
O BTS não precisa do Grammy, mas a academia ainda precisa aceitar a globalização
A decisão de boicotar a premiação escancara a estratégia do Grammy de lucrar com o engajamento de artistas globais sem dar a eles igualdade de competição.

A decisão de boicotar a premiação escancara a estratégia do Grammy de lucrar com o engajamento de artistas globais sem dar a eles igualdade de competição.

A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.

A medida busca ampliar a visibilidade de filmes brasileiros nos cinemas e incentivar exibições em horários de maior público.

O evento ocorre dia 1° de Maio, das 13h às 20h, na Praça do Mallet, com entrada gratuita.

O grupo se apresenta no dia 23 de abril, a partir das 18h30, com entrada gratuita.

O Ateliê Solar realiza na próxima quinta-feira, 16, a abertura da exposição “Para Jorge – Mostra Coletiva Residentes Solar”, em Santa Maria.

Na última segunda-feira (30), um grupo de alunos e professores do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana realizou uma visita institucional à reitora Iraní Rupolo para a entrega da revista Plural

A 52ª Feira do Livro de Santa Maria ocorreu entre os dias 22 de agosto e 6 de setembro e deixou sua marca na vida de quem passou pelas bancas na Praça Saldanha Marinho.

Durante uma hora, o público ficou absorto na atuação, conhecendo a infância e os acontecimentos marcantes da trajetória do escritor gaúcho

A edição deste ano conta com a feira do doce, exposição sobre a vida do Diácono João Luiz Pozzobon e a 3ª Rústica da Medianeira
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).
A decisão de boicotar a premiação escancara a estratégia do Grammy de lucrar com o engajamento de artistas globais sem dar a eles igualdade de competição.

Nesta quarta-feira (29), o BTS, maior grupo de K-pop da atualidade, tomou uma posição firme contra a principal premiação da indústria musical. A tensão entre o grupo sul-coreano e o Grammy se acentuou após a criação da categoria Best Asian Pop Music Performance, uma adição que, na prática, isola artistas asiáticos e os afasta das categorias principais (General Field), como Álbum do Ano e Gravação do Ano.
Em nota publicada nas redes sociais, os sete integrantes (Jin, Suga, J-Hope, RM, Jimin, V e Jungkook) pontuaram que a arte não deve ser confinada a recortes geográficos:
“Decidimos não inscrever nossa música no Grammy este ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e amada pelo que é, em vez de ser categorizada por região ou idioma. Agradecemos aos ARMYs e a todos que estão sempre conosco.”

Além da adição da categoria voltada ao pop asiático, a 69ª edição do Grammy Awards anunciou a inclusão de quatro novas categorias:
E aqui percebemos como o problema é maior: sob o pretexto de celebrar a diversidade, a premiação historicamente confina músicos latinos, asiáticos e negros a subcategorias, sempre arrumando recortes e pretextos para deixá-los fora das grandes categorias. Grande parte desses prêmios sequer é transmitida na cerimônia principal da TV, sendo descartada na pré-cerimônia, que não é televisionada.
O que vemos é uma grande manipulação da academia para manter premiando apenas artistas brancos norte-americanos e europeus nas categorias principais. Eles vendem a criação de subcategorias regionais como “reconhecimento da diversidade”, mas a realidade segue sendo de exclusão. Ao invés de colocar grandes artistas asiáticos como o BTS ou Rosé — que concorreu com o fenômeno APT. na última edição — ou a sul-africana Tyla para disputarem em igualdade com grandes nomes do mercado ocidental, como Taylor Swift ou Beyoncé, nas categorias gerais a premiação cria nichos e condena esses artistas a concorrerem apenas entre si.

