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Educação é tema de manifestação nacional

Um ato em prol da educação pública de qualidade ocorreu hoje, 18, em todo o país. Promovido pela União Nacional do Estudantes (UNE), o manifesto é em defesa da educação e contra os bloqueios orçamentários. Em

“Sinais” recebe menção honrosa na 5ª edição do Assimetria

O curta-metragem “Sinais” recebeu menção honrosa na 5ª edição do Festival Universitário de Cinema e Audiovisual Assimetria. A premiação é realizada pela UFSM e UFSC e aceita produções audiovisuais universitárias realizadas no intervalo de dois anos de

Feira do Livro e seus quase 50 anos de história

A 49ª Feira do Livro de Santa Maria, aberta desde o  dia 29 de abril, está com extensa programação cultural e artística reunindo personalidades da área e população santa-mariense. Lançamento de livros, peças de teatrais, debates de

Estudantes e professores vão às ruas em defesa da educação pública

Apresentações culturais, intervenções artísticas e muitos cartazes coloridos encheram de vida a Praça Saldanha Marinho na tarde da última quarta-feira, dia 15. Segundo levantamento da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm), cerca

Acadêmicos valorizam a integração no Comunica Roots

No II Comunica Roots, os acadêmicos formaram 11 grupos para a gincana. Esses grupos devem ser mistos com todos os cursos participantes, independente da universidade.  Participaram os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da UFN

Conflito Social nas urnas é debatido durante a JAI da UFSM

A 33ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ocorreu na quinta-feira (25) da última semana e movimentou o ambiente universitário da cidade. Entre diversos eventos que ocorreram, chegou a sua 3ª

Saúde Bucal é tema de encontro na UFN

Na próxima quarta, 24, e quinta-feira ,25, Santa Maria será sede do III Encontro de Saúde Bucal das Regiões de Saúde Verdes Campos e Entre Rios. O evento ocorre a partir das 8h, no campus II da Universidade

Um ato em prol da educação pública de qualidade ocorreu hoje, 18, em todo o país. Promovido pela União Nacional do Estudantes (UNE), o manifesto é em defesa da educação e contra os bloqueios orçamentários.

Ato ocorreu na Praça Saldanha Marinho. Imagem: Luiza Silveira

Em Santa Maria o ato ocorreu na Praça Saldanha Marinho, tendo início às 16h. A manifestação organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da UFSM (DCE UFSM) e demais entidades sindicais reuniu ativistas pela educação pública de qualidade, de diversos cursos, idades, e de universidades públicas e particulares.

Sofia Dotto é acadêmica do 4º semestre do curso de Teatro da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e integrante do DCE da UFSM e conta que: “ Desde que o atual governo assumiu, nós  estudantes temos assistido o presidente desprezar o ensino gratuito, público e de qualidade”.

O ato de hoje para ela é uma resposta não só ao último congelamento de investimentos feito pelo governo, mas também para todos os ataques que têm ocorrido às universidades federais, “porque desde o início do governo, ele só tem nos atacado, para nos enfraquecer e desunir, é isso que ele quer, nos ver fracos”.  A acadêmica afirma que “eu estou aqui, porque eu acredito que o governo chegou no limite. Eu acho que o Brasil tem jeito, o Brasil pode voltar a sorrir”, conclui Sofia.

Já para a estudante do 4º semestre de Psicologia da Universidade Franciscana (UFN), Letícia Salbego, “é muito importante a união dos estudantes, pois mostra que não estamos sozinhos, que realmente nos unimos nas lutas contra o desmonte das universidades federais e mesmo sendo de universidade particular isso expõe que estamos unidos”.

O jornalista Felipe Monteiro acredita que sempre que se trata de educação deve ser tratado com suma importância: “Não podemos deixar o governo federal bloquear ou tirar verbas da educação para colocar em política. No caso do Bolsonaro, o que ele quer na verdade é comprar o centrão e está tirando verba de todos os lados. Isso a longo prazo vai prejudicar a educação federal e eu acho que é importante os estudantes se movimentarem. Trancar o pé com esse governo que além de não estar preocupado com a saúde também não se preocupa com a educação. É um governo que está destruindo a juventude e o futuro do Brasil.”

