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Uma experiência com o cinema em Portugal

Roger Haeffner estudou Jornalismo na UFN e, quando estava no 7º semestre, em 2017 , foi para Portugal, estudar Cinema na Universidade da Beira Interior, em Covilhã. O hoje jornalista comenta que foi fazer o intercâmbio no

Curtas-metragens produzidos na UFN concorrem ao troféu Vento Norte

Ainda há tempo para assistir os curta metragens que concorrem competem nas mostras Fundação Eny de Curtas-Metragens Brasileiros e Sinprosm de Curtas-Metragens de Santa Maria e Região no 14º Santa Maria Vídeo e Cinema. Eles estão

Dilema do ensino remoto é tema do curta Conexão Restabelecida

Conexão Restabelecida é o segundo e último curta rodado pelos acadêmicos da disciplina de Cinema II do curso de Jornalismo (@jornalismoufn) da Universidade Franciscana (UFN – @universidade_franciscana). As gravações foram realizadas em duas diárias, na última sexta-feira (04) e sábado

Fazendo cinema de casa

No último dia do Fórum da Comunicação realizado pela Universidade Franciscana, os alunos e professores contaram com a participação de Luiz Alberto Cassol, diretor cinematográfico e Cineclubista, que falou sobre a experiência de gravar de forma remota

Uma resistência nacional chamada Cinema (parte II)

Posição dos órgãos públicos Em Santa Maria, existe a Lei de Incentivo à Cultura (LIC) que por meio de Poder Público Municipal apoia a cultura na cidade e tem como objetivo estimular o financiamento de projetos

Está em fase de produção o curta-metragem Sono REM, obra que trata sobre a paralisia e distúrbios do sono. O curta é uma produção da disciplina de Cinema II, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN). 

A 1º gravação ocorreu no prédio 13 do Conjunto III da UFN. O curta teve outras duas locações, sendo elas: uma casa e no bosque da UFSM. Imagem: Heloisa Helena Canabarro

A diretora do curta Heloisa Helena Canabarro, acadêmica do 7º semestre do curso de Jornalismo, conta que “foi uma experiência de muito aprendizado, de erros e acertos. Assim como o restante da turma, eu não tinha experiência em produzir um curta, aprendemos na prática como funciona a produção. Pra mim foi uma experiência muito boa e significativa, que com certeza deixará boas memórias”. Ela também foi roteirista da produção e conta que a ideia “surgiu na disciplina de Cinema l, onde tínhamos que criar um argumento para um curta que poderia vir a ser desenvolvido na disciplina de Cinema ll. Resolvi escrever o argumento sobre algo que tenho familiaridade, que são os distúrbios do sono, pois tenho paralisia do sono, insônia e pesadelos diariamente. Assim surgiu a ideia de criar o Nicolas, personagem principal que também sofre de distúrbios do sono que afetam sua qualidade de vida e mostrar a percepção sobre o que é a realidade”. 

A principal mensagem do filme é trazer a representação do cansaço e desgaste mental que uma pessoa que tem distúrbios do sono sofre. “Dormir bem é muito importante para a saúde física e mental. No curta Sono Rem demonstramos, por meios dos sonhos, o sofrimento e angústia que uma pessoa com distúrbios do sono sofre, retratando o sono, que deveria ser algo relaxante, como uma prisão psicológica”, explica a diretora.  Heloisa ainda destaca que “é importante falar sobre pois é um assunto que tem muito a ver com a saúde mental. Por meio do audiovisual podemos mostrar a representação de uma pessoa que sofre com os distúrbios do sono e como isso afeta a sua saúde física e mental. Pessoas que tem insônia ou distúrbios do sono tem mais riscos de desenvolverem doenças, além do estresse e exaustão, os distúrbios do sono podem ser gatilhos para a ansiedade e depressão. É muito importante ter um bom sono e cuidar da saúde mental, e caso esteja tendo distúrbios do sono procurar auxílio médico”.

