










A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).
A Universidade Franciscana (UFN) realiza, entre os dias 27 e 29 de abril, a 4ª Mostra da Extensão. O evento tem como objetivo valorizar e dar visibilidade às ações extensionistas desenvolvidas por acadêmicos e professores, reforçando a relação entre universidade e comunidade. A temática deste ano é “Aprendizagem e serviço solidário”.
A Mostra se consolida como um espaço de troca de experiências e compartilhamento de conhecimento, evidenciando o papel da extensão universitária na formação dos estudantes por meio de práticas aplicadas e do contato com a comunidade.
As inscrições para participação seguem abertas até esta sexta-feira, dia 24 de abril, e são gratuitas para toda a comunidade. Os participantes inscritos recebem certificado de 20 horas de Atividades Complementares de Curso (ACC).
A programação conta com uma série de atividades ao longo dos três dias. Entre os destaques, está a exposição fotográfica dos projetos de extensão, que busca retratar, por meio de imagens, as experiências vividas pelos acadêmicos nos diferentes contextos de atuação. Também integra a programação o fórum de estudantes extensionistas, que contará com a participação de cinco egressos da Universidade, promovendo a troca de experiências e trajetórias.
Além disso, o evento inclui rodas temáticas por territórios, o painel “Experiência, aprendizagem e serviço solidário”, com o gerente de extensão universitária e aprendizagem-serviço da PUC/PR, Rodrigo de Andrade, e o consultor da Política de Extensão da UFN, Adriano Hertzog Vieira, e a mostra de vivências do PET-Saúde Equidade.
O curso de Jornalismo também participa da programação. No dia 29 de abril, das 14h às 18h, os acadêmicos apresentam o projeto “Entre Vozes e Olhares”, desenvolvido na disciplina de Comunicação Comunitária, ministrada pela professora Laura Fabrício. A iniciativa foi realizada junto à Escola Municipal de Ensino Fundamental Aracy Barreto, a partir de ações construídas pelos estudantes ao longo de dois semestres, com foco na aproximação entre universidade e comunidade escolar. Além disso, o curso também apresenta o projeto de extensão “Nave de Histórias”, um podcast inicialmente desenvolvido na disciplina de Áudio para Mídias Digitais, sob orientação da professora Neli Mombelli.
Ao longo da quarta-feira, 29 de abril, também ocorre a mostra dos projetos integradores, projetos extensionistas e programas de extensão, ampliando a visibilidade das ações desenvolvidas na instituição.
A programação completa e mais informações sobre o evento podem ser acessadas no site da UFN.
27 de abril (segunda-feira)
• Abertura oficial da 4ª Mostra da Extensão
• Exposição fotográfica dos projetos de extensão
• Fórum dos estudantes extensionistas
28 de abril (terça-feira)
• Rodas temáticas por territórios
• Painel “Experiência, aprendizagem e serviço solidário”
• Mostra de vivências do PET-Saúde Equidade
29 de abril (quarta-feira)
• Mostra de projetos integradores, projetos extensionistas e programas de extensão
• Apresentações de projetos ao longo do dia
• Participação do curso de Jornalismo com o projeto “Entre Vozes e Olhares”, das 14h às 18h

A Universidade Franciscana realizou, entre os dias 13 e 16 de abril, a VI International Week, evento que teve como objetivo fortalecer a internacionalização da instituição por meio da integração entre acadêmicos, professores, técnicos e comunidade externa. Com o tema “Experiências em um mundo interconectado”, a programação contou com diversas atividades voltadas à troca de conhecimentos, vivências acadêmicas e culturais.
A International Week já se consolidou como um importante espaço dentro da universidade para promover o diálogo intercultural e incentivar a mobilidade acadêmica. A iniciativa busca aproximar os estudantes de diferentes realidades globais, além de estimular o interesse por experiências internacionais durante a formação universitária. Ao longo da programação, foram promovidos encontros com convidados e momentos de troca que possibilitaram o contato com diferentes perspectivas acadêmicas e culturais, ampliando a compreensão dos participantes sobre o cenário global.
Ao longo da semana, os cursos promoveram atividades como palestras, rodas de conversa e relatos de experiências internacionais. A proposta foi ampliar o olhar dos acadêmicos sobre as possibilidades de intercâmbio e o contato com diferentes culturas e formas de ensino.

No curso de Jornalismo, a programação contou com um bate-papo com o acadêmico Nelson Bonfill, que compartilhou sua experiência de intercâmbio em Portugal durante o primeiro semestre de 2025. Durante o encontro, Nelson apresentou aspectos culturais, acadêmicos e pessoais vividos no período fora do país.
O estudante relatou que, na instituição em que estudou, o curso não era denominado Jornalismo, mas sim Ciências da Comunicação, abrangendo áreas como jornalismo, publicidade e propaganda e relações públicas, com duração de três anos. Entre as disciplinas cursadas, destacou a cadeira de Retórica como sua favorita, ministrada pelo professor Paulo Serra, autor do livro Manual de Teoria da Comunicação (2007), obra já mencionada em aulas do curso de Jornalismo da UFN.