Galeria de fotos da manifestação na praça Saldanha Marinho ( imagens Luiza Silveira)

O curta-metragem “Sinais” recebeu menção honrosa na 5ª edição do Festival Universitário de Cinema e Audiovisual Assimetria. A premiação é realizada pela UFSM e UFSC e aceita produções audiovisuais universitárias realizadas no intervalo de dois anos de instituições de ensino superior da região sul do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

“Sinais” foi produzido no primeiro semeste de 2021 por alunos da disciplina de Cinema II do Curso de Jornalismo da UFN, orientados pela professora Neli Mombelli. Com direção de Denzel Valiente e roteiro de Lavignea Witt, o curta retrata uma cena frequente no período de pandemia: aulas de graduação no formato online. Também expõem cenas de violência domiciliar,  visibilizando detalhes de comportamentos que podem revelar pedidos de ajuda, que acabaram sendo silenciados no período de distanciamento social.

A acadêmica Lavignea Witt conta sua inspiração para o roteiro: “Escrevi a história do curta bem em meio ao período mais crítico da pandemia, quando as produções audiovisuais estavam em alta na internet. A minha inspiração partiu disso, de um vídeo publicitário que falava sobre violência doméstica contra a mulher na quarentena, produzido pelo Instituto Maria da Penha. Na história, a mulher acaba conseguindo se salvar e denunciar o agressor com a ajuda dos seus amigos, mas eu quis mostrar a outra face da violência, que é quando a mulher sofre o feminicidio. Então criei a história de uma estudante que sofre violência e que infelizmente morre por não ter tido suporte naquela situação. Os índices de violência contra a mulher estão cada vez mais altos no Brasil e isso entrou ainda mais em evidência nesse período. Por isso eu, como mulher, gostaria de impactar as pessoas abordando esse assunto”.  Por tratar de um tema delicado, durante a produção do roteiro a aluna pensou em deixar cenas subentendidas. “Não queria dar a entender nenhum aspecto de como ocorreu a violência que levou a morte, apenas impactar. Então gravamos todas as cenas durante as aulas normalmente e na última (cena) todos lamentam o que ocorreu com a Luisa”, conta ela.

A professora da disciplina, Neli Mombelli, explica que produzir um curta-metragem de ficção no curso de Jornalismo “é a possibilidade de exercitar uma forma diferente de contar histórias, de construção narrativa, que é a base de todo bom jornalismo e que busca profundidade”. Ela também conta que os temas dos curtas retratam questões atuais e que são consideradas pautas no ponto de vista do jornalismo: “No caso do Sinais, que aborda a saúde mental e relacionamentos em meio à pandemia, mas que também poderia ocorrer antes mesmo da pandemia”. 

A orientadora relata que “produzir o curta permite aos alunos compreender como se estrutura uma produção audiovisual com equipe grande em que cada um tem uma função técnica diferente e uma depende da outra para ter um bom resultado de produto final”. Como no caso de Lavignea que nunca havia roteirizado, dirigido e participado de toda a produção de um projeto grande. De acordo com a estudante a participação “agregou de muitas maneiras. As gravações foram incríveis, apesar de terem sido durante a pandemia e da gente ter tido algumas limitações, aprendi muitas coisas que vou levar pra vida. E, depois de lançado, o reconhecimento que isso gera é incrível. Mesmo após bastante tempo ainda vemos que o Sinais está tocando as pessoas, isso é gratificante”.

Para Neli, o reconhecimento de um festival traz uma alegria muito grande e é o reconhecimento do trabalho que todos desenvolvem em equipe com muita dedicação. A roteirista complementa que “não há nada mais gratificante para um produtor de conteúdo do que ver o seu trabalho sendo reconhecido em prêmios e festivais. Eu e todas as outras pessoas que participaram da criação de Sinais estamos muito contentes pela menção honrosa”.