A professora da disciplina de Cinema II, Neli Mombelli, conta que, para ela, orientar a produção de curtas é estar em constante aprendizado, “porque, a cada nova história que rodamos, surgem novos desafios de como contá-la e de quais recursos que dispomos para tal. Embora haja toda uma organização, é uma forma de estruturação do trabalho audiovisual, por se tratar de uma atividade criativa. O que move cada novo filme são os alunos que estão iniciando a sua experiência na área e a sua capacidade e disponibilidade de trabalhar de forma coletiva e experimentar a linguagem do cinema”. Ela explica que a produção do curta se torna um grande laboratório que exercita diferentes habilidades, criação narrativa e estética: “Desde a elaboração da história, a formatação dela em roteiro, a transposição para a linguagem audiovisual, a capacidade de organizar e gerenciar equipes, de produzir tudo o que é necessário para tirar a ideia do papel. ” O tema do curta que está sendo produzido apresenta algumas peculiaridades que impactam no processo: “As histórias que vão para o campo do sonho trazem bons desafios de criação, porque pode-se abdicar de alguns aspectos de continuidade e trabalhar com o universo onírico. Contudo, ainda é preciso manter um certo grau de verossimilhança para não mudar o gênero do filme, por exemplo, de um suspense ir para o trash. As características dessas cenas são a mudança de espaço e situações sem uma ligação lógica e a direção de fotografia, que, por vezes, vai para cenas mais escuras, ‘mal iluminadas’, e, por vezes, vai para cenas mais nítidas, mas a partir do ponto de vista subjetivo traz toda a carga da dramaticidade do momento”.

O elenco conta com a participação de Tarso Pimentel como personagem principal, estudante do 6º semestre de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), além de Caroline Freitas e Marlon Freitas como personagens secundários. Na equipe estão os acadêmicos Vitória Gonçalves e Luiz Paulo Favarin, como diretores de arte, Rubens Miola, Petrius Dias e Lucas Acosta na produção, som direto e assistência de fotografia. O curta é orientado pela professora Neli Mombelli. Alexsandro Pedrollo de Oliveira assina a direção de fotografia e Jonathan de Souza fará a finalização.

O lançamento do filme deve ocorrer no dia 14 de dezembro, às 20h, durante a programação da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) da UFN.

Na noite do último sábado, 22, o Diário de Santa Maria inaugurou o Cine Clube D+, projeto que visa divulgar o cinema de forma gratuita com a parceria do Cineclube da Boca e Lanterninha Aurélio. A primeira sessão, intitulada Madrugadão do Terror, contou com duas exibições de filmes escolhidos pelo público entre os quatro títulos disponíveis. A primeira votação se deu entre os clássicos O Bebê de Rosemary(1969) e Zé do Caixão: À Meia-noite Levarei sua Alma(1964), sendo escolhido o longa de 1969 pelos mais de 50 telespectadores presentes.

Segundo o editor da cultura do Diário, Cassiano Cavalheiro “nós tivemos mais de 140 inscritos, mas como nosso auditório tem 80 lugares, nós precisamos montar uma lista de espera longa. O público teve uma grande pluralidade, nós tivemos desde crianças até senhores e famílias”. Ao final da primeira exibição, os visitantes foram recebidos por doces, salgados e bebidas da cafeteria Oba! É Muito Bom!, Suiti Donuts e Solange Doces. Foi também disponibilizado um console retrô por parte da Estante Gamer e brindes, cortesia do Sebo Camobi e Delivery Much.

Público interagindo ao término do primeiro filme.

Antes de iniciar a segunda exibição da noite, o público participou de outra votação entre Sexta-feira 13 III (1982) e o vencedor Pânico 2 (1997). Ao final da exibição, o editor da cultura expressou seu desejo de fazer sessões mensais com diferentes temas. Em relação à organização do evento, conforme Cavalheiro “a gente considerou abrir um cineclube do Diário, mas por que abrir um se tem tantos em Santa Maria? Então a gente pensou em fazer parcerias e eu lembrei logo dos dois, o Cineclube da Boca que é novo e tem mobilizado tantas pessoas na UFSM e o cineclube Lanterninha Aurélio, que é o nosso clássico, já funciona há 44 anos”.

Já havia passado das 3h30 quando o público começou a ir embora da sede do Diário. Nunca tendo visto os filmes exibidos, o estudante Rubens Miola, 23, afirma que “foi interessante o fato de reunir tantas pessoas que gostam de cinema para aproveitar esses filmes clássicos. Eu espero que haja mais sessões, pois isso incentiva a cultura na cidade”.

O processo de inscrição da sessão foi online, por meio do preenchimento de um formulário onde os participantes podiam sugerir títulos para serem exibidos futuramente, O horário de chegada na Sede do Diário estava marcado para as 21h e o último filme teve fim as 3h30.

