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O universo da Rádio Web UFN

Em continuação a uma série de matérias que mostram os laboratórios do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, hoje vamos apresentar a Rádio Web UFN. O laboratório vem introduzindo os acadêmicos às práticas radiofônicas desde 2008.

Cátedra UNESCO é sediada pela 1 º vez na UFN

A Cátedra Unesco estabelece a união entre a comunidade acadêmica e a sociedade, criando políticas públicas e pesquisas com as comunidades nas quais é estabelecida. Ao todo são 12 universidades de Ensino Superior divididas entre Brasil,

UFN TV comemora 15 anos de história

A emissora de televisão da UFN (Universidade Franciscana) teve a sua 1 º transmissão em 19 de maio de 2008 como TV UNIFRA, sendo inaugurada como um dos laboratórios de ensino para os acadêmicos dos cursos

Em meio aos avanços da tecnologia, os influenciadores digitais não geram em seus seguidores apenas reações engraçadas, mas também, com os seus conteúdos, trazem reflexões sobre temáticas pertinentes à sociedade. Nesse cenário, em agosto de 2025, um vídeo sobre adultização infantil movimentou as redes sociais no Brasil. O influenciador digital e youtuber Felipe Bressamin Pereira, conhecido como Felca, gerou, a partir do vídeo, um intenso debate sobre os limites de privacidade de crianças e adolescentes nas redes sociais e trouxe à tona um tema já previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas que pouco era discutido até então.

A repercussão trouxe visibilidade ao ECA DIGITAL e levou à aprovação e sanção de uma atualização do Estatuto em menos de 2 meses, em setembro de 2025. No documentário, o influenciador denunciou uma espécie de “reality show” transmitido nas redes sociais do casal de influenciadores Hytalo Santos e Israel Vicente. Com a repercussão do vídeo, as investigações da Polícia Federal, que já estavam em andamento, avançaram e levaram à prisão  de Hytalo e Israel. Em fevereiro de 2026, os dois foram condenados após o trâmite do processo.

Segundo uma pesquisa divulgada em 2024 pela agência We Are Social Media, o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking dos países que utilizam redes sociais no mundo. A professora do Curso de Direito da Universidade Franciscana, Rosane Leal da Silva, lembra que crianças e adolescentes são uma parcela significativa da sociedade brasileira, sendo em torno de 24 milhões de adolescentes e de 40,1 milhões de crianças em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O ECA DIGITAL trouxe novas formas de cuidado e segurança para as crianças. Imagem: Isadora Rodrigues/LABFEM

Entre as atualizações apresentadas pelo Estatuto Digital, foi estabelecido o controle parental obrigatório para menores de 16 anos, antes ignorado pelas big techs (como o Google e a Meta), que são consideradas as maiores empresas de tecnologia e inovação do mundo. Agora, o acesso às redes sociais precisa ser gerenciado por pais ou responsáveis. 

“Talvez a exigência de vincular a conta do adolescente ou da criança à conta do responsável legal minimize esses efeitos e também responsabilize mais os pais, que possuem dever de supervisão e orientação parental. Muitas vezes, os próprios pais não cumprem adequadamente esses deveres, o que gera consequências negativas para os usuários que são menores de idade”, frisa a professora Rosane. 

Em entrevista para uma matéria da Câmara de Deputados, o especialista em cibercultura André Lemos aponta que o Brasil ,como país, no âmbito digital, teve uma transição de uma rede que incentiva a troca de informações e ideias de forma livre para um ambiente dominado pelos algoritmos das big techs, que têm por principal objetivo o conteúdo chocante e, por vezes, sensacionalista para gerar engajamento.

Na visão de Rosane, o posicionamento de Felca em seu vídeo reacendeu o debate sobre a pauta da criança e do adolescente em relação a uma lei de 2022 que já existia no Congresso Nacional, mas que estava parada no Brasil. O projeto de lei proposto pelo senador Alexandre Vieira (MDB – SE) sofreu modificações em agosto de 2025. Em setembro de 2025, o Presidente Lula sancionou a lei, que foi promulgada em março de 2026 com as novas atualizações de segurança no âmbito das redes sociais, jogos online e plataformas em geral. 

