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Economia

Os mais de 70 anos de sofrimento argentino

Durante a primeira metade do século XX, a Argentina era uma das maiores potências econômicas do mundo. Foi ao fim da Segunda Guerra Mundial que a economia do país sofreu uma derrocada fatal. Até hoje, o

Florks: saiba a origem do meme do momento

Seja nas redes sociais, em produtos ou até mesmo na alimentação, provavelmente você já viu o desenho de um personagem de rabiscos, acompanhado de uma frase em tom humorístico. Trata-se dos florks, o meme que é

Feira Internacional do Cooperativismo chega em sua 28ª edição

A 28ª edição da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop) inicia nesta sexta-feira (15) e segue até domingo (17), em Santa Maria. A inovação desta edição será a participação de dezenas de agroindústrias de todo o estado.

O sustentável está na moda

 A moda sustentável veio para ficar nas novas tendências, com o intuito não só de pensar no  meio ambiente mas também no bolso do consumidor.  Os produtos de segunda mão com boa qualidade são vendidos por valores

Festas Juninas retornam após dois anos de pandemia

As festividades do mês de junho são tradicionais em todo o país. Desde 2020 elas deixaram de ser realizadas para grandes públicos por conta da pandemia de Covid-19. Neste ano, a diminuição das restrições referentes a

Durante a primeira metade do século XX, a Argentina era uma das maiores potências econômicas do mundo. Foi ao fim da Segunda Guerra Mundial que a economia do país sofreu uma derrocada fatal. Até hoje, o povo sofre as consequências da má gestão governamental. Devido à inflação, os preços atuais dos produtos argentinos se apresentam muito caros para a população e muito atrativos para os estrangeiros.

No ano seguinte à guerra, mais especificamente em quatro de junho de 1946, o militar Juan Domingo Perón foi eleito democraticamente como presidente da Argentina, acompanhado de sua esposa Evita Perón. Com a ascensão do Peronismo, os cargos públicos começaram a aumentar descontroladamente. Além disto, a primeira-dama exerceu sua influência como cônjuge do presidente e, por meio do dinheiro público que provinha das indústrias diversificadas que havia no território argentino, começou a oferecer apoio financeiro aos países europeus que precisavam pagar dívidas. Perón permaneceu no poder até o ano de 1955 e voltou ao governo entre 1973 e 1974, quando foi substituído por sua segunda mulher, Isabelita Perón, que foi deposta pela milícia no início da ditadura civil-militar em 1976.

O impacto dessas ações, que se mostraram extremamente prejudiciais ao povo, pode ser visto até hoje no território argentino. Mesmo com sua grande produção pecuária, que sempre proporcionou carnes de ótima qualidade, sua produtividade agrícola, que lhe torna uma das maiores produtoras e exportadoras de cereais do mundo, e com uma larga presença de petróleo e gás no país, a Argentina hoje apresenta uma dívida externa fora de controle. A dívida do Banco Central do país subiu cerca de US$ 36 bilhões (R$ 187 bilhões) na gestão de Alberto Fernández. Este valor representa cerca de 80% do crédito do Fundo Monetário Internacional direcionado à Argentina.

A Argentina, hoje, quase não possui mais resquícios dos seus tempos de ouro. Em dezembro de 2021, se tornou viral o vídeo de cidadãos argentinos da província de Santiago del Estero que, após um acidente envolvendo um trem e um caminhão que transportava vacas, mataram os animais e saquearam a carne. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos, mais de 36% da população argentina vivia abaixo da linha da pobreza no primeiro semestre de 2022.

Historicamente, os salários argentinos apresentam maior poder aquisitivo quando comparados com o salário brasileiro. Entretanto, após pesquisas de analistas do Banco Central da Argentina, o país pode fechar o ano com inflação anual superior a 100%. Tentando conter essa inflação, o ministro da economia, Sergio Massa, anunciou nas últimas semanas que o governo está preparando um plano econômico de congelamento de preços. Já é o 9º congelamento realizado pelo governo argentino nos últimos nove anos.

Os mercados sofrem com a escassez de produtos básicos. Imagem: Nelson Bofill

Em Paso de Los Libres, região que faz fronteira com Uruguaiana, o comércio se mantém de pé, mas a infraestrutura maltratada da cidade e a grande diferença de preços das mercadorias em relação ao Brasil lembram aos visitantes que a crise continua. Ao atravessar a ponte e ingressar na Argentina, é possível fazer o câmbio do real para pesos. Atualmente, em alguns lugares, o peso argentino custa R$0,02.

