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Santa Maria, RS, Brazil

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Foto: Banco free de imagem Magnific

Quando trocou o Paraná pelo Rio Grande do Sul, Admilson Lorbiete, 34 anos, percebeu rapidamente que o novo endereço exigiria mais do seu sistema imunológico. Acostumado a conviver com condições alérgicas, ele notou uma piora no próprio quadro clínico logo após se estabelecer em Santa Maria. A experiência do morador ilustra uma realidade atestada pela ciência e vivenciada por quem enfrenta o inverno na Região Central. A resposta para o aumento expressivo de crises respiratórias na cidade está na combinação de três fatores principais apontados por meteorologistas ouvidos pela reportagem.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pesquisas da Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a junção de uma atmosfera com mais de 80% de umidade, oscilações térmicas bruscas e o fenômeno da inversão térmica ditado pelo relevo local atua como um facilitador para vírus e alergias. Esse cenário pode impedir a rápida adaptação do organismo e reter poluentes próximos ao solo, refletindo diretamente na rotina diária da população.

O impacto é sentido no corpo por quem chega de fora. “Eu sempre tive rinite e alguns problemas respiratórios, mas sinto que depois que eu vim morar para cá eles aumentaram. Comecei a ter mais crise de rinite do que o comum, comecei a ter sinusite e a sofrer bastante com essa questão. Eu acredito que um pouco do fator que agravou isso é devido ao clima, que é bem severo aqui”, relata Admilson.

Resposta do organismo à umidade

Daniel Caetano, meteorologista, explica que as doenças respiratórias possuem forte ligação com a umidade, sendo desencadeadas tanto em cenários de ar muito seco quanto naqueles de ar excessivamente úmido. Conforme o profissional, o inverno em Santa Maria traz uma atmosfera mais úmida do que em outras regiões do Estado devido a uma cobertura persistente de nuvens. O resultado, pontua o especialista, é que o corpo não consegue se adaptar de forma rápida a esse excesso de umidade somado ao frio constante, respondendo com crises respiratórias.

De acordo com Rose Freitas, professora e doutora da UFPel, as condições atmosféricas preparam o terreno no organismo. “Ele pode favorecer a circulação de vírus ou agravar sintomas em indivíduos mais suscetíveis, como crianças, idosos e pessoas com asma e rinite”, esclarece a especialista.

Fator pode ser geográfico

Além dos altos índices registrados pelos pluviômetros, a topografia de Santa Maria age como um elemento determinante na saúde pública local. Conforme a pesquisadora da UFPel, a cidade está localizada em uma área de transição entre a Depressão Central, que é a parte mais baixa e plana do Estado, e o Rebordo do Planalto, que forma a região serrana.

Segundo Rose, essa espécie de “degrau” natural afeta a circulação dos ventos e facilita a formação de microclimas e das chamadas inversões térmicas. Durante esse fenômeno, o ar frio e pesado desce e atua como uma tampa sobre a cidade, prendendo os poluentes e os vírus muito perto do chão. De acordo com a professora, estudos já associam a ocorrência desse bloqueio atmosférico, aliado à queda das temperaturas, ao aumento das internações hospitalares no município, afetando os santa-marienses que ainda não se acostumaram ao clima.

Reflexos na rotina

Para quem convive com o problema desde a infância, as meias-estações e as mudanças rápidas nos termômetros são os principais obstáculos diários. Maria Eduarda de Vargas dos Santos, 21 anos, estudante, explica que a variação térmica afeta a sua imunidade e desencadeia crises inevitáveis. “Sinto que acabo me atacando muito mais quando tem essas alterações de temperatura muito grandes, por exemplo, quando uma hora do nada está 27 graus e outra hora está 10 graus. É certeza que eu vou ficar atacada de rinite, da asma e também com gripe”, relata Maria Eduarda.

O reflexo dessas oscilações também é sentido em espaços de convivência prolongada. Jhonath Bertusso Castro, 31 anos, funcionário de escola, mudou-se de Ourinhos (SP) há um ano e observa o impacto do clima na saúde dos alunos. “Acho que é bem propenso a doenças. Eu vejo isso nas crianças quando tem essas oscilações. Teve um surto de influenza no início do inverno que pegou bastante gente, inclusive eu. Por oscilar muito de temperatura e ser muito úmido, tem um favorecimento de doenças gripais e respiratórias”, avalia Jhonath.

Diante de um ambiente favorável ao adoecimento, a população busca saídas na precaução. Viviane Nunes Rodrigues, 25 anos, estudante, conta que as características do inverno impõem um estado de alerta contínuo. “Santa Maria tem mudanças bruscas de temperatura durante todo o ano, e o inverno sempre é muito rigoroso. Como aqui faz muito frio, todo mundo fica sempre na iminência de ficar gripado, e a gente vive com essa preocupação constante”, finaliza Viviane.