Entre os pontos discutidos, Nelson destacou diferenças na relação entre professores e alunos. Segundo ele, no contexto português, o vínculo tende a ser mais distante em comparação ao ambiente acadêmico da UFN. Também comentou sobre o processo de adaptação à cultura local, incluindo a alimentação, mencionando a dificuldade de ficar longe de costumes como o churrasco gaúcho.
A experiência internacional também trouxe reflexões pessoais. Nelson afirmou que a vivência no exterior contribuiu para valorizar ainda mais o Rio Grande do Sul. Apesar de considerar importante conhecer novas culturas, relatou que não pretende morar novamente fora do país, mas deseja continuar conhecendo outros lugares.
Durante o encontro, também foi reforçado que acadêmicos do curso de Jornalismo da UFN têm a oportunidade de realizar intercâmbios para países como Chile, Portugal, França, Espanha e Colômbia.

Durante o bate-papo, os acadêmicos aproveitaram o momento para tirar suas dúvidas. Para o acadêmico Nicolas de Rossi a conversa contribuiu para ampliar a compreensão sobre a formação na área: “A conversa com o Nelson foi muito interessante, porque ajudou a entender melhor como funciona a formação em outro país e as diferenças no ensino. Acho que ouvir esse tipo de relato faz a gente refletir mais sobre o nosso próprio curso e também pensar nas possibilidades de intercâmbio, entendendo melhor tanto os desafios quanto as oportunidades dessa experiência.” Ele também destacou a importância de conhecer tanto os pontos positivos quanto os desafios da experiência internacional.

Já o estudante Isaac Brum Dias ressaltou o impacto motivacional do encontro: “Acredito que o bate-papo tenha sido extremamente proveitoso porque muitos alunos têm interesse em realizar intercâmbios, mas a insegurança sobre a adaptação a um novo local pode ser uma barreira. O relato de experiência é fundamental para motivar o aluno a buscar esse desafio.”

Nos dias 7 e 8 de abril, o Hall do prédio 15 da Universidade Franciscana (UFN) recebeu mais uma edição do Garimpo da Moda, evento promovido pelo curso de Design de Moda que, em 2026, celebra 10 anos. A iniciativa reuniu toda a comunidade acadêmica com o objetivo de promover a circulação de roupas e acessórios, incentivando o reaproveitamento de peças e práticas mais conscientes de consumo.

A professora do curso de moda Carol Colpo, responsável pela organização do evento, participou da primeira edição ainda como monitora da Teciteca, laboratório que atualmente coordena e que está à frente do Garimpo. Para ela, acompanhar essa trajetória torna a edição comemorativa ainda mais significativa. “A primeira edição, há dez anos, foi organizada com muito carinho, ainda quando eu era aluna, junto com a professora Elza. A ideia era criar um momento para fazer a moda circular, para que as alunas pudessem trocar peças e acessórios. Hoje, eu sinto a mesma ansiedade daquela época, então pra mim está sendo muito especial ver o quanto o Garimpo cresceu e se consolidou”, destaca.

A 10º edição apresentou crescimento no número de participantes. Ao todo, foram 12 estandes a mais em relação às edições anteriores, ampliando a diversidade de estilos, peças e perfis de expositores. Mesmo com as condições climáticas desfavoráveis durante os dias de garimpo, o evento registrou boa circulação de público e resultados positivos nas vendas.
Segundo Carol, o Garimpo também se relaciona com o conceito de economia circular, buscando alternativas para reduzir os impactos ambientais da indústria têxtil.“A gente tenta usar a expressão de moda circular, porque falar em sustentabilidade dentro de uma sociedade extremamente capitalista pode ser até contraditório. Então, trabalhar por meio da economia circular é uma das principais ferramentas para reduzir esses danos, além de promover também um aspecto social, já que aqui as pessoas trocam experiências e vivências”, explica.
Outro destaque do evento é a participação de alunos de diferentes cursos da universidade. A estudante do 2º semestre de Psicologia, Lavinia Trindade, é um exemplo dessa integração e utilizou o espaço para divulgar seu trabalho com a marca Lavi Doceria.

Além da venda de roupas, Lavinia comercializou doces artesanais, principalmente trufas e cookies, que já fazem parte do seu dia a dia dentro da universidade. Segundo a acadêmica, a participação no Garimpo contribuiu para aumentar a visibilidade do seu negócio. “O pessoal vem, olha as roupas, já compra trufa, e aí eu vou mostrando os docinhos. Deu um bom dinheiro nesses dois dias e já tive novos seguidores”.

