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Vitor Ramil aquece a alma do público na Feira do Livro

Marcava 19h no relógio e dez graus no termômetro quando Vitor Ramil foi chamado para participar do Livro Livre, na Feira do Livro de Santa Maria.  O artista, que se divide entre música e literatura, falou por cerca de uma hora para uma plateia lotada e interessada em suas obras.

Vitor Ramil.03
Vitor Ramil na Feira do Livro de Santa Maria. Foto: Roger Haeffner

No primeiro momento, Vitor Ramil contou sobre sua inserção no mundo musical. O cantor e compositor, que é natural de Pelotas, explicou que desde quando era criança seus pais incentivaram a ele e aos seus irmãos, os músicos Kleiton e Kledir, a estudarem música.

Quando foi questionado pela platéia sobre sua carreira independente, o músico criticou gravadoras, que muitas vezes querem do artista uma “coisa” que já existe no mercado para que o público consuma o produto. De acordo com Ramil, sendo independente se tem uma liberdade sobre suas próprias criações e  não precisa prestar contas para ninguém.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi quando o músico falou sobre os seus processos criativos e de sua breve carreira no Rio de Janeiro, determinante para criação do ensaio, Estética do Frio e, que posteriormente ia ser pano de fundo para o disco Délibáb.

“Era junho e eu estava em frente a televisão assistindo o jornal quando passa uma reportagem sobre carnaval fora de época. Várias pessoas suadas dançando, com muita música e correndo atrás de trios elétricos. Logo depois, a apresentadora falava do começo do inverno no Rio Grande do Sul, que parecia  como algo fora do normal”, diz ele.

A Estética do Frio é um ensaio em que o artista olha para o sul do Brasil sob uma nova perspectiva. Não considera como zona periférica do Brasil e, sim, como centro confluência cultural da região dos pampas e do Rio da Prata, entre a Argentina e o Uruguai. Em  Délibáb, Ramil compôs poemas do poeta e escritor argentino Jorge Luis Borges e do poeta gaúcho João da Cunha Vargas.

O músico ainda comentou sobre suas obras literárias como Satolep e A Primavera da Pontuação. No último questionamento da noite, o músico falou sobre a atual situação política do país. “Se a gente não quiser chamar de golpe, pode chamar de bote mesmo. As cobras não dão golpe, elas dão é bote “, afirmou.

Para finalizar a noite, o músico não podia sair da Praça Saldanha Marinho sem ao menos cantar uma música. E para delírio do público, Ramil cantou seu primeiro sucesso: Estrela, Estrela, canção que o músico compôs quando tinha apenas 18 anos.

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Marcava 19h no relógio e dez graus no termômetro quando Vitor Ramil foi chamado para participar do Livro Livre, na Feira do Livro de Santa Maria.  O artista, que se divide entre música e literatura, falou por cerca de uma hora para uma plateia lotada e interessada em suas obras.

Vitor Ramil.03
Vitor Ramil na Feira do Livro de Santa Maria. Foto: Roger Haeffner

No primeiro momento, Vitor Ramil contou sobre sua inserção no mundo musical. O cantor e compositor, que é natural de Pelotas, explicou que desde quando era criança seus pais incentivaram a ele e aos seus irmãos, os músicos Kleiton e Kledir, a estudarem música.

Quando foi questionado pela platéia sobre sua carreira independente, o músico criticou gravadoras, que muitas vezes querem do artista uma “coisa” que já existe no mercado para que o público consuma o produto. De acordo com Ramil, sendo independente se tem uma liberdade sobre suas próprias criações e  não precisa prestar contas para ninguém.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi quando o músico falou sobre os seus processos criativos e de sua breve carreira no Rio de Janeiro, determinante para criação do ensaio, Estética do Frio e, que posteriormente ia ser pano de fundo para o disco Délibáb.

“Era junho e eu estava em frente a televisão assistindo o jornal quando passa uma reportagem sobre carnaval fora de época. Várias pessoas suadas dançando, com muita música e correndo atrás de trios elétricos. Logo depois, a apresentadora falava do começo do inverno no Rio Grande do Sul, que parecia  como algo fora do normal”, diz ele.

A Estética do Frio é um ensaio em que o artista olha para o sul do Brasil sob uma nova perspectiva. Não considera como zona periférica do Brasil e, sim, como centro confluência cultural da região dos pampas e do Rio da Prata, entre a Argentina e o Uruguai. Em  Délibáb, Ramil compôs poemas do poeta e escritor argentino Jorge Luis Borges e do poeta gaúcho João da Cunha Vargas.

O músico ainda comentou sobre suas obras literárias como Satolep e A Primavera da Pontuação. No último questionamento da noite, o músico falou sobre a atual situação política do país. “Se a gente não quiser chamar de golpe, pode chamar de bote mesmo. As cobras não dão golpe, elas dão é bote “, afirmou.

Para finalizar a noite, o músico não podia sair da Praça Saldanha Marinho sem ao menos cantar uma música. E para delírio do público, Ramil cantou seu primeiro sucesso: Estrela, Estrela, canção que o músico compôs quando tinha apenas 18 anos.