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O que acontece após o Covid?

Mesmo após a recuperação muitas pessoas que testaram positivo para o Covid podem estar convivendo com desconfortos e limitações decorrentes de sequelas da doença. Com o tempo, elas tendem a sumir, porém podem também se agravar, por isso, para aqueles que tiveram diagnóstico de Covid-19 é recomendado, sempre,  acompanhamento médico e  realização de exames específicos.

O pós-covid aumenta a possibilidade do paciente desenvolver transtornos psicológicos. getty images / juliana vitoria/Reprodução

Segundo estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), metade das pessoas diagnosticadas com Covid-19 apresentam sequelas que podem durar por mais de um ano. O estudo longitudinal, desenvolvido pela Fiocruz Minas, avaliou os efeitos da doença ao longo do tempo. Durante 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção  foram acompanhados e verificou-se que, desse total, 324, ou seja, 50,2%, tiveram sintomas após a infecção, classificado como Covid longa pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo foi publicado na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene

No total 23 sintomas foram  contabilizados, após o término da infecção.  Entre os relatos estão sequelas mais graves, como a trombose, diagnosticada em 20 pacientes, ou seja, 6,2% da população monitorada. A Fadiga, caracterizada por dificuldade em realizar atividades rotineiras e cansaço extremo,  é costantemente salientado pelos pacientes, relatada por 115 pessoas (35,6%). Entre as sequelas também foram mencionadas tosses persistentes (110; 34,0%), dificuldades para respirar (86; 26,5%), perda do olfato ou paladar (65; 20,1%) e dores de cabeça frequentes (56; 17,3%). Além disso, também chamam a atenção os transtornos mentais, como insônia (26; 8%), ansiedade (23; 7,1%) e tontura (18; 5,6%).

O sistema respiratório é geralmente o mais afetado após a contaminação por Covid-19. No entanto, diversas outras partes do corpo também podem sofrer complicações no pós-covid. Sequelas cardíacas, neurológicas e  psicológicas já foram identificadas, grande parte em pacientes de alta gravidade. As células e sistemas do organismo podem ser afetadas devido a ação hiper inflamatória viral. Por este motivo é muito importante conseguir identificar alterações para buscar tratamento.

Entre as sequelas pulmonares pacientes em quadros graves e comorbidades registraram lesões miocárdicas, fibrose cardíaca, arritmias e redução nas funções do coração. No sistema neurológico, a hiperinflação causada pelo Covid-19 apresentou em muitos pacientes um declínio cognitivo a longo prazo. Também foram evidenciados danos no sistema nervoso central e periférico, perda de memória, psicose e dificuldade de concentração. O pós-covid aumenta a possibilidade do paciente desenvolver ansiedade, depressão, alterações de humor e estresse pós-traumático. O que pode ser associado ao isolamento social e restrições.

Colaboração: Luiza Silveira

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Mesmo após a recuperação muitas pessoas que testaram positivo para o Covid podem estar convivendo com desconfortos e limitações decorrentes de sequelas da doença. Com o tempo, elas tendem a sumir, porém podem também se agravar, por isso, para aqueles que tiveram diagnóstico de Covid-19 é recomendado, sempre,  acompanhamento médico e  realização de exames específicos.

O pós-covid aumenta a possibilidade do paciente desenvolver transtornos psicológicos. getty images / juliana vitoria/Reprodução

Segundo estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), metade das pessoas diagnosticadas com Covid-19 apresentam sequelas que podem durar por mais de um ano. O estudo longitudinal, desenvolvido pela Fiocruz Minas, avaliou os efeitos da doença ao longo do tempo. Durante 14 meses, 646 pacientes que tiveram a infecção  foram acompanhados e verificou-se que, desse total, 324, ou seja, 50,2%, tiveram sintomas após a infecção, classificado como Covid longa pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo foi publicado na revista Transactions of The Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene

No total 23 sintomas foram  contabilizados, após o término da infecção.  Entre os relatos estão sequelas mais graves, como a trombose, diagnosticada em 20 pacientes, ou seja, 6,2% da população monitorada. A Fadiga, caracterizada por dificuldade em realizar atividades rotineiras e cansaço extremo,  é costantemente salientado pelos pacientes, relatada por 115 pessoas (35,6%). Entre as sequelas também foram mencionadas tosses persistentes (110; 34,0%), dificuldades para respirar (86; 26,5%), perda do olfato ou paladar (65; 20,1%) e dores de cabeça frequentes (56; 17,3%). Além disso, também chamam a atenção os transtornos mentais, como insônia (26; 8%), ansiedade (23; 7,1%) e tontura (18; 5,6%).

O sistema respiratório é geralmente o mais afetado após a contaminação por Covid-19. No entanto, diversas outras partes do corpo também podem sofrer complicações no pós-covid. Sequelas cardíacas, neurológicas e  psicológicas já foram identificadas, grande parte em pacientes de alta gravidade. As células e sistemas do organismo podem ser afetadas devido a ação hiper inflamatória viral. Por este motivo é muito importante conseguir identificar alterações para buscar tratamento.

Entre as sequelas pulmonares pacientes em quadros graves e comorbidades registraram lesões miocárdicas, fibrose cardíaca, arritmias e redução nas funções do coração. No sistema neurológico, a hiperinflação causada pelo Covid-19 apresentou em muitos pacientes um declínio cognitivo a longo prazo. Também foram evidenciados danos no sistema nervoso central e periférico, perda de memória, psicose e dificuldade de concentração. O pós-covid aumenta a possibilidade do paciente desenvolver ansiedade, depressão, alterações de humor e estresse pós-traumático. O que pode ser associado ao isolamento social e restrições.

Colaboração: Luiza Silveira