Reportagem produzida na disciplina Jornalismo Especializado, pelos acadêmicos Rian Lacerda e Karina Fontes, no 1º semestre de 2026, sob coordenação da professora Glaíse Bohrer Palma.

Quando a Gente Menina Cresce chega ao cinema de Santa Maria na próxima quinta-feira, 24 de setembro, após sucesso no 53º Festival de Cinema de Gramado, na categoria Melhor Longa-Metragem Gaúcho. O longa dirigido pela professora do curso de Jornalismo da UFN Neli Mombelli e produzido pela TV OVO, aborda o cotidiano de Alana Matias, Ana Julia Freitas, Emilly Quevedo, Isadora de Freitas, Taiane da Rosa e Thaila Matias, alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sergio Lopes. A obra relata a transição da infância para a pré-adolescência, marcada principalmente pela primeira menstruação. Além de vencer na categoria Melhor Longa, a produção levou para casa a categoria Júri Popular e recebeu uma Menção Honrosa para as meninas que protagonizaram o filme.

Elenco de Quando a Gente Menina Cresce no Festival de Gramado. Foto: Arquivo Neli Mombelli

O longa está previsto para estrear dia 24 de setembro, no shopping Praça Nova, com duas semanas confirmadas em cartaz. Em outubro, o filme terá circulação em várias cidades do estado, pelo circuito do Panorama Gaúcho da 9ª Mostra Sesc de Cinema. A narrativa será exibida em: Porto Alegre, Canoas, Frederico Westphalen, Gravataí, Lajeado, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa, Uruguaiana, Venâncio Aires e Viamão.

A escolha de Santa Maria para iniciar a circulação do filme tem um significado especial para a equipe. Segundo a diretora Neli Mombelli, havia o desejo de trazer a produção para a cidade antes de iniciar a circulação em outros municípios. Para dar oportunidade para os estudantes assistirem o longa, a produção conseguiu 750 ingressos destinados a escolas. A iniciativa faz parte de um edital de distribuição de impacto, que prevê levar estudantes ao cinema para assistir ao filme, em vez de levar a obra diretamente para dentro das escolas.

Produção de Quando a Gente Menina Cresce com o prêmio. Foto: Arquivo Neli Mombelli

Mais do que apresentar a experiência da primeira menstruação, a narrativa busca criar um espaço de conversa sobre um assunto que ainda é cercado por tabus. Para Neli, a expectativa é que a produção desperte identificação e memórias no público, especialmente entre quem já passou pela menarca. “Eu acho que o que eu mais espero é essa troca, de como o filme chega pras pessoas e o que ele faz pensar”, afirma a diretora.

Com a estreia em Santa Maria, “Quando a Gente Menina Cresce” inicia uma trajetória que pretende ampliar o diálogo sobre a primeira menstruação e as mudanças vivenciadas durante a passagem da infância para a adolescência. Depois da cidade, o filme segue para outros municípios gaúchos, levando consigo histórias que buscam aproximar o público de um tema ainda cercado por tabus.

Cristhian e Pedro na rádio Universitária durante a gravação do programa. Foto: Reprodução Previsão do Jogo

Na última terça-feira, 15 de setembro, chegou ao fim a primeira etapa do programa Previsão do Jogo. O programa é produzido e apresentado pelos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, Cristhian Braga e Pedro Ossanes, com supervisão do professor Carlos Alberto Badke. O programa é realizado na rádio da universidade todas as terças-feiras desde o 1º semestre de 2026, às 17h20min, transmitido pelo canal da Rádio UFN no YouTube e conta com uma dinâmica que envolve os ouvintes.

Os acadêmicos debatem sobre futebol não apenas dentro das quatro linhas. O programa também aborda debates polêmicos, une cultura e esporte, traz opiniões sobre os assuntos discutidos, entre outras dinâmicas. Um dos diferenciais do programa é a tabela de palpites, que busca aproximar e entreter o público. Por meio das redes sociais, Cristhian e Pedro divulgam os jogos da rodada do Grêmio e do Inter, além de outras partidas relevantes que estão para acontecer. Os ouvintes enviam seus palpites e no programa seguinte, os apresentadores anunciam os resultados.

A ideia do programa surgiu dentro da própria rotina acadêmica. A dupla já havia vivenciado experiências em outros programas esportivos dentro da faculdade, mas tinha a vontade de criar um programa que tivesse mais a ver com eles.

Cristhian aprofundou os detalhes do planejamento do programa. “Para deixar o programa com um conteúdo um pouco diferente, eu e o Pedro pensamos em criar o Fora das Quatro Linhas, que acontece antes do debate de palpites. Enquanto o debate é focado nos palpites dos jogos, esse quadro aborda assuntos mais extracampo, como arbitragem, sociedade e questões polêmicas relacionadas ao futebol”, destaca.