O curta possui produção de Matheus Andrade, Laura Gomes e Ariel Portes. Na direção de arte Kauan Costa, Caroline Miranda, Luana Giacomelli e Felipe Monteiro, e ainda Emanuely Guterres na assessoria de comunicação. Conta com o apoio técnico de Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia, Jonathan de Souza na edição e finalização de imagem e Alan Carrion na edição de som. O elenco é composto por Vithoria Trentin, Carla Torres, Eduarda Rodrigues, Eduardo de Prá, Walquíria Lerina e Lucas Pereira.

Colaboração: Vitória Oliveira

Comitiva de professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidad de Alicante, da Espanha, visitaram na tarde desta terça-feira (31), o Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter.  As instituições  estão promovendo um intercâmbio entre pesquisadores para dividir experiências cooperativistas. A criação de uma cooperativa de consumidores, é resultado da primeira reunião realizada pelo grupo.

Professores da UFSM, Universidad de Alicante e direção do Projeto Esperança/Cooesperança. Foto Maiquel Rosauro

A professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, Sibele Vasconcelos de Oliveira, explica que a parceria entre as universidades possibilita pesquisas e assistência a grupos de Economia Solidária.

“A curto prazo a ideia é de que possamos planejar atividades de pesquisa e estudos em conjunto. A médio e longo prazos, pretendemos criar oportunidade para que os espanhóis estejam aqui conosco aprendendo e compartilhando suas trajetórias e para que possamos estar lá e conhecer as diferentes realidades”, explica Sibele.

Os pesquisadores visitaram os pavilhões do Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em que nas manhãs de sábado recebe o Feirão Colonial e em julho será a sede da 28ª Feira Internacional do Cooperativismo , Feicoop.

Pela primeira vez em Santa Maria o professor Daniel Gómez López, ficou surpreendido com a infraestrutura do local e com o comprometimento da direção do Projeto. “Acho que hoje em dia é muito importante o consumidor saber o que ele está comprando, porque ele está comprando e de que maneira está comprando. Acho que uma cooperativa de consumidor é um aspecto muito transcendental como forma de educar o consumidor e, inclusive, ter uma relação muito mais direta com o produtor que de alguma maneira também está sendo organizado através de uma cooperativa”, diz López.

O coordenador do Projeto Esperança/Cooesperança, José Carlos Peranconi, relata  que é uma honra a presença dos pesquisadores, e que é gratificante receber professores do Brasil e do exterior para conhecer as iniciativas de Economia Solidária. “Estamos sempre abertos na importância de construir e cada vez crescer mais, poder ensinar e aprender”, conclui o coordenador.

Os pesquisadores da Universidad de Alicante seguirão até amanhã, quinta-feira, em Santa Maria, onde conhecerão outras iniciativas sociais.

Colaboração: Luiza Silveira

A 49ª Feira do Livro de Santa Maria, aberta desde o  dia 29 de abril, está com extensa programação cultural e artística reunindo personalidades da área e população santa-mariense. Lançamento de livros, peças de teatrais, debates de temáticas contemporâneas estão ocorrendo diariamente e movimentando o universo intelectual da cidade. O evento, que é uma tradição na cidade, teve seu início no ano de 1973, tendo como idealizadores a primeira turma de Jornalismo de Universidade Federal de Santa Maria.

Feira do Livro de Santa Maria. Imagem: Luiza Silveira

O jornalista Luiz Recenna, que participou na fundação da Feira, conta que “foi fácil entrar na campanha da Feira. Além disso tínhamos contatos com Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, o que ajudou muito. Estávamos sem livrarias em Santa Maria. Um espaço a preencher e ganhar pessoas.  Veio muito romance da época, no meio livros de história e política. Deu certo a receita, vendemos quase tudo”. Quando nos fala sobre as adversidades  da época ele não deixa de citar a ditadura militar. Em meio a um momento turbulento da história do país, jovens inovadores conseguiram montar um dos maiores eventos da cidade: “vendemos livros para o povo ler e pensar, essas são alegrias inesquecíveis”. O aprendizado que ele teve com esse evento foi de muita importância para sua vida pessoal e profissional: “com as leituras só crescemos e com as pessoas que foram a praça só melhoramos nossos rumos, no jornalismo e na vida.”.

