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Unifra: projeto intercursos lança o CineConsciência

CineConsciência  foi lançado ontem. Foto: Juliano Dutra
CineConsciência foi lançado ontem. Foto: Juliano Dutra

O Cine ConsCiência, projeto de extensão dos cursos de Filosofia, Biomedicina, Geografia, Engenharia Biomédica e Ciências Econômicas do Centro Universitário Franciscano, busca a reflexão por meio do debate e da exibição de produções cinematográficas. Os encontros são mensais e acontecem às 18h30, no salão Azul do Conjunto I da instituição. O primeiro deles foi realizado nesta quarta-feira (22). Podem participar alunos da Unifra e a comunidade em geral. Basta fazer a inscrição pelo site e doar um quilo de alimento não-perecível.

Estão previstas quatro exibições por semestre, oito ao longo do ano. Cada noite de exibição, valerá três horas de ACC, e o certificado será por noite.

Conforme Mitieli Seixas da Silva, uma das professoras integrantes da equipe organizadora do evento, o Cine Consciência surgiu de uma conversa entre colegas da Unifra, e a constatação de que havia pouca iniciativa que visasse promover o diálogo entre as áreas. “Não existia algo que discutisse ética, ciência, economia e tecnologia, que valorizasse o conhecimento científico produzido na universidade, mas que proporcionasse que qualquer um pudesse ouvir, dialogar e contribuir”, relata a professora.

Mitieli conta que a ideia de relacionar o projeto com o cinema partiu do professor Huander Felipe Andreolla, e dessa sugestão inicial até o projeto final foi uma longa conversa, chamando colegas para colaborar, fazendo reuniões, escrevendo o projeto.

Segundo ela, os objetivos do projeto são proporcionar o diálogo entre as áreas, promover um espaço descontraído em que a ciência possa ser discutida e trazer contribuições de cada campo do saber para dialogar.
Sobre a importância de debater assuntos de diferentes áreas a partir de filmes, o professor Alexandre Maccari, pesquisador de História do Cinema, considera extremamente importante por que os filmes são ricos documentos que permitem reflexão e atingem um número interessante de pessoas e desperta o imaginário de quem assiste. “Tratar de temas com um viés acadêmico e científico torna bastante proveitoso o resultado e o conhecimento acerca de certas obras, como no caso de Crush, que trabalha temas importantes em nível social, e também ligados a problemáticas da atualidade, como racismo, xenofobia, preconceito contra a mulher. É fundamental pensar o filme como ponto de partida para essas discussões”, completa o professor.

Maccari acredita que projetos como esse, com um formato cineclubístico, são fundamentais para a discussão da sétima arte e também para pensar em como se deve atingir a população da cidade de uma forma geral.

Ele considera muito boa a escolha do filme, por possuir uma importância crítica, o qual venceu três Oscar, entre eles, o melhor filme. “Crush teve uma repercussão muito boa na época em que foi lançado, por tratar de temas muito difíceis, mais polêmicos, e isso permite que várias áreas do conhecimento possam discutir esse filme como objetivo de estudo”, afirma.

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CineConsciência  foi lançado ontem. Foto: Juliano Dutra
CineConsciência foi lançado ontem. Foto: Juliano Dutra

O Cine ConsCiência, projeto de extensão dos cursos de Filosofia, Biomedicina, Geografia, Engenharia Biomédica e Ciências Econômicas do Centro Universitário Franciscano, busca a reflexão por meio do debate e da exibição de produções cinematográficas. Os encontros são mensais e acontecem às 18h30, no salão Azul do Conjunto I da instituição. O primeiro deles foi realizado nesta quarta-feira (22). Podem participar alunos da Unifra e a comunidade em geral. Basta fazer a inscrição pelo site e doar um quilo de alimento não-perecível.

Estão previstas quatro exibições por semestre, oito ao longo do ano. Cada noite de exibição, valerá três horas de ACC, e o certificado será por noite.

Conforme Mitieli Seixas da Silva, uma das professoras integrantes da equipe organizadora do evento, o Cine Consciência surgiu de uma conversa entre colegas da Unifra, e a constatação de que havia pouca iniciativa que visasse promover o diálogo entre as áreas. “Não existia algo que discutisse ética, ciência, economia e tecnologia, que valorizasse o conhecimento científico produzido na universidade, mas que proporcionasse que qualquer um pudesse ouvir, dialogar e contribuir”, relata a professora.

Mitieli conta que a ideia de relacionar o projeto com o cinema partiu do professor Huander Felipe Andreolla, e dessa sugestão inicial até o projeto final foi uma longa conversa, chamando colegas para colaborar, fazendo reuniões, escrevendo o projeto.

Segundo ela, os objetivos do projeto são proporcionar o diálogo entre as áreas, promover um espaço descontraído em que a ciência possa ser discutida e trazer contribuições de cada campo do saber para dialogar.
Sobre a importância de debater assuntos de diferentes áreas a partir de filmes, o professor Alexandre Maccari, pesquisador de História do Cinema, considera extremamente importante por que os filmes são ricos documentos que permitem reflexão e atingem um número interessante de pessoas e desperta o imaginário de quem assiste. “Tratar de temas com um viés acadêmico e científico torna bastante proveitoso o resultado e o conhecimento acerca de certas obras, como no caso de Crush, que trabalha temas importantes em nível social, e também ligados a problemáticas da atualidade, como racismo, xenofobia, preconceito contra a mulher. É fundamental pensar o filme como ponto de partida para essas discussões”, completa o professor.

Maccari acredita que projetos como esse, com um formato cineclubístico, são fundamentais para a discussão da sétima arte e também para pensar em como se deve atingir a população da cidade de uma forma geral.

Ele considera muito boa a escolha do filme, por possuir uma importância crítica, o qual venceu três Oscar, entre eles, o melhor filme. “Crush teve uma repercussão muito boa na época em que foi lançado, por tratar de temas muito difíceis, mais polêmicos, e isso permite que várias áreas do conhecimento possam discutir esse filme como objetivo de estudo”, afirma.