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Amanda de Paulo Ripe

Foto: Nicolas Economou/NurPhoto via Getty Images

Quem acompanha minimamente a Fórmula 1, com certeza já ouviu falar de Lando Norris, o jovem piloto da McLaren que se tornou campeão mundial em 2025. Lando entrou na F1 aos 19 anos, sendo um dos pilotos mais jovem do grid naquela época. Norris sempre teve um estilo autêntico que ia além das roupas modernas. Sempre chamou atenção por sua personalidade espontânea e cheia de humor, conhecido por ser o mais “baladeiro” entre todos. 

Na Fórmula 1, tudo acontece muito rápido e a pressão é extrema. Os pilotos têm desde cedo suas vidas expostas, os erros que cometem são capturados por câmeras e vistos por todo o mundo. Não é só um esporte comum. As equipes têm contratos milionários e muita expectativa em quem vai pilotar. Além disso, as comparações entre colegas de equipe acontecem o tempo todo. 

Lando demonstrava vulnerabilidade de forma humana. O “problema” é que essa forma de ser contrasta muito com o jeito sério e frio que muitos pilotos aprenderam a ter, tanto dentro quanto fora das pistas. Ele fugia do esperado. O atleta sempre comentava publicamente sobre a pressão que sentia, e demorou até conquistar seu lugar e seus títulos. Mas esse é um esporte de resultados, se você não traz bons resultados não pode continuar. 

Lando via seus adversários e companheiros vencendo, pontuando, subindo ao pódio… e ele? Sendo esmagado por críticas e cobranças. Ele não era um piloto ruim, mas tinha seu próprio tempo. Só que o ambiente do automobilismo é altamente competitivo, cheio de questionamentos por parte da mídia e dos fãs. Norris se viu submerso em estresse constante, medo e ansiedade.  

Soa familiar? 

Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images

Essa situação aconteceu com Norris, mas não está tão longe quanto a gente imagina. Esse cenário conversa com a realidade de muitos jovens brasileiros de 17 a 30 anos, que sofrem com a famosa sensação de estarem sempre atrasados. O receio de não ser bom o suficiente, de ter que entregar resultados perfeitos de forma constante, de não poder errar em hipótese alguma, e ao mesmo tempo, ser o que todos esperam que você seja.  

Esse tema virou assunto nas redes sociais, por tantos jovens descreverem o mesmo sentimento recorrente. As pesquisas feitas por uma empresa bancária canadense mostram que 53% da geração Z se sentem atrasados em suas próprias vidas. 

Para Lando, assim como para muitas pessoas, a pressão passou a não vir apenas do adversário, mas de si mesmo. Podemos não ser pilotos de Fórmula 1, mas temos responsabilidades que para nós podem ser pesadas. Escola, vestibular, faculdade, estágio, trabalho, família, vida social… tudo pesa, tudo nos faz sentir atrasados. Como se a vida tivesse um timing exato para cada coisa: aos 19 começar a faculdade – aos 24 se formar – aos 25 ter um bom emprego – comprar uma casa e um carro – se casar aos 26 – ter filhos aos 28 e aos 30 estar com tudo estável, resolvido e perfeito. 

Quando isso não sai exatamente como planejamos, a sensação de fracasso chega imediatamente. Lando via seus colegas conquistando títulos enquanto ele se dedicava e falhava. Em comparação, no cotidiano, vemos nosso primo da mesma idade se formando, outro amigo próximo se casando, a nossa amiga de infância tendo um filho… enquanto sentimos que estamos ficando para trás.  

Mas…ficando para trás do que? Como podemos estar atrasados em nossa própria trajetória? Nosso jovem astro da McLaren nos mostra que vida não é linear e não segue um padrão. Assim como a carreira de Lando não foi perfeita. Houve derrotas, incertezas, erros… O desenvolvimento leva tempo.  

No fim, depois de tantos altos e baixos, quem foi o Campeão Mundial da Fórmula 1 de 2025? Isso mesmo, Lando Norris! Mostrando a todos que a vitória não chega quando nós queremos, mas sim quando estamos prontos. A vitória vem no nosso próprio tempo, vem com dedicação. Não desistir já garante 50% das nossas chances. 