Durante a conversa, o acadêmico também ressaltou que a interação do público com a tabela de palpites tem sido muito divertida e dinâmica. Cristhian destacou ainda que o sucesso da tabela foi tão grande que, durante a Copa do Mundo, mesmo no período de férias, o público continuou enviando seus palpites.

Além do entretenimento, o programa também traz benefícios para os acadêmicos, auxiliando no desenvolvimento da comunicação, da desenvoltura e da interação com os colegas. Em conversa, Pedro afirmou ter melhorado bastante na prática radiofônica.“Acho que essa experiência foi muito importante para desenvolver minha comunicação e o trabalho em equipe. Foi uma oportunidade de aprender a lidar com diferentes situações e, ao mesmo tempo, construir um portfólio e adquirir experiência prática para o meu currículo e para a entrada no mercado de trabalho. Com certeza, saio dessa experiência mais confiante para, futuramente, trabalhar em um veículo de comunicação”, destaca.

Ao final das 20 rodadas, estipuladas no início do programa, o vencedor da tabela de palpites foi Nicholas Pacheco, com 12 acertos. Como parte da premiação, ele participou do debate no último programa, comentando sobre a dupla Grenal e os principais acontecimentos da última semana. Além disso, ganhou uma camiseta do Previsão do Jogo como prêmio.

Nicolas, vencedor da primeira tabela de palpites do Previsão (Foto: Maria Eduarda Castro)

A primeira etapa do Previsão do Jogo encerra um ciclo de debates, informação e entretenimento, mas também representa uma experiência prática importante para os acadêmicos. A interação com os ouvintes e as diferentes propostas do programa aproximaram o público do futebol e proporcionaram aos estudantes a oportunidade de vivenciar, na prática, a rotina de um programa esportivo no rádio.

A primavera de 2026 começa oficialmente nesta terça-feira, dia 22 de setembro, às 21h05, pelo horário de Brasília, e segue até 21 de dezembro, quando tem início o verão. A estação marca a transição entre o inverno e o verão e é caracterizada, no Rio Grande do Sul, por mudanças graduais nas temperaturas, aumento da luminosidade e maior ocorrência de tempestades.

Neste ano, o comportamento do clima deve exigir atenção dos gaúchos. Previsões de órgãos meteorológicos indicam chuvas acima da média para a Região Sul, enquanto o fenômeno El Niño se intensifica.

Gráfico probabilístico do El Ninõ para a primavera 2026. Fonte: CPC/NOAA – INPE, INMET, Funceme e Censipam.

Segundo o Painel El Niño 2026-2027, divulgado por órgãos meteorológicos e de monitoramento brasileiros, há uma alta probabilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade durante a primavera. As projeções indicam que o fenômeno deve persistir pelo menos até o início de 2027.

O Cemaden destaca a necessidade de monitoramento diante da possibilidade de eventos como chuvas intensas, inundações e enxurradas em áreas vulneráveis.

No Rio Grande do Sul, o histórico recente de eventos extremos torna o acompanhamento das previsões especialmente importante. A ocorrência de chuva intensa em curto período pode provocar alagamentos, elevação rápida do nível de rios e transtornos em áreas urbanas e rurais.

Temperaturas podem ficar acima da média

A tendência para o segundo semestre de 2026 é de temperaturas acima da média em boa parte do país. Porém, a chegada da primavera, entretanto, não elimina a possibilidade de entradas de massas de ar frio. Esses sistemas ainda podem provocar quedas bruscas de temperatura, principalmente nas primeiras semanas da estação.

Dessa forma, o clima deve continuar apresentando grande variação. Dias quentes podem ser sucedidos por períodos de temperaturas mais baixas.

Alterações na natureza

A chegada da primavera também provoca transformações na natureza. Com o aumento gradual da luminosidade, da temperatura e da umidade, diferentes espécies de plantas entram em período de maior atividade, aumentando a floração.

Flores emolduram o Lago Negro, em Gramado, durante o período de floração na primavera. Foto: Getty Images

As alterações na natureza também interfere no comportamento de animais. Abelhas, borboletas e outros polinizadores apresentam maior atividade durante períodos de floração, contribuindo para a reprodução das plantas.

As transformações também podem ser percebidas na duração dos dias. Após o equinócio de primavera, os dias passam gradualmente a ficar mais longos e as noites mais curtas no Hemisfério Sul, até a chegada do verão.

Mudanças na rotina

A mudança de estação também é percebida diretamente pela população. A elevação gradual das temperaturas e o aumento da luminosidade influenciam atividades ao ar livre, escolha de roupas e hábitos cotidianos.