Há pelo menos uma década a música coreana vem ganhando espaço e dominando as paradas globais. O último lançamento do grupo, o 6° álbum de estúdio, intitulado Arirang, vendeu 641 mil cópias no total em sua primeira semana de lançamento — o maior número para um grupo desde que a Billboard começou a contabilizar dados em 2014 — incluindo 532 mil em vendas puras de álbuns. Além disso, estreou direto no nº 1 da Billboard 200 e permaneceu no topo por semanas consecutivas. Esses números provam que Arirang não é apenas um “sucesso asiático”, mas um dos maiores lançamentos mundiais do ano. Se um álbum com essas estatísticas não entra na disputa do prêmio principal, a limitação é da academia, não do artista.
Estudos da Universidade Lusófona de Portugal indicam que o K-pop acumula mais de 600 bilhões de visualizações/streams globais, somando plataformas como TikTok, YouTube e Spotify. O gênero se popularizou tanto ao ponto de quebrar a barreira linguística e provar que o idioma não limita a dominância das paradas mundiais. Em plataformas globais, o consumo de músicas coreanas rivaliza de igual para igual com grandes lançamentos em inglês e espanhol.
E por falar em lançamentos espanhóis, os latinos também são um grupo historicamente excluído pela academia, inclusive com a própria criação do “Grammy Latino”, que exclui esses artistas da premiação tradicional. Grandes nomes como Rosalía que acumula Grammys Latinos, mas na premiação norte-americana apenas ganhou na categoria específica de Melhor Álbum Latino de Rock, Urbano ou Alternativo. Já o gigante Bad Bunny fez história ao se tornar o primeiro artista de língua espanhola a competir simultaneamente nas três principais categorias gerais do Grammy (Álbum do Ano, Gravação do Ano e Música do Ano) e se consagrou ao vencer a principal categoria da noite com o álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS. Foi a primeira vez em 68 anos de premiação que um álbum cantado inteiramente em espanhol conquistou o maior prêmio da noite.

Historicamente, artistas negros dominam as paradas globais, mas ficam restritos a categorias como Urban/R&B, sendo sempre esnobados em Álbum do Ano, situação escancarada pelo boicote histórico de The Weeknd em 2021. Apesar de viver um dos melhores momentos da carreira em 2020, com o enorme sucesso global do disco After Hours e do megahit “Blinding Lights”, o cantor não recebeu nenhuma indicação, levando-o a chamar a premiação de “corrupta” nas redes sociais. Após o desprezo em 2021, o canadense declarou que não submeteria mais suas músicas para avaliação da academia.
Com todos esses casos, é impossível não notar o descaso da premiação com esses artistas e a segregação feita pela indústria ao tentar nichá-los e excluí-los de concorrer nas principais categorias da música mundial, usando-os apenas por sua relevância e audiência — o próprio BTS já performou na cerimônia, mas acabam sempre indo embora de mãos vazias. Isso nos faz questionar a relevância da premiação: por que um hit cantado em coreano ou espanhol precisa de um carimbo regional para ser julgado, enquanto uma música em inglês é automaticamente tratada como “música universal”? O Grammy ainda é o padrão ouro da indústria da música ou tornou-se um prêmio centrado nos EUA que se recusa a aceitar a globalização?
O Grammy tentou criar a categoria Best Asian Pop Music Performance sob o pretexto de “dar espaço”. Contudo, quando o grupo que lidera esse movimento vende mais de 5 milhões de álbuns globais no mesmo ano, lota 85 datas em estádios pelo mundo e supera em números de streaming a grande maioria dos indicados anglófonos nas categorias principais, a mensagem é clara: o pop cantado em coreano não faz dele menos pop. O Grammy usa o K-pop para bater recordes de audiência na TV e nas redes sociais, mas nega a ele a única coisa que importa em uma premiação séria: a igualdade de competição no palco principal.