O principal motivo que justifica essa sobrevivência dos negócios em Libres é a possibilidade de poder manter um comércio exterior. É natural as cidades fronteiriças apresentarem melhor desempenho devido ao grande fluxo de imigrantes que as visitam. A maioria dos produtos argentinos atualmente apresentam custos muito atrativos para os brasileiros que visitam o país. Tendo como exemplo o arroz, produzido em grande quantidade em território argentino e brasileiro, nos supermercados locais o preço médio de 10kg é em torno de R$35, enquanto no país vizinho, é possível comprar a mesma quantidade por R$24.

A compra de certos produtos no território argentino são limitadas. Imagem: Nelson Bofill

Mas mesmo as cidades fronteiriças se preocupam com a escassez de alimentos que vem assolando o país. Com o intuito de amenizar os efeitos da crise, alguns supermercados estão restringindo o limite de compra de certos produtos como farinha, açúcar e azeites. Em relação à carne produzida na Argentina, que sempre teve uma qualidade acima da média, o preço médio do quilo de costela é cerca de $ 1.230 (R$ 24,60), enquanto, no Brasil, a mesma quantidade pode ser comprada pagando cerca de R$ 29,20.

Apesar dos aparelhos tecnológicos possuírem um valor parecido em ambos os países, na Argentina a compra parcelada se mostra extremamente prejudicial ao consumidor devido à alta inflação. Um modelo de televisão, que custa $ 125.999 (R$ 2.519,98) à vista, pode ser parcelado em 30 vezes de $ 8.396,57 (R$ 167,93), custando, ao final do pagamento, $ 251.897,10(R$ 5.037,94).

A crise, atualmente, já não é mais novidade para o povo argentino, a situação foi até mesmo eternizada na música local. No ano de 1978, o cantor de tango argentino, Cacho Castaña, escreveu a música Septiembre del ’88, que só viria a ser lançada em 1988. A canção é apresentada como se fosse a leitura de uma carta direcionada à um amigo que reside na Itália. O artista comenta nos primeiros versos sobre a crise que assola a Argentina, citando as mentiras políticas, falsas promessas governamentais e impactos da época da ditadura civil-militar. Ao final da música, o cantor expressa a esperança que ainda existe no povo argentino de voltar a ser um grande país.

Em 2010, durante um concerto, o artista disse que a música parecia ter sido escrita naquele ano, pois mesmo mantendo a esperança, a crise ainda assolava o povo. O músico faleceu em 2019 sem ser capaz de concretizar seu sonho. Entretanto, seu desejo de ver seu país ser grande novamente representa a esperança eterna do povo argentino.

Seja nas redes sociais, em produtos ou até mesmo na alimentação, provavelmente você já viu o desenho de um personagem de rabiscos, acompanhado de uma frase em tom humorístico. Trata-se dos florks, o meme que é sensação do momento. Mas você sabe a origem dele?

Primeira tirinha do Flork Of Cows, publicada em 2012. Fonte: Knowyourmeme

Seu surgimento é mais antigo do que parece, tendo início em 21 de janeiro de 2012, intitulado Flork Of Cows (flor de vaca, em tradução livre), uma série de tirinhas feita no programa Paint, onde o criador mostravas seus sentimentos. Inicialmente, eram publicadas em um site WordPress.

Os traços dos desenhos eram extremamente grosseiros mas, em 19 de março de 2016, foi publicada a primeira tirinha no formato que conhecemos hoje: um fantoche de meia. Sim, é isso mesmo, os florks são animações de fantoches feitos de meia.

Nesta mesma data, o Flork Of Cows passou a ter uma página no Facebook, que conta, na atualidade, com 183 mil seguidores. No ano seguinte, um subfórum foi criado no Reddit. Existe, ainda, o perfil no Twitter e no Instagram.

No Brasil, começou a viralizar após serem desenhados em bentôs cakes, que são bolinhos para marmita. A “febre” é tanta, que muitas pessoas confundem, inclusive, os dois termos, chamando o desenho em si de bentôs. O nome vem do japonês e significa marmita, enquanto cake é o inglês de bolo.

Confeiteira Karol Dotto conclui pedido para o Dia dos Namorados. Foto: Pablo Milani

A confeiteira Karol Dotto relata uma procura pelo novo formato. “Me pedem com bastante frequência, desde que me adaptei nessa moda dos bentôs com florks. O povo gosta, é um mini bolo engraçado e de ótimo custo benefício pra quem quer presentear seus amigos”, comenta.

O custo médio varia entre R$ 30 e R$ 35, mas existem locais que vendem até por R$ 45. “O preço é mais elevado pelo fato de ser customizado conforme o desejo do cliente. A confeitaria é 100% artesanal, sobre o que está acontecendo hoje, agora. Nós, confeiteiras, procuramos trazer o que está em alta, a novidade”, explica Karol.