O aluno César Augusto, do curso de Design de Moda, participou pela segunda vez e, diferente da maioria dos expositores, aproveitou o Garimpo para divulgar e vender peças da sua própria marca, a Cavi Boy que é inspirada em suas vivências no Amazonas venezuelano. A marca carrega referências culturais e pessoais em suas criações. “É uma experiência muito boa porque o pessoal conhece, começa a seguir as redes sociais, perguntam sobre os produtos. É uma forma de conhecerem a minha marca aqui na cidade”, afirma César.

Ao completar uma década, o Garimpo da Moda se consolida dentro da Universidade Franciscana, reunindo um número crescente de participantes e ampliando as possibilidades de atuação para além do curso de Design de Moda. Mais do que a venda de peças, o evento se firma como um espaço de experiências, visibilidade e troca entre estudantes e comunidade, acompanhando as transformações no modo de consumir moda e reforçando a importância da circulação de roupas como alternativa dentro de um cenário marcado pelo consumo acelerado.
Imagens: Thine Feistauer e Aryane Machado/ LABFEM






Morre um homem que não tinha nada, mas carregava tudo.
José Mujica ou apenas Pepe, como o mundo o conhecia, não deixou fortunas, palácios, nem herdeiros políticos ambiciosos. Deixou uma cadeira de madeira na varanda de sua chácara, um fusca azul envelhecido pelo tempo e um silêncio que grita nas esquinas do Uruguai (e da América Latina).
Não usava palavras difíceis, mas fazia a verdade parecer simples. Talvez por isso a sua morte doa tanto, porque nos lembra que é possível ser honesto em voz alta. E agora essa voz se calou. Pepe viveu com os pés no barro e o coração na utopia. Lutou, apanhou, foi preso, resistiu. E mesmo depois de tudo, não falou com rancor. Falou com esperança. Uma esperança que hoje parece sentar sozinha na cadeira vazia do quintal, à sombra da sequoia onde Manuela descansa.

Manuela, sua cadelinha de três patas, atropelada por um trator que o próprio Mujica dirigia em um acidente que só aumentou o elo entre os dois.
A cachorrinha acompanhou o ex-presidente por mais de duas décadas, em atos oficiais, entrevistas, manhãs de trabalho na chácara e tardes de silêncio. Dormia ao lado da cama dele, sentia quando ele ia viajar e festejava sua volta com uma alegria que só os animais conhecem. Foi, nas palavras de Pepe, “a integrante mais fiel” do seu governo. E agora, segundo o próprio desejo do ex-presidente, será com ela que ele descansará, com suas cinzas espalhadas sob a mesma árvore onde ela foi enterrada.
Mujica sabia há meses que o fim estava próximo. Em janeiro, anunciou que não seguiria com o tratamento contra o câncer que havia se espalhado pelo fígado. Pediu aos médicos que não o fizessem sofrer em vão. Pediu à vida apenas o tempo suficiente para se despedir da terra, das ideias, e talvez também da utopia.
Sua morte, no dia 13 de maio de 2025, aos 89 anos, não é apenas o adeus de um ex-presidente. É o fim simbólico de uma era em que ainda se acreditava que política podia rimar com ética, que revolução podia calçar alpargatas, e que a coragem podia andar de mãos dadas com a ternura.
Milhares foram às ruas de Montevidéu para se despedir. Não apenas de um líder, mas de um modo de estar no mundo, com menos vaidade, menos ruído, menos pressa.

O que nos resta é continuar, talvez com menos romantismo, mas com mais urgência. Porque se Pepe ensinou algo, é que não há tempo a perder com ódio, consumo desgovernado ou ambição vazia.
O mundo ficou mais barulhento sem a tua calma.
E um pouco mais triste, agora que a cadeira do quintal está vazio, mas ainda há passos leves de uma cadelinha ao seu lado.
Hasta siempre, Pepe.

Entre idas e vindas, Santa Maria é conhecida por ser uma cidade universitária que forma acadêmicos em instituições de ensino e capacita-os para ingressar no mercado de trabalho após a entrega do diploma. A cidade recebe interessados em começar o ensino superior que moram em cidades vizinhas, na região sul e em outros estados. Entretanto, apenas a qualidade de ensino é ressaltada quando estes jovens se formam e decidem como irão seguir com suas carreiras. A ideia de permanecer e trabalhar na cidade é percebida em poucas falas quando o tema “futuro” é colocado em pauta.
Para os que permanecem na cidade, a tendência explorada é a capacitação para aprimorar conhecimento e se tornarem aptos para buscar empregos com salários mais altos. Para os que partem, a busca por oportunidades surge com a mudança de ares, explorando lugares e empresas que Santa Maria ainda não possui. O empreendedorismo surge como uma terceira via para aqueles que querem se diferenciar daqueles que fazem parte do mesmo mercado de trabalho. A seguir você confere três perspectivas diferentes de profissionais que compartilham suas experiências e percepções sobre a vida acadêmica e profissional em Santa Maria.
O Desafio do Mercado

