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Onde as raízes me encontram

Escuto gargalhadas finas e sinceras. Chamam meu nome no portão. Rita Lee dizia: “Tem lugares que me lembram minha vida, por onde andei”.

Na última sexta-feira, 16 de outubro, a Universidade Franciscana (UFN) promoveu a Mostra das Profissões, no Conjunto III da instituição. O evento reuniu cerca de mil participantes, entre estudantes e professores de mais de 20 escolas públicas e privadas de Santa Maria e região.

Ao longo do dia, os visitantes conheceram os estandes dos cursos de graduação e participaram de oficinas, atividades práticas, visitas e dinâmicas organizadas por acadêmicos e professores da UFN. A proposta foi proporcionar aos estudantes uma experiência mais próxima das áreas profissionais em que desejam atuar.

A programação também apresentou as opções de formação disponíveis na UFN para 2027, que incluem mais de 30 cursos presenciais, quatro semipresenciais e um na modalidade de Educação a Distância (EaD).

Durante a cobertura do evento para a Rádio Web UFN, a acadêmica de Jornalismo Luiza Fantinel conversou com a pró-reitora acadêmica, professora Vanilde Bisognin, que destacou a importância da ampliação das modalidades de ensino oferecidas pela instituição. “A instituição oferece três modalidades para a realização dos cursos de graduação: presencial, semipresencial e a distância. Ressaltando que, independentemente da opção que escolher, a qualidade será a mesma. As diferentes modalidades possuem os mesmos materiais, os mesmos professores, o mesmo acolhimento, pois não negligenciamos uma graduação acessível, flexível e de qualidade”, compartilhou a pró-reitora.

Cápsula da Nave de Histórias.
Foto: Emanuelle Rosa

Durante a Mostra, os cursos de graduação promoveram diferentes atividades para apresentar aos visitantes suas áreas de atuação. A Enfermagem, por exemplo, realizou demonstrações práticas de punção venosa e curativos, além de apresentar procedimentos de atendimento em ambulância em situações de urgência e emergência. Já o curso de Direito promoveu um júri simulado no salão de júri da UFN. A Odontologia organizou experiências imersivas, com tour guiado, circuito prático e apresentação da clínica, além de um espaço lúdico.

O curso de Jornalismo também abriu as portas de seus espaços de aprendizagem, com visitas aos Laboratório de Audiovisual (Labseis), à Agência Central Sul de Notícias e ao Laboratório de Fotografia e Memória (Labfem).

Além disso, o projeto do curso de Jornalismo Nave de Histórias, esteve presente com sua cápsula em que uma experiência imersiva de audição de histórias gravadas por alunos do curso e por crianças da escola municipal Castro Alves estava disponível.

Pela primeira vez, o Labfem montou um mini estúdio fotográfico no hall do prédio 17. O espaço contou com exposição de fotografias produzidas por acadêmicos, câmeras fotográficas, livros sobre a história da fotografia e atividades de captação de imagens.

Labfem na Mostra com seu mini estúdio fotográfico. Foto: Emanuelle Rosa

A professora de Fotografia Laura Fabrício destacou a importância de aproximar o público das práticas desenvolvidas no curso. “Convido o público a conhecer os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que trabalham diretamente com a disciplina de Fotografia. Mas independentemente do teu curso, tu tens acesso à eletiva de Fotografia Digital. Trazer, pela primeira vez, o estúdio para um espaço de maior circulação de público aproxima ainda mais nosso trabalho na Mostra e destaca a importância dessa disciplina para o Jornalismo”, ressaltou.

O curso de Jornalismo também participa sempre da cobertura do evento. Acadêmicos realizaram a transmissão ao vivo da Mostra das Profissões por meio da Rádio Universitária. A experiência permitiu que os estudantes colocassem em prática conhecimentos relacionados à comunicação com o público e à realização de entrevistas com professores e visitantes.

Maria Eduarda Castro e Nicolas Pacheco são alunos de Jornalismo e atuaram na Rádio Web UFN. Foto: Vinicius Gomes/Labfem

A programação também contou com a participação de representantes da Escola Estadual Irmão José Otão, que compartilharam a experiência do clube de mídias desenvolvido na instituição. Segundo a professora Dominique, o projeto é dividido em três áreas: redes sociais, programação do site e locução na rádio. “Temos um compromisso com o clube todas as quintas-feiras e, aos poucos, o espaço cresce. Com isso, podemos aproximar os alunos dessas atividades”, contou.