Para a jovem Maria Eduarda Pires, estudante, a primavera é uma das épocas preferidas do ano justamente por representar a aproximação do verão. “Eu gosto da primavera, gosto desse clima pré-verão. Com toda certeza, a mudança do clima afeta diretamente o humor. Como eu prefiro o calor, me sinto muito melhor nessa época do ano”, relata. Apesar de gostar das temperaturas mais elevadas, Eduarda aponta um aspecto negativo da estação: o aumento da presença de pólen, que pode incomodar pessoas que sofrem com rinite e outras alergias respiratórias.

A percepção não é isolada. A Fiocruz destaca que rinite, crises de asma e conjuntivite alérgica estão entre os problemas mais frequentes durante a primavera, período em que fatores ambientais como o polén podem favorecer o surgimento ou a piora de sintomas em pessoas alérgicas.

Impactos no campo

A primavera marca uma etapa importante para a agricultura gaúcha. O período representa a transição entre algumas culturas de inverno e o início do preparo e da implantação das lavouras de verão.

Plantio de trigo em lavoura do Rio Grande do Sul. Foto: José Schafer/Emater/RS-Ascar Santa Rosa

O cenário de chuva acima da média pode dificultar o trabalho no campo. De acordo com o INMET, o excesso de chuva na Região Sul pode provocar encharcamento do solo, dificultar o plantio e os tratos culturais, aumentar a incidência de doenças fúngicas e interferir na qualidade e na colheita.

Por isso, os períodos de menor precipitação devem ser aproveitados pelos produtores para realizar as atividades agrícolas dentro das janelas recomendadas para cada cultura.

Assim, a primavera de 2026 chega ao Rio Grande do Sul marcada por mudanças no clima, na natureza e na rotina da população. Entre períodos de calor, possíveis massas de ar frio e chuvas intensas, o monitoramento das condições meteorológicas será importante para reduzir riscos de alagamentos e transtornos. Enquanto a natureza ganha vida e as alergias podem se intensificar, o campo também exige planejamento diante da possibilidade de excesso de chuva. Até a chegada do verão, a estação deve ser marcada por transformação e atenção dos gaúchos.

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)

A temporada de 2026 do Grêmio vem sendo marcada por muitas decepções dentro e fora do campo. A equipe conta com dificuldades na construção de um bom futebol sob o comando do técnico Luís Castro. Após 9 meses de trabalho, o técnico português deixa o comando do time gaúcho, para a chegada do maior ídolo do clube, Renato Portaluppi. A escolha representa uma tentativa do Tricolor de reagir no Campeonato Brasileiro e mudar o cenário vivido pelo time. Conhecido pela forte identificação com o clube, Renato terá pela frente a missão de reorganizar a equipe e recuperar os resultados. O desafio já inicia na quarta feira, 16 de setembro, quando o Botafogo recebe o Grêmio no estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro.

Esta será a quinta passagem de Renato como treinador do Grêmio. A primeira ocorreu em 2010, quando o clube também atravessava uma situação complicada. Naquele momento, o Tricolor ocupava a 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, dentro da zona de rebaixamento. A estreia foi no dia 12 de agosto, com um empate em 0 a 0 contra o Goiás, no Estádio Olímpico.

Em 2013, o Grêmio ocupava a quinta posição do Brasileirão quando Portaluppi voltou ao comando da equipe. Na reestreia, empatou em 1 a 1 com o Atlético-PR, em Curitiba.

Três anos depois, em 2016, ele retornou ao clube em meio a um período de instabilidade. O clube vinha de uma sequência de sete partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro. A estreia foi pela Copa do Brasil, contra o Atlético-PR e, apesar da derrota por 1 a 0, o Tricolor conseguiu avançar após vencer a disputa nos pênaltis por 4 a 3.

Em 2022, Renato voltou ao Grêmio pela quarta vez. O clube disputava a Série B e estava na terceira colocação, na briga pelo acesso. A estreia foi uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, na Arena.

Agora, em 2026, Renato reencontra o Grêmio em mais um momento de pressão. Se nas passagens anteriores o treinador chegou para outros desafios, desta vez a missão é ajudar o clube a reagir e afastar a equipe da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

A história entre Renato e Grêmio ganha mais um capítulo. Desta vez, com o treinador retornando não apenas como ídolo, mas como uma das principais apostas do clube para tentar mudar o rumo da temporada.

(Fotos: Cesar Greco/Palmeiras, Matheus Lima/Vasco, Pedro Souza/Atlético-MG e Lucas Uebel/Grêmio)

Quatro clubes em que torcidas fazem parte dessas alianças estão entre os semifinalistas da Copa do Brasil 2026: Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Vasco. Mas, afinal, o que é a União Sinistra e qual é a sua importância para as torcidas organizadas?