Francinny Nunes, publicitária de 27 anos, natural de Quaraí, escolheu Santa Maria em 2015 pela proximidade de sua cidade natal e pela qualidade do ensino da Universidade Franciscana (UFN). Após um ano e meio de formada, sua perspectiva mudou drasticamente com a pandemia. “Faltam empregos e um plano de carreira para quem se forma em Comunicação. Santa Maria parece ter um prazo de validade para os estudantes. A maioria acaba indo embora assim que se formam, pois o mercado é limitado”, afirma Francinny.
Ela destaca que as oportunidades e salários como pessoa jurídica são muito melhores fora da cidade. Mesmo com os desafios impostos pela pandemia, a área de comunicação permanece pouco explorada em Santa Maria, onde muitos empreendimentos focam no marketing digital e em serviços terceirizados, como produção de eventos.
A publicitária recorda que, em 2015, as opções eram escassas: “Era Santa Maria ou Porto Alegre. Optei por Santa Maria por ser mais perto e porque passei de primeira no vestibular. O plano de estudo da UFN era ótimo, e jamais trocaria isso”. No entanto, após a formatura, as circunstâncias mudaram. “Permaneci em Santa Maria por um ano e meio, mas com a pandemia, pedi demissão e voltei para Quaraí, onde trabalho como PJ (pessoa jurídica) até hoje.”
Quando questionada sobre o que poderia tê-la feito ficar, ela responde: “Talvez se o mercado da comunicação fosse maior e mais valorizado, eu teria mudado de ideia. O que ganho como PJ hoje, jamais ganharia como CLT em Santa Maria”.
Ela ainda observa que a cidade não está preparada para a quantidade de estudantes que se formam anualmente. “Falta emprego, plano de carreira, entretenimento e cultura. Esse foi um dos pilares que me fez ir embora durante a pandemia e não querer voltar mais.”
A busca por pertencimento

Ana Paula Devitte Fontes, psicóloga de 28 anos, mudou-se para Santa Maria após o ensino médio, com o objetivo de cursar Psicologia na UFN. Após a formatura, em 2019, a pandemia complicou suas chances de emprego e ela retornou para Uruguaiana. “Acredito que sempre vi Santa Maria como um lugar transitório. Se tivesse encontrado melhores oportunidades, poderia ter permanecido mais tempo. A falta de um sentimento de pertencimento contribuiu para minha decisão de sair”, revela Ana Paula.
De acordo com o IBGE, com base nos dados coletados no Censo em 2022, Santa Maria tem a população jovem como dominante no município. Cerca de 22.869 dos habitantes têm a faixa etária de 20 a 24 anos.

A visão do comércio Santa-mariense

A evasão de jovens universitários em Santa Maria é considerada um fenômeno normal para Ademir José da Costa, presidente do Sindilojas região central. Ele destaca que em uma cidade, que possui 2 universidades e 8 faculdades, com uma população universitária significativa, a retenção de jovens formados representa um desafio constante. “A retenção não vai ocorrer muito. Sabemos que se a gente pudesse reter aqui metade dos jovens que formam, a cidade daria um pulo de qualidade, mas a gente não consegue. Então, é normal essa situação da juventude buscar outros voos.”, ressalta o empresário.
A preparação inadequada dos estudantes no ensino médio e na graduação contribui para essa evasão: “As universidades têm que formar gente olhando para o lado mais técnico. De maneira geral, as universidades estão formando gente para ser focada em concursos públicos. Isso tem que mudar. A cabeça das universidades tem que gerar empreendedores.”, afirma Ademir. Outro aspecto abordado é o imediatismo: “Os jovens, hoje em dia, buscam resultados rápidos sem ter paciência para esperar que seu negócio tenha êxito.” Ainda de acordo com ele, em Santa Maria, 80% dos empregos são gerados pelo comércio e serviços, limitando a oferta de salários mais altos, uma vez que a matriz industrial da cidade é pequena. Ele acredita que a retenção dos recém-formados depende da capacidade dos jovens de identificar setores promissores: “O jovem precisa pesquisar os setores que estão gerando mais oportunidades hoje, olhando para o futuro, pensando se o mercado não irá saturar de tudo isso.” Ele cita a informática e a tecnologia como áreas em alta, dada a crescente automação nas empresas. “Todos aqueles serviços que são possíveis de serem feitos por máquinas que facilitam a vida do ser humano vão estar sempre em tendência.”, afirma Ademir.
Atualmente, Santa Maria conta com cerca de 74 mil empregos privados, dos quais aproximadamente 45 mil são gerados pelo comércio e serviços. Ademir reconhece que isso traz desafios para a geração de empregos de qualidade. “Nesse sentido, a gente tem um problema da geração do emprego e da retenção das pessoas. As pessoas se graduam e querem trabalhar naquela área, sabe? Mas nem todos os cursos que têm em Santa Maria mantêm essas ofertas de emprego para todo mundo.”
Para Ademir, a retenção de jovens em Santa Maria não depende apenas de um ambiente econômico mais favorável, mas também de uma transformação na educação que prepare os estudantes para um mercado em constante evolução. A mudança de mentalidade e a busca por novas oportunidades podem ser o caminho para que a cidade não apenas retenha seus talentos, mas também prospere.
Desafios de uma profissional em busca de crescimento