Clive Mason/Getty Images

Lando comentou diversas vezes sobre como lidou com a pressão, ansiedade e medo de que o afligiam:  “Entrando na Fórmula 1 aos 19 anos há muitos olhos voltados para você. Lidar com todo esse tipo de coisa me afetou bastante: ‘Se isso der errado, se eu sair na próxima sessão e não tiver um bom desempenho, o que vai acontecer? Qual será o resultado de tudo isso? Estarei na Fórmula 1 no ano que vem? O que farei, já que não sou muito bom em muitas outras coisas na vida?'” 

Segundo uma pesquisa feita pelo Estadão, 90% dos jovens da geração Z se sentem inseguros e ansiosos em relação ao seu futuro profissional. Aqui vemos que o que sentimos e pensamos não são experiências individuais, mas sim coletivas, e que ninguém está a frente ou atrás em sua própria vida. Sobre o assunto, Lando ainda complementou dizendo: “Além disso, me sentia deprimido a maior parte do tempo achando que, se tivesse um fim de semana ruim, não era bom o suficiente”. 

No final das contas, seja um piloto na maior categoria do mundo, um estudante de medicina, um lojista, um vestibulando…  todos enfrentamos desafios emocionais em nossa carreira e vida pessoal. Mas assim como Lando nos ensinou, não há nada errado em ser vulnerável, isso só nos torna humanos. Aliás, buscar ajuda psicológica auxilia nessa jornada e ajuda a carregar o peso invisível de nos sentirmos sempre atrasados. 

Foto: XPB Images

No último Grande Prêmio da Fórmula 1, dia 14 de junho, a velocidade e adrenalina tomaram conta da pista de Barcelona-Catalunha, marcando o final de semana com ultrapassagens, disputa entre companheiros de equipe, safety car virtual, e é claro, Lewis Hamilton brilhando no topo novamente. 

O circuito é famoso por ser utilizado para realizar os testes dos carros e motores, justamente por sua estrutura linear comparada a outras pistas. Por isso, os carros mais estáveis do grid costumam ter maior vantagem, fazendo com que esse circuito seja marcado por corridas mais cansativas e com pouca adrenalina. Mas dessa vez não foi assim.  

George Russel, piloto da Mercedes, largou em primeiro lugar, na esperança de manter a posição, seguido por Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes). No entanto, durante a corrida, os pits stop, as ultrapassagens e o safety car virtual (acionado por Alonso ter saído da pista) alteraram esta ordem. Hamilton assumiu a liderança, deixando as duas Mercedes para trás.  

Ambos os pilotos, Russel e Antonelli, disputavam incessantemente entre si, lutando pela segunda posição. Faltando apenas duas voltas para encerrar a corrida, Antonelli teve problemas com o carro e precisou abandonar a competição. O pódio ficou constituído por: 

1º – Lewis Hamilton (Ferrari) 

2º – George Russel (Mercedes) 

3º – Lando Norris (McLaren- atual campeão mundial) 

Foto: XPB Images

Quanto ao nosso brasileiro presente no grid, Gabriel Bortoleto, correndo pela Audi, largou em 12º lugar e chegou em 11º, mesmo com pequenos problemas técnicos não precisou abandonar a corrida, e quase conseguiu pontuar.   

Enquanto isso, Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1, após 2 anos sem vencer. O piloto também conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona, batendo o recorde de Michael Schumacher, pois ambos estavam empatados com 6 triunfos.  

Após períodos críticos com o desempenho de sua Ferrari, Lewis nunca havia ficado em primeiro lugar no pódio pela escuderia. Agora, tanto a Ferrari quanto Hamilton estão de volta ao pódio e aos holofotes do esporte, reerguendo a equipe e fazendo história.  

Infelizmente, durante esta corrida, Charles Leclerc, companheiro de equipe do 7 vezes campeão mundial, abandonou o carro nas voltas finais do GP, por um problema técnico na direção e não conseguiu pontuar.  

Mesmo assim, a equipe demonstrou estar forte este ano, se fazendo presente no pódio em 5 das 6 corridas de 2026. Presenciamos mais uma vez Hamilton brilhando, dessa vez com uniforme vermelho e emoção nos olhos. Será que Lewis entra com tudo na disputa por seu oitavo título mundial esse ano? 