Rosane Leal da Silva, professora do curso de Direito da UFN, frisa o papel do ECA DIGITAL na segurança de crianças e adolescentes. Foto: Nelson Bofill/ LABFEM 

Leis de proteção às crianças vêm evoluindo 

A professora relata que, em 2021, o Comentário Geral de número 25 do Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) tornou mais rígido o acesso a certos tipos de conteúdos para crianças e adolescentes, bem como uma punição mais severa para casos de crimes cibernéticos. No Brasil, em 2024, foi promulgada a resolução número 245/2024, um mecanismo social e político que regulamenta os direitos de menores de 18 anos a partir do trabalho em conjunto de pais, educadores, do Estado e, principalmente, de empresas que atuam no ramo digital. A resolução indica que todas as crianças e adolescentes devem ter garantido o direito ao acesso ao ambiente digital, assegurando-se de que os conteúdos e serviços acessados sejam compatíveis com seus direitos e seu superior interesse.

Para Rosane Leal, “existem  riscos de conteúdo, riscos de contato e riscos de conduta. Ou seja, crianças e adolescentes podem entrar em contato com conteúdos prejudiciais, com pessoas que os influenciam negativamente e isso pode repercutir no comportamento deles, inclusive em práticas de violência contra terceiros. Muitas vezes encontramos casos de perseguição, bullying e cyberbullying praticados por adolescentes que também sofreram influência de outros ou ficaram expostos reiteradamente a conteúdos violentos”. 

O ECA DIGITAL apresenta o artigo nº 6,que responsabiliza os fornecedores (sites, empresas, redes sociais), pais ou responsáveis ,com o objetivo de diminuir os riscos de acesso a práticas e conteúdos ilícitos. Entre eles estão a violência física, a violência virtual sistemática ou o assédio, seja na operação das suas aplicações, como exposição, recomendação ou um fácil acesso de contato com tais práticas. Por ser um conteúdo altamente sensível, ele é impróprio para menores de 18 anos e, principalmente, crianças e adolescentes entre 2 e 15 anos, que estão em fase de desenvolvimento. 

Suane Pastoriza Faraj, psicóloga escolar, destaca a necessidade do cuidado e da atenção que os pais precisam ter com os filhos. A psicóloga desenvolve um projeto na escola onde trabalha sobre o uso consciente da tecnologia,  em que promove rodas de conversa com os estudantes e pais, promovendo uma reflexão sobre os cuidados em relação ao conteúdo digital.  

Ao longo dos últimos anos, os famosos “desafios” da internet como Baleia Azul, Momo, entre outros, foram percebidos no contato de Suane com adolescentes. Nesse sentido, ela destaca a necessidade do controle parental e alerta que temas, jogos e “brincadeiras” que estão presentes na sociedade, colocando a vida de crianças, pré-adolescentes e adolescentes em risco, também fazem parte do ambiente escolar. “Em um dos anos em que trabalhei com eles, surgiram inúmeros riscos de exposição à Internet. As crianças falavam onde moravam, quando estavam sozinhas e mostravam objetos que tinham dentro de casa, e isso era muito grave porque elas faziam esta exposição sem prever o perigo”, ressalta Suane. 

Devido a estas demandas e questionamentos trazidos à sala de aula, desde 2023 ela realiza na escola um projeto sobre o uso consciente da tecnologia, que ocorre conforme o desenvolvimento de cada nível de ensino (educação infantil, anos iniciais, anos finais e ensino médio). O objetivo é discutir os riscos, os benefícios, o uso consciente da tecnologia,e também mostrar as possibilidades que a infância e a adolescência têm para além da tecnologia. 

Suane Pastoriza Faraj, psicóloga escolar, conta que o projeto incentiva o diálogo entre pais e filhos sobre o conteúdo das redes. Imagem: Nelson Bofill/LABFEM

A psicóloga conta que, em 2024, com os anos iniciais, foi trabalhada a conscientização sobre o conteúdo das redes sociais através da construção de um bingo com imagens. Já a partir da adolescência, o bingo é utilizado para a compreensão de aprendizagem. “Muitas questões que chegam ao setor de psicologia estão relacionadas ao uso da tecnologia e das redes sociais na adolescência. Então aparecem relatos de conflitos, comparações, exclusões e de cyberbullying”, destaca Faraj. 

Suane também acredita que muitos adolescentes, mesmo com as novas restrições feitas pelo Estatuto Digital, buscam burlar o sistema de proteção das redes sociais mentindo sobre a idade, dados ou acessando de outras maneiras. Ela comenta que os alunos em sala de aula apresentam uma certa noção dos perigos e dos conteúdos compartilhados de maneira indevida.

As consequências no desenvolvimento infantojuvenil no excesso das telas 

Para a psicopedagoga Fernanda Torres, a problemática do uso de telas surge no contexto do uso precoce, pois, no período entre 6 e 12 anos, o indivíduo está com o cérebro em fase de amadurecimento. Devido a isso, as telas se tornam um obstáculo ao desenvolvimento das crianças e dos pré-adolescentes. Entre os obstáculos encontrados estão a dificuldade no desenvolvimento do controle inibitório, que é a capacidade de controlar os impulsos ,e a baixa tolerância à frustração, com o uso de telas de forma exagerada.