Imagem: divulgação.
A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais, com supervisão da professora Neli Mombelli. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.
As sessões ocorrem na sala 108 do prédio 16 e são organizadas pelos alunos da disciplina, que também apresentarão os filmes ao público. Depois de cada exibição, haverá um breve bate-papo para compartilhar reflexões e discutir os temas abordados pelas obras, que tratam de questões como identidade, memória, infância, diversidade, cultura e transformações sociais.
A iniciativa também marca as comemorações do Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho. A participação é aberta à comunidade acadêmica, com emissão de duas horas de ACC para cada sessão assistida.
Confira a programação:
17/06 – Quarta-feira – Das 17h30 às 18h15
Os tiranos, de Marcos Marguilês
Brasil, 1951, 7’, animação.
As misérias perpetradas por três tiranos que chegam à cidade de Beauvais, no tempo das lutas religiosas na França e o consequente medo dos habitantes da vila, contados através do quadro do pintor francês Antoine Caron (1520-1598). Primeiro filme produzido pelo MASP, um documentário em table-top realizado por professores e alunos do Seminário de Cinema, um dos primeiros cursos de cinema do país.
Esporas, de Marcos Oliveira.
Brasil, 2021, 9’, videodança
É um trabalho de videodança que aborda a manutenção das masculinidades no contexto da cultura tradicional gaúcha.
Das 20h às 20h30.
Um vestido para ver a mamãe, de Karen Suzane
Brasil, 2020, 13’, ficção
Narra a jornada de Márcia que, aos nove anos, enfrenta a ausência de sua mãe durante uma infecção viral que atinge sua família em 1972. O filme, um drama com toques surrealistas, explora a força e a fé de sua mãe, além da resistência feminina. Márcia lida com as responsabilidades domésticas e o cuidado dos irmãos. A história aborda temas como infância, saudade e desigualdade de gênero, culminando em uma reviravolta que traz um raio de felicidade à protagonista.
24/06 Quarta-feira – Das 17h30 às 18h
Eu queria ser um monstro, de Marcelo Fabri Marão.
Brasil, 2009, 8’, animação
A transformação do ponto de vista de um garoto, que sonha em ser um monstro para enfrentar uma rotina diária.
A diferença entre mongóis e mongoloides, Jonatas Rupert (2021)
Brasil, 2021, 4’, animação
Alguns humanos nascem com um conjunto de características variáveis, que eles chamam de síndrome de Down. Um disco voador, dinossauros e cegonhas nos ajudam a tentar entender o que é e qual a diferença entre tê-lo ou não.
26/06 Sexta-feira – Das 17h30 às 18h15
Nova Santa Marta: cidade de lona, de Paulo Tavares
Brasil, 2021, 34’, documentário
Bruno Martins, 30 anos, a partir de um achado na estante de casa, procura organizar e conhecer as histórias e as memórias do Bairro Nova Santa Marta, a maior ocupação urbana organizada da América Latina.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) atualizou as regras da Cota de Tela, após envolvimento polêmico da rede de cinemas Cinemark. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a empresa teria utilizado sessões do filme infantil “Zuzubalândia”, lançado em 2024, em horários de baixa procura para cumprir a exigência de cota obrigatória. A situação gerou críticas nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a efetividade da política pública de incentivo ao audiovisual brasileiro.
Após a repercussão, a Ancine publicou a nova Instrução Normativa n° 175, que atualiza a regulamentação da política para 2026. Em vez de só contabilizar o número de sessões com filmes nacionais, sessões de longas brasileiros exibidas a partir das 17h, em qualquer dia da semana, passam a receber um acréscimo de 0,10 na contagem da cota. Na prática, isso significa que uma sessão em horário de maior público, como à noite, passa a valer mais para o cumprimento da obrigação legal do que sessões programadas em horários de menor movimento, como pela manhã ou no início da tarde.
A norma também cria um incentivo para que os filmes permaneçam mais tempo em cartaz. Quando um longa brasileiro continua sendo exibido entre a segunda e a quinta semanas cinematográficas no mesmo complexo, ele recebe um acréscimo adicional de 0,025 na contagem da cota, desde que as sessões também ocorram a partir das 17h. Caso o filme saia de cartaz e retorne posteriormente, a contagem é reiniciada.
Outra mudança amplia o bônus para obras premiadas. Além de Melhor Filme, passam a ser consideradas premiações como Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro em festivais reconhecidos pela Ancine. Nessas condições, as sessões a partir das 17h também recebem acréscimo no cálculo da cota.
Dados registrados pela agência apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais. Em 2024 e 2025, o cinema brasileiro ficou com 15,7% das sessões, mas só 10,1% e 9,9% do público, respectivamente. Em 2026, até agora, o número recuou para 6,5%. “O cumprimento formal da obrigação de programação não tem sido suficiente para converter presença em cartaz em resultado efetivo de público e bilheteria”, lamenta a Ancine, ao justificar a necessidade da atualização.
Com as novas medidas, a Ancine busca não apenas ampliar a quantidade de exibições de filmes nacionais, mas também garantir maior visibilidade e acesso do público às produções brasileiras nas salas de cinema.