Por serem personalizados conforme desejo do cliente, os bentôs estão em alta, principalmente com o uso humorístico dos florks. Fotos: Karol Dotto

Além dos bentôs, o ramo de produtos personalizados também surfa no sucesso dos Florks. Sejam canecas, camisetas ou outros artigos, eles ganharam espaço e aparecem em uma série de coleções, seja de datas comemorativas, humor, profissões, signos ou até mesmo do clube do coração.

Nem a cultura gaúcha ficou de fora da sensação do momento. Florks peão e prenda também foram criados. Fotos: Pablo Milani

“Conheci em grupos do Facebook, divulgamos alguns modelos de canecas para ver se daria  certo e logo recebemos pedidos. Começamos a vender a partir disso e só foi crescendo”, conta a estudante Thais Pagnossin, que atua em uma empresa do segmento. Ela percebe um diferencial nos florks para os outros memes: a sua vida útil. “Percebi que não seria algo momentâneo, que vira sucesso e logo acaba esquecido. Está em alta e penso que não vai acabar tão cedo”, acrescenta.

E o número de pedidos aumentou. Segundo Thais, na atualidade, a cada cinco pedidos, três envolvem florks, em média. “Tem dias que trabalhamos apenas com vendas desse estilo, é uma demanda bem superior a outras artes”, elucida.

A personalização dos produtos ocorre por um processo chamado sublimação. Thais explica como é realizado:

A 28ª edição da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop) inicia nesta sexta-feira (15) e segue até domingo (17), em Santa Maria. A inovação desta edição será a participação de dezenas de agroindústrias de todo o estado.

José Carlos Peranconi, coordenador da Feicoop e do Projeto Esperança/Cooesperança. Imagem: Maiquel Rosauro

O evento deverá receber por volta de 500 grupos de expositores, a maior parte do setor de artesanato. Também ocorrerão debates, oficinas e seminários sobre questões ligadas a Agricultura Familiar e a Economia Solidária, além de apresentações culturais. A programação será divulgada em breve.

O coordenador da Feira e do Projeto Esperança/Cooesperança, José Carlos Peranconi, o Zeca, afirma que, em apenas um dos pavilhões do Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, haverá mais de 50 agroindústrias. “Se formos contar também os empreendedores que participam regularmente do Feirão Colonial, teremos mais de 60 agroindústrias que atuam com pão, salame, queijo e muito mais, vindas das mais variadas cidades do Estado”, explica.

É a primeira vez que Zeca assume a coordenação da Feicoop. Ele conta que o serviço é grande, mas que tudo caminha bem para o início da Feira. Nos anos anteriores, era o responsável pela organização da infraestrutura do evento.  “Temos uma equipe boa que está trabalhando, gosto sempre de conversar com o pessoal para não tomar decisão sozinho. Temos uma correria boa. Sei que, fisicamente, posso estar cansado, mas olho para trás e vejo tudo o que a gente já fez e dá um incentivo para terminar. É uma experiência nova para mim, trabalhei em todas as feiras em outra função, não na linha de frente. É desafiador”, relata Zeca.

A 28ª Feicoop é promovida pelo Projeto Esperança/Cooesperança, braço da Arquidiocese de Santa Maria; Prefeitura Municipal de Santa Maria; Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Para realização de um evento desse porte, a Feicoop tem auxílio de, aproximadamente, R$ 450 mil em emendas impositivas que chegam por meio da Prefeitura. A destinação vem dos deputados federais Paulo Pimenta (PT) e Elvino Bohn Gass (PT), e dos vereadores santa-marienses Valdir Oliveira (PT), Maria Rita Py Dutra (PCdoB), Ricardo Blattes (PT), Paulo Ricardo Pedroso (PSB), Getúlio de Vargas (Republicanos) e Tubias Calil (MDB). As emendas dos vereadores somam R$ 102.927,92.

 

Depois de dois anos, a quantidade de brasileiros empregados, em janeiro deste ano, se aproxima do número de trabalhadores no país antes da chegada do coronavírus, em 2020. De acordo com o levantamento realizado pelo instituto federal, atrelado à estrutura do Ministério da Economia, o primeiro mês de 2022 registrou um total de 94,1 milhões de empregados no Brasil. Em janeiro de 2020, antes do início da pandemia, esse contingente era de 94,5 milhões. Com relação a janeiro do ano passado, a situação atual é de que o número de trabalhadores ocupados cresceu 8,1%. Segundo o Ipea, o aumento foi o grande responsável pela queda de 3,3 pontos percentuais na taxa de desemprego. O índice passou de 14,7% em janeiro de 2021 para 11,4% no mesmo período deste ano. Em quatro estados da região, a taxa de desemprego caiu para 11,2% em janeiro de 2022, de 15,1% no primeiro mês do ano passado. Embora o estudo apresente um cenário mais favorável e sugira a volta aos níveis pré-pandemia, o Ipea destacou que as perdas de empregos continuam consideráveis.

