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Amarelaram?

A CONMEMBOL confirmou nas últimas semanas a realização da competição continental no Brasil, depois da desistência da Argentina e da impossibilidade da realização na Colômbia. A Copa América que iria ser disputada em 2020 nesses dois países teve que ser adiada por causa da pandemia do Covid-19. Os argentinos, com um considerável aumento no número de casos do vírus, acabaram desistindo. Já os colombianos, com uma grave crise social em seu país, também comunicaram que não estariam a disposição como sede. Com isso, a competição veio parar em território brasileiro.

Porém, mesmo com o brasileiro apaixonado por esse esporte tão maravilhoso que é o futebol, a repercussão foi extremamente negativa por parte dos torcedores, imprensa, comissões técnicas das seleções e até os próprios jogadores. Em meio a tudo isso, mais um escândalo dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) veio à tona para o público, Rogério Caboclo, presidente da Confederação, foi denunciado por assédio moral e assédio sexual a uma funcionária da instituição. O presidente foi afastado por 30 dias e as investigações seguem, um áudio gravado por essa própria funcionária confirma o assédio, Caboclo questionou a trabalhadora com perguntas inoportunas e desconfortáveis. O afastamento foi decidido pelo Conselho de Ética da CBF, que a existência até me surpreende, já que escândalos lá dentro têm sido comum nas últimas gestões.

A seleção brasileira entrou em campo na sexta-feira, contra o Equador, No Beira-Rio em Porto Alegre. Com gols de Richarlison e Neymar, a seleção garantiu mais uma vitória nas Eliminatórias para Copa 2022 no Catar. No mesmo dia, a notícia que espalhavam os jornalistas esportivos em seus programas em todas as emissoras e internet, era de um possível boicote da seleção à Copa América, os jogadores não queriam jogar, a comissão técnica também não, além de influenciar outros jogadores de outras seleções a fazerem a mesma coisa.

Em entrevista pós-jogo para a Rede Globo, o capitão Casemiro foi questionado sobre esse pensamento dos jogadores em relação a competição, o jogador foi enfático e afirmou que a imprensa já sabia do posicionamento deles e que todos estão unidos. O que deu a entender é que realmente ali existia um posicionamento e esse era algo grande, que poderia entrar para a história do futebol e da seleção brasileira, os jogadores iriam vir a público na terça-feira, depois do jogo contra o Paraguai, também pelas Eliminatórias.

O pensamento de todos era de desistência, pela primeira vez na história aconteceria algo assim, os jogadores sairiam como heróis para grande parte da população, mas será que esse era realmente o posicionamento deles?

Pois é, não era… Depois da vitória contra o Paraguai, fora de casa, os jogadores, aqueles mesmos que tinham um posicionamento, postaram em suas redes sociais um simples manifesto com suas opiniões.

Uma piada. Como se estivesse muito frio e os jogadores todos de jaquetas, quisessem sentir um pouco desse frio e tiraram as jaquetas por alguns minutos, mas logo colocaram novamente, pois estava muito frio e acabaram se congelando. Foi exatamente isso que aconteceu. O que não dá para entender, é se esse era o real posicionamento desde sempre e o capitão Casemiro foi infeliz na sua entrevista ou se existia algum outro pensamento e acabou sendo cortado. Esse manifesto tenta agradar a todos, mas acaba não agradando ninguém. Depois da confusão, depois da tormenta, depois de toda repercussão que aconteceu no país, esse “posicionamento”, se é que dá pra chamar assim, vem a público. Em nenhum momento quiserem tornar uma discussão política, algo que já é político. São contra a realização da competição, mas todos jogarão. Nunca dirão não à seleção brasileira, mas de certa forma dizem não ao povo brasileiro. Uma piada.

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A CONMEMBOL confirmou nas últimas semanas a realização da competição continental no Brasil, depois da desistência da Argentina e da impossibilidade da realização na Colômbia. A Copa América que iria ser disputada em 2020 nesses dois países teve que ser adiada por causa da pandemia do Covid-19. Os argentinos, com um considerável aumento no número de casos do vírus, acabaram desistindo. Já os colombianos, com uma grave crise social em seu país, também comunicaram que não estariam a disposição como sede. Com isso, a competição veio parar em território brasileiro.

Porém, mesmo com o brasileiro apaixonado por esse esporte tão maravilhoso que é o futebol, a repercussão foi extremamente negativa por parte dos torcedores, imprensa, comissões técnicas das seleções e até os próprios jogadores. Em meio a tudo isso, mais um escândalo dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) veio à tona para o público, Rogério Caboclo, presidente da Confederação, foi denunciado por assédio moral e assédio sexual a uma funcionária da instituição. O presidente foi afastado por 30 dias e as investigações seguem, um áudio gravado por essa própria funcionária confirma o assédio, Caboclo questionou a trabalhadora com perguntas inoportunas e desconfortáveis. O afastamento foi decidido pelo Conselho de Ética da CBF, que a existência até me surpreende, já que escândalos lá dentro têm sido comum nas últimas gestões.

A seleção brasileira entrou em campo na sexta-feira, contra o Equador, No Beira-Rio em Porto Alegre. Com gols de Richarlison e Neymar, a seleção garantiu mais uma vitória nas Eliminatórias para Copa 2022 no Catar. No mesmo dia, a notícia que espalhavam os jornalistas esportivos em seus programas em todas as emissoras e internet, era de um possível boicote da seleção à Copa América, os jogadores não queriam jogar, a comissão técnica também não, além de influenciar outros jogadores de outras seleções a fazerem a mesma coisa.

Em entrevista pós-jogo para a Rede Globo, o capitão Casemiro foi questionado sobre esse pensamento dos jogadores em relação a competição, o jogador foi enfático e afirmou que a imprensa já sabia do posicionamento deles e que todos estão unidos. O que deu a entender é que realmente ali existia um posicionamento e esse era algo grande, que poderia entrar para a história do futebol e da seleção brasileira, os jogadores iriam vir a público na terça-feira, depois do jogo contra o Paraguai, também pelas Eliminatórias.

O pensamento de todos era de desistência, pela primeira vez na história aconteceria algo assim, os jogadores sairiam como heróis para grande parte da população, mas será que esse era realmente o posicionamento deles?

Pois é, não era… Depois da vitória contra o Paraguai, fora de casa, os jogadores, aqueles mesmos que tinham um posicionamento, postaram em suas redes sociais um simples manifesto com suas opiniões.

Uma piada. Como se estivesse muito frio e os jogadores todos de jaquetas, quisessem sentir um pouco desse frio e tiraram as jaquetas por alguns minutos, mas logo colocaram novamente, pois estava muito frio e acabaram se congelando. Foi exatamente isso que aconteceu. O que não dá para entender, é se esse era o real posicionamento desde sempre e o capitão Casemiro foi infeliz na sua entrevista ou se existia algum outro pensamento e acabou sendo cortado. Esse manifesto tenta agradar a todos, mas acaba não agradando ninguém. Depois da confusão, depois da tormenta, depois de toda repercussão que aconteceu no país, esse “posicionamento”, se é que dá pra chamar assim, vem a público. Em nenhum momento quiserem tornar uma discussão política, algo que já é político. São contra a realização da competição, mas todos jogarão. Nunca dirão não à seleção brasileira, mas de certa forma dizem não ao povo brasileiro. Uma piada.