Em Santa Maria, a confraternização pré-lançamento do festival, será nesta quinta-feira 23 de abril, a partir das 16h30, no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Regional Centro, em parceria com diversos sindicados e movimentos sociais, são os responsáveis pelo evento.
O festival ocorre no dia 1° de Maio, das 13h às 20h, na Praça do Mallet, com entrada gratuita. O evento contará com uma programação diversa, que reúne grandes nomes da música e da cultura popular, com destaque para os artistas Igor Peres e Marcelo Amaro. O palco também recebe artistas e grupos que representam a identidade cultural santa-mariense, como Paola Matos, Inseto Social, Aparelho Auditivo, Martelo, The Old Uncles, Escola de Dança Camargo, Street Dance, Mojubá, Movimento de Rua MDR e escolas de samba. O evento ainda inclui feira de economia solidária, arrecadação de alimentos para cozinhas solidárias, praça de alimentação, espaço kids e área voltada a sindicatos e movimentos sociais.
Segundo a organização, o Festival do Trabalhador se destaca como um espaço de protagonismo político e social da classe trabalhadora, conectando cultura e mobilização na defesa de direitos. Entre os temas centrais das atividades estão a redução da jornada de trabalho sem perda salarial, o fim da escala 6×1, a crítica à reforma administrativa, a valorização do serviço público, o enfrentamento da pejotização e a defesa da soberania nacional e da democracia.
O festival também assume posição clara no combate ao feminicídio, reforçando seu compromisso com a proteção da vida das mulheres e com uma sociedade mais justa, igualitária e sem violência.
A proposta integra sindicatos, movimentos sociais e coletivos culturais, conciliando momentos de celebração e reflexão. A programação inclui shows musicais, apresentações culturais e manifestações da cultura popular, estimulando um ambiente de convivência e envolvimento que consolida o 1º de Maio como um dia de luta e visibilidade.
“O festival é um espaço de celebração, mas também de mobilização. É onde a cultura se encontra com a luta concreta dos trabalhadores e trabalhadoras por mais direitos, dignidade e qualidade de vida”, destaca a organização do evento.
Ao percorrer diferentes regiões do estado, o Festival do Trabalhador reforça a importância da democratização cultural, enquanto amplia a consciência coletiva sobre questões que afetam diretamente a população.