Em 15 estados, menos da metade da população em idade de trabalhar estava ocupada. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Atualmente, 12,1 milhões de cidadãos estão desempregados. A agência também afirma que a maioria das novas vagas de emprego são criadas no setor informal. Ou seja, apesar de terem empregos, muitas dessas pessoas recebem muito pouco e não são protegidas por direitos trabalhistas. Entre as avaliações por idade, a mais jovem declinou mais. Embora a taxa de desemprego tenha caido para todos os grupos, a taxa de desemprego para o grupo mais jovem caiu 6,2 pontos percentuais. Do quarto trimestre de 2020 para o quarto trimestre de 2021, a queda nesse grupo foi de 29% para 22,8%. O contingente de ocupados com ensino fundamental incompleto também apontou crescimento de 16,2%, possibilitando uma queda de 5,1 pontos percentuais da taxa de desocupação, que passou de 23,5% para 18,4%, no período em questão.

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por amostrar de domicílios continua mensal

A Catarina Silva Bandeira nos contou seu relato sobre a busca de emprego no meio da pandemia e como foi em comparação aos outros anos. Confira:

 A moda sustentável veio para ficar nas novas tendências, com o intuito não só de pensar no  meio ambiente mas também no bolso do consumidor.  Os produtos de segunda mão com boa qualidade são vendidos por valores mais baixos do que quando foram comprados pela primeira vez. Assim eles não serão descartados de forma indevida e ficarão anos esperando para se decomporem.

Brechós de roupas infantis Achadinhos CP Imagem: Vitória Oliveira

 Na tentativa de fugir deste mundo capitalista em que vivemos, os brechós vem para trazer mais sustentabilidade, onde aquela roupa que estava esquecida no fundo do guarda-roupa torna-se uma forma de renda. As donas de brechós tem como maior responsabilidade a curadoria das peças que chegam até elas. 

A dona da João e Maria Brechó Infantil e João e Maria Boutique Brechó, Gisleia Carvalho,  conta que teve a ideia de entrar no ramo de brechós porque: “eu gosto muito de reaproveitar as coisas, customizar as peças e eu acho que tem muitas peças boas que podem ser reaproveitadas”.  Ela começou em 2015 apenas com peças infantis, depois ampliou o espaço para peças adultas. Gisleia nos conta que as roupas que chegam até a loja são todas selecionadas juntamente com as fornecedoras. “Eu vejo se as peças não são rasgadas, se não tem manchas. Eu peço pra pessoa sempre levar as roupas higienizadas, antigamente eu mandava para  a lavanderia, porém agora o custo ficou muito alto. Ao chegar revisamos todas as peças”. Assim que os produtos passam por esse processo são colocados à venda e ficam em consignação, “depois de vendidas eu pago 40%”. Não chegam ao brechó apenas peças de roupa mas também bolsas, brinquedos e jogos.

João e Maria Brechó Infantil e João e Maria Boutique Brechó fica no centro de Santa Maria. Imagem: Vitória Oliveira

A proprietária afirma que vê o crescimento na procura de brechós, principalmente após a pandemia, “são peças de qualidade e o preço das roupas são acessíveis”. Ouça a seguir o que Gisleia nos conta sobre o tipo de público que frequenta seu estabelecimento: 

Alexandra Feldmann, proprietária do Brechó Infantil Achadinhos CP, decidiu voltar a ter sua independência financeira, “me foi oferecido um brechó que estava à venda, então eu e minha irmã fizemos uma sociedade”. Quando adquiriram o brechó veio um estoque considerável, e as pessoas que querem desapegar as procuram para trocar ou revender  suas peças.  “Ao chegarem na loja as peças são avaliadas. Então os fornecedores são contatados sobre valores e informados sobre quais roupas foram escolhidas. As peças que não são selecionadas acabam por serem  devolvidas ou doadas com a permissão dos fornecedores”, conta Alexandra.