Fotos: Foto: XPB Images

Acadêmicos de Jornalismo recebem egressa do curso, Manuela Fantinel.
Foto: Thine Feistauer/Labfem

No começo deste mês de junho, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) recebeu a visita de Manuela Fantinel, egressa do curso e profissional do grupo Globo. Manuela compartilhou com os acadêmicos momentos importantes de sua trajetória. A jornalista apresentou detalhes de sua carreira e histórias do seu percurso, com a frase de destaque “A carreira que eu não planejei, mas me trouxe até aqui”.

Ela conta que desde sempre teve em mente o desejo de experimentar todas as oportunidades disponíveis para descobrir o que gostaria ou não de seguir. Seu caminho foi marcado por pesquisas, projetos de poesia pela cidade de Santa Maria, freelances na rádio, participação na TV OVO, onde garantiu muito conhecimento na área de jornalismo audiovisual. Durante o caminho, se dedicou ao lançamento de um livro e trabalhou em agência de publicidade.

Com uma bagagem de experiencias, após terminar a faculdade, Manuela iniciou seus trabalhos em Goiânia, onde ficou por um ano. Iniciou como redatora em uma agência de conteúdo, produzindo textos sobre campanhas políticas, em seguida auxiliou em uma campanha da OAB em Goiás onde era social mídia e também redatora. A jornalista também fez participação na Jovem Pan, em um programa de rádio.

Retornando para o Rio Grande do Sul, agora com a uma nova oportunidade a sua frente, trabalhou na BTN – Brazilian Traffic Network como repórter aérea, fazendo boletim de trânsito na grande Porto Alegre.

Durante a pandemia, a jornalista tirou a DRT de radialista, atuando como Coordenadora e Comunicadora na Atlântida Norte Gaúcho. Procurando explorar as áreas do jornalismo, sempre se mostrou disposta a se expor a novos desafios que contribuiriam na sua carreira.

Foi quando a oportunidade de trabalhar na Globo surgiu. Ela mandou um currículo para trabalhar em vaga temporária no Big Brother Brasil, onde foi contratada por 6 meses. Com bom desempenho e dedicação, Manuela foi contratada oficialmente pela emissora. Hoje atua como Analista de Produtos Publicitários Sênior na área de Entretenimento da Globo, como Criação Publicitária de programas de Realities e Variedades. Nessa posição já atendeu clientes como Mercado Livre, Betano, Nestlé, Amstel, Mc Donald´s entre outros.

O futuro profissional pode dar um frio na barriga, mas caminhar com firmeza e nunca perder a própria essência são pontos essenciais para a trajetória. Manuela Fantinel, que já passou por isso, resumiu essa ideia ao final de sua palestra: “Você pode não saber para onde vai ou o que quer, e talvez não saiba mesmo, mas saber quem você é vai te ajudar a tomar decisões por si mesma ao longo da carreira.”

Manuela trouxe para os acadêmicos uma nova perspectiva de uma carreira promissora, ressaltando a importância de sonhar grande, acreditar em si mesmo, aproveitar as oportunidades e não ter medo de errar. Este momento serviu de inspiração e motivação para construir uma jornada cheia de bagagens e conhecimento.

Texto em parceria com a acadêmica de Jornalismo: Maria Eduarda de Castro.

Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Foto: Divulgação

No último final de semana, dias 11 e 12 de abril, o Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul voltou a ser palco de grandes disputas no automobilismo nacional. A cidade recebeu a abertura da temporada da NASCAR Brasil 2026, além das etapas da Copa Truck e Copa Hyundai HB20.  Após um período sem receber grandes competições nacionais, o circuito voltou a ganhar protagonismo ao sediar uma etapa de abertura de campeonato, incluindo ações como visitação aos boxes e o tradicional grid walk (caminhada no grid). 

A estrutura, aliada ao formato técnico da pista, favoreceu corridas dinâmicas e disputas constantes, reforçando o potencial do autódromo para seguir no calendário das principais categorias do automobilismo brasileiro, proporcionando ao público um espetáculo completo dentro e fora das pistas. A NASCAR Brasil abriu sua temporada com três momentos decisivos: a Sprint Race no sábado e duas corridas no domingo. 