O projeto Vitrine Cultural recebe o trio Matinê Meia Noite no café do Theatro Treze de Maio. O grupo se apresenta na quinta-feira, dia 23 de abril, a partir das 18h30, com entrada gratuita.
A Matinê surgiu em 2017 como um projeto solista e autoral de Vinicius Oliveira, músico multi-instrumentista e compositor graduado em Música e Tecnologia pela UFSM. Após se apresentar com diversas formações ao longo dos anos, em 2022 a Matinê aderiu a formação de power trio e desde então mantém esse formato. Vinicius é responsável pela guitarra e pelos vocais. Na bateria, está Vinicio Möller, músico experiente, ativo e com passagem em diversas bandas de Santa Maria. No contrabaixo, Caetano Arrais completa o trio, um jovem talento vindo de uma família de artistas e estudante de Música e Tecnologia na UFSM.
A Matinê tem um estilo que mistura: rock, pop, MPB, com letras íntimas e poéticas, bem recebidas pelo público nas apresentações. A aproximação com outros músicos e produtores de outros países deu a oportunidade de expandir o trabalho do grupo, com apresentações em diferentes palcos internacionais. Em Santa Maria, já se apresentou em vários locais como no Brique da Vila Belga e na Concha Acústica.
Mais informações no Instagram da Matinê Meia Noite.
O Ateliê Solar realiza na próxima quinta-feira, 16, a abertura da exposição “Para Jorge – Mostra Coletiva Residentes Solar”, em Santa Maria. O evento ocorre das 19h às 22h, com entrada gratuita e reúne artistas locais em uma proposta que conecta arte, espiritualidade e resistência.
Inspirada na figura de São Jorge, um símbolo de coragem diante das diversidades da vida, a ideia da exposição é relacionar o fazer artístico aos desafios enfrentados no processo criativo, transformando o medo, o silêncio e a dúvida em expressão de linguagem.
A exposição reúne obras de Luciano Santos, Cica Ereno, Helvia Schneider, Marilene Nunes, Helena Macedo, Ribeiro Halves, Marcia A. Binato, Marcio Flores, Lisianne Gonçalves, Jane Zofoli e Círia Moro, artistas residentes do Ateliê Solar. Os trabalhos apresentam diferentes técnicas e estilo, reunindo olhares diversos sobre os temas da amostra.
A programação da noite contará com participações especiais que ampliam o diálogo entre arte e espiritualidade. O bispo Francisco de Assis, da Diocese Sul Ocidental da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, fará um depoimento sobre significado de São Jorge. Além disso, está previsto um momento simbólico dedicado a Ogum, com participação do Reino de Iemanjá e Oxalá, conduzido pelo Pai Ricardo de Iemanjá.
Durante o evento, será lançada a terceira edição do Solar Impresso, edição de Outono. O lançamento reúne textos, imagens e registros das atividades realizadas no ateliê.
A proposta da mostra “Para Jorge” vai além da exibição de obras, buscando destacar a arte como um espaço de encontro e expressões, onde diferentes vivências e reflexões se conectam diante dos desafios do cotidiano.
Acompanhe a programação e os horários de visitação no Instagram dos Artistas Solares.



Imagens: Divulgação
Na última segunda-feira (30), um grupo de alunos e professores do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana realizou uma visita institucional à reitora Iraní Rupolo para a entrega da revista Plural, produzida pelos acadêmicos nas disciplinas de Narrativa Jornalística, Jornalismo Especializado e Jornalismo de Dados, ao longo do último ano.

A visita teve como objetivo apresentar oficialmente o trabalho desenvolvido. Durante o encontro, a reitora recebeu exemplares da revista e conversou com os estudantes sobre o processo de produção, as pautas abordadas e a importância de iniciativas práticas na formação acadêmica.
A revista Plural reúne produções jornalísticas desenvolvidas em disciplinas ministradas pela professora Glaíse Palma e pelo professor Iuri Lammel, que também orientou o processo de desenho visual com diagramação realizada pelos alunos. A publicação contou ainda com a produção fotográfica desenvolvida no Laboratório de Fotografia e Memória (LABFEM), sob orientação da professora Laura Fabrício.