A história do futebol ncional é marcada por uma série de rivalidades, clássicos históricos, provocações e disputas dentro e fora de campo. Tudo isso intensifica ainda mais a paixão dos brasileiros pelo futebol. A fim de deixar um pouco de lado essas rivalidades, torcidas organizadas começaram a criar laços com outros grupos, com o objetivo de conectar torcedores de diferentes estados, criar amizades dentro das arquibancadas e compartilhar símbolos, gestos característicos e histórias que marcam gerações.

Apesar de os clubes, em si, não terem relação direta com essas alianças, as torcidas iniciaram esse movimento a partir da década de 1970, em razão do aumento do número de jogos disputados por todo o território brasileiro. À medida que passaram a viajar mais para acompanhar seus times, começaram também a criar vínculos de amizade com grupos de outras cidades. Dessa forma, quando viajavam para assistir a um jogo fora de casa, podiam contar com o apoio da torcida local.

Esse apoio ia muito além das arquibancadas. Quem chegava a outra cidade podia ser recebido pelos grupos locais, acompanhar a partida ao lado deles e ainda receber ajuda com questões relacionadas à viagem. Aos poucos, essas relações deixaram de envolver apenas duas torcidas e passaram a reunir diferentes grupos, formando alianças que se espalharam pelo país.

De acordo com pesquisadores do tema, essas aproximações nem sempre aconteciam apenas por afinidade entre as torcidas. Em muitos casos, elas também eram motivadas pela existência de adversários em comum. É daí que surge a ideia popular de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.

Ao longo dos anos, essas relações entre torcidas passaram a se estruturar em grandes blocos de alianças, reunindo grupos de diferentes clubes e estados brasileiros. Entre as principais estão a União Punho Cruzado, União Dedo Pro Alto, União Punho Colado, Lado A e Lado B.

Juntas, essas alianças envolvem diversas torcidas organizadas de diferentes regiões do país e ajudam a formar uma ampla rede de relações entre grupos das arquibancadas brasileiras.

Além das torcidas que fazem parte de cada bloco, as alianças também possuem símbolos próprios de identificação. Em muitos casos, os gestos feitos com as mãos são utilizados pelos integrantes para demonstrar a qual grupo ou aliança pertencem.

Outro bloco importante dentro desse sistema de alianças é a União Dedo Pro Alto, que reúne algumas das torcidas mais conhecidas do futebol brasileiro. Entre os grupos associados à aliança estão Mancha Verde (Palmeiras), Força Jovem do Vasco, Galoucura (Atlético-MG), Geral do Grêmio e Torcida Jovem do Botafogo, entre outras.

Dentro desse contexto, também ganhou destaque a chamada “União Sinistra”, nome utilizado por torcedores para identificar a relação histórica entre Mancha Verde, Força Jovem do Vasco, Geral do Grêmio e Galoucura. A aproximação entre os grupos começou ainda na década de 1980 e mantém uma relação de amizade até os dias atuais.

A força dessas alianças também aparece em um momento marcante do futebol brasileiro em 2026. Grêmio, Palmeiras, Vasco e Atlético-MG estão entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Os confrontos definidos são Palmeiras x Vasco e Atlético-MG x Grêmio, colocando clubes ligados a torcidas que fazem parte dessas alianças na reta decisiva da competição.

Da teocracia de Gilead ao discurso contra o voto feminino em 2026: a tática silenciosa do extremismo. 

Aias na ficcional Gilead. Imagem: Reprodução

É estranho e profundamente assustador pensar que, em pleno século XXI, 2026, os direitos fundamentais das mulheres continuem sendo abertamente questionados. Nos Estados Unidos, influenciadores de comunidades focadas em masculinidade e antifeminismo e pastores de correntes ultraconservadoras passaram a defender abertamente que a concessão do voto às mulheres prejudicou a estrutura familiar e os valores “tradicionais”. O argumento recorrente é o de que homens e mulheres possuem papéis divinos distintos e que a tomada de decisão política caberia ao “chefe da família”.

No Brasil, esse tipo de discurso também ganha força, impulsionado pelo apoio de influenciadores e lideranças religiosas com falas de que escolhas femininas seriam pautadas “pela emoção e não pela razão”. Conforme analisam cientistas políticos e historiadores, tais falas, mesmo parecendo absurdas para a maioria, funcionam como teste de limites. Ao pautar o tema nas redes, o extremismo busca normalizar a dúvida sobre direitos que antes eram considerados intocáveis.

Em entrevista ao portal Brasil de Fato, a historiadora Joana Maria Pedro, professora emérita da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), adverte que a maior ameaça ao voto e à autonomia feminina não virá necessariamente de uma canetada autoritária repentina, mas de um processo de convencimento moral por meio do fundamentalismo religioso:

“O risco seria através da religião. Eu acho que é a coisa mais eficiente que existe. Se eles conseguirem, de fato, convencer a maioria das pessoas de que o voto das mulheres é uma coisa imoral perante Deus, que isso destrói a família sagrada, a gente perde o direito ao voto, assim como perde outros direitos.”