A oportunidade de conhecer diferentes cursos e vivenciar atividades práticas também despertou o interesse dos visitantes por áreas específicas de formação. Dessa forma, a Mostra das Profissões se consolidou como um espaço de aproximação entre a universidade e a comunidade escolar, permitindo que os estudantes conhecessem as possibilidades de graduação oferecidas pela UFN e tivessem um primeiro contato com as experiências que fazem parte da vida acadêmica e profissional.

Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Foto: Reprodução

Escuto gargalhadas finas e sinceras. Chamam meu nome no portão. Rita Lee dizia: “Tem lugares que me lembram minha vida, por onde andei”. Sabe-se lá em que ela estava pensando naquele momento, mas das minhas raízes, eu sei. Talvez nem tão minhas, mas as adotei com o tempo. A palavra árvore, segundo o dicionário, significa planta lenhosa com tronco fixo no solo, raízes, despida na base e carregada de galhos e folhas na parte superior. Lembro-me assim, da minha infância.

O bairro Voluntários da Pátria, em Rosário do Sul, sempre foi um dos mais extensos da cidade, recheado de casas, pessoas, praças e lojas. Na verdade, quem percebia tudo isso eram os adultos. Para mim, o brilho nos olhos era outro. Bem no meio de todos aqueles arredores, entre os canteiros, permanecia o João. Quero dizer, o João Bolão.

Sei que, de cara, parece engraçado e simpático, mas explicarei melhor. Minha infância foi marcada pela inocência de uma gigante árvore que ficava em frente à casa de minha tia, a menos de uma quadra da minha. O tronco surgia com raízes fortes e firmes, de um marrom-escuro intenso, muito bem fixadas no chão gramado do canteiro. Contava-se, naquela época, que ela havia sido plantada com cola branca e, por isso, era tão resistente. Se você não acredita, eu e meus amigos, aos seis anos de idade, achávamos que era a mais pura verdade. Afinal, por que não seria?

Na música chamada “Minha vida”, canta-se também a parte: “As histórias, os caminhos, os destinos, que eu mudei”. Ela era exatamente assim. Essa planta tinha a maior sorte (ou azar) de presenciar as maiores brincadeiras já vistas na terra onde foi plantada. As folhas grandes, majestosas, no verde mais chamativo e escuro que já vi, balançavam de um lado para o outro como se acompanhassem o ritmo lento de uma dança. A título de curiosidade, a casa de minha tia também era verde, o que chegava a ser irônico. Eram tantas folhas que nos perdíamos olhando para cima. O bairro era, de fato, grandioso, mas o João (que agora vocês estão conhecendo) era mil vezes maior.

Assim como na canção, Rita Lee canta: “Cenas no meu filme branco e preto, que o vento levou e o tempo trás”. Esse arvoredo teria inúmeras histórias para contar enquanto o vento o enriquecia de vida. Mas, antes de contar tudo o que ele presenciava, preciso falar de mais uma característica que chamava atenção.

Roxo sempre foi uma das minhas cores favoritas na infância e, talvez agora, pensando bem, o João tenha culpa nisso. O nome “João”, que tantas vezes mencionei, vem do fruto que pesava entre suas folhagens. Pode-se até confundi-lo com uvas, de tão parecido. Quando maduros, os frutos ficam de um roxo quase preto e se enchem de uma polpa suculenta. Porém, não se enganem com a primeira impressão. Na época da safra, eles caem do pé e forram o chão, tingindo tudo o que tocam: mãos, roupas, calçadas e até os carros estacionados sob sua sombra no verão.

Essas frutas presenciavam tudo o que se pode imaginar. Mas era durante as tardes que pareciam mais felizes ao ver as crianças brincarem. O ponto de encontro era sempre ali. Talvez você me pergunte: “Mas e quando chovia?” E eu respondo: também. Afinal, ela protegia qualquer coisa que estivesse embaixo. A altura do João varia entre 13 e 22 metros, mas isso nunca nos assustou. Pelo contrário, nos encorajava. Acredito que, se hoje sou uma pessoa corajosa e forte, foi porque, aos seis anos, escalava todo aquele arvoredo até o topo. Ali, naquele lugar, eu realmente me sentia no topo do mundo.