A visita proporcionou um momento de troca entre a gestão da universidade e os estudantes e professores, reforçando o papel do jornalismo no ambiente acadêmico e destacando a relevância de projetos que aproximam teoria e prática.
O professor e coordenador do curso de Jornalismo, Iuri Lammel, que acompanhou o grupo e atua como editor executivo desta edição, ressalta que “a Plural é um produto bastante integrado, que articula disciplinas, laboratórios, semestres, professores, alunos e técnicos. A visita foi um gesto simbólico que marcou o retorno da revista e também demonstrou que o curso de Jornalismo segue firme, com a participação ativa dos estudantes”.
Para Nelson Boffil, acadêmico do 7° semestre, “acompanhar a produção das matérias e conversar com colegas sobre os temas abordados foi muito satisfatório. Ver o resultado desse esforço, sobretudo com a valorização dos trabalhos, é gratificante”.
Lançada em 2005, a revista Plural soma 30 edições ao longo de 20 anos de trajetória. Nesse período, a publicação passou por um hiato de cinco anos, em decorrência da pandemia de Covid-19. A edição mais recente também está disponível em formato online, por meio do link.

Imagens: Thine Feistauer/ LABFEM

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria.
A 52ª Feira do Livro de Santa Maria ocorreu entre os dias 22 de agosto e 6 de setembro e deixou sua marca na vida de quem passou pelas bancas na Praça Saldanha Marinho. Porém, entre tantos espetáculos, debates e lançamentos, algo foi deixado para trás: o planejamento prévio para que determinadas necessidades do público fossem atendidas.
A Feira do Livro não acomodou um espaço próprio para a alimentação de grupos grandes de pessoas. Escolas levaram turmas de 30 alunos ou mais para assistir aos espetáculos infantis e para circular pelas bancas. Depois de um itinerário cansativo, as crianças, com fome, não tinham local apropriado para se alimentar. Os bancos da Praça Saldanha Marinho se tornam insuficientes para acomodar turmas numerosas, que necessitavam estar juntas.
Além disso, não havia o suporte necessário para a alimentação de pessoas com deficiência. A falta de mesas para o consumo de alimentos no espaço da feira dificultou a permanência de quem precisava realizar suas refeições no local. Para se alimentar, os visitantes tinham como alternativa deslocar-se até estabelecimentos comerciais próximos da praça.
Ao entrar em contato com a Secretaria de Cultura, a reportagem obteve a seguinte resposta: “A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, informa que o assunto será resolvido com a comissão que organiza a Feira do Livro.”
Matéria produzida por Eduarda Amorin na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.
“Não esperem que estas memórias formem um documento histórico”, adverte Erico Verissimo no prefácio do livro “Solo de Clarineta”. “Elas não têm a intenção de fazer nenhum perfil de minha época ou dos meus contemporâneos. É antes um livro sincero, que dedico especialmente àqueles que me têm lido durante todos esses anos.”

O espetáculo “Erico: Solo de Clarineta (Primeiro Movimento)”, ocorreu no dia 2 de setembro no Theatro Treze de Maio, e encantou os espectadores que presenciaram a interpretação emocionante de Rafa Sieg, que deu vida à Erico Verissimo. Durante uma hora, o público ficou absorto na atuação, conhecendo a infância e os acontecimentos marcantes da trajetória do escritor gaúcho a partir de sua própria perspectiva.
O livro traz reflexões do escritor sobre sua jornada, com detalhes sobre a infância até a vida adulta. Entre os momentos estão a crise econômica da família, o rompimento do casamento de seus pais e os pensamentos que nunca era capaz de externar por conta da timidez.
Com produção da Companhia de Teatro Íntimo e direção de Renato Farias, as frases escritas na obra se transformaram em falas e movimentos, e os pensamentos de Erico foram expostos pelo ator de maneira artística e sensível.
Rafa, ao ser questionado sobre a responsabilidade de interpretar Erico Verissimo, explica que é uma necessidade não deixar ele cair no esquecimento: “É necessário que nomes como o Erico sejam lembrados pelas gerações futuras.” Ele também destaca que é importante exaltar nomes que quebrem o pensamento de que a literatura nacional só é feita em São Paulo e Rio de Janeiro: “A literatura do Brasil é muito mais que isso.”
O monólogo foi um dos espetáculos apresentados no Livro Livre, e teve uma grande relação com o tema da Feira do Livro deste ano: os 120 anos do nascimento de Erico Verissimo. Para os espectadores que não eram familiarizados com a história do escritor, a adaptação da sua autobiografia funcionou como uma introdução ao seu percurso de vida e obra.
Rafa Sieg, natural de Panambi, encontrou identificação nas obras do cruz- altense Erico Verissimo, não apenas pela aproximação geográfica, mas também pelos sentimentos explorados nos livros. “Eu tenho 46 anos, e há muito tempo venho buscando algo com que eu possa falar com o coração. Ser atravessado por essa história e por toda a obra do Erico está sendo como um oxigênio na minha vida.”, declara Sieg ao final do monólogo, emocionado.
O monólogo, que teve sua estreia em Santa Maria, está passando por uma fase de captação de recursos. A produção planeja levar o espetáculo à outras cidades, como Panambi, Cruz Alta, e futuramente, até ao Nordeste.