Alexandra Feldmann é proprietária do Achadinhos CP. Imagem: Vitória Oliveira

Para ela, “Reutilizar não tem a ver só com a crise financeira, mas com o entendimento do que está acontecendo no mundo, associado ao novo paradigma da sustentabilidade que tem favorecido o ramo dos brechós, por oferecer um preço atrativo das roupas em bom estado”. Alexandra conta que escolheu ter um brechó voltado apenas para o público infantil pois queria “oferecer um bom atendimento, um visual da loja e organização, para que quando as pessoas pensem em roupa infantil associem ao Brechó Achadinhos CP”. Ouça a seguir o que Alexandra tem como lema de seu brechó e para quem é direcionado:

 A moda dos Brechós está incluso na nova onda do slow fashion. O termo é utilizado para definir uma alternativa socioambiental de frear o fast fashion, trazendo uma revolução na indústria, priorizando a diversidade, a tradição, a qualidade, a criatividade, a ética e o valor ao produto e ao meio ambiente. Por mais que o termo slow seja traduzido como lento para o português, não é necessariamente um movimento que contrapõe a velocidade, é apenas uma quebra ao fast.  O movimento surge no momento crucial para a moda global, na tentativa de solucionar os problemas causados pelas grandes empresas fast fashion. As principais dificuldades vêm de um fator essencial, que é a emissão de carbono. O setor de produção de roupas é responsável por cerca de 10%  de toda geração de carbono no mundo.

Infografia com fatos e números sobre a utilização da água para a produção têxtil. Fonte: Parlamento Europeu

 Mas sabemos que a moda sofre mudanças continuamente e essa não é a primeira vez que o vintage invade o cotidiano dos consumidores. A diferença, desta vez , é que a onda das roupas usadas surge com base em mudanças nos hábitos de consumo. A exclusividades das peças e a maneira autêntica de se vestir fez com que muitas pessoas abrissem seus corações para as roupas usadas. O meio ambiente agradece esta nova direção que os fashionistas estão optando. 

Matéria produzida no primeiro semestre de 2022, na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

As festividades do mês de junho são tradicionais em todo o país. Desde 2020 elas deixaram de ser realizadas para grandes públicos por conta da pandemia de Covid-19. Neste ano, a diminuição das restrições referentes a pandemia possibilitou a retomada de grandes festas e cidades da região trouxeram essa tradição de volta. É o caso da cidade de Formigueiro, RS, que tem como padroeiro São João Batista, um dos santos presente nas comemorações do mês. Para o festeiro Rosalino Moreira, a experiência de voltar, após dois anos, está sendo muito boa. Ele relata que encontra dificuldades em conciliar os horários entre as festividade e seu trabalho, porém “está sendo gratificante, porque as vendas de nossos doces já passaram de 15 mil, só nesses dias”. A programação das festividades juninas na cidade de Formigueiro voltaram sem restrições em relação ao Covid-19, prevendo cinco dias de comemorações, incluindo baile e bingos. 

Bingo da comunidade em Formigueiro. Imagem: Miguel Cardoso

O acadêmico de Jornalismo da UFN Miguel Cardoso participa das festividades de Formigueiro desde criança. Para ele, a festa é o evento mais importante da cidade, “porque reúne todas as comunidades do município”. Ele conta que a festa do padroeiro envolve muitas brincadeiras como  jogo de bingo e nesse ano, em especial, um sentimento de alegria também pelo fato de poder trabalhar dando assessoria a prefeitura. A festa é esperada o ano inteiro por toda a sociedade e todos gostam de participar. As atividades desse período arrecadam fundos para a paróquia São João Batista.

As festas juninas também estão presentes nas escolas. Em São Gabriel, o Colégio Tiradentes da Brigada Militar promove sua tradicional festa todos os anos para alunos, militares e a comunidade em geral. De acordo com o auxiliar do corpo de alunos do colégio, Sargento Cesar Volnei, a festividade é importante para a comunidade escolar, para a união de familiares, alunos e militares. Para ele o sentimento de voltar com as comemorações é de grandes expectativas, “pois vamos recuperar estes dois anos perdidos e manter a união e motivação dos alunos”.

Apresentação da quadrilha dos alunos do Colégio Tiradentes. Imagem: Colégio Tiradentes

Professores e alunos também se envolvem diretamente na organização da festa. Para a professora de Filosofia e Sociologia, Cássia Bairros que participa das festas há 10 anos, o sentimento de voltar é muito positivo, “pois estou vendo a organização dos alunos, dos militares, então o sentimento é de esperança, de que agora estamos retomando aos poucos nossas festas. Ver o entusiasmo dos alunos está sendo incrível”.