Imagens: Nelson Bofill Schöler

Roger Haeffner estudou Jornalismo na UFN e, quando estava no 7º semestre, em 2017 , foi para Portugal, estudar Cinema na Universidade da Beira Interior, em Covilhã.

O hoje jornalista comenta que foi fazer o intercâmbio no intuito de cursar algumas cadeiras da faculdade de cinema e ser aluno de dois professores que são referência mundial na área cinematográfica. Para ele “ir para Portugal foi como abrir uma janela, onde consegui vivenciar inúmeras coisas que nunca antes havia pensado que viveria. De certo modo me fez crescer como pessoa.” 

Roger na UBI em 2017. Foto: arquivo pessoal

Roger conta que se sentiu surpreendido pois vivenciou inúmeras experiências que o ajudaram e enriqueceram sua bagagem cultural. Ele percebeu que, embora tenhamos um parentesco linguístico, para compreender bem a língua portuguesa falada em Portugal precisa-se ter bastante atenção, embora leve pouco tempo para se habituar às novas pronúncias.

Amanhã, sexta-feira 19 de novembro, às 19h,  a TV OVO estará no bairro Nova Santa Marta, zona oeste de Santa Maria, na Escola Marista Santa Marta, com uma programação de curtas gaúchos para a plateia acompanhar, refletir e debater no pátio da escola. É a última sessão aberta ao público dentro do projeto Cine em Movimento 2021.

A sessão de cinema faz parte da programação dos 30 anos da Nova Santa Marta. O projeto Cine em Movimento tem financiamento do Pró-Cultura RS Fundo de Apoio à Cultura – FAC, que tem como objetivo movimentar a produção cultural do Estado

Segundo os organizadores, “a  iniciativa busca promover troca de ideias com o público da sessão, valendo-se da metodologia do movimento cineclubista de formação de plateias. As produções audiovisuais a serem exibidas possuem gênero, temática, narrativa e linguagem livres. A classificação indicativa também é livre conforme o Ministério da Justiça”.

Devido à pandemia da Covid-19, os organizadores alertam a necessária  utilização de máscaras e de álcool em gel e o respeito ao distanciamento e demais medidas de proteção. É necessário levar cadeiras.

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Ainda há tempo para assistir os curta metragens que concorrem competem nas mostras Fundação Eny de Curtas-Metragens Brasileiros e Sinprosm de Curtas-Metragens de Santa Maria e Região no 14º Santa Maria Vídeo e Cinema. Eles estão disponíveis no  site www.smvc.com.br até as 23h59min de hoje, sexta-feira, 17, e concorrem nas categorias técnicas e disputam o prêmio do júri popular.

Entre os curtas concorrentes estão seis produções de alunos e ex-alunos da Universidade Franciscana, realizadas nos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e na pós-graduação em Cinema. São eles:

Olhares do Rosário, documentário produzido em 2019 na disciplina de Cinema II do curso de Jornalismo,  e traz os diferentes olhares que refletem a memória e a trajetória do bairro Rosário, dirigido por Gabriele Bordin, Guilherme Superti, Milena Bittencourt e Tiago Teixeira.

Também na disciplina de Cinema II estão os curtas ficcionais A Visita, dirigido por Pietro de Athayde Gonçalves (2019) que narra a visita recebida por uma costureira, de uma velha conhecida e a nora desta, que está para se casar. A dupla contrata a tecelã para confeccionar o vestido do casamento. Por suas diferenças de idade e crença, as mulheres entram em um debate ideológico que permanece em constante empate dada a falta de voz da noiva.

Em ¼ de Memória dirigido por Natália Venturini ( 2019) uma carcereira trava um jogo de estratégia com sua prisioneira. Memórias, traumas e tabus se entrecruzam entre as grades da cela e o tabuleiro de xadrez, enquanto uma busca encontrar a outra para se libertar.

O curta Magnum Opus (Ficção, 2019), dirigido por Argos Miron, foi produzido na disciplina de Produção Audiovisual I, e conta história do artista Thomas que nunca deixou de buscar inspiração, independentemente das suas fontes. Na sua busca por uma cor mais vibrante em suas obras, porque o pigmento vermelho que ele usava não era o ideal para o contraste que buscava, descobre durante um surto, que a cor do sangue vivo era o que faltava para suas obras ficarem completas.