“ Quando a criança desliga a tela do celular, o cortisol fica elevado e isso faz com que a criança fique estressada, e ela não consegue lidar com a frustração e no fim isso vai prejudicar a evolução dela como indivíduo”, destaca Fernanda. 

As telas podem ser um obstáculo ao desenvolvimento das crianças e dos pré-adolescentes Imagem: Isadora Rodrigues/LABFEM 

“Eu tenho inúmeras experiências com pacientes que mostram que a mudança de rotina com horário para desligar a televisão e o telefone, por exemplo, em até duas semanas, a criança já começa a ficar menos irritada e que irá, por exemplo, desenvolver melhor a fala”, destaca a psicopedagoga.  Em casos graves, pode haver necessidade da internação do adolescente. 

Fernanda Torres, psicopedagoga, aponta para o cuidado com as telas no desenvolvimento da criança e do adolescente. Imagem: Vinicius Gomes/LABFEM

Fernanda comenta que quando há o apoio dos pais e/ou responsáveis na construção de novas rotinas e diálogos na dosagem dos prejuízos das telas dentro de casa após as consultas, tudo fica mais fácil de ser trabalhado com a própria criança. O ECA Digital veio para proporcionar aos pais, crianças e adolescentes segurança para o uso das redes sociais, mas é necessário que haja, de forma cada vez mais prática, uma atuação ativa neste processo junto às famílias.

Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Especializado, sob orientação da professora Glaíse Palma, no 1º semestre de 2026.

Na última sexta-feira, 5 de dezembro, ocorreu a Jornada Científica do curso de Jornalismo da UFN. O evento contou com a banca de defesa do TCC II da aluna Vitória Oliveira, cujo tema foi “O papel do jornalismo de moda como agente social, político e cultural nas capas comemorativas dos 50 anos da Vogue Brasil”. Vitória discutiu como a revista atua como um disseminador de narrativas que influenciam debates contemporâneos sobre identidade, diversidade e poder. O trabalho, orientado pela professora Laura Fabrício e avaliado pelas professoras Glaíse Bohrer Palma e Caroline Colpo, foi aprovado.

Aprovação do TCC de Vitória Oliveira marcou a noite. Imagem: Enzo Martins/LABFEM

Vitória comentou que ficou nervosa ao apresentar o TCC. “Bate um nervosismo, uma incerteza sobre se o trabalho que tu levou um ano para fazer está realmente à altura de representar toda a sua trajetória nesses quatro anos. Mas ver teus amigos ali te apoiando e sentir confiança de que o que tu fez, foi o melhor que poderia ter feito, traz uma paz enorme. Principalmente ao ouvir as considerações da banca e ser aprovada em um curso pelo qual sou apaixonada”.

Além disso, houve a banca de qualificação do TCC I dos alunos Nelson Boffil e Maria Eduarda Rossato. Nelson apresentou “Revisitando Laswell: a reintrodução da teoria da Bala Mágica na Sociedade em Rede”, pesquisa orientada pela professora Laura Fabrício e avaliada pelo professor Iuri Lammel. O trabalho de Maria, com o tema “Acessibilidade comunicacional dos surdos: a presença da janela de libras na televisão brasileira”, teve orientação da professora Glaíse Palma e avaliação da professora Neli Mombelli.

Tema do Trabalho de Conclusão de Curso de Maria Eduarda evidencia a importância da inclusão no meio audiovisual. Imagem: Enzo Martins/LABFEM

Após as apresentações dos TCCs 1 e 2, os alunos Miguel Cardoso e Vitória Oliveira apresentaram seus estágios. Miguel estagiou na empresa On The Vox, uma rádio online de Santa Maria. Vitória realizou seu estágio na Tempórea, uma empresa de comunicação e marketing. Os acadêmicos compartilharam suas experiências, as competências que aplicaram no dia a dia e os aprendizados que levaram do estágio.

Para encerrar a Jornada, ocorreu a banca do projeto de extensão em Comunicação Comunitária. Os alunos participantes (Aryane Machado, Gabriel Deon, Isaac Brum, Laura Pedroso, Luiza Fantinel, Luiza Maicá, Nicolas Morales e Thomás Ortiz) contaram sobre o projeto Entre Vozes e Olhares, desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Aracy Barreto Sacchis. Eles criaram uma revista fotográfica sobre a rotina dos estudantes e a comunidade escolar, valorizando o aluno como protagonista em suas atividades. O projeto teve orientação da professora Laura Fabrício e foi avaliado pelas professoras Neli Mombelli e Camila Klein.