A Romaria Estadual da Medianeira, evento anual de Santa Maria, ocorre nos dias 07, 08 e 09 de novembro, com uma programação diversa que une adoração para os fiéis e acolhimento dos visitantes. A edição deste ano conta com a feira do doce, exposição sobre a vida do Diácono João Luiz Pozzobon e a 3ª Rústica da Medianeira.
Por mais que a Romaria comece no dia 07, há uma programação prevista para acontecer ainda em outubro e no início de novembro; uma delas é o IV Simpósio de Mariologia, que ocorre dia 25 de outubro na Universidade Franciscana. O tema deste ano é “Maria para hoje: leitura do Capítulo 12 do Apocalipse na perspectiva de Hans Urs Von Balthasar”. O evento é promovido pela Arquidiocese de Santa Maria, junto com a UFN e a Faculdade Palotina (FAPAS). O Simpósio acontece das 8h às 17h30, contando com quatro conferências e a missa de encerramento na capela da UFN.
De 01 a 10 de novembro, na Capela São José, é realizada a exposição “Vida e Obra do venerável Diácono João Luiz Pozzobon”, onde os visitantes poderão mergulhar no caminho de santidade do Servo de Deus. A capela com a exposição estará aberta das 9h às 18h durante esses dias.

Uma das novidades deste ano é a programação infantil, dia 8 de novembro, para todos os pequenos se divertirem com suas famílias. A programação inicia às 9h com a Rústica Medianeira Kids. Mais tarde acontece o projeto “Fé e Arte Por Toda Parte”, no qual as crianças pintam um tapete temático em frente à Basílica. De manhã ainda terá o Passeio de Trenzinho na Avenida Medianeira e a Caça ao Tesouro. À tarde, os pequenos poderão participar de duas atividades: a “Oficina Missão Criativa Maker”, que consiste na montagem de miniaturas em papelão da Basílica, do Jardim de Caná e do Altar Monumento, e os “Doceiros da Medianeira”, oficina feita para preparar biscoitos temáticos usando avental e chapéu. Exceto o passeio de trenzinho, todas as outras atividades necessitam de inscrição prévia, que iniciará dia 26 de outubro.
O projeto “Fé e Café”, que normalmente acontece na UFN, será realizado no Parque da Medianeira, dia 8 de novembro às 19h30min. A edição conta com o tema “Livrai-nos do mal, Exorcismos e Bênçãos”. O projeto tem o objetivo de debater sobre assuntos que tem pouca visibilidade, ouvindo o público jovem e integrando-os na comunidade.
No sábado também ocorrerá a 3ª Rústica da Medianeira, para os entusiastas das corridas. As modalidades são: 3km, 5km e 10km, e as inscrições já estão abertas. Para mais informações, clique aqui.
No domingo, a Romaria será focada na fé e religiosidade, com missas o dia todo, iniciando às 5h com a Missa da Alvorada e terminando às 18h com a Missa de Encerramento. Ela será transmitida pela TV Aparecida.
Você pode acessar a programação completa da Romaria por aqui.