Sábado de Sprint Race 

A corrida classificatória definiu o grid para a segunda prova do domingo e já indicou o rumo do campeonato. Os pilotos estavam animados em retornar à pista do Rio Grande do Sul e cheios de expectativa para o início da temporada. É tempo de pensar em estratégia e desempenho. Por isso a Sprint Race contou com disputas intensas principalmente entre os pilotos que se destacaram no final de semana, Vitor Genz, Arthur Gama e Thiago Camilo, resultando na liderança da equipe Full Time. 

O Pódio da Sprint ficou composto por:  

  • 1° lugar: Vitor Genz — Full Time (Ford Mustang #46) 
  • 2° lugar: Arthur Gama — Cavaleiro Sports (Chevrolet Camaro #9) 
  • 3° lugar: Thiago Camilo — Full Time (Ford Mustang #21) 
Foto: Duda Bairros / SiGCom

Domingo de definições

A primeira corrida do domingo foi marcada por uma leve chuva, que causou incidentes e intervenções do Safety Car na pista, o que misturou o grid e abriu espaço para rápidas mudanças na liderança. A largada foi agitada, com toques e rodadas do pelotão intermediário e, mesmo com chuva e arquibancada aberta, o público não desanimou.

O piloto da Full Time, Thiago Camilo, aproveitou os momentos de instabilidade para assumir a liderança e garantir a vitória. 

O pódio ficou constituído por: 

  1. Thiago Camilo — Full Time  
  1. Vitor Genz — Full Time
  1. Nicolas Costa  — AMattheis Vogel. 

A corrida principal foi a mais acirrada do fim de semana, com ritmo intenso do início ao fim. Brigas diretas pela liderança agitaram as arquibancadas, além da alternância constante entre os principais nomes da categoria pelas primeiras posições, entre Vitor Genz e Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport). Pela parte da tarde a chuva não voltou e o sol estava ameno, o que ocasionou um clima perfeito para os pilotos e torcedores.  

Casagrande se destacou na fase final da prova, assumindo a ponta e garantindo a vitória na corrida principal do fim de semana. Porém, logo depois foi penalizado por seu carro não atingir o peso mínimo conforme o regulamento técnico da categoria. Com a desclassificação, a vitória ficou com Vitor Genz. 

O pódio geral da corrida contou com: 

  1- Vitor Genz — Full Time  

  2-Nicolas Costa — AMattheis Vogel  

  3- Thiago Camilo — Full Time 

O grid walk de domingo aproximou o público das pistas. Imagem: divulgação.

A divisão Challenge da NASCAR Brasil teve participação ativa no grid, com disputas internas relevantes ao longo das corridas. O destaque da etapa foi Witold Ramasauskas, da equipe Team RCque garantiu a liderança geral com desempenho consistente ao longo das corridas. O pódio da etapa foi completo por Alfredinho Ibiapina, pela Full Time Sports, e Dudu Castroneves, da Pole Motorsport. Ao longo do fim de semana, Ibiapina chegou a se destacar na pista, mas acabou perdendo posições após punição, evidenciando o papel fundamental das decisões dos comissários na definição final dos resultados.

Copa Truck e Super Truck Pro também movimentaram o fim de semana

A Copa Truck também integrou o cronograma do fim de semana, com duas corridas no domingo e forte presença de público. As provas, realizadas no domingo, foram marcadas pelo equilíbrio entre as classes Pro e Elite, com caminhões lado a lado em diversos momentos e disputas físicas ao longo de todo o pelotão. 

Na categoria principal, a Super Truck Pro, o formato com duas corridas na etapa resultou em vencedores diferentes. Beto Monteiro, da equipe R9 Competições, venceu uma das provas, após se destacar em meio a disputas intensas nas primeiras posições, mantendo ritmo consistente e aproveitando as oportunidades ao longo da corrida. Já André Marques, da equipe AM Motorsport, garantiu a vitória na outra corrida do dia, em uma prova marcada por trocas de posição e pressão constante entre os líderes. 

As corridas da Pro foram caracterizadas por disputas físicas, com aproximações frequentes e tentativas de ultrapassagem em pontos estratégicos do circuito, exigindo controle dos pilotos para evitar contatos mais fortes, característica da categoria.