Isso parece familiar?

Em Gilead, a república totalitária e teocrática retratada na série ficcional The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia), conhecemos a história de uma democracia que ruiu, a taxa de natalidade lá em baixo, bebês não nascem mais devido a crise global de fertilidade causada pela poluição e radiação do país. Uma das primeiras medidas do novo regime foi a retirada sistemática de todos os direitos femininos. Mas não se enganem, não foi algo que aconteceu do dia para a noite. Foi um plano pensado, arquitetado e executado em etapas para não levantar suspeitas imediatas.

Primeiro veio a demissão em massa, obviamente apenas das mulheres. Em seguida, o bloqueio das contas bancárias, transferindo a gestão financeira exclusivamente para os homens da família. Uma sucessão de medidas calculadas até que as mulheres fossem reduzidas a meros “úteros férteis”. Sem direitos, sem voz e sem opiniões, obrigadas apenas a obedecer, procriar e demonstrar submissão aos Comandantes.

Aquelas que quebram as regras são brutalmente mutiladas: olhos arrancados, dedos cortados, corpos queimados, bocas seladas. O “destino biológico” passa a ser o único objetivo de vida aceitável. Durante a “Cerimônia”, o ritual de estupro ocorrido no período fértil da mulher, o Comandante após orar abusa da Aia sob o pretexto de cumprir os planos divinos, tudo com a Esposa assistindo e sendo conivente com a violência.

Uma das cenas mais marcantes da série reflete com precisão o absurdo desse fanatismo: quando um dos poucos bebês saudáveis de Gilead adoece, nenhum dos médicos presentes (todos homens, obviamente) sabe como salvá-lo. Preocupada, Serena Joy, esposa do importante Comandante Fred Waterford, lembra que uma das maiores especialistas em neonatologia do país está ali, mas que é uma mulher que foi rebaixada ao posto de empregada. Diante disso, ele recusa o atendimento e decreta que, se o bebê morrer, “será a vontade de Deus”. Preferindo a morte de um recém-nascido a permitir que uma mulher exerça sua profissão e conhecimento.

Personagem Serena Joy, interpretada pela atriz Yvonne Strahovski / Imagem: Reprodução

As Esposas de Gilead e a Ilusão da Proteção

Falando em Serena Joy, ela protagoniza o núcleo das Esposas dos Comandantes. Bonita, obediente e devota, Serena era uma escritora de sucesso antes do colapso da democracia, famosa por defender publicamente a submissão e o papel doméstico da mulher. Ela ajudou a erguer as bases ideológicas de Gilead e ajudou a redigir as próprias leis que proíbem as mulheres de ler e escrever, as mesmas leis que mais tarde a puniriam. Em determinado momento da história, Serena tem um dedo amputado a mando do próprio marido apenas por ler um trecho da Bíblia em público.

As Esposas dos Comandantes são figuras extremamente complexas. São mulheres que fecham os olhos para as atrocidades cometidas contra as Aias, mas que acabam caindo nas engrenagens da própria armadilha que ajudaram a criar. Serena agride e tortura a protagonista June Osborn/Offred, mas simultaneamente tenta se impor em um sistema que não a reconhece mais como cidadã. É uma dinâmica que nos desperta raiva e julgamento, mas também uma inevitável empatia.

Essa dinâmica não é exclusiva da ficção. Vemos hoje influenciadoras e figuras públicas femininas utilizando a liberdade de expressão e a tecnologia moderna para pregar o desmantelamento dos direitos de seu próprio gênero. Elas ignoram a lição mais básica da história: regimes extremistas nunca fazem exceções para as mulheres que ajudaram a construí-los. Como canta Olivia Rodrigo na faixa inspirada na personagem Serena Joy: “Se eles fazem isso com elas, eles vão fazer com você”.

O Corpo Feminino como Propriedade

A crise de fertilidade mundial foi a desculpa perfeita em Gilead para assumir o controle total sobre o corpo feminino, e isso não está longe da nossa realidade. A obsessão pelo controle reprodutivo continua sendo o pilar central de qualquer projeto autoritário. Além das restrições severas ao aborto em diversos estados norte-americanos, grupos conservadores avançam em propostas e ações judiciais para restringir o acesso a métodos contraceptivos, classificando pílulas e métodos de emergência como “destrutivos para a natalidade”. A isso somam-se a demonização da educação sexual nas escolas, os retrocessos no direito ao aborto legal — mesmo em casos de estupro —, o avanço do movimento red pill e a imposição de padrões inalcançáveis para que a mulher sirva unicamente ao desejo alheio. 

