia Poupe Mais na esquina da Silva Jardim com a Serafim Valandro tem sido alvo de frequentes assaltos. Agora trabalha com as portas fechadas. Fotos: Fernando César Rodrigues. Lab. Fotografia e Memória

Que a insegurança em Santa Maria está cada dia maior, não é novidade. O número de assaltos referentes aos pontos comerciais da cidade aumentou 31% se comparado aos dados da Brigada Militar em 2015.

O bairro Nossa Senhora do Rosário, no centro da cidade, é um dos que mais registram casos de roubos e furtos, por isso moradores, estudantes, comerciantes e pessoas que trabalham no local estão assustados. O bairro tornou-se um alvo aos assaltantes pela ausência de policiamento e a grande concentração de pessoas em função do Centro Universitário Franciscano.

De acordo com a gerente da Farmácia Poupa Mais, Maira Mahfuz, alguns funcionários já pediram demissão por  medo dos assaltos, frequentes no local.

O alvo principal são estabelecimentos de pequeno porte, como farmácias, sorveterias e mercados familiares. Algumas das maneiras encontradas pelos proprietários para proteção e prevenção à roubos e furtos é utilizar câmeras de monitoramento. Em alguns casos, como da Farmácia Poupe Mais que neste ano já foi alvo de assaltos quatro vezes, a medida é extrema. O atendimento aos clientes é feito à portas fechadas, na busca por segurança. “Nós fechamos a porta e abrimos só quando algum cliente chega e aperta a campainha. É uma forma nos mantermos seguros e também preservarmos nossos clientes”, explica Maira.

Já na esquina da rua Duque de Caxias com a rua Silva Jardim, a Tchê Farmácias foi assaltada nove vezes. Dois destes incidentes ocorreram a um mês e meio, e o prejuízo foi de pelo menos R$ 200,00. Segundo a funcionária Nathália Beckert, a forma encontrada pelos funcionários para aumentar a segurança do estabelecimento foi contratar um segurança e manter sempre dois funcionários no atendimento.

Na Sorveteria São João, próxima à esquina das ruas Conde de Porto Alegre e Silva Jardim,  a funcionária Marli Rosana diz que “não sabe como ainda está viva” após o último assalto sofrido à cerca de um mês.  Segundo ela, os assaltantes se fizeram passar por clientes e foram violentos ao anunciar o assalto. No estabelecimento são os próprios funcionários que fazem a segurança. “Um de nós fica no lado de fora para cuidar se tem algum movimento suspeito. Tá difícil para trabalhar”, salienta Marli.

stribe
Moradores reclamam da falta de segurança no bairro do Rosário

De acordo com os donos de estabelecimentos e moradores do bairro Nossa Senhora do Rosário, o patrulhamento por parte da Brigada Militar e da Guarda Municipal é praticamente inexistente. Edson Batista Stribe, que possui um bar ao lado do Conjunto III do Centro Universitário Franciscano, acredita que a delegacia da Polícia Civil e a DPPA (Delegacia de Polícia de Primeiro Atendimento), localizados no bairro, não intimidam as ações de quem pratica assaltos e furtos na região. Para ter uma maior segurança, Stribe considera que “deveríamos ter um posto da Brigada Militar aqui no Rosário, afinal eles que são os responsáveis pelo patrulhamento”.

Além da insegurança constante, a população que frequenta o bairro reclama de ameaças sofridas por meio dos flanelinhas. Uma moradora que não quis ser identificada classificou o local como “Terra de Ninguém” e diz que, junto com os vizinhos e comerciantes, já encaminhou várias solicitações para que a Brigada Militar reforce a segurança do local. Até o momento o problema não foi solucionado. A reportagem constatou também o medo dos moradores e proprietários de comércio local de uma exposição na mídia. Muitos se recusaram a falar porque serem alvos de futuros roubos e furtos.

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A farmácia Poupe Mais na esquina da Silva Jardim com a Serafim Valandro tem sido alvo de frequentes assaltos. Agora trabalha com as portas fechadas. Fotos: Fernando César Rodrigues. Lab. Fotografia e Memória

Que a insegurança em Santa Maria está cada dia maior, não é novidade. O número de assaltos referentes aos pontos comerciais da cidade aumentou 31% se comparado aos dados da Brigada Militar em 2015.

O bairro Nossa Senhora do Rosário, no centro da cidade, é um dos que mais registram casos de roubos e furtos, por isso moradores, estudantes, comerciantes e pessoas que trabalham no local estão assustados. O bairro tornou-se um alvo aos assaltantes pela ausência de policiamento e a grande concentração de pessoas em função do Centro Universitário Franciscano.

De acordo com a gerente da Farmácia Poupa Mais, Maira Mahfuz, alguns funcionários já pediram demissão por  medo dos assaltos, frequentes no local.

O alvo principal são estabelecimentos de pequeno porte, como farmácias, sorveterias e mercados familiares. Algumas das maneiras encontradas pelos proprietários para proteção e prevenção à roubos e furtos é utilizar câmeras de monitoramento. Em alguns casos, como da Farmácia Poupe Mais que neste ano já foi alvo de assaltos quatro vezes, a medida é extrema. O atendimento aos clientes é feito à portas fechadas, na busca por segurança. “Nós fechamos a porta e abrimos só quando algum cliente chega e aperta a campainha. É uma forma nos mantermos seguros e também preservarmos nossos clientes”, explica Maira.

Já na esquina da rua Duque de Caxias com a rua Silva Jardim, a Tchê Farmácias foi assaltada nove vezes. Dois destes incidentes ocorreram a um mês e meio, e o prejuízo foi de pelo menos R$ 200,00. Segundo a funcionária Nathália Beckert, a forma encontrada pelos funcionários para aumentar a segurança do estabelecimento foi contratar um segurança e manter sempre dois funcionários no atendimento.

Na Sorveteria São João, próxima à esquina das ruas Conde de Porto Alegre e Silva Jardim,  a funcionária Marli Rosana diz que “não sabe como ainda está viva” após o último assalto sofrido à cerca de um mês.  Segundo ela, os assaltantes se fizeram passar por clientes e foram violentos ao anunciar o assalto. No estabelecimento são os próprios funcionários que fazem a segurança. “Um de nós fica no lado de fora para cuidar se tem algum movimento suspeito. Tá difícil para trabalhar”, salienta Marli.

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Moradores reclamam da falta de segurança no bairro do Rosário

De acordo com os donos de estabelecimentos e moradores do bairro Nossa Senhora do Rosário, o patrulhamento por parte da Brigada Militar e da Guarda Municipal é praticamente inexistente. Edson Batista Stribe, que possui um bar ao lado do Conjunto III do Centro Universitário Franciscano, acredita que a delegacia da Polícia Civil e a DPPA (Delegacia de Polícia de Primeiro Atendimento), localizados no bairro, não intimidam as ações de quem pratica assaltos e furtos na região. Para ter uma maior segurança, Stribe considera que “deveríamos ter um posto da Brigada Militar aqui no Rosário, afinal eles que são os responsáveis pelo patrulhamento”.

Além da insegurança constante, a população que frequenta o bairro reclama de ameaças sofridas por meio dos flanelinhas. Uma moradora que não quis ser identificada classificou o local como “Terra de Ninguém” e diz que, junto com os vizinhos e comerciantes, já encaminhou várias solicitações para que a Brigada Militar reforce a segurança do local. Até o momento o problema não foi solucionado. A reportagem constatou também o medo dos moradores e proprietários de comércio local de uma exposição na mídia. Muitos se recusaram a falar porque serem alvos de futuros roubos e furtos.