A jornalista Pricila Barreto, que também colaborou na época, nos conta como foi participar deste movimento: “Éramos jovens com sede de cultura e disposição para criar um novo ambiente que motivasse a cidade a valorizar cada vez mais a leitura. Inspirados na maravilhosa Feira do Livro de Porto Alegre – acontecimento que anualmente nos levava à capital – nos perguntávamos: por que não também em Santa Maria?A partir daí, um grande grupo de alunos das primeiras turmas do curso de Comunicação Social da UFSM, e onde me incluo com alegria, arregaçamos as mangas e fomos à luta! As ‘forças vivas da cidade’ (como falávamos naquela época) nos apoiaram e conseguimos! Os livros disseram ‘presente’ pela primeira vez nesse belo encontro na Praça Saldanha Marinho! A maior alegria é a Feira existir até hoje e ser um dos principais eventos culturais da minha cidade!”.

Atualmente, os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana atuam com alunos e professores. Para Thaís de Almeida, estudante de Publicidade e Propaganda: “É uma experiência única, aprendizado todos os dias. Minha vida acadêmica muda por conta da visão que tenho sobre como é projetar algo, como é estar na produção, realmente estando por trás das câmeras”.

Thaís de Almeida é estudante de Publicidade da UFN. Imagem: Luiza Silveira

O acadêmico de Jornalismo Ian Lopes relata que “é muito interessante colocar em prática a profissão logo no início do curso dessa forma. No início fiquei nervoso para ir lá, fiquei dois dias pensando direto no que ia falar, o que ia perguntar, o que ia fazer. Mas quando cheguei lá, depois da primeira entrevista, é muito bom o exercício da profissão, é muito reconfortante voltar para casa e pensar que entrevistou uma pessoa ou que fez “tal” coisa”.
Para ele, fazer parte do processo de cobertura jornalística tráz um impacto de saber que está trabalhando com o que realmente gosta. Ian conta que quando entrou no curso não tinha certeza se gostava, mas acabou se apaixonando pela profissão. Referente ao aprendizado adquirido durante o trabalho o estudante destaca:”O professor Bebeto é excelente, me ensina não só a parte do rádio, como também a escrita, porque ele corrige e produz textos, escrevemos na hora, tiramos fotos do evento, matérias variadas, orientações sobre como produzir a pauta, como promover o evento da maneira que a assessoria de comunicação quer. É muito bom participar”.

Ian Lopes cursa Jornalismo na UFN. Imagem: Luiza Silveira

Colaboração : Luiza Silveira

União, de azul, e UFSM, de branco. Foto: Pedro Piegas (DSM)

A série Ouro de Futsal, competição estadual de futebol de salão do Rio Grande do Sul, tem sua data de estreia confirmada para o dia 3 de julho deste ano.

Este ano vão participar do campeonato estadual 9 equipes do estado: Ser Canoense, de Canoas, São José, de Cachoeira do Sul, Rio Grande, de Rio Grande, Rabelo, de Alvorada, Brasil Futsal, de Pelotas, Paulista, também de Pelotas e as equipes santa-marienses UFSM Futsal e o União Independente.

O campeonato vai ser disputado em turno único e terá oito rodadas. Oito equipes passarão para a fase de mata-mata em jogos de ida e volta. O último colocado do grupo será eliminado na primeira fase da competição.

A UFSM Futsal estreia em casa contra a equipe SER Canoense e tem uma grande expectativa em fazer um bom campeonato, como exprime o técnico Gabriel Pranke, 35 anos: “A nossa expectativa é fazer a melhor campanha possível e o nosso objetivo é classificar para a próxima fase entre os 4 primeiros lugares”.  O técnico está confiante: “A gente está se preparando bem para o campeonato, fizemos testes físicos onde avaliamos todos os atletas e suas condições e vimos a melhor maneira de trabalhar com cada um deles”. Pranke revela ainda alguns pontos que devem ser melhorados: “Neste primeiro momento, para superar algumas questões físicas que eles precisam melhorar, fizemos alguns ajustes como, por exemplo, rever desequilíbrios musculares”.