Projeto de extensão “Entre Vozes e Olhares” proporcionou um momento de troca entre os estudantes e a comunidade. Imagem: Enzo Martins/LABFEM
Alunos são protagonistas na imersão em Profissões do Futuro. Foto: Luíza Maicá/Assecom

A partir do primeiro semestre de 2026, a Universidade Franciscana contará com dois cursos novos: Comunicação Digital e Inteligência Artificial e Ciência de Dados. Eles foram integrados no catálogo da universidade pensando na transformação do mercado de trabalho, principalmente pelo uso cada vez maior da tecnologia. 

Para apresentar os novos cursos, foi criado o projeto “Imersão em Profissões do Futuro”, em que os alunos inscritos puderam conhecer de perto os cursos ofertados, interagindo em primeiro plano com a tecnologia e a comunicação. 

O projeto ocorreu na última quinta-feira, 23 de outubro, no parque tecnológico da UFN. Os alunos participaram da campanha “Colecione o Futuro Sustentável da Coca-Cola”. O objetivo era criar uma campanha digital para a empresa, divulgando uma nova ação de sustentabilidade: personagens em 3D que só podem ser colecionados quando o consumidor entrega um número específico de embalagens recicláveis. A campanha foi criada do zero: desde os personagens, até um reels para o Instagram feito por IA. Após a finalização do projeto, os participantes puderam levar para casa suas criações, como um presente do dia.

Andressa Tomasi, estudante de administração da UFN, explica porque se inscreveu para a imersão: “Me chamou a atenção por ser um tema muito atual. Está sendo uma experiência ótima e eu vou considerar muito fazer esse curso porque tem tudo a ver com o que a gente está vivendo hoje em dia. Eu acho que as pessoas devem buscar aprender mais sobre isso para que a gente evolua muito mais nessas áreas.”

Miniaturas em 3D foram prodzidas pelos inscritos. Foto: Luíza Maicá/Assecom

O professor de Comunicação Digital, Iuri Lammel, explica o que motivou a criação do curso: “A gente foi percebendo que, nos últimos anos, muitos alunos de jornalismo e de publicidade demonstram seu interesse em produções que não são puramente dessas áreas, são produções mais do mundo do digital, desde podcasts, marketing digital, aplicativos, ser influencer… Então a gente percebeu uma possibilidade de criar um curso também da comunicação, entretanto, focado no digital.”

Sobre o mercado de trabalho do curso, o professor comenta: “esses novos cursos tem duas características: uma é o fato de termos disciplinas focadas no mundo do trabalho. Então, todo semestre vai ter pelo menos uma disciplina onde o foco é desenvolver habilidades para o mundo do trabalho, desde liderança, oratória, disciplinas relacionadas a empreendedorismo na área do curso, etc.. Outra coisa também interessante dos cursos é que todos os semestres têm projeto integrado, obrigatório, onde os alunos precisam integrar todas as disciplinas do semestre para desenvolver produto real, produto que deve solucionar demandas da sociedade de Santa Maria.”

Mirkos Martins, coordenador do curso de Inteligência Artificial e Ciência de Dados, explica que o curso surgiu em resposta à alta demanda por profissionais nessas áreas e à identificação de que as ofertas existentes não atendiam a essa necessidade. A proposta é formar profissionais com um perfil mais técnico e prático, que possam se inserir diretamente no mercado de trabalho. O curso tem cinco áreas principais de atuação: saúde, agro, finanças, academia e empreendedorismo, mas a formação é ampla e não se limita a essas áreas. Os profissionais formados terão habilidades valorizadas tanto localmente quanto fora do estado, dado o crescente interesse por esses especialistas.

Ele também aborda a questão do medo relacionado à inteligência artificial que as pessoas podem ter: “Existe uma parcela grande da população que tem medo da inteligência artificial, mas ao invés de temer, devemos enxergar essa tecnologia como uma aliada. (…) Quem tem uma curiosidade em relação à tecnologia e quer fazer essa capacitação, com certeza vai estar um passo à frente daqueles que não tem, pois terão conhecimentos que serão requisitados pelo mercado de trabalho.”

As inscrições para o Vestibular de Verão 2026 ficam abertas até 10 de novembro, oferecendo aos futuros alunos a oportunidade de ingressar nas áreas mais promissoras do mercado.