Franciele de Oliveira é assistente financeira e tem 30 anos. Formada em Administração desde 2018, na Faculdade Integrada de Santa Maria (FISMA), veio de Formigueiro em busca de oportunidades. Embora tenha se adaptado à vida na cidade, ela também sentiu falta de oportunidades para os formados em sua área. “Profissionalmente, trocaria de cidade sem pensar duas vezes. Santa Maria parou no tempo. O mercado é escasso e as oportunidades são limitadas. O custo de vida alto torna a situação ainda mais complicada”, afirma. Segundo o site Expatistan, que calcula o custo de vida nas cidades do mundo, o custo mensal para uma única pessoa morar em Santa Maria é o valor de R$3.257,00. Apesar do aumento salarial anunciado em 2024, passando para R$1.412,00, a inexistência dos planos de carreira se torna um dos fatores para escolher sair da cidade, assim como a falta de benefícios oferecidos pelas empresas, como vale alimentação e plano de saúde.
Para Franciele, o empreendedorismo pode ser uma saída, mas enfrenta desafios como a alta concorrência e os custos iniciais elevados. “Faltam empresas que fomentem o crescimento profissional na cidade. O distrito industrial, que poderia ser uma solução, está subutilizado”, ressalta Franciele. Entre os assuntos citados pelos candidatos à prefeitura de Santa Maria nas eleições municipais de 2024, o apoio ao Distrito Industrial surge para atrair eleitores que criticam o descaso com o distrito, sendo um dos geradores de emprego da cidade.
Empreender pode ser uma via?

A vontade de sair de Santa Maria é um tema comum nas conversas dos jovens sobre o mercado de trabalho. Mateus Frozza, professor e coordenador do curso de Administração na Universidade Franciscana, além de mestre em Ciências Econômicas, ressalta que a cidade enfrenta um grande desafio para manter seus formandos. Segundo ele, há muitas oportunidades fora de Santa Maria. “Formamos muitos profissionais mas, com tantas opções disponíveis em outros lugares, é natural que os jovens queiram buscar novos caminhos”, explica.
Frozza observa que muitos recém-formados parecem descompromissados com as exigências do mercado, buscando flexibilidade e qualidade de vida em vez de empregos que exigem mais dedicação. “O que as empresas esperam são profissionais que valorizem a responsabilidade e o cumprimento de horários. Essa desconexão entre o que os jovens querem e o que o mercado oferece é uma barreira”. Enfatiza a importância de reconhecer as diversas oportunidades que surgem em torno das indústrias e serviços em Santa Maria, como contabilidade, marketing e finanças, áreas que ainda precisam de profissionais qualificados.
Além disso, o professor sugere que o empreendedorismo pode ser uma saída viável para aqueles que não se veem inseridos nas profissões tradicionais. “Se os jovens olharem para o que está sendo demandado, como a criação de conteúdo e serviços digitais, poderão encontrar caminhos promissores”, analisa. Ele argumenta que, assim como a diferenciação de produtos no mercado, os profissionais também devem se destacar em suas áreas para garantir sua relevância.
Frozza destaca que a cidade, com suas universidades e instituições de ensino, tem um potencial incrível para formar líderes e inovadores. “Os jovens precisam enxergar que a educação vai além do diploma; é uma ferramenta para se tornarem agentes de mudança em Santa Maria”. Para ele, criar um ambiente de colaboração entre estudantes, empresários e instituições pode ser a chave para revitalizar a economia local e manter os talentos na região.
Assim, para o professor, manter os jovens em Santa Maria vai além de apenas oferecer empregos. É uma oportunidade de mudar a forma de pensar e de se preparar para o mercado. Estar disposto a buscar novas chances e a inovar pode realmente ajudar a cidade a se desenvolver. Se os jovens se dedicarem a isso, Santa Maria não só poderá reter seus talentos, mas também crescer e ter um futuro mais promissor.
Entre permanência e partida