O treinador relata que: “É bem complexo a gente estar voltando depois de um longo período parado e ainda numa situação de Pandemia, mas estamos tomando todos os cuidados necessários para evitar contaminações. Isso tudo afetou muito as questões físicas dos atletas que ficaram muito tempo parados e a perda de todo o processo que a gente vinha desenvolvendo de evolução do nosso modelo de jogo que foi parado no ano passado por conta da Pandemia”.

Gabriel Pranke fala também que, no momento, a equipe está no processo de experimentação do modelo de jogo, para assim melhorar todos os conceitos que eles querem aplicar na competição. “A preparação da equipe para a estreia está a todo o vapor, estamos treinando durante semanas, visando o estilo de jogo do nosso adversário na estreia. Além disso, vamos fazer dois amistosos antes da nossa estreia no campeonato para que a gente consiga visualizar em prática o que já treinamos até o momento”, declara  Pranke.

Já o União Independente estreia fora de casa contra a equipe do Rio Grande em Rio Grande. O técnico do União, Felipe Super, 38 anos, diz que o objetivo é representar muito bem a cidade no estadual e assim mostrar em quadra uma equipe competitiva e comprometida com o projeto. “Começamos com atraso nossa preparação para a estreia da série Ouro, devido ao julgamento que tínhamos pendente na Federação”, confessa Super.

Ele menciona também que o foco do time é na parte física, técnica e nos conceitos do modelo de jogo e fala sobre como é retornar às quadras após um ano sem participar de competições, “é um sentimento de felicidade voltarmos aos jogos, espero que a vacinação avance para que logo haja a liberação do público nos ginásios”.

Todos os jogos da Série Ouro de 2021 serão realizados sem a presença da torcida em virtude da Pandemia do novo coronavírus.

Texto: Joedison Dornelles

Produção feita na disciplina de Jornalismo Esportivo, durante o primeiro semestre de 2021, sob coordenação da professora Glaíse Bohrer Palma.

A greve geral está prevista para o dai 14 de junho. Fotos: Mariana Olhaberriet/LABFEM

Apresentações culturais, intervenções artísticas e muitos cartazes coloridos encheram de vida a Praça Saldanha Marinho na tarde da última quarta-feira, dia 15. Segundo levantamento da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm), cerca de 10 mil pessoas, entre elas estudantes e professores, protestaram contra as contingências feitas no orçamento das universidades públicas e contra a reforma da previdência propostas pelo governo. O ato saiu da Praça Saldanha Marinho e percorreu a Avenida Rio Branco, seguindo em direção à Rua do Acampamento. Enquanto o início da caminhada passava a Rua Pinheiro Machado, o final ainda cruzava a Venâncio Aires.

O coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Rodrigo Poletto, afirma que os cortes de orçamento e a reforma da previdência não representam o que os estudante precisam nesse momento: “Precisamos do aumento dos nossos direitos e não da retirada deles”, defende Rodrigo.

Estefane Dias, acadêmica de Dança na UFSM.

No Brasil, o orçamento da educação é dividido, basicamente, em dois: uma parcela para gastos obrigatórios e outra para os discricionários, sendo que 88% desse orçamento vai para os obrigatórios, que incluem salários, aposentadorias, entre outros. Já os 12% restantes são para gastos discricionários, que é direcionado conforme critérios de cada universidade. Os 30% cortados do orçamento da educação, são dentro dos 12% de gastos discricionários, ou seja, restando cerca de 3,5% para estes gastos das universidades públicas. Sabrina Somacal, pós-doutoranda do Programa de Alimentos da UFSM, conta que esses cortes afetam manutenções básicas da universidade e que “vai chegar um momento que vão ser inviáveis os trabalhos e a gente vai ter que parar”. Ela também traz à tona que “a comunidade santa-mariense esquece que o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) está ligado à UFSM, e que se a universidade fechar vai afetar diretamente o atendimento”.

“A programação é que a verba da universidade acabe até setembro e a gente não sabe como vai continuar o nosso curso”, conta Laura Marques, estudante de História na UFSM. Já Estéfane Dias, que cursa Licenciatura em Dança, afirma marcar presença na manifestação “para manter o nosso curso e nossos benefícios, lutando por aquilo que a gente acredita”.