“Tem pessoas, que a gente não esquece, nem se esquecer”, canta Rita. Muito provavelmente eu e meus amigos éramos assim para o João, e vou contar mais a fundo o porquê. Naquela época, dizia-se que a árvore seria cortada e levada embora. Eu chorava por não querer perder um dos meus melhores amigos. Já minha tia lamentava a possível perda da sombra para o chimarrão. O medo era tanto que, sempre que apareciam para podar a árvore, ficávamos de olho, como guarda-costas de alguém muito famoso (E para nós, ele realmente era).

Pior ainda era quando nós, baixinhos e com nossas bicicletas, chegávamos lá e ela já estava podada. Indignação era a palavra que descrevia aquele momento. Mas nem assim deixávamos o João se abalar. As milhares  (sem drama, eram milhares ) de folhas espalhadas pelo chão chegavam a nos encobrir de tão altas. Tudo bem, também não era tão difícil naquela época. Os galhos e folhas cortados formavam um monte que alcançava quase a metade do tronco da árvore. E essa era a parte mais divertida.

Já ouviram falar em piscina ecológica? Pois lhes apresento esse termo.

Quando as folhagens ficavam amontoadas junto ao tronco, escalávamos o João até o mais alto que conseguíamos e, de lá, com toda a coragem do mundo, nos atirávamos sobre elas. Era a nossa forma de não deixar a natureza triste por perder algumas folhas. Também elogiávamos o arvoredo e dizíamos que ele tinha ficado bonito de cabelo cortado. Realmente éramos “personagens do filme de memórias” do João.

“Desenhos que a vida vai fazendo, desbotam alguns, uns ficam iguais”. Sabe aquela frase que ouvimos quando crescemos: “Um dia você brincou pela última vez e não sabia”? Talvez essa parte tenha doído para o João. Ele foi envelhecendo e perdendo o brilho das folhas, assim como nós.

Em algum dia qualquer daquela rua, fizemos comida de mentira com aquelas frutinhas, nos escondemos atrás do arvoredo, sujamos as mãos de roxo, brincamos de casinha e gargalhamos ao subir no topo do mundo, pela última vez.

“Entre todos os amores e amigos, de você, me lembro mais”. Há mais uma coisa que quero contar sobre o João. Existiam outras duas árvores ao seu lado. Porém, com todo respeito a elas, João Bolão era o protagonista. Eram menores, tinham troncos mais finos, menos galhos e menos folhas. Ocupavam menos espaço e pareciam estar ali para lhe fazer companhia quando nós não aparecíamos — o que era raro. Ainda assim, achei importante incluí-las nesta escrita. Elas também têm suas histórias. Mas isso fica para outro dia.

Inclusive, escrevendo este perfil, descobri pela primeira vez que o nome correto é “Jambolão” ou “Jamelão” e que sua origem é indiana. Com todo respeito, João é muito mais criativo e bonito do que qualquer outro nome que poderíamos ter dado.

E, se isso também puder servir de inspiração, essa árvore foi plantada pelo meu pai, em 1991, um ano depois de conhecer minha mãe.

Ou seja, quem me conhece e me vê, de alguma forma também convive com a natureza dessa árvore. Provavelmente, em algum momento, já me ouviu elogiar alguma árvore. E, se ainda não ouviu, há de se esperar. Talvez porque, toda vez que paro para admirar uma delas, eu enxergue um pouco do João. Ou talvez porque, sem perceber, eu tenha aprendido com ele a encontrar beleza até nas raízes e folhas que precisam cair. No fim das contas, quem conhece um pouco de mim, conhece um pouco dele também.

É, João… Rita Lee estava certa: “De você, não esqueço jamais”.

Texto produzido na disciplina de Narrativa Jornalística, no primeiro semestre de 2026, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

A imagem é meramente ilustrativa pois a árvore a que a autora se refere não existe mais.

A egressa do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), Vitória Oliveira Lopes, conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Podcast da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) 2026. A premiação ocorreu durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 1º de setembro, na Universidade Católica de Brasília (UCB). Antes da etapa nacional, o trabalho também havia conquistado o primeiro lugar na etapa regional da competição.

Vitória com o prêmio do Intercom. Foto: Arquivo próprio

Intitulado Re.veste, o podcast foi desenvolvido por Vitória durante a graduação em Jornalismo da UFN. A produção venceu a categoria Podcast da Expocom Sul 2026, realizada em Toledo, no Paraná, e garantiu a classificação para representar a região na etapa nacional.

Na disputa nacional, o Re.veste concorreu com outras cinco produções de universidades federais de diferentes regiões do Brasil. Para Vitória, a qualidade dos trabalhos tornou a conquista ainda mais significativa. “Eu competi com outros cinco trabalhos de faculdades públicas muito boas do Brasil, e acabou que o meu trabalho, entre todos esses, foi reconhecido como o melhor”, relata.