Uma pesquisa exploratória realizada por nossa equipe de reportagem revelou aspectos importantes sobre a intenção de permanência de universitários em Santa Maria após a graduação. De 43 entrevistados, 70% não são naturais da cidade e vieram para cursar o ensino superior. No entanto, 24 desses estudantes afirmaram não ter planos de permanecer no município após se formarem, enquanto outros 19 estudantes responderam que pretendem continuar em Santa Maria.
Entre os motivos mais citados pelos que desejam deixar a cidade, destacam-se a falta de oportunidades para desenvolvimento profissional e a ausência de mercado de trabalho em diversas áreas. Um dos participantes ressaltou que, apesar das boas opções de ensino, “as condições para o desenvolvimento pós-graduação são limitadas e as áreas de trabalho estão ficando escassas”. A pesquisa questionou o que teria que mudar para que os jovens permanecessem na cidade: a necessidade de mais cursos de pós-graduação, maior número de oportunidades de emprego e incentivo ao empreendedorismo tiveram destaque entre as respostas. Também foram citadas melhorias no transporte público, condições mais acessíveis para jovens inexperientes e ajustes nos valores de serviços. “Seria necessário que a cidade se desenvolvesse em áreas socioculturais e abrisse mais espaços para a juventude”, afirmou outro participante.
Por outro lado, o questionário também apontou os motivos daqueles que planejam permanecer em Santa Maria após a formatura. Para muitos, a cidade oferece condições favoráveis e uma estrutura que outras localidades, especialmente interioranas, não conseguem proporcionar. Um dos participantes comentou que Santa Maria é uma cidade “que proporciona oportunidades melhores, mesmo com muitos profissionais na minha área, é uma cidade que ‘abraça’ todos”. Ele destacou que, em comparação com sua cidade natal, o município é mais desenvolvido e oferece melhores condições de vida.
Outros estudantes mencionaram a variedade de opções de entretenimento, comércio e lazer. “Aqui tem mais atrativos não só na área de trabalho, mas em outros aspectos, como entretenimento e lazer”, comentou um entrevistado. Outro participante reforçou a vantagem do custo de vida na cidade, mencionando que “Santa Maria possui um potencial grande e um custo de vida bom para os padrões atuais”. Para alguns, o desejo de permanecer está ligado ao fato de já estarem bem adaptados à vida na cidade. “Me adaptei à cidade, não quero voltar para a minha antiga, e já tenho um lugar fixo para morar, sem pagar aluguel”, declarou um participante. Outros planejam ficar até se estabilizarem financeiramente, para então decidir sobre o futuro.
Os dados mostram que, embora muitos estudantes planejem partir após a graduação, uma parcela significativa encontrou em Santa Maria um lugar para viver, construir uma carreira e desenvolver laços com a cidade.
Acompanhe a seguir o debate sobre o tema.
Reportagem produzida por Aryane Machado, Michélli Silveira e Luíza Maicá Gervásio na disciplina de Narrativa Multimídia, no 2º semestre de 2024, sob orientação da professora Glaíse Bohrer Palma.
Na quinta-feira, 29 de novembro, a Universidade Franciscana divulgou a lista de aprovados no vestibular de verão 2025, que contou com mais de 1.000 inscritos. Os resultados já estavam disponíveis no site oficial da UFN, garantindo acesso online a todos os candidatos aprovados.
O momento foi de grande emoção para os candidatos e seus familiares e amigos, que estavam acompanhando no hall do prédio 15 da instituição. Muitos não esconderam a alegria ao verem os nomes de seus filhos na lista, celebrando juntos essa conquista.


Além disso, os acadêmicos veteranos aproveitaram a ocasião para comemorar a chegada de seus “bixos” e realizar a tradicional brincadeira de pintar os novatos com tinta. Os acadêmicos de Medicina estavam aguardando a divulgação dos nomes com um pequeno pitbull, que se tornou uma das atrações do momento.


Vale ressaltar que os aprovados em Medicina podem consultar o listão disponível aqui, já os que concorreram aos demais cursos devem consultar o seu nome na Minha UFN com seu login e senha.
Os aprovados devem ficar atentos aos prazos para matrícula e início das aulas. As orientações sobre esses procedimentos estão disponíveis no site oficial da universidade, e os candidatos devem seguir as instruções para garantir sua matrícula.
Para mais informações sobre o vestibular, os candidatos podem acessar o site oficial da UFN aqui.
A 11ª edição da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (MIPA) da UFN traz o tema: “O que nos move?”, convidando todos a refletirem sobre o que inspira e impulsiona a criação e a produção audiovisual, conectando as ideias e os sentimentos que nos motivam no dia a dia. O evento ocorre no dia 11 de dezembro, às 20h, no pátio do prédio 14, no Conjunto III da UFN. A entrada é aberta ao público.
Organizada pelo LabSeis, o Laboratório de Produção Audiovisual dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, a MIPA tem o objetivo de incentivar a produção e o compartilhamento das criações audiovisuais dos alunos da universidade. Ao longo dos anos, a Mostra tem se tornado um espaço importante para os estudantes exporem seus trabalhos.