Todos concorrem ao Troféu Vento Norte e foram produzidos com apoio do LabSeis da UFN.

Já a ficção Beira-Mar (2020) dirigido por Pedro Pellegrini, foi produzido no curso de pós-graduação em Cinema da UFN, e traz o dilema de uma garota que  tem o carro quebrado durante uma viagem, e vai se deparar com três estranhos que podem conhecê-la melhor do que ela imagina. Embora as três pessoas tenham personalidades distintas, todas elas têm um aviso em comum: a garota precisa consertar o carro e seguir viagem antes que o dia termine, ou sua vida estará em risco.

A pós-graduação em Cinema traz ainda o documentário Um oito sete, dirigido por Daiana Schneider Vieira (2020) que aborda as desigualdades sociais e econômicas a partir do questionamento “O que você faria com R$ 187,00?”

O SMVC encerra amanhã. Ainda é possível votar nos seus curtas prediletos aqui: https://smvc14.com.br/votos

O curta tem lançamento previsto para 16 de julho. Imagem: divulgação.

Conexão Restabelecida é o segundo e último curta rodado pelos acadêmicos da disciplina de Cinema II do curso de Jornalismo (@jornalismoufn) da Universidade Franciscana (UFN – @universidade_franciscana). As gravações foram realizadas em duas diárias, na última sexta-feira (04) e sábado (05). O filme aborda as diferentes realidades vivenciadas no meio educacional durante a pandemia, evidenciando as desigualdades sociais ressaltadas pelo ensino remoto. Conexão Restabelecida apresenta a insegurança da professora Jordana, interpretada por Renata Teixeira, que precisa lidar com um dilema em meio a nova realidade que se impõe. Ela conta com a ajuda de Helena, também professora, interpretada por Camila Borges. No elenco ainda está Antonya Garcia.

Para produzir o curta, a equipe de 10 alunos se organizou em grupos de até 5 integrantes que fizeram escala nos diferentes turnos de cada set para que a atividade pudesse ser realizada com a máxima segurança em função dos protocolos relacionados à covid-19.

O período de pré-produção ocorreu remotamente durante o mês de maio. O curta tem roteiro de Nathália Arantes, direção de Allysson Marafiga, produção de Gianmarco de Vargas e Pablo Milani, direção de arte sob responsabilidade de Gabriela de Flores, André Marques, Barbara Canha e Joedison Dornelles, produção de elenco por Wellerson Leal e assessoria de comunicação com Ana Luiza Deicke. A orientação é da professora Neli Mombelli e conta com o apoio técnico de Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia, Jonathan de Souza na edição e finalização de imagem e de Alan Carrion na edição de som.

Outra equipe da turma também já rodou a primeira diária do curta Sinais. A última diária está prevista para dia 11/06, com gravações somente no modo remoto. O lançamento dos curtas está previsto para 16/07.

Texto: divulgação.

Na última semana iniciaram as gravações do curta-metragem “Sinais”. O projeto está sendo desenvolvido por estudantes da disciplina de Cinema II do curso de Jornalismo da UFN. 

Durante o mês de maio, o grupo se reuniu e desenvolveu remotamente o curta-metragem, para exercitar os conteúdos aprendidos em aula. As gravações estão sendo realizadas em formato híbrido, com três atores em set de filmagens, montados na UFN, e o restante da equipe presente por videochamada. A equipe é composta por dez integrantes, e está sendo dividida em pequenos grupos para acompanhar cada set, intercalando os horários e seguindo os protocolos de segurança. 

 O curta tem roteiro de Lavignea Witt, com direção de Denzel Valiente. Na produção estão Matheus Andrade, Laura Gomes e Ariel Portes, na direção de arte Kauan Costa, Caroline Miranda, Luana Giacomelli e Felipe Monteiro, e Emanuely Guterres na assessoria de comunicação. A produção tem orientação da professora Neli Mombelli e conta com o apoio técnico de Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia, Jonathan de Souza na edição e finalização de imagem e Alan Carrion na edição de som. Fazem parte do elenco, Vithoria Trentin, Carla Torres, Eduarda Rodrigues, Eduardo de Prá, Walquíria Lerina e Lucas Pereira. 