Vitória apresentando o seu trabalho. Foto : Arquivo próprio

O projeto nasceu do interesse da estudante em atuar no laboratório de rádio da UFN, espaço em que ainda não havia desenvolvido atividades. A escolha do tema também partiu de seu interesse por moda sustentável, assunto que já havia abordado em trabalhos acadêmicos. A partir disso, Vitória desenvolveu uma série de podcasts documentais sobre o tema e estabeleceu contatos com professores e integrantes do movimento Fashion Revolution, voltado à promoção de uma moda mais sustentável. A orientação do trabalho foi da professora Neli Mombelli.

A Expocom é um evento acadêmico que reúne produções experimentais desenvolvidas por estudantes de comunicação. Os trabalhos passam por etapas regionais antes de chegar à disputa nacional.

Na etapa final, Vitória foi a única representante de uma instituição particular entre os concorrentes. Para ela, a conquista reforça que a qualidade de um trabalho não depende do tipo de instituição em que ele foi desenvolvido. “O nome da instituição não define a qualidade do trabalho. Com incentivo, dedicação e todo o suporte que a gente recebe, a gente consegue chegar lá também”, afirma.

A experiência também deixou uma mensagem para os estudantes de Jornalismo. Vitória incentiva a participação em congressos e eventos acadêmicos, e reforça a importância de acreditar no próprio trabalho. “Façam mais trabalhos acadêmicos, se inscrevam, participem de congressos, se arrisquem. O ‘não’ tu já tem. Então, por que não tentar?”, aconselha.

Acadêmicos e professores de Jornalismo participaram do bate-papo. Imagem: Luiza Silveira/Labfem

Na última semana, os jornalistas da RBS TV Rogério Giaretta, Nick Santos e Guilherme Jacques apresentaram para os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) o projeto Primeira Pauta.

O projeto permite que estudantes de Jornalismo de todo o Rio Grande do Sul, com 18 anos ou mais, se inscrevam e concorram a uma semana de imersão nas redações do Grupo RBS. Além disso, Rogério, Nick e Guilherme compartilharam experiências profissionais, desafios da rotina de trabalho na empresa e competências necessárias para atuar no mercado jornalístico.

O jornalista Rogério Giaretta Junior destacou a persistência como uma característica fundamental para quem busca alcançar objetivos profissionais. “Vamos encontrar pessoas que podem nos ajudar e impulsionar, outras que não nos ajudarão e colocarão defeitos no nosso trabalho. Mas acredito que seja fundamental ter persistência. Quando gostamos de alguma coisa, procuramos ser felizes e buscamos a nossa felicidade. Se a felicidade é trabalhar no Grupo RBS ou em um veículo do grupo, é preciso trabalhar para isso, buscar alternativas e fazer contato com pessoas do grupo”, pontua Rogério.

Já Nick Santos relatou que a escolha pelo Jornalismo ocorreu a partir da identificação com a comunicação, a escrita e o contato com as pessoas. “Acho que, na realidade, o Jornalismo me escolheu. Sempre gostei muito do microfone por causa da música e vi uma proximidade entre a arte e o Jornalismo. Quando estava escolhendo qual profissão seguir, eu escrevia para o blog da minha mãe e gostava de escrever, montar notas e textos, mesmo sem saber que aquilo era Jornalismo. Então pensei em experimentar a televisão, porque gosto de escrever, falar, me expressar e do microfone. Foi uma decisão muito acertada”, afirma Nick.

Entenda como funciona o processo de inscrição

Fase 1: Os estudantes interessados devem preencher o formulário de inscrição e enviar um vídeo respondendo à pergunta “Por que eu quero participar do projeto jornalístico Primeira Pauta RBS?”. As inscrições ficam abertas até 30 de setembro. Ao final do período de inscrições, serão selecionados os 15 melhores vídeos, que avançarão para a segunda fase. A divulgação dos 15 finalistas ocorrerá em 16 de outubro. A RBS também realizará uma live aberta aos inscritos, com profissionais de Recursos Humanos, abordando temas como currículo, LinkedIn, oportunidades de trabalho e processos seletivos.