Repórter da TV Papo do Esporte Clube Juventude, a jornalista contou sobre sua experiência no ramo. Imagem: Enzo Martins/LABFEM

Na última quinta-feira, dia 2 de outubro, os estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) acompanharam uma palestra on-line com a jornalista Maria Eduarda Panizzi, repórter da TV Papo do Esporte Clube Juventude. Durante o encontro, Panizzi relatou sua trajetória acadêmica e profissional, desde a graduação até a atuação em uma equipe de comunicação esportiva.

A atividade foi organizada pelo Diretório Acadêmico de Jornalismo (DAJOR). Segundo a presidente do diretório, Andressa Rodrigues, a proposta do evento foi trazer a experiência de uma profissional que atua no jornalismo esportivo, área de interesse de muitos alunos do curso.

Durante o encontro, Panizzi relatou sua trajetória pessoal e profissional. Apaixonada por futebol desde a infância, escolheu fazer jornalismo com o objetivo de trabalhar nessa área. Em sua formação, acumulou experiências em diferentes veículos como o portal 90 Minutos, o Grupo RSCOM e o Grupo RBS. Maria destaca a importância dos estágios durante a faculdade: “As aulas são muito importantes e nos dão embasamento, mas viver o jornalismo na prática é indispensável para a formação de um jornalista.”

Em 2023, Panizzi aceitou o convite para integrar a equipe de comunicação do Juventude, decisão que, segundo ela, representou um dilema profissional. “Era uma escolha difícil entre a estabilidade do estágio (no Grupo RBS) e a paixão por atuar diretamente no jornalismo esportivo”, disse.

Atualmente, participa da rotina diária do clube, produzindo conteúdos para redes sociais, transmissões e bastidores, além de acompanhar viagens e competições. Entre as experiências marcantes, destacou coberturas de campeonatos de base e o acesso à Série A do Brasileirão. Panizzi também mostrou parte dos conteúdos produzidos com os jogadores para a TV Papo, destacando a liberdade criativa que recebe do Clube para fazer os conteúdos que ela deseja/acha interessante.

Na palestra, Maria Eduarda também falou sobre os desafios da profissão, especialmente no jornalismo esportivo de clubes, que exige dedicação integral, horários atípicos e resiliência diante das pressões da torcida. Ressaltou ainda as dificuldades enfrentadas por mulheres no futebol, salientando avanços, mas reconhecendo a persistência de obstáculos culturais. Ao final, incentivou os estudantes a buscarem experiências diversas ao longo da formação, incentivando os alunos que desejam seguir o rumo do jornalismo esportivo: “Ser repórter de clube exige entrega, mas proporciona aprendizados únicos e inesquecíveis”.

Para os participantes, o encontro trouxe uma visão prática sobre o mercado de trabalho no jornalismo esportivo. Muitos se sentiram inspirados a prosseguir nesse caminho, com a certeza de que no final, seguir os seus sonhos vale a pena.

Na próxima segunda-feira, 10, ocorre o evento “Cacareco”, que tem o intuito de promover o trabalho autoral de alunos, professores, egressos do curso e comunidade da região. O “Cacareco” é um evento promovido pelo Diretório Acadêmico de Design (DAD) da Universidade Franciscana (UFN).

Na atividade, serão comercializados diversos tipos de produtos como composições autorais – joias, produtos físicos ou impressos – até desapegos, como revistas, livros e afins. Cada expositor é responsável por seus objetos e organização do próprio ambiente, além de estar presente em meio à exposição para atender os clientes. O “Cacareco” estará recebendo doações de materiais escolares para as vítimas das enchentes.

“Cacareco” ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 10. Imagem: DAD Instagram/Divulgação

A feira ocorrerá no Hall do Prédio 15, Conjunto III da UFN, rua Silva Jardim, 1175, Nossa Sra. do Rosário. O horário de início será às 8h30, com encerramento às 17h30. Para mais informações, acesse o Instagram do DAD.

O Vestibular de Inverno da Universidade Franciscana (UFN) está se aproximando e as inscrições encerram hoje, 03 de junho. São ofertados 30 cursos de graduação, presencial e semipresencial, para ingresso no 2º semestre de 2024. A realização das provas será no dia 17 de junho, de modo presencial, na Universidade Franciscana.

A prova do curso de Medicina será a único com realização de questões de múltipla escolha, além da redação, e terá duração de 4 horas, com início às 13h30. Os demais cursos farão somente a prova de redação, com extensão de tempo de 2 horas, também com início às 13h30. A taxa de inscrição para a prova de Medicina é de R$ 260. As outras graduações estão com valor de R$ 60.