A coordenadora de comunicação do Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria (SINPROSM) e professora de português, Celma Pietczak, explica que os cortes feitos no orçamento da educação, independente do nível, afeta todo mundo. “A maioria dos professores municipais se formaram na UFSM, fizeram pós-graduação lá e recebem projetos em suas escolas que são desenvolvidos pela universidade”, conta Celma.

Celma Pietczak, coordenadora de comunicação do SINPROSM.

A professora também expõe sobre a luta contra a reforma da previdência, em que as mulheres professoras serão as mais prejudicadas se o texto for aprovado como está hoje. As mudanças na previdência preveem um aumento na idade mínima para se aposentar e também no tempo de contribuição.

Atualmente, a idade mínima para se aposentar é de 60 anos para mulheres e 65 para homens (anteriormente era de 55 e 60, respectivamente). A proposta do governo propõe que a das mulheres aumente para 62. Já por tempo de contribuição, atualmente o mínimo é de 15 anos para quem se aposenta por idade; já para quem se aposenta por tempo de contribuição são 35 anos para homens e 30 para mulheres. Após a reforma, serão 20 anos de contribuição para todos, e para receber 100% da aposentadoria será preciso contribuir por 40 anos.

A professora do curso de Educação Física da UFSM, Márcia Morschbacher, avalia  que o cenário que a reforma da previdência coloca é extremamente complexo, se aprovado. “Agora é um dia para aglutinarmos todos os trabalhadores para lutar contra a retirada de direitos que o governo atual vem tentando realizar, rumo à greve geral de 14 de julho”, afirma a professora. Ela complementa que os impactos da inviabilização das atividades da universidade afetam para além dos muros da universidade, considerando que ela representa para o município e toda a região, não só em termo de formação profissional, mas também em termos de atendimento de saúde e educação.

Os indígenas também aderiram à manifestação, segundo Rodrigo Mariano, estudante de Direito que pertence ao povo Guarani. “A gente está há muito tempo nessa cobrança do poder público pelos nossos direitos, e agora não é diferente”, explica Mariano. Os cortes na educação afetam as comunidades indígenas desde sempre, e a reforma da previdência vai atingi-los diretamente. “Acho que estamos cumprindo mais do que um dever, uma luta que é de costume já dos povos indígenas. E […] com o pessoal se mobilizando junto, a gente sabe que tem força; é um inicial para mostrar do que somos capazes”, enfatiza Mariano.

No turno da manhã, os estudantes da UFSM fizeram um ato dentro da universidade. A coordenadora geral do DCE, Franciéle Barcellos, diz que foi muito proveitoso ver tanta gente apoiando a luta e ainda conta que a marcha deve ser não só contra os cortes de orçamento, mas também pela reforma da previdência. “Não dá para escolher só uma pauta, as duas são direitos e esses direitos devem ser garantidos”, afirma Franciéle.

Com colaboração de Emanuely Guterres.

Estudantes, professores e trabalhadores contra os cortes de orçamentos na educação e contra a reforma da previdência.

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão abertas até amanhã, dia 17 de maio. Mesmo que a incerteza seja algo muito presente nas provas de vestibular, esse ano ela ronda mais que vestibulandos e atinge desde os estudantes da pré-escola até mestrandos e doutorandos das universidades públicas do Brasil. O Enem é atualmente a prova que permite o ingresso de alunos ao ensino superior e, no ano passado, teve o menor número de inscritos confirmados desde 2011 – o que já é assustador refletir sobre a redução de 18% do número de participantes, e se torna ainda mais preocupante diante dos cortes de verbas da educação pública no país.

Protesto contra os cortes do governo federal que atinge universidades federais mobilizou milhares de pessoas no centro de Santa Maria ontem. Foto: Julia Trombini

No final de abril, o Ministério da Educação anunciou um corte de 30% nos repasses de verbas destinadas às universidades federais, em razão de um contingenciamento de R$ 5,9 bilhões no orçamento. Essa medida, denominada pelo secretário de Educação Superior como “bloqueio preventivo”, vai ao encontro das decisões do governo Bolsonaro em relação aos professores e a ao projeto denominado Escola sem Partido. Além disso, o presidente já declarou que pretende retirar verbas dos cursos de Filosofia e Sociologia.