Não podemos nos esquecer de que os direitos femininos podem ser revogados com uma facilidade assustadora. No Afeganistão, Irã e Paquistão, mulheres sofrem diariamente por não possuírem direito à voz, à educação ou ao livre arbítrio, esse cenário de apagamento é o modelo ideal para certos grupos fundamentalistas.

Nada do que foi escrito por Margaret Atwood no livro original foi tirado do zero. As torturas, as vestimentas, as leis e as opressões retratadas em Gilead já aconteceram em algum momento da história humana.

Se falarem em momentos que não são permitidos, as Aias de Gilead podem sofrer consequênciaa. Imagem: Reprodução

Gilead não é um pesadelo distante, é um alerta sobre a fragilidade das nossas conquistas. Nenhum direito é permanente, a vigilância precisa ser constante e o voto consciente.

Vale ressaltar, por fim, a fala atemporal da poeta Audre Lorde:

“Eu não sou livre enquanto alguma mulher não o for, mesmo quando as correntes dela forem muito diferentes das minhas.”

Mais do que um jogo, o início de uma temporada da National Football League (NFL) representa o começo de uma nova corrida pelo título. A temporada regular de 2026 teve início no dia 9 de setembro, com o Seattle Seahawks, atual campeão do Super Bowl, derrotando o New England Patriots por 13 a 10 no jogo de abertura. Ao longo da temporada, as 32 equipes entram em campo com o mesmo objetivo: chegar ao maior palco do futebol americano e conquistar o título da liga. A temporada teve início com o mesmo confronto que decidiu o Super Bowl LX.

Jogadores do Seattle Seahawks comemorando o título. Foto: Patrick T. Fallon/AFP via Getty Images

Mas, afinal, vocês sabem o que é a NFL e como ela funciona? A National Football League é a principal liga profissional de futebol americano do mundo, sediada nos Estados Unidos. A liga possui 32 times e é dividida em duas conferências, com 16 equipes em cada: National Football Conference (NFC) e a American Football Conference (AFC). A temporada regular possui 18 semanas de duração, acontecendo entre setembro e janeiro. Cada equipe joga 17 partidas e folga em uma semana, chamada “bye week”.

Além disso, a liga possui os playoffs, que incluem a rodada de “Wild Card” e avançam até o Super Bowl. Ao final da temporada regular, 14 equipes se classificam para os playoffs, sendo sete da AFC e sete da NFC. Em cada conferência, quatro vagas são destinadas às equipes que venceram suas respectivas divisões. As três vagas restantes ficam com as equipes que não conquistaram suas divisões, mas tiveram as melhores campanhas entre os times restantes da conferência. Essas equipes conquistam as vagas de Wild Card.

Após a temporada regular, os playoffs avançam até a partida que define o campeão da NFL: o Super Bowl. Considerado o principal evento do futebol americano, ele reúne os campeões das duas conferências em uma disputa pelo título da temporada. A equipe vencedora é declarada campeã da temporada da NFL. Além da importância esportiva, o Super Bowl também atrai a atenção de milhões de pessoas ao redor do mundo por conta do show do intervalo, conhecido como Halftime Show, que conta com a participação de grandes artistas de renome mundial. Dessa forma, o evento ultrapassa os limites do esporte e se torna também um grande fenômeno cultural e de entretenimento.

Super Bowl LVI, temporada de 2021. Foto: Wikipédia

Nos últimos anos, o futebol americano vem crescendo e se expandindo mundialmente, principalmente no Brasil. Entretanto, esse interesse crescente dos brasileiros não é por acaso. Ele é explicado por uma estratégia de expansão internacional de longo prazo da liga, o aumento da acessibilidade às transmissões e a realização de jogos oficiais da temporada regular em solo nacional.

O Brasil se consolidou como o segundo maior mercado da NFL fora dos Estados Unidos, contando com uma estimativa de 41 milhões de fãs. O Brasil vem sediando jogos em território nacional desde 2024, quando ocorreu a partida entre Philadelphia Eagles e Green Bay Packers, na Neo Química Arena, em São Paulo. Em 2025, o Brasil recebeu os Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs, também na Neo Química Arena. E em 2026, o país receberá Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. O jogo está previsto para o dia 27 de setembro, um domingo, no estádio Maracanã.

Jogo da NFL no Brasil, em 2024. Foto: Wagner Meier/Getty Images

Para este ano de 2026, a expectativa é de uma temporada de grandes jogos e disputas acirradas, com astros como Patrick Mahomes, Josh Allen, Lamar Jackson e Joe Burrow em campo. O atual campeão do Super Bowl, Seattle Seahawks, busca defender o título, enquanto novos talentos e nomes já consagrados prometem mais um ano de muita emoção na NFL.