Fase 2: Os 15 estudantes classificados deverão produzir um conteúdo jornalístico de apuração própria, com tema livre, em formato de vídeo para redes sociais. O material deverá ser enviado entre 16 e 28 de outubro, estar publicado em uma plataforma online, como YouTube ou Vimeo, e ser acompanhado de uma sugestão de título e legenda. Os trabalhos serão avaliados por uma comissão formada por profissionais de diferentes veículos do Grupo RBS, considerando critérios como objetividade, clareza, criatividade, qualidade jornalística, conexão com o público, correção e ética. Ao final dessa etapa, serão escolhidos os cinco participantes do Primeira Pauta RBS 2026, com resultado divulgado em 18 de novembro.

Fase 3: Os cinco selecionados participarão, entre 30 de novembro e 4 de dezembro, de uma etapa de mentoria e acompanhamento remoto com profissionais das redações do Grupo RBS. Depois, entre 7 e 11 de dezembro, participarão presencialmente da Semana Primeira Pauta, uma imersão nas redações da RBS TV, Gaúcha, GZH, Zero Hora e Diário Gaúcho. Durante a experiência, os estudantes acompanharão a rotina jornalística e produzirão uma reportagem em vídeo e áudio, que será publicada em GZH e veiculada na Rádio Gaúcha. Além da experiência nas redações, os cinco selecionados também terão acesso a um workshop imersivo do Planeta Atlântida 2027, em data a ser definida.

Imagens: Luiza Silveira/Labfem

Texto com colaboração de Maria Eduarda Castro, acadêmica do 2° semestre do curso de Jornalismo.

Acadêmicas de jornalismo Isadora, Hananda, Melissa e Luiza ingressaram no curso neste 2°semestre de 2026 .
Imagem: Luiza Silveira/Labfem

Na última terça-feira, dia 28 de julho, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) realizou uma acolhida aos novos acadêmicos. O encontro foi organizado pelo Diretório Acadêmico do curso de Jornalismo (DAJOR) e docentes do curso.

Na oportunidade, o professor e coordenador do curso, Iuri Lammel, apresentou o curso e as datas importantes referentes ao 2º semestre de 2026 aos estudantes. Em especial, a apresentação foi direcionada às alunas Melissa Saraiva, Hananda Ziegler, Luiza Miranda e Isadora Teixeira, que ingressaram no curso neste semestre.

As calouras também tiveram a oportunidade de interagir com os alunos veteranos e conhecer os professores e técnicos. Na sequência, ocorreu a tradicional pintura de rostos, momento muito aguardado pelos calouros que simboliza a entrada no meio acadêmico, além de um lanche coletivo.

A noite ainda reservou mais atrativos. As estudantes recém chegadas puderam conhecer os laboratórios do curso, que incluem Produção Audiovisual (LABSEIS), Fotografia e Memória (LABFEM), Mídia Sonora (Rádio Web UFN) e Mídia impressa e digital (Agência Central Sul de Notícias), onde puderam observar o aparato técnico utilizado para atividades e suas características.

A acadêmica do 6°semestre de jornalismo e vice-diretora de comunicação do DAJOR, Nathaly Penna, destacou que a recepção aos calouros tem o intuito de tornar o ingresso na universidade mais acolhedor, fortalecer a integração entre os estudantes e favorecer a adaptação dos novos alunos à rotina acadêmica. “Acreditamos que entrar na universidade é um momento de muitas dúvidas e expectativas. Por isso, o acolhimento mostra aos calouros que não estão sozinhos, aproxima-os do curso e os faz sentir parte da comunidade acadêmica desde o primeiro dia. O Diretório representa os alunos, fortalece o diálogo com os professores e promove atividades que complementam a formação acadêmica”, afirma Nathaly

A acadêmica do 1° semestre do curso de Jornalismo, Isadora Teixeira, comentou que a recepção foi ótima e que todos os colegas e professores foram muito receptivos e gentis. Ela ressaltou que a área pela qual tem maior expectativa é a Fotografia. “Desde pequena o jornalismo me chamava a atenção, queria trabalhar como a Glória Maria mostrando o que tem de interessante ao redor do mundo mesmo não sendo meu primeiro plano durante anos. Todos me diziam que era o curso perfeito pra mim e com a oportunidade do Vestibular de Inverno da UFN, parecia que o curso estava me chamando”, acrescenta Isadora.

Esse foi o quarto acolhimento aos calouros organizado pelo Diretório. Além das recepções aos novos alunos, o DAJOR já protagonizou outras iniciativas, dentre elas, o apoio na organização da exposição “Olhares Fragmentados” em conjunto com o LABFEM, encontros com profissionais da área do jornalismo, churrascos de socialização entre professores e acadêmicos, uma visita aos estúdios do Grupo RBS em Santa Maria, a produção de um programa de rádio especial sobre o Dia dos Namorados no pátio da UFN e duas Festas Juninas a fim de reunir os estudantes do curso.