A festa esta prevista para sábado, 25 de junho. As expectativas dos alunos são grandes como conta Henrique Silva, que está no terceiro ano do ensino médio e é a segunda vez que participa: “Não me envolvi em 2019 e agora está sendo muito legal poder ver que tudo está voltando ao normal, todos estão querendo participar e ajudar mais esse ano”. Para ele a festa contribui para a união de todos, “tem muitas tarefas que envolvem o apoio coletivo, então as turmas estão se unindo, professores e alunos estão sempre se ajudando”. Também Maria Clara Vianna, estudante do segundo ano do ensino médio, está participando pela primeira vez e cheia de expectativas.

Em Caçapava do Sul, a Escola Estadual de 1º e 2º Grau Nossa Senhora da Assunção também retoma suas atividades festivas neste mês, no dia 23 de junho. A diretora, Daniela Evangelho, conta que está muito feliz com esta volta: “Estou muito animada por poder reunir todos e é isso que a gente deseja, oportunizando a participação dos estudantes de forma saudável com brincadeiras, apresentações e comidas tradicionais. O que eu mais gosto é a alegria de estar com toda gurizada jovem aqui junto da gente”.

Festa Junina da Escola Estadual de 1º e 2º Grau Nossa Senhora da Assunção em Caçapava. Imagem: Carlos Dias

Da mesma forma, a professora da disciplina Projeto de Vida, Jianny Moreno relata a sua expectativa com a programação da festa junina no colégio: “O retorno nos deixa mais felizes e nos dá a oportunidade de colocarmos toda a energia positiva em cima da festa, compartilhando essa junção com as pessoas maravilhosas tanto da escola quanto da comunidade externa”. A estudante do terceiro ano do ensino médio Manuela Ricalde acredita que o evento é bom para movimentar o financeiro da escola e faz com que os alunos se aproximem mais. “Isso movimenta toda a escola para um lado bom, o que eu mais gosto da festa junina além das comidas é a função das roupas típicas, da organização da quadrilha e da galera toda reunida”, completa a estudante.

Colaboração: Vitória Oliveira e Miguel Cardoso

O número de pessoas que optam por uma alimentação à base de vegetais vem crescendo bastante, porém ainda é comum a dieta que contém carnes e alimentos de origem animal. Segundo a estudante de Nutrição, Eduarda Nogueira, o consumo de legumes, frutas e verduras pode não ser suficiente para a absorção de certas vitaminas e minerais, além de não suprir as calorias necessárias. A falta de carne não causa riscos à saúde, “se a escolha por não comer vier acompanhada da conscientização de que outros alimentos precisam ser ingeridos para suprir os nutrientes que ficariam em falta, por conta da carne”, completa Eduarda. 

Vegetariano ou carnívoro. O que ser?

Isadora Hoff é vegetariana há três anos. De acordo com ela, a decisão de optar pela dieta à base de vegetais foi motivada pela “causa ambiental, principalmente pela exploração cruel dos animais”. A estudante ainda afirma que financeiramente a dieta trouxe benefícios, além de melhoras na digestão, disposição e saúde, já que começou a ingerir mais fibras e se preocupar mais com sua nutrição.

Já Carine Furlan segue uma dieta baseada no consumo de carne, realizando duas refeições diárias com carne e salada. Segundo ela, “a dieta de proteína, gordura e saladas não permite o ganho de peso, posso comer o quanto quiser, ligada a um jejum de 16 ou 18 horas”.

Ambas as práticas alimentares podem ser relacionadas à questões culturais, onde diferem de ideais, costumes e princípios. No Brasil cerca de 30 milhões de pessoas são vegetarianas, segundo a pesquisa realizada pelo Ibope no ano de 2018.

Caçapava do Sul se tornou o berço da olivicultura gaúcha, após ser pioneira no plantio de olivais no Rio Grande do Sul, e agora irá promover uma imersão nesta cultura que envolve o azeite de oliva. A  1ª Festa do Azeite de Oliva, evento que ocorrerá nos dias 27,28 e 29 de maio, no Largo Farroupilha aguarda mais de 10 mil pessoas.

A cidade possui atualmente cinco  das 40  marcas que existem no estado e o solo gaúcho gera 75% dos olivais brasileiros. A produção da região já foi premiada mundialmente e a consolidação da cultura está sendo celebrada nestes três dias. O projeto está sendo gerenciado por produtores locais, Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e  pela Prefeitura Municipal de Caçapava do Sul, no intuito de incentivar e divulgar na região este produto que tem grande importância  na gastronomia. A iniciativa está sendo financiada pelo Pró-Cultura RS e Governo do Estado do RS.