PERÍODO DE INSCRIÇÃO:
As inscrições para a 11ª MIPA estão abertas até o dia 29 de novembro de 2024. Qualquer estudante ou egresso da UFN pode participar, desde que o audiovisual tenha sido produzido no âmbito de alguma disciplina ou laboratório da instituição a partir de 2023. Os interessados devem inscrever seus trabalhos em uma das seguintes categorias do edital:
As inscrições podem ser feitas por meio de um formulário disponível no site da Mostra. O limite máximo de duração das obras é de 20 minutos. Para mais detalhes sobre critérios de avaliação e seleção, acesse o edital no site oficial da MIPA.
Os trabalhos selecionados serão divulgados no dia 6 de dezembro, pelo Instagram @lab_seis e pelo site www.labseis.ufn.edu.br.
A MIPA se destaca por ser um espaço de troca entre os alunos dos cursos de comunicação da UFN e também entre o público. Ela dá a chance para os estudantes experimentarem e apresentarem diferentes formatos de audiovisual, além de ser uma oportunidade para o público conhecer a produção dos futuros profissionais da área.
Maria Eduarda Rossato, estudante de Jornalismo da UFN e diretora do curta-metragem “Desejo errado”, que será exibido na 11ª MIPA, destacou sobre a experiência de criação do filme. “A gente se preocupou muito com os detalhes na hora de criar o curta. Antes e durante as gravações, a equipe se reunia para planejar os cenários, os objetos, as falas, e até os movimentos de câmera. A gente queria que tudo fosse bem pensado, para não deixar nada passar batido”, conta a acadêmica. Para ela, essa atenção aos detalhes fez toda a diferença para o resultado final.
No entanto, como em qualquer trabalho coletivo, o processo não foi sem desafios. “O maior desafio foi ouvir as opiniões dos colegas e saber escolher o que fazia sentido. Tinha muita ideia boa, mas era preciso filtrar o que realmente funcionava para o projeto. Decidir sozinho pode ser difícil, mas também é importante tomar essas decisões”, explica a diretora.
Na manhã da última quarta-feira, 6 de novembro, os brasileiros receberam uma ótima noticia: Gabriel Bortoleto, aos 20 anos, foi oficialmente confirmado como piloto da equipe Sauber para 2025. Ele encerra um hiato de oito anos sem um brasileiro no grid da Fórmula 1, desde Felipe Massa pela Williams em 2017. Bortoleto será o primeiro brasileiro a disputar a F1 desde então. Sua jornada até aqui foi marcada por conquistas impressionantes e dedicação desde a infância. Inspirado pelo irmão mais velho, Enzo Bortoleto, Gabriel iniciou sua trajetória aos seis anos nos campeonatos de kart, onde logo se destacou, chegando a vencer o Campeonato Sul-Americano de Kart. Esses títulos o levaram à Europa ainda adolescente, onde competiu no WSK (World Series Karting) na Itália – torneio que também revelou pilotos como Lewis Hamilton e Max Verstappen.
Brilhou nas competições europeias, passando da Fórmula 4 Italiana para a FRECA (Fórmula Regional Europeia) e, depois, para a Fórmula 3. Em sua estreia na F3, no GP do Bahrein, o piloto conseguiu uma pole position e venceu a corrida principal, resultado comemorado até mesmo pelo seu empresário, o bicampeão da F1 Fernando Alonso, que o fotografou no pódio e postou em suas redes sociais.
Neste ano de estreia na F2, já conquistou duas vitórias, cinco pódios e duas poles, o que o coloca como líder do campeonato com 4,5 pontos de vantagem na frente de Isack Hadjar, piloto da Campos Racing.
A contratação de Bortoleto pela Sauber também coincide com a transição da equipe para a Audi em 2026, o que traz ainda mais expectativas para melhorias na equipe. Com a gestão de Fernando Alonso, o jovem talento brasileiro entra para a grid ao lado de Nico Hulkenberg.