 “É uma experiência grandiosa, tendo em vista todos os processos até as gravações. Estar fisicamente presente neste projeto possibilita muito conhecimento, ainda mais vivendo em períodos de distanciamento como esse. Acredito que, como eu, meus colegas também curtiram muito a atividade, com certeza sairemos da disciplina com muito mais gosto pela área do cinema e pelo que ele promove”, comenta Emanuely. 

  “Sinais” retrata uma cena corriqueira da pandemia – as aulas da graduação síncronas no formato online. Contudo, o isolamento, além de modificar rotinas, também expôs algumas pessoas a certos tipos de violência, sobretudo, as domiciliares. O curta alerta que os detalhes de comportamentos podem revelar pedidos de ajuda, que são ainda mais silenciados pelo distanciamento social.

  “A ideia  do tema “violência contra a mulher” surgiu depois que vi um vídeo publicitário em uma rede social sobre o assunto. O vídeo também foi produzido durante a pandemia, só que a mulher conseguiu ajuda de uma amiga quando começou a sofrer violência, e eu quis retratar a versão contrária, que é quando a mulher é violentada e a situação passa despercebida pelas outras pessoas, sem que ela receba nenhuma ajuda e suporte”, relata Lavignea Witt.   “Escrevi o roteiro com a ideia de trazer a realidade dura que é a violência contra a mulher. Muitas mulheres que sofrem com isso não têm assistência nenhuma, e eu acredito que seja por isso que ainda haja altos índices de feminicídio no país. Então eu queria que esse curta servisse de alerta para as pessoas, que se atentem aos sinais dessas mulheres para que elas possam ser ajudadas”, acrescenta a acadêmica de jornalismo e roteirista do curta. 

  A data de lançamento de Sinais está prevista para o dia 16 de Julho. Nesta semana, outra equipe irá rodar o curta-metragem Conexão Restabelecida

Já é tradicional no curso de Jornalismo da UFN a produção de curtas-metragens. E mesmo com a pandemia, a disciplina de Cinema continua com suas atividades, dessa vez de modo remoto. Na última semana foram apresentadas 19 propostas, compostas por argumentos e roteiros,  para avaliação e definição sobre quais serão os curtas do semestre.

Alunos, banca e professora se reuniram virtualmente para a seleção. Imagem Neli Mombelli.

A banca contou com Christian Ludtke, produtor executivo e fundador da produtora Finish, que tem uma trajetória de 30 anos no audiovisual, atuando, além do campo publicitário, na produção independente e nas funções de diretor e direção de fotografia, além de já ter sido professor da ESPM de Porto Alegre; Alexsandro Pedrollo, diretor de fotografia com experiência de 25 anos, com atividades desenvolvidas na TV OVO, no mercado publicitário de Santa Maria e há cerca de 15 anos como técnico audiovisual dos cursos de Comunicação da UFN; e Neli Mombelli, professora da disciplina. Os roteiros escolhidos foram Conexão restabelecida, de Nathália Arantes, que aborda a educação na pandemia e as diferenças sociais, e Sinais, de Lavignea Witt, que traz como tema a violência contra a mulher e o feminicídio. Ambas produções deverão ser produzidas de forma remota.
Além disso, um terceiro roteiro foi escolhido para ser rodado pelo LabSeis, Laboratório de Produção Audiovisual dos cursos de Comunicação da Universidade Franciscana, quando for possível reunir uma equipe em um set. É a história de Passado presente, escrita por Denzel Valiente, que traz um drama familiar entre dois irmãos separados há muitos anos, o luto e os conflitos causados pelas diferenças de pensamentos dentro de uma mesma família.

Abaixo você pode conferir links com notícias sobre outros curtas produzidos pelo curso:

Jornalismo lança Curtas-metragens

Acadêmicos do curso de Jornalismo da UFN lançam curta-metragem Paradoxo

Curta-metragem Post It será lançado durante a I Semana do Jornalismo

Curtas-metragens de acadêmicos do curso de Jornalismo serão lançados na 4ª Mipa

Estudantes de Jornalismo da UFN lançam curta-metragem

Notícias sobre os curtas produzidos na Central Sul Agência de Notícias

“POST-IT”. Alunos do curso de jornalismo da UFN produzem curta-metragem. Estreia dia 17 de julho

No último dia do Fórum da Comunicação realizado pela Universidade Franciscana, os alunos e professores contaram com a participação de Luiz Alberto Cassol, diretor cinematográfico e Cineclubista, que falou sobre a experiência de gravar de forma remota e os desafios dessa nova proposta.