Gustavo Lima, produtor de azeite de oliva, nos conta de onde veio a motivação para produzir este produto: “Em 2005, quando foi comentada a questão de plantar oliveiras no município, nós resolvemos entrar com o plantio, para diversificação da propriedade. De lá para cá vimos a necessidade desse plantio se transformar em azeite, dando agregação de valor, tendo um retorno muito interessante e valorizando mais o produto”. A festa, para ele, trará visibilidade para as marcas desta mercadoria, atraindo mais consumidores tanto regionais quanto de outros lugares do país.

A festa contará com uma Vila do Artesanato, em que estarão presentes 8 estandes com artesãos locais. Rosa Ruschel, dona do ateliê Rosa Biscuit, nos fala porque decidiu participar da Vila: “acho importante, porque nosso artesanato nunca esteve tão bem selecionado, organizado e disposto a participar das feiras que acontecem no nosso município. Especialmente agora que nós temos o dossiê do geoparque Caçapava, onde eu faço parte da comissão organizadora. Sou geoproduto e iniciativa parceira dentro desse projeto, acho muito importante para o desenvolvimento das pessoas que têm pouca renda”. Ela acredita que muitos artesãos caçapavanos ainda temem a burocracia na hora de expor seus trabalhos, mas ela relata que, “temos uma movimentação muito grande de artesãos em Caçapava, nós temos um trabalho muito bonito”. 

A 2ª Capital Farroupilha está com o projeto do geoparque, onde o comércio trabalha a flora e fauna local. Mas com a Festa do Azeite de Oliva eles tiveram que modificar seu foco de trabalho, “eu trabalho muito a preguiça gigante, agora vou trabalhar oliveiras”, explica Rosa. As expectativas dela para a os 3 dias não são de grandes vendas, mas sim de divulgação do trabalho que está sendo feito em Caçapava.

Uma eleição foi realizada para a escolha das soberanas da Festa, com 172 mil votos, onde foram eleitas como rainha, Karine Trindade, como princesa, Ana Constante e como Miss Simpatia, Bruna Meireles.

Soberanas da Festa do Azeite de Oliva entregam convite para governador no Piratini - Jornal do Comércio
As soberanas da Festa. Imagem: divulgação

Entre as atrações, haverá deck gastronômico, com sommelier de azeites, oferecendo degustação, Vila do Artesanato, atrações nacionais e locais, como Chimarruts e Comunidade Nin-Jistu, além do cantor e compositor Dante Ledesma.

Programação

Dia 27/05 – Sexta-Feira

17h30 – Solenidade de abertura com autoridades

18h15 – Apresentação Coral Caçapavano – Palco principal

19h30 – Apresentação Banda Municipal – Palco principal

Dia 28/05- Sábado

15h30  – Pra ti Vê – pagode – Palco gastronômico

17h30 – Duda e Pety – MPB – Palco gastronômico

18h – Grupo  Rolêzin – pagode – Palco principal

18h45 –Estela La Bella – sertanejo- Palco principal

20h – Comunidade Nin-Jitsu – Palco principal

21:15 – Mfunk- Palco Principal

22h15 – Chimarruts – Palco principal

Dia 29/05 – Domingo

11h30 – Tela Class  – rock – Palco Gastronômico

13h – Pra ti Vê – pagode – Palco gastronômico

14h30 – Invernada no CTG do Forte

15:30h Bonecos da Montanha – teatro infantil  – Palco Principal

16h15 – Jairo Lambari Fernandes –  nativista – Palco Principal

17h30 – Dante Ramon Ledesma – nativista – Palco Principal

18h45 – Lênin e William -sertanejo – Palco Gastronômico

Entrada franca

Foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 5 de abril, a Instrução Normativa nº 2.077, que prorroga para 31 de maio de 2022 o prazo de entrega da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas, da Declaração Final de Espólio e Declaração de Saída Definitiva do País. O vencimento do  imposto a pagar apurado também foi adiado para o final do mês de maio, porém as restituições continuam seguindo o cronograma anterior. Para aqueles que desejam pagar a primeira quota através de débito automático as declarações devem ser entregues até o dia 10 de maio.

A prorrogação foi realizada com o objetivo de suavizar os eventuais efeitos causados pela pandemia da Covid-19 que possam dificultar o preenchimento e envio das declarações, tendo em vista que os serviços de atendimento ainda não estão totalmente normalizados em alguns órgãos e empresas.