Com esse objetivo posto, segundo ele, seria possível focar em áreas que gerem “retorno imediato”, como veterinária, engenharia e medicina, por exemplo. “A função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa e bem-estar para a família, que melhore a sociedade em sua volta”, aponta o presidente em um segundo tweet.

Em um palco de muitas contradições, a educação não parece ser um assunto que vá para os bastidores. O Ministério da Educação (MEC) também cortou 36% da verba da única escola federal de ensino básico nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. O Colégio Pedro II, fundado em 1837 e que possui cerca de 13 mil alunos, teve um corte de 36,37% do orçamento de custeio previsto para este ano, o que ultrapassa R$ 18,5 milhões, e “terá implicações devastadoras”, segundo os diretores.

Aos se referir às universidades federais como balbúrdia, o Ministro da Educação desencadeou uma série de protestos em diversas cidades do país. Foto: JuliaTrombini

Mobilizar-se e ir para as ruas é o recurso último que a população tem para defender seus direitos e lutar contra retrocessos. Desta vez, a luta é pela educação. Sobretudo pela educação pública de qualidade! Um agente de transformação inegável. Por isso, não esqueçamos que a finalidade da educação é a de construção do ser social. Desde as criações humanas, das descobertas, das reflexões e dos aprendizados às gerações posteriores. Mais do que cortes que se apresentem como redução de gastos e não de investimentos, é provável que isso tudo custe caro em um futuro breve, em um país que diz não caber em seu orçamento algo tão primordial quanto a educação. Um país onde  115 milhões de brasileiros ainda não sabe ler e outros tantos milhões serão privados de estudar e de desenvolver as suas potencialidades. Afinal, diante do talho nas verbas do ensino público, talvez seja necessário um espetáculo de “balbúrdia” em âmbito nacional para que possamos conseguir lutar e garantir nossos direitos.

Julia Trombini é jornalista, escorpiana, egressa da UFN. Fez parte da equipe do LabFem (Laboratório de Fotografia e Memória) como repórter fotográfica. Trabalhou também com diagramação, assessoria de imprensa e produção de conteúdo. Tem interesse em fotografia, audiovisual e temas de resistência política.

Maria Fernanda participa pela segunda vez do Comunica e gosta muito da expectativa pelo evento. Foto: Mariana Olhaberriet/LABFEM

No II Comunica Roots, os acadêmicos formaram 11 grupos para a gincana. Esses grupos devem ser mistos com todos os cursos participantes, independente da universidade.  Participaram os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da UFN e da UFSM. A estudante de Publicidade e Propaganda da UFN, Maria Fernanda Mattos conta que o evento do ano passado foi muito bom, mas que o desse ano está melhor. “A cada ano a gente cria mais expectativas e se dedica mais. É uma ótima oportunidade para interagir, não só com o pessoal de outros cursos, mas até do nosso próprio”, afirma.

A futura publicitária, que está no 3º semestre, também comenta a importância dos colegas se apoiarem e manterem o espírito competitivo, “porque, no final, é tudo por um bem coletivo. A gente tem que parar de olhar pro próprio umbigo e criar laços com os colegas”.

O futuro jornalista, Juan Grings diz gostar muito da proposta do evento. Foto: Mariana Olhaberriet/LABFEM

O estudante de jornalismo da UFSM, Juan Grings explica que, como sua primeira vez no evento, está bem surpreso. “Quando fui convidado, achei que ia ficar perdido, mas é muito interessante por a gente poder observar as áreas contribuindo umas com as outras, e agrega muito ao nosso conhecimento para saber lidar com esse conteúdo que é diferente do que estamos acostumados”, relata Juan.

Estudante de jornalismo da UFN, Pedro Gabriel, encara o Comunica pela primeira vez. Foto: Mariana Olhaberriet/LABFEM

Já o Pedro Gabriel Cardoso, acadêmico do jornalismo da UFN, que também está em seu primeiro evento, narra que gostou muito da integração com os alunos da publicidade. “A gente aprende muita coisa. Pela questão do cliente real, acabamos nos cobrando e tendo ideias diferentes, abrindo a cabeça para sair do tradicional. Mesmo que não tenhamos vindo no intuito de vencer, a gente aprende muita coisa”,diz.