Vestibular de Inverno ocorre no dia 17 de junho. Imagem: Universidade Franciscana/Divulgação

O gabarito preliminar da prova de Medicina será divulgado ainda no dia da prova, às 18h30. O definitivo sairá no dia 19 de junho, até às 18h. O resultado com a lista dos aprovados será divulgado no dia 25 de junho. Para consulta presencial será a partir das 15h, no prédio 15 do Conjunto III, e às 16h será disponibilizado no site da UFN. Os classificados para a 1º chamada deverão realizar a matrícula digital entre os dias 27 e 28 de junho. Os candidatos em suplência podem participar da chamada oral no dia 04 de julho.

Mais informações na Página do Vestibular da UFN. Em caso de dúvidas ligue (55) 3220-1200; (55) 3220-1250; e (55)3220-1230, ou mande e-mails para: coperves@ufn.edu.br e comercial@ufn.edu.br.

Em continuação a uma série de matérias que mostram os laboratórios do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, hoje vamos apresentar a Rádio Web UFN. O laboratório vem introduzindo os acadêmicos às práticas radiofônicas desde 2008. No início, o responsável por coordenar os estudantes era o professor Gilson Piber, com operação do técnico em áudio Sérgio Ricardo da Porciuncula Cruz.

Estúdio do laboratório de rádio da UFN. Imagem: Nelson Bofill

Hoje em dia, a programação da rádio é composta tanto por programas produzidos pelo curso de Jornalismo, quanto por outros cursos. Alguns deles são: Titular da Rede, UFN em pauta, Camisa 10, Me Pega no Colo, Brasilidade, Nerd Talks, entre outros.

Estúdio da rádio em produção. Imagem: Nelson Bonfill/LABFEM

Para Alam Carrion, técnico da Rádio e egresso de Jornalismo da UFN, a Rádio sempre foi o que ele queria, desde sua chegada no curso. O primeiro contato de Carrion no Laboratório Radiofônico foi por um convite para trabalhar, desde então, nunca mais sai. Ele conta que estar presente nos trabalhos dos alunos, ver suas evoluções diante do microfone, é algo que o motiva a seguir na rádio.

Os acadêmicos tem contato com o laboratório radiofônico desde o início do curso. Nele, os estudantes podem realizar produções acadêmicas e idealizar novos programas. O laboratório é disponibilizado para alunos de outros cursos também, seja para trabalhos ou interação com a rádio por meio dos programas.

Sempre alinhada com a tecnologia, a Rádio adequou seu modo de divulgar os programas. Devido à pandemia do Covid-19, os programas passaram a ser feitos à distância pelo Discord, que é uma plataforma de comunicação, e divulgados no Spotify. Voltando às atividades presenciais na faculdade, surgiu a ideia de começar a divulgar no Youtube também. O primeiro programa a ser publicado no Youtube foi o Titular da Rede. Hoje em dia, a rádio conta com diversos programas que saem semanalmente. Para Alan Carrion, essa transição aconteceu de uma forma muito natural, visto que muitos meios de comunicação migraram seus modos de divulgação para as plataformas de streaming. Confira a Rádio Web UFN no Youtube.

Segundo Sione Gomes, coordenadora da Rádio: “O espaço é muito importante para os alunos, desde seu começo as práticas no laboratório sempre foram visadas. Hoje contamos com programas bem legais na Rádio. Claro que olhamos as visualizações e como está o andamento dos programas, mas nosso foco sempre foi o aluno se sentir o mais próximo do mercado de trabalho.”

Conforme Lucas Acosta, acadêmico de jornalismo do 8° semestre, e apresentador do Titular da Rede e Camisa 10: ” Logo que entrei na faculdade, vi a rádio como uma possibilidade de experimentar algo novo. Após a pandemia devido ao Covid-19, eu tive a oportunidade de apresentar o programa Titular da Rede, que tinha voltado em um formato diferente, e foi ali que fui pegando gosto, pela liberdade que a rádio te proporciona, tanto de expressão como do jeito de fazer. A minha evolução no curso se deu muito pela rádio, acho que no começo, pelo fato de falar só para o microfone sem câmeras, tu melhora na dicção, e no posicionamento que tu irá ter. Tudo isso faz parte de um processo, para trabalhar na rádio tem que querer, aprendi isso no dia-a-dias das produções, não é fácil, mas se tiver força de vontade, acontece.”

” O tempo é marcado por personagens e enredos onde os acontecimentos ganham a forma dos rostos dos protagonistas”. Esta frase da Professora Laura Fabrício descreve o sentimento que é ver as lembranças dos 20 anos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da UFN, que fazem parte da exposição Retratos e Histórias, que está ocorrendo na Sala de Exposições Angelita Stefani (IMAS) até o dia 18 de setembro. A abertura da exposição ocorreu ontem, às 17h30, e reuniu a comunidade acadêmica.