Na segunda-feira, 4 de novembro, a Universidade Franciscana (UFN) promoveu o Mutirão pela Saúde, realizado no hall do prédio 15, Conjunto III, com o objetivo de oferecer atendimentos gratuitos à comunidade acadêmica e promover a conscientização sobre a importância de hábitos saudáveis. Diversos cursos da universidade participaram da ação, que teve como principal foco o alerta sobre os riscos do uso do cigarro eletrônico, o “vape”.
A iniciativa contou com o apoio da Fundação do Câncer e da Associação Nacional de Universidades Particulares (ANUP), e fez parte da campanha nacional “Movimento Vape OFF”, que busca combater o uso de substâncias prejudiciais à saúde, especialmente entre os jovens. A reitora da UFN, professora Iraní Rupolo, em uma entrevista para a ASSECOM destacou a relevância dessa ação: “Sabemos que o uso de qualquer tipo de tabaco é prejudicial. Esclarecer aos jovens, professores, adultos e famílias sobre os malefícios do uso do vape ou cigarro eletrônico é um dever. É uma responsabilidade alertar porque os jovens que aqui temos são saudáveis, inteligentes e têm a facilidade de compreender.”
Durante o Mutirão, a Universidade ofereceu diversos serviços gratuitos à comunidade acadêmica. O curso de Odontologia, por exemplo, realizou exames intraorais e extraorais para identificar lesões bucais relacionadas ao uso de substâncias como o tabaco. Já o curso de Fisioterapia disponibilizou testes de espirometria, que avaliam a capacidade pulmonar. Além disso, a Psicologia promoveu uma roda de conversa sobre o uso do vape e as formas de reduzir o consumo.

Profissionais dos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Medicina e Nutrição também participaram da ação, proporcionando um atendimento integral à saúde e reforçando a importância de escolhas conscientes para o bem-estar de todos.
O Mutirão foi uma oportunidade para a UFN reforçar seu compromisso com a saúde dos alunos e estimular hábitos mais saudáveis. Além de oferecer serviços, o evento ajudou a conscientizar a comunidade acadêmica sobre os riscos do uso do cigarro eletrônico e outros vícios, mostrando a importância de cuidar da saúde, especialmente na juventude.
O grupo Meta anunciou, em setembro, a implementação de novas diretrizes de segurança voltadas para adolescentes no Instagram, com o objetivo de reforçar a proteção dos jovens diante dos riscos das redes sociais. A medida, denominada “Contas para adolescentes”, irá trazer uma série de limitações e ferramentas de monitoramento para usuários entre 13 e 17 anos, visando minimizar os impactos negativos à saúde mental e aumentar a segurança no ambiente online.

As contas desses adolescentes passarão a ser privadas por padrão, restringindo quem pode interagir e quais conteúdos podem ser visualizados. Além disso, qualquer jovem menor de 16 anos que deseje criar um perfil público normalmente com a intenção de atuar como influencer irá precisar da autorização dos pais. Essa exigência se aplicara a novos usuários e a adolescentes já registrados na plataforma.
Antigone Davis, vice-presidente de segurança da Meta, destacou que essa atualização é essencial para oferecer maior tranquilidade aos pais, que poderão monitorar as atividades dos filhos na rede social, inclusive bloqueando o uso do aplicativo, se necessário. “Estamos focados em fazer as coisas da maneira correta”, afirmou ela.
Um dos desafios apontados pela Meta é a facilidade com que adolescentes podem mentir sobre suas idades para burlar as proteções. Para contornar esse problema, a plataforma exigirá a comprovação da idade sempre que houver uma tentativa de alteração da data de nascimento. Mesmo assim, a empresa mantém a postura de não verificar a idade de todos os usuários. “Se detectarmos que alguém certamente mentiu sobre sua idade, interviremos”, diz Davis, “mas não queremos forçar 3 bilhões de pessoas a fornecer identificação”.
Essas medidas surgem em um contexto de crescente pressão sobre a Meta e outras gigantes tecnológicas, após ações judiciais movidas por diversos estados norte-americanos. As queixas acusam as plataformas de contribuírem para problemas como dependência digital, cyberbullying e transtornos alimentares entre jovens. Em resposta a essas preocupações, autoridades de saúde nos Estados Unidos têm sugerido que redes sociais sejam obrigadas a fornecer alertas claros sobre os riscos que os adolescentes enfrentam, de forma semelhante às advertências em pacotes de cigarros.
A professora do curso de Odontologia da UFN, Lenise Menezes, mãe de duas, destacou a relevância dessas novas diretrizes, afirmando que “As famílias perderam um pouco o controle sobre isso. As crianças ficam prejudicadas, e no futuro, não sabemos o que será desse acesso ilimitado às redes sociais. Não conseguimos governar nem o tempo nem onde eles estão acessando. Então, eu acho bem importante essa medida.”

Ela também ressaltou que, apesar das dificuldades em monitorar a idade dos usuários, é fundamental educar tanto os pais quanto os jovens sobre os riscos e as boas práticas nas redes sociais.
Adam Mosseri, diretor executivo do Instagram, reconheceu que as mudanças podem afetar a popularidade da plataforma entre os adolescentes, mas reafirmou o compromisso da empresa em correr esses riscos para priorizar o bem-estar dos usuários.
As novas diretrizes serão implementadas gradualmente ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália, as mudanças devem ocorrer nos próximos dias, com previsão de chegada ao Brasil em janeiro de 2025.