Para este semestre, o Diretório está atuando junto aos professores no intuito de proporcionar aos estudantes do curso uma viagem técnica a Porto Alegre. Entre as atividades previstas está a visita aos estúdios do Grupo RBS da capital, estimulando a imersão em um universo de maior alcance no campo da comunicação.

Imagens: Luiza Silveira/Labfem

Mariele Flôres é a entrevistada do episódio que vai ao ar no dia 31 de março. Imagem: Enzo Martins.

O programa De Papo Com, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), está de volta com episódios inéditos. Um programa sobre jornalismo e jornalistas, que vai ao ar nesta terça-feira, 31 de março, às 19h, na UFN TV, canal 15 da Net e  no YouTube do LabSeis. A convidada da vez é Marielle Flôres, representante da Pastoral da UFN. Ela ingressou na faculdade em 2004 e, ao longo da sua carreira, se especializou em assessoria de comunicação. 

            Durante o programa, Marielle fala sobre sua trajetória profissional, os desafios e aprendizados da maternidade e sua forte atuação nas áreas de relações institucionais e gerenciamento de crise. O episódio faz parte de uma nova temporada gravada por alunos da disciplina de Jornalismo Audiovisual do 5º semestre do curso de Jornalismo. A condução da entrevista é feita por Náthaly Penna, com produção de Andressa Rodrigues.

Em 2025, foram 16 programas que trouxeram nomes como Lizie Antonello, Mauricio Rebellato, Ticiana Fontana e Claudemir Pereira. Você pode ver esses e outros episódios do De Papo Com no YouTube do LabSeis e acompanhar cortes das entrevistas no  Instagram do programa e no Instagram do LabSeis. Por lá, você confere em primeira mão os próximos convidados e temas das futuras edições. 

De Papo Com é uma produção laboratorial do Curso de Jornalismo da UFN, produzido na cadeira de Jornalismo Audiovisual sob a supervisão e direção geral da professora Neli Mombelli, apresentado pelos alunos Náthaly Penna, Luiza Fantinel, Gabriel Deõn, Felipe Perosa e Emilly Pillar, com produção de  Rian Lacerda, Andressa Rodrigues, Laura Pedroso, Enzo Martins e Miguel Cardoso,  acadêmicos do 5º semestre; Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia e Marcio Santos na operação de câmera; Jonathan de Souza no switcher e finalização; e Emanuelle Rosa na identidade visual.

Acadêmicos e professores participam de bate-papo com Juliano Castro, jornalista da RBS TV. Imagem: Maria Valenthine Feistauer/LABFEM

Na terça-feira, dia 17 de março, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em parceria com o Diretório Acadêmico do curso (DAJOR), realizou um bate-papo com o jornalista alegretense Juliano Castro, que trabalha na RBS TV em Porto Alegre.

O jornalista compartilhou as práticas da rotina profissional, que incluem o trabalho de produção e apuração dentro da redação jornalística, bem como o funcionamento dos bastidores e das entradas ao vivo no telejornal. Juliano também falou sobre as competências que o repórter precisa ter para atender às exigências do mercado de trabalho contemporâneo, especialmente em relação às novas tecnologias, seus desafios e vantagens no dia a dia, além de tendências e possibilidades de atuação na área.

O momento teve o propósito de aproximar os acadêmicos do contexto profissional do jornalismo, oportunizando o diálogo com quem já tem experiência e atua no ramo jornalístico em uma empresa de comunicação de grande notoriedade no estado do Rio Grande do Sul.

O professor Iuri Lammel, coordenador dos cursos de Jornalismo e Comunicação Digital da UFN, destacou que a iniciativa do DAJOR em organizar palestras com profissioanis da área é muito positiva, pois demonstra autonomia e protagonismo dos estudantes na construção de atividades e eventos. “Nós, como responsáveis pelo curso de Jornalismo, tentamos apoiar e dar o máximo de autonomia para os alunos, porque é uma forma também de desenvolver a habilidade, de correr atrás e de fazer as coisas acontecerem. Eu acho que essas palestras são muito importantes para os alunos, porque o nosso curso, embora seja de ótima qualidade, tenha formado grandes profissionais e tenha bons professores, por outro lado é um curso relativamente pequeno e longe do grande centro do estado, que é Porto Alegre. Então a gente precisa dessas palestras para atender a demanda dos nossos alunos, para eles entenderem como funcionam as grandes empresas, como os grandes profissionais trabalham e atuam. Essas palestras são uma forma de complementar a formação acadêmica e o aprendizado das aulas” afirma o professor Iuri.