Na categoria Elite, o destaque foi Diogo Moscato, da Scuderia Chiarelli, que conquistou a vitória após uma corrida consistente e bem administrada. O piloto se manteve entre os primeiros colocados desde o início e assumiu a liderança em momento decisivo, segurando a pressão dos adversários nas voltas finais. 

O pódio da Elite foi completo por adversários diretos que protagonizaram disputas ao longo da prova, com trocas de posição e aproximações constantes, evidenciando o equilíbrio da categoria. Assim como na NASCAR, o fim de semana da Copa Truck foi marcado por corridas movimentadas, poucos momentos de respiro e um alto nível de competitividade entre os pilotos. 

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Veículo de Hugo Cibien competindo nas pistas pela equipe Vanucci Racing. Foto: Vanderley Soares

Já a Copa Hyundai HB20 completou a programação com duas corridas marcadas por intervenções do safety car. No sábado, com grid invertido, a Corrida 1 teve mudanças na liderança após incidentes e óleo na pista, o que encurtou a prova e definiu a vitória geral de Lucas Bornemann, seguido por Victor Guerin e André Bragantini Jr. No domingo, diante de um grid cheio, Bernardo Cardoso venceu na PRO após ultrapassagem decisiva, enquanto Bê Tambasco liderou na Elite. As corridas mantiveram alto nível de competitividade entre as categorias ao longo do fim de semana.

Com isso, a expectativa do público é que no próximo ano possamos receber novamente em nossas pistas do Sul a NASCAR Brasil, contando também com a Copa Truck e Copa Hyundai HB20.

 Foto: Pixabay

O Outono teve início no último dia 20 de março, e os primeiros dias da nova estação foram marcados pela transição de um clima ameno para o El Niño, de acordo com o IRGA (Instituto Rio Grandense de Arroz). Ou seja, isto explica as temperaturas acima da média e chuvas esparsas e irregulares do fim de março e começo de abril. Este fenômeno é causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, influenciando o clima em diversas regiões do mundo, alternando padrões de chuva e temperatura. O efeito climático irá se desenvolver ao longo do Outono e sua influência aumentará na segunda metade da estação.

No mês de abril e maio espera-se mais irregularidade, assim a tendência segue sendo de temperaturas acima da média, aumentando a quantidade de chuvas na região Sul. Por conta destes efeitos climáticos há riscos de enchentes em áreas da região. De acordo com a meteorologista Jossana Ceolin, em declaração ao IRGA, nas primeiras semanas de abril uma área de baixa pressão vinda da Argentina se aproximou da região Sul, o que resultou em instabilidade, tempo fechado e temporais.

A semana após a Páscoa começou com chuva e o alerta para temporais isolados segue. A instabilidade dos últimos dias perde a força entre quinta (9) e sexta (10), dando lugar ao retorno do sol. No sábado (11), o tempo firme predomina, mas o céu ainda deve permanecer mais fechado ao longo do dia. Já no domingo (12), uma nova frente fria avança e volta a trazer chuvas ao estado.
Os acumulados nos próximos dias devem variar entre 30mm e 90mm, com temperaturas variando entre 15°C e 30°C ao longo do mês.

Segundo semestre deve ser de chuva

Chuva forte em lavoura de milho | Crédito: shutterstock

Imagem: Shutterstock

A previsão é de que este novo El Niño Costeiro se intensifique durante os próximos meses, podendo ter efeitos fortes no segundo semestre de 2026. Uma das áreas mais impactadas pelas mudanças meteorológicas é a agricultura. No Rio Grande do Sul muitas lavouras de soja foram afetadas pelo clima irregular de janeiro e fevereiro, e para os próximos meses de outono o alerta aos produtores de arroz segue vigente.

O IRGA recomenda que a colheita seja feita assim que as plantações já estejam prontas, para evitar a perda da safra ameaçada pela instabilidade das chuvas. Simultaneamente, meteorologistas aconselham aos donos das plantações para que fiquem atentos as previsões do tempo e condições climáticas de forma contínua, assim poderão ter uma colheita proveitosa.

Neste trimestre haverão poucos períodos secos, por isso a orientação aos produtores é que realizem a preparação do solo logo após finalizar a colheita.

Colaboração: Acadêmica de Jornalismo Maria Eduarda de Castro