Professora de fotografia Laura Fabrício fala sobre a emoção de ter organizado esta Mostra. Foto: Luiza Silveira/ LABFEM

Segundo a professora de fotografia e coordenadora do LABFEM (Laboratório De Fotografia e Memória) Laura Fabrício, os cursos de comunicação da UFN sempre andaram juntos e suas histórias podem ser conferidas em diversas fotografias impressas e também em projeção de imagens na mostra fotográfica. “Dá pra se pensar em uma exposição virtual, sem o papel, mas ela não tem a mesma força que ter o papel. Então a importância disso é que a exposição consegue resgatar a memória de uma maneira mais forte. Mas não temos espaço pra colocar todas as fotos impressas, então usamos também as projeções.” , esclarece a professora.

Primeira coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda ressalta a importância desta exposição para a memória dos cursos. Foto: Emanuelle Rosa/ Acervo Pessoal

A 1 º coordenadora dos cursos Elisângela Mortari, salienta que “A exposição é emocionante e mostra uma trajetória de sucesso dos cursos de Jornalismo e Publicidade da UFN. Ela mostra que com investimentos dos gestores da UFN em professores, técnicos, estrutura, você tem a formação de profissionais de qualidade.”

A reitora irmã Irani Rupolo também esteve presente na abertura da exposição e destaca que “a comunicação é algo essencial e inerente a vida humana. Formar profissionais da comunicação é contribuir para a integralidade da sociedade. É essa a grande contribuição dos cursos de comunicação da UFN.”

Reitona Iraní Rupolo parabeniza a exposição. Foto: Luiza Silveira/ LABFEM

A professora Pauline Fraga, do curso de Publicidade e Propaganda que ajudou na construção do texto que compôs o card da exposição e está há 14 anos na instituição, pontuou a importância da integralização dos cursos nesta exposição: ” Eu gostaria de registrar que para mim na história entre os dois cursos a coisa linda são as pessoas que fazem, os técnicos , todos tem o seu papel fundamental no coletivo que nos traz orgulho nestes 20 anos”

Galeria de Imagens por LABFEM:

A Cátedra Unesco estabelece a união entre a comunidade acadêmica e a sociedade, criando políticas públicas e pesquisas com as comunidades nas quais é estabelecida. Ao todo são 12 universidades de Ensino Superior divididas entre Brasil, Portugal e Guiné – Bissau que participam da desta Cátedra. Este modelo de programa foi lançado em 1992, e tem como principal objetivo formar um intercâmbio entre a comunidade acadêmica dos países.

A Universidade Franciscana teve o seu primeiro contato com a Cátedra Unesco – Unitwin: A cidade que educa e transforma, em fevereiro deste ano, em Lisboa, quando os representantes da UFN, professor Márcio Tascheto da Silva e a Vice-reitora Solange Fagan, em conjunto com a Reitora Iraní Rupolo, acompanharam uma conversa sobre a temática ainda a ser desenvolvida, mas que agora se tornou realidade. O evento, na quarta- feira, 07 de junho, reuniu professores, técnicos e jornalistas que realizaram a cobertura do lançamento, além de autoridades locais como o Vice – Prefeito de Santa Maria Rodrigo Décimo e a Secretária de Cultura Rose Carneiro.

Segundo a professora da UFRGS, Jaqueline Moll, esta cátedra nasce de um esforço em melhorar a educação integral no Brasil. Ela pontua que as políticas que garantem a educação no país foram e ainda são lentas: ” Nós somos um país que possui quase 10 milhões de analfabetos adultos e milhões de pessoas de mais de 18 anos que não completaram o ensino fundamental”

Embaixadora da Cátedra Unesco no Brasil, professora Jaqueline Moll. Foto: Luiza Silveira/LABFEM

A professora frisa ainda o papel de experiências extracurriculares para gerar a quebra do ensino tradicional, de modo que os professores e educadores consigam trabalhar outras maneiras de ensino para que haja uma ampliação ao acesso educacional para a comunidade, através de histórias e tradições destes locais, por exemplo. “Quando falamos de um movimento de cidades que educam e transformam, é sobre articular em um contexto geral para que se potencialize a educação das velhas e novas gerações. Santa Maria é uma cidade especial e com longa tradição universitária, nós estamos aqui na UFN que abraça esta perspectiva para que haja esta integração”, afirma prof. Jaqueline.