Cassol falou sobre a produção de seu trabalho, totalmente produzido de forma remota.

Cassol explicou como foi sua experiência ao gravar a obra “Deborah! O Ato da Casa” documentário baseado na vida da atriz e diretora Deborah Finocchiario, com participação da própria. Ele diz que a ideia era gravar um longa de uma forma totalmente isolada para ser lançado ainda na pandemia. Com poucos recursos e um número limitado de pessoas, Cassol assumiu o desafio de se tornar multifuncional, assumindo várias postos dentro do documentário, como direção, roteiro e produção. Ele explica que, como diretor, um dos principais aspectos a considerar em suas obras é a leitura nas expressões faciais de cada entrevistado e que, por vias remotas, isso é muito difícil identificar. No entanto, ele reconhece que sente mais liberdade para fazer perguntas do que de maneira convencional. O longa de Cassol foi selecionado para o 48º Festival de Cinema em Gramado.
Ao final da transmissão, Cassol abriu espaço para perguntas dos alunos e professores e também contou um pouco de sua história de vida e as etapas para chegar ao posto que ocupa hoje. Ele explicou que observa uma queda no ramo tradicional de cinema no Brasil, devido aos cortes no ramo artístico pelo Governo Federal. Todavia, ele afirma que esses acontecimentos servirão para fazer crescer e dar notoriedade ao cinema independente. Ele concluiu que esses acontecimentos são uma forma de “enxergar a arte no caos”.

Matéria de autoria de Rubens Francisco Miola Filho, produzida na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo.

Posição dos órgãos públicos

Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria foi instituída em 1996. Foto de Prefeitura Municipal de Santa Maria

Em Santa Maria, existe a Lei de Incentivo à Cultura (LIC) que por meio de Poder Público Municipal apoia a cultura na cidade e tem como objetivo estimular o financiamento de projetos culturais. A responsável pela LIC/SM, Marcia Rocha, relata que vários projetos vêm sendo beneficiados nos últimos anos, como por exemplo: “Por onde passa a memória da cidade”, “Narrativas em movimento”, “Olhares da comunidade” e o “Festival Internacional de Cinema Estudantil – CINEST”.          Segundo a Secretaria de Município da Cultura, Esporte e Lazer, o papel que os órgãos públicos tem feito é de estimular o desenvolvimento cultural e apoiar as manifestações culturais que acontecem na cidade, em especial, nas áreas de cinema, fotografia e audiovisual.

Entretanto, para a crítica de cinema, Bianca de França Zasso,  jornalista formada pela Universidade Franciscana e que, desde 2012, trabalha profissionalmente como crítica de cinema em Santa Maria, “esse apoio municipal  não é suficiente”. Bianca tem uma ligação intensa com o cinema nacional, tendo interesse desde a graduação,  no jornalismo cultural. A crítica conta que seu papel na área é ser uma mediadora entre o público e o espetáculo cinematográfico. Os filmes trazem questões que, muitas vezes, não são vistas numa única sessão, então o crítico serve para alertar sobre alguns pontos e trazer ao telespectador alguma informação que compõe com a experiência cinematográfica.

Bianca apresentando o quadro “Bia na Toca”. Foto: arquivo pessoal

A jornalista se dedicou ao cinema ainda na graduação, participando do CineClubeUnifra, onde escrevia e discutia sobre filmes e assuntos relacionados. Atualmente, ela é editora do site Formiga Elétrica, que tem sede em São Paulo, colunista no site do Claudemir Pereira, compõe o Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema, integra a Associação de Críticos do RS e a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), além de colaborar com diversos outros sites.

Bianca não trabalha diretamente com a produção audiovisual na cidade, mas percebe que, com o tempo, houve uma certa diminuição de produções. Para ela, a necessidade de um posicionamento do Estado faz muita falta e não se refere a simples apoio,mas sim de novos editais serem abertos para valorizar a produção local e regional.