“Nosso objetivo é se fazer útil dentro do curso e promover as palestras são uma forma de demonstrar isso. A ideia da palestra surgiu justamente pelo palestrante apresentar a previsão do tempo, uma área diferente do que normalmente falamos no dia a dia, e também por ser um trabalho muito versátil, já que conta com público e seus lugares, além de ser de uma utilidade pra todos os gaúchos. Trazer alguém da RBS sempre fica nos nossos planos, pela empresa ser uma referência na comunicação”, explica Andressa Rodrigues, acadêmica do 5° semestre e presidente do DAJOR.

Esse foi o sexto encontro com profissionais organizado pelo Diretório. Além dos bate-papos com profissionais, o DAJOR já desenvolveu outras iniciativas, dentre elas, o auxílio na organização da exposição “Olhares Fragmentados” em conjunto com o Laboratório de Fotografia e Memória (LABFEM), acolhimentos aos calouros, churrascos de socialização entre professores e acadêmicos, a produção de um programa de rádio especial sobre o Dia dos Namorados no pátio da UFN e uma Festa Junina a fim de reunir os estudantes do curso.

Imagens: Maria Valenthine Feistauer/LABFEM

Professor Iuri Lammel, coordenador do curso de jornalismo, apresenta o curso e a programação para os semestres de 2026. Imagem: Enzo Martins/LABFEM

Na última terça-feira, dia 28 de julho, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) realizou uma acolhida aos novos acadêmicos. O encontro foi organizado pelo Diretório Acadêmico do curso de Jornalismo (DAJOR) e docentes do curso.

Na ocasião, o professor e coordenador do curso, Iuri Lammel, apresentou aos estudantes ingressantes algumas produções e trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos em diferentes áreas do jornalismo ao longo do tempo, bem como iniciativas e atividades já promovidas pelo curso. Os calouros também tiveram a oportunidade de interagir com os alunos veteranos e conhecer os professores e técnicos. Na sequência, ocorreu a famosa pintura de rostos, momento muito aguardado pelos calouros que simboliza a entrada no meio acadêmico, além de um lanche coletivo.

A noite ainda reservou mais atrativos. Os estudantes recém chegados puderam conhecer os laboratórios do curso, que incluem Produção Audiovisual (LABSEIS), Fotografia e Memória (LABFEM), Mídias Sonora (Rádio Web UFN) e Mídia impressa e digital (Agência Central Sul de Notícias), onde puderam observar o aparato técnico utilizado para atividades e suas características.

Andressa Rodrigues, acadêmica do 5°semestre de jornalismo e presidente do DAJOR, destaca que momentos como esse são de suma importância, pois permitem que os calouros dialoguem com quem já está no curso e, ao mesmo tempo, tirem as dúvidas sobre assuntos diversos tanto com o Diretório quanto com os professores. “O jornalismo é muito vasto, então é importante conhecermos as áreas para saber qual rumo teremos como profissionais. O DAJOR foca muito em palestras e momentos de integração, que são essenciais para nos conhecermos, estudarmos e vivermos em harmonia”, afirma Andressa.

Esse foi o quarto acolhimento aos calouros organizado pelo Diretório. Além das recepções aos novos alunos, o DAJOR já protagonizou outras iniciativas, dentre elas, o apoio na organização da exposição “Olhares Fragmentados” em conjunto com o LABFEM, encontros com profissionais da área do jornalismo, churrascos de socialização entre professores e acadêmicos, uma visita aos estúdios do Grupo RBS em Santa Maria a produção de um programa de rádio especial sobre o Dia dos Namorados no pátio da UFN e duas Festas Juninas a fim de reunir os estudantes do curso.

Imagens: Enzo Martins/LABFEM

A 12ª Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) deste ano está diferente. A edição será realizada no Cineclube Lanterninha Aurélio com o lançamento dos curtas-metragens O que fica no silêncio e Desligar. Os filmes foram produzidos na disciplina de Produção em Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, com orientação da professora Neli Mombelli, e serão projetados pela primeira vez em uma tela grande, digna de cinema!