Foto: Reprodução / A Bola via F1

O último fim de semana foi muito aguardado pelo público italiano, que desde o início do esporte sente a Fórmula 1 nas veias. No domingo, dia 6 de stembro, o piloto Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) que vem sendo um grande fenômeno na Fórmula1, fez uma vitória histórica no Grande Prêmio de Monza. 

O jovem piloto, de 20 anos, largou em 19° lugar, posição desfavorável para qualquer um. Mas isso não impediu Kimi de escalar o grid. Na primeira largada conquistou posições, depois, usou a relargada ao seu favor com estratégia e em menos de 20 voltas já estava liderando a corrida. 

Os feitos de Antonelli, tal como a liderança do campeonato mundial, a maneira de pilotar, as habilidades na pista e o carisma jovial trazem muito orgulho para os fãs e principalmente para a Itália. O piloto italiano disputou intensamente a primeira posição com seu colega de equipe George Russel (Mercedes) nas últimas 3 voltas da corrida, levando a torcida do mundo todo ao máximo de adrenalina.  

Apesar do pequeno incidente com a tentativa de ultrapassagem Kimi garantiu sua vitória, após 60 anos sem um piloto italiano vencer em Monza. Além do jovem em ascensão, é comum ouvir dizer que na Itália existem duas religiões: A Igreja Católica e a Ferrari. Em Monza tivemos uma torcida construída em maior parte por italianos, torcendo para Charles Leclerc e Lewis Hamilton (ambos da Ferrari). 

Porém, Charles sofreu um acidente na terceira volta, perdendo o controle do carro e batendo na curva Parabólica. O impacto foi forte, o piloto foi examinado e demonstrou preocupações com sua visão após o acidente, mas não ficou ferido. O Safety car foi acionado e a corrida interrompida por cerca de 33 minutos. Após isso, houve a relargada novamente. Lewis alcançou a 6° posição ao final da prova, garantindo sua pontuação. 

 O brasileiro do grid, Gabriel Bortoleto (Audi) largou na 11° posição e chegou na 13°, não conseguindo pontuar desta vez.  

O pódio ficou constituído por: 

  1. Kimi Antonelli (Mercedes) 
  1. George Russell (Mercedes)  
  1. Max Verstappen (Red Bull) 

A egressa do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), Vitória Oliveira Lopes, conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Podcast da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) 2026. A premiação ocorreu durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 1º de setembro, na Universidade Católica de Brasília (UCB). Antes da etapa nacional, o trabalho também havia conquistado o primeiro lugar na etapa regional da competição.

Vitória com o prêmio do Intercom. Foto: Arquivo próprio

Intitulado Re.veste, o podcast foi desenvolvido por Vitória durante a graduação em Jornalismo da UFN. A produção venceu a categoria Podcast da Expocom Sul 2026, realizada em Toledo, no Paraná, e garantiu a classificação para representar a região na etapa nacional.

Na disputa nacional, o Re.veste concorreu com outras cinco produções de universidades federais de diferentes regiões do Brasil. Para Vitória, a qualidade dos trabalhos tornou a conquista ainda mais significativa. “Eu competi com outros cinco trabalhos de faculdades públicas muito boas do Brasil, e acabou que o meu trabalho, entre todos esses, foi reconhecido como o melhor”, relata.

Vitória apresentando o seu trabalho. Foto : Arquivo próprio

O projeto nasceu do interesse da estudante em atuar no laboratório de rádio da UFN, espaço em que ainda não havia desenvolvido atividades. A escolha do tema também partiu de seu interesse por moda sustentável, assunto que já havia abordado em trabalhos acadêmicos. A partir disso, Vitória desenvolveu uma série de podcasts documentais sobre o tema e estabeleceu contatos com professores e integrantes do movimento Fashion Revolution, voltado à promoção de uma moda mais sustentável. A orientação do trabalho foi da professora Neli Mombelli.

A Expocom é um evento acadêmico que reúne produções experimentais desenvolvidas por estudantes de comunicação. Os trabalhos passam por etapas regionais antes de chegar à disputa nacional.

Na etapa final, Vitória foi a única representante de uma instituição particular entre os concorrentes. Para ela, a conquista reforça que a qualidade de um trabalho não depende do tipo de instituição em que ele foi desenvolvido. “O nome da instituição não define a qualidade do trabalho. Com incentivo, dedicação e todo o suporte que a gente recebe, a gente consegue chegar lá também”, afirma.

A experiência também deixou uma mensagem para os estudantes de Jornalismo. Vitória incentiva a participação em congressos e eventos acadêmicos, e reforça a importância de acreditar no próprio trabalho. “Façam mais trabalhos acadêmicos, se inscrevam, participem de congressos, se arrisquem. O ‘não’ tu já tem. Então, por que não tentar?”, aconselha.