Sobre o tema da redação do Enem, de 2019, refletir sobre a democratização do cinema, Bianca opina que foi “um tanto quanto arriscada”. A jornalista considera que o acesso diz respeito ao cinema em lugares afastados dos grandes centros, bem como para  pessoas que não tem condições de pagar o valor estipulado nos shoppings. Segundo ela, o jovem brasileiro, médio, assiste muito pouco cinema brasileiro e, quando assiste, quase sempre são os famosos blockbusters. “Cinema nacional deveria ser matéria dada na escola: cinema é arte, é história do nosso povo, pois os filmes retratam a sociedade de determinado  período histórico”, conclui Bianca.

Também  o diretor de cena da produtora Toca Audiovisual, Fabrício Koltermann, opina  sobre o cenário do cinema nacional  nos últimos anos. Com

Fabrício trabalhando em uma de suas produções. Foto: arquivo pessoal

início muito cedo na área cinematográfica e tendo experiências em sua própria casa, o diretor conta que sempre foi  encantado por cinema e produção. Assistiu diversos filmes que lhe deram inspiração e confiança para seguir em busca de seus objetivos, disse ele.

Buscando conhecimento, Fabrício viajava de  Restinga Seca a Santa Maria para acompanhar o SMVC. O Festival,   segundo ele, serviu de escola para o seu aperfeiçoamento. Seu primeiro produto foi “O vítima de nós”, pelo qual recebeu diversos prêmios. A partir daí suas produções foram aumentando, sempre priorizando sua cidade natal,  que é Restinga Seca.

Para o diretor, a democratização do cinema está nas atividades realizadas na rua, nos cineclubes, nas exibições itinerantes. “Atividades assim não trazem apenas o filme, mas também promovem debates entre os diretores, produtores e o público. Cinema não é apenas o que está em cartaz nas grandes cidades”, comenta Fabrício.

Segundo ele, Santa Maria tem  potencial para o audiovisual, com produções de qualidade, material e profissionais especializados. Para ele é necessários que as pessoas tenham curiosidade e saiam de suas “bolhas” e busquem inovação e novidade para abrilhantarem seus trabalhos.

Como diretor, ele considera que o trabalho exige um olhar criterioso , pois o  cinema provoca sensações para quem vê, então é necessário que exista  naturalidade e verdade. Para ele que produz, o estudo e a pesquisa são muito necessários, pois o trabalho de quem está por trás das câmeras tem que ser muito pensado para transmitir aquilo que é planejado para o público.

Cinema na universidade

O incentivo ao audiovisual também é pauta  nas instituições de ensino. A UFN oferece a cadeira de Cinema I e Cinema II para os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, além de ser aberto aos demais cursos como cadeira optativa. Na disciplina de Cinema I, ministrada por Carlos Alberto Badke, é realizado um estudo  teórico sobre a história e a produção nacional e local. As aulas servem de apoio para os alunos criarem bases dentro da área e se descobrirem no mundo do cinema.

Parte da equipe do curta A visita. Foto Alexsandro Pedrollo

Já na disciplina Cinema II, ministrada pela professora Neli Mombelli, os alunos elaboram e desenvolvem um produto audiovisual. Geralmente são produzidos dois curtas-metragens no semestre e toda produção é realizada pelos alunos. A professora conta que, em aula, são elaborados enredos e, por votação, são escolhidos quais serão produzidos. Assim, é feita uma divisão das tarefas e cada grupo é responsável pela produção.

A atividade é proposta para apresentar aos  alunos o mundo cinematográfico de modo com que realizem um pouco de cada tarefa e tenham a experiência de vivenciar uma produção. Além disso, os produtos são apoiados por empresas que os próprios alunos buscam e, assim que finalizados, são lançados e postos em concursos e festivais de cinema. Segundo a professora, não basta produzir um material audiovisual, ele deve ser exposto e circulado, para que outras pessoas possam ver.

No segundo semestre de 2019 foram produzidos dois curta-metragens, “A visita” e “¼ de memória”. Os dois curtas trazem algo em comum: ambos remetem questões atuais e pontuais que envolvem o universo feminino.

Produção do cenário de “A Visita”. Foto: Denzel Valiente/LABFEM

Atividades como estas são essenciais para que o aluno ponha “a mão na massa” e também seja inserido no processo produtivo. “Embora o aluno passe por todas as etapas em apenas um semestre, ele já pode ter noção do trabalho e do empenho que é efetuado na área do cinema “, encerra Neli.

Para saber mais sobre as produções do ano passado, confira a matéria que foi publicada na Agência Central Sul.