Elenco em cena em Desligar. Foto: Laura Pedroso

A sessão inicia às 19h, na terça-feira, dia 09/12, com entrada franca. E como é da forma de ser do cineclubismo, os lançamentos terão a presença dos alunos que produziram com exibição seguida de debate. A Mipa é promovida pelo LabSeis do Jornalismo, Laboratório de Produção Audiovisual, e integra o ciclo “Experimentos”, do Cineclube Lanterninha Aurélio. A sessão marca a última deste ano, e será no auditório da Cesma, na Rua Professor Braga, 55.

Confira a sinopse dos filmes:

O que não é dito pode ser o mais importante. Foto: Yorhan Rodrigues

O que fica no silêncio 

Durante encontros casuais entre duas amigas, pequenos detalhes começam a revelar que algo na vida de Márcia está fora do lugar. O que surge como conversa banal, se transforma em indícios de uma realidade que ela tenta esconder.

Um café, duas amigas e a passagem das estações são o eixo da narrativa do curta-metragem O que fica no silêncio. A história aborda temas sensíveis, e ainda considerados tabus na sociedade, como a violência contra a mulher e o feminicídio. O elenco conta com alunas do Teatro Por Que Não?, de Santa Maria. Gabriela Lagemann interpreta a protagonista Márcia, e Carla Cuoco dá vida à amiga e confidente Bianca. Já Viviane Nunes e Maria Eduarda interpretam Gabi e Luana, respectivamente. A equipe técnica é formada por Karina Fontes na direção e roteiro, Michélli Silveira como assistente de direção, Manoela Lemes e Yorhan Rodrigues na direção de arte, além de Rian Lacerda e Nicolas Morales na direção de produção.

Cartaz do filme Desligar.

Desligar aborda como o uso excessivo de tecnologia pode gerar distanciamento dentro de casa. Na trama, uma família vive junta, mas desconectada emocionalmente, até que um blecaute inesperado força todos a se reencontrarem sem telas, distrações ou ruídos digitais.

Luiza Maicá Gervasio tem sua primeira experiência de roteiro e direção. Foto: Laura Pedroso

O elenco conta com Silvana de Oliveira (Ângela), Marcelo Souza (Gabriel), Sofia Bastos (Rafa) e Rian Lacerda (Léo). Para Silvana, Marcelo e Victor Rian, esta é a primeira experiência na ficção audiovisual. Rian participou do documentário Quando a Gente Menina Cresce, que levou o Kikito de melhor filme gaúcho e de júri popular no Festival de Gramado. A direção é de Luíza Maicá, com Aryane Machado na assistência de direção; Luiza Fantinel e Laura Pedroso na direção de arte; e Isaac Brum e Miguel Cardoso na direção de produção.

Texto: Neli Mombelli

Futuros jornalistas recebem conselhos que auxiliam na sua formação. Imagem: Enzo martins/LABFEM

Na última semana, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promoveu uma palestra online com a fonoaudióloga Cristina Diehl, especialista em voz e mentora de comunicação do grupo RBS. A atividade foi organizada pelo Diretório Acadêmico de Jornalismo (DAJOR) e encerra uma série de encontros mensais que busca aproximar os acadêmicos do mercado de trabalho.

Durante a conversa, Cristina abordou a voz como um dos principais instrumentos do jornalista, ressaltando que a maneira de falar influencia diretamente na credibilidade, clareza e conexão com o público. A palestrante apresentou exemplos práticos por meio de vídeos e conduziu exercícios voltados à melhora da oratória, trabalhando aspectos como respiração, projeção vocal, dicção e ritmo da fala.

Entre as orientações repassadas, a fonoaudióloga destacou a importância do aquecimento vocal antes de gravações, o cuidado com a hidratação e a atenção a hábitos que podem comprometer a saúde da voz. Segundo ela, o preparo vocal deve fazer parte da rotina de quem utiliza a comunicação como ferramenta de trabalho.

Para os estudantes, a experiência trouxe uma nova perspectiva sobre a profissão. A acadêmica Vitória Oliveira destacou a relevância do encontro para a formação prática. “Trazer essa pessoa para conversar sobre como se comunicar melhor é muito importante, porque no curso nós aprendemos como fazer uma notícia e como nos portar perante a câmera, mas não focamos na voz”, relatou.

A iniciativa do DAJOR reforça o compromisso em ampliar a formação dos acadêmicos além da teoria, evidenciando a importância de habilidades que vão além da escrita, como a consciência vocal e corporal, fundamentais no exercício do jornalismo contemporâneo.