 

A 33ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) ocorreu na quinta-feira (25) da última semana e movimentou o ambiente universitário da cidade. Entre diversos eventos que ocorreram, chegou a sua 3ª edição a Jornada Acadêmica de Ciência Política. Organizada pelo Núcleo de Pesquisa e Estudos em Ciência Política (NPCP) e pelo Núcleo de Estudos sobre Democracia e Desigualdades (NEDD) a programação contou com a mesa redonda “Conflito social nas urnas” que debateu a atual conjuntura política do país na quinta-feira no prédio de Ciências Sociais e Humanas da UFSM.

A professora Amanda Santos Machado, doutora em Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e o professor Maurício Michel Rebello, doutor em Ciência Política da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) foram os palestrantes da noite que contou com cerca de 50 participantes.

A professora Amanda Machado, primeira a abrir o momento de fala, fez sua análise da conjuntura brasileira a partir das Manifestações de Junho de 2013, relembrando outros momentos como o impeachment da presidenta Dilma Roussef, o governo de Michel Temer, finalizando com a polarização política atual. Segundo a professora, as manifestações por parte dos deputados que votaram no julgamento de impeachment da presidenta Dilma demonstraram os dois blocos que hoje em dia são possíveis de reconhecer no período eleitoral. Aqueles que de um lado clamavam em nome de Deus e da família e aqueles que defendiam a democracia e a legitimidade refletem o conteúdo das falas que o Brasil tem vivenciado nos últimos meses.

O professor Maurício Rabello fez uma projeção do cenário que poderá se em encontrar a partir de 2019. A fragmentação partidária teve destaque em sua fala citando o número de partidos que lançaram candidaturas presidenciais, ressaltando o quanto isso impacta a governabilidade do próximo presidente.

Para a mestranda de Ciências Sociais, Andressa Duarte, o momento talvez não tenha ideia partidária, destacando que não há uma conhecimento ideológico de uma parcela da população e sim uma aproximação de discurso na busca de solução de inúmeros problemas. “Neste momento, não é considerado o partido do candidato, se encontra identificação no discurso.” falou.

Andreia Maidani, pós-graduanda em Ciências Sociais ressaltou a importância de se levar o debate para fora das universidades, e respeito às instituições. “O  momento é que discutamos muito mais sobre a política e que tenhamos a oportunidade de exercer a nossa democracia não apenas no momento do voto e sim de cobrarmos de nossos políticos o que se propôs os programas de governo” ressaltou.

O evento ocorreu entre os dias 24 e 25 de outubro e além de mesas-redondas contou com minicursos e grupos de trabalhos durantes os dois dias.

Na próxima quarta, 24, e quinta-feira ,25, Santa Maria será sede do III Encontro de Saúde Bucal das Regiões de Saúde Verdes Campos e Entre Rios. O evento ocorre a partir das 8h, no campus II da Universidade Franciscana (UFN). E uma promoção da Prefeitura de Santa Maria, 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS), pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com a UFN.

O evento tem como público-alvo os cirurgiões-dentistas, auxiliares de Saúde Bucal, residentes Multiprofissionais em Saúde e Acadêmicos dos cursos de Odontologia de Santa Maria, gestores de Santa Maria e das cidades que integram a 4ª Região de Saúde. O objetivo é comprometer os profissionais de Saúde Bucal e gestores na execução, monitoramento e avaliação das metas, ações e objetivos propostos no Plano Municipal de Saúde Bucal e, além disso, promover um momento de integração, valorização e fortalecimento dos profissionais da Odontologia de Santa Maria e da região.

Durante o encontro, haverá mesa de abertura com autoridades locais, momento cultural, palestras e mesas redondas. Entre os assuntos a serem abordados estão “Desafios no levantamento de dados epidemiológicos de Saúde Bucal e retroalimentação”, “Integrando os pontos da Rede de Atenção à Saúde”, “Atendimento e acompanhamento de pacientes com condições crônicas”, entre outros.