  • Declaração de Ajuste Anual (declaração normal): prazo até 31 de maio de 2022.
  • Declaração Final de Espólio (pessoa falecida): prazo até 31 de maio de 2022 e imposto pago até a mesma data, quando:
    • I – a decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou adjudicação dos bens inventariados, ocorreu até 2021 e que tenha transitado em julgado até o último dia do mês de fevereiro de 2022;
    • II – a lavratura da escritura pública de inventário e partilha ocorreu em 2021; ou
    • III – o trânsito em julgado da decisão judicial da partilha, sobrepartilha ou adjudicação dos bens inventariados ocorreu entre 1º de março e 31 de dezembro de 2021. 
  • Declaração de Saída Definitiva do País: prazo até 31 de maio de 2022 e imposto pago até a mesma data, quando a pessoa se retira do país:
    • I – permanentemente em 2021; ou
    • II – temporariamente e completou 12 meses consecutivos de ausência durante 2021. 
  • Calendário de restituições
    • Segue inalterado:
    • 1º lote em 31 de maio
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    • 3º lote em 30 de julho
    • 4º lote em 31 de agosto
    • 5º lote em 30 de setembro

Até a manhã do dia 11 de abril 24.435 declarações de imposto de renda foram entregues em Santa Maria, o que  representa apenas 34,27% das 71.300 declarações que a Receita Federal espera receber até o dia 31 de maio. As declarações ainda podem ser feitas após o prazo, mas caso o contribuinte for obrigado a declarar, estará sujeito a multa, cujo valor mínimo é de R$165,74. Existem vantagens para aqueles que não são obrigados a declarar. Os trabalhadores que durante alguns meses no ano passado receberam salários mensais em que houve retenção de imposto de renda na fonte, por exemplo,  em que o total anual não chegou a R$28.559,70 e não estiverem inseridos em outras obrigações, possivelmente receberão o valor retido se o fizer.

Colaboração: Ian Lopes e Vitória Oliveira

Na primeira semana de abril (05/04) o Ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender a aprovação da reforma administrativa e também da reforma tributária ainda este ano pelo Congresso Nacional. A Receita Federal se manifestou, em documento, sobre perguntas e respostas, defendendo que os livros sejam tributados e afirmando que pobres não consomem livros não-didáticos.

“De acordo com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2019 (POF), famílias com renda de até 2 salários mínimos não consomem livros não-didáticos e a maior parte desses livros é consumida pelas famílias com renda superior a 10 salários mínimos. Neste sentido, dada a escassez dos recursos públicos, a tributação dos livros permitirá que o dinheiro arrecadado possa ser objetivo de políticas focalizadas”, destaca a Receita Federal no documento, disponível no site.

A venda de livros passaria a ser tributada em 12%, que é a alíquota sugerida pelo governo para a Contribuição de Bens e Serviços (CBS) – um novo imposto que substituirá o PIS e Cofins. A proposta, entretanto, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. 

Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2020, afirmam que o brasileiro lê apenas cinco livros por ano. Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), isso poderia aumentar em 20% o preço final para o consumidor e diminuir a quantidade de leitores brasileiros anualmente, além de afetar editoras e autores – em especial os nacionais. 

Após reacender a polêmica sobre a taxação de livros, muitas pessoas se manifestaram contrariando a proposta da Receita Federal. Em audiência pública, disponível no site, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que é bibliotecária em formação, questionou o argumento de que apenas brasileiros ricos leem. 

“Eles dizem que só ricos leem. Por essa lógica, então teríamos que aumentar o preço da carne porque o povo brasileiro está com dificuldade de comer carne. Avião,  é difícil de viajar, então vamos aumentar o preço do avião para todo mundo, já que só quem tem um pouco mais de renda consegue viajar. Uma lógica perversa. Mas, além de uma lógica perversa, não é verdadeira. ”

A deputada citou dados do IBGE que apontam que 48% dos livros da literatura são consumidos por famílias com renda inferior a 10 salários mínimos. Fernanda afirmou que a imunidade tributária dos livros foi incluída na Constituição de 1946 e aprimorada na atual Constituição. 

Além de alguns parlamentares, muitos brasileiros se sentiram incomodados com o argumento da Receita Federal afirmando que o consumo de livros é elitizado e deram início a um abaixo-assinado nas redes sociais “DEFENDA O LIVRO: Diga não à Tributação de Livros”, já assinado por 1,4 milhão de pessoas com intuito de pressionar o governo e afirmando que necessitam de meios para facilitar o acesso à cultura e não o contrário.

“A tributação de livros é totalmente inconstitucional, de extremo retrocesso, já que afirma ainda mais que as classes mais pobres não têm acesso à educação e a cultura e não há incentivo do governo para que isso mude.”, esclarece a estudante de medicina, Kifah Abed, que costuma ler dois livros por mês. 

Após o ocorrido, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Deputados aprovou nesta quarta-feira (28) um convite ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a proposta de reforma administrativa na terça (4).