Reitora da UFN Iraní Rupolo. Foto: Luiza Silveira/LABFEM

Para a reitora Iraní Rupolo, a Cátedra agora precisa ter atitudes práticas para que se obtenha resultados concretos das ações que envolvem este projeto educador.

Segundo o professor Márcio Tascheto representante da UFN na cúpula , a iniciativa coloca a Universidade Franciscana em uma rede direta entre as instituições acadêmicas de Ensino Superior. “O principal objetivo da cátedra é a internacionalização de experiências entre as universidades de língua portuguesa, e a produção de conhecimento por meio de atividades em comunidades locais”, salienta o professor.

Professor Márcio Tascheto. Foto: Luiza Silveira/LABFEM
Professor Márcio Tascheto é representante da UFN na Cátedra . Foto: Luiza Silveira/LABFEM

Ele acredita que o avanço e crescimento do projeto em Santa Maria é fundamental para que os professores e seus alunos pensem na cidade e enxerguem um futuro por meio da produção de conhecimentos.

Galeria De Imagens:

Assista a transmissão do lançamento pela UFN TV:

A emissora de televisão da UFN (Universidade Franciscana) teve a sua 1 º transmissão em 19 de maio de 2008 como TV UNIFRA, sendo inaugurada como um dos laboratórios de ensino para os acadêmicos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, segundo nos relata a coordenadora Bruna Taschetto.

A UFN TV atualmente conta com 6 programas: Coma Bem, Universo Acadêmico, Provoc[a]rte, Novas Fronteiras, O Tema é Direito e Saúde em Foco. Também apresenta interprogramas e drops semanais, como o “Minutos de Sabedoria”, da Pastoral Universitária.

Ao longo de 15 anos, vários profissionais e acadêmicos passaram pelos estúdios da TV universitária e levam com carinho os ensinamentos deste tempo em que estiveram praticando na UFN TV, como é o caso da repórter Laiz Lacerda que é egressa do curso de Jornalismo da UFN e apresentadora do programa de saúde mental e ciência Novas Fronteiras. “Quando eu era estudante, gravava o programa Informação na rádio, e ele era replicado na TV, os cinegrafistas vinham e faziam as imagens”

Repórter Laiz Lacerda é integrante da equipe da UFN TV . Foto: Fernanda Mezenes/ASSECOM

Segundo Laiz, participar desta transição entre rádio e TV ainda na época de aluna foi muito especial, pois através disto muito do que ela aprendeu aqui na UFN, hoje é utilizado no seu trabalho como repórter e apresentadora da UFN TV. Ela ainda conta que sempre brincou com os professores que um dia iria voltar à universidade e isto aconteceu quando Laiz retornou a UFN TV em 2021. “Ver todo o reconhecimento do meu trabalho e poder replicar tudo que eu pude aprender aqui dentro, levar informação não só para os acadêmicos , como também para o público externo, é muito gratificante”. Por meio da sua profissão, Laiz enfatiza a importância da veracidade da informação. ” Esse é o nosso papel, levar todos os dias a informação de qualidade com muita credibilidade para falar sobre aquilo que acontece tanto aqui dentro, como fora”

A diretora da emissora, Bruna Taschetto, concorda que o papel da UFN TV é de levar informação com credibilidade e apresentar os eventos em múltiplos formatos importantes para a comunidade. “Tem muitos eventos importantes científicos e acadêmicos que não podem ficar só aqui na instituição e devem ser levados para fora”

A trajetória de Bruna se funde com a da UFN TV pois ela começou em 2017 como repórter, e em 2021 assumiu a missão de comandar a equipe da UFN TV. Ela comentou que foi um grande desafio: ” Eu sou muito grata a Universidade Franciscana por ter me dado oportunidade de poder estar aqui comunicando o cotidiano da universidade para toda comunidade interna e externa”

Bruna também ressalta o papel da UFN TV para os próximos 5 anos que é destacar a importância do papel do jornalista na sociedade atual. Segundo a diretora, sempre foi fundamental o trabalho do jornalista na sociedade, mas este papel se tornou essencial especialmente por conta das mídias digitais que potencializam a desinformação, em que qualquer pessoa pode compartilhar algo sem verificar a fonte, o que pode vir a causar diversos prejuízos na sociedade.

Diretora da UFN TV Bruna Taschetto. Foto: Luiza Silveira / LABFEM

Já para a vice – reitora da UFN, professora Solange Fagan, a área da TV como um todo sofre impacto por meio das tecnologias digitais, que nos últimos 15 anos mudaram completamente a relação das pessoas. A própria UFN TV também precisou buscar outras maneiras de se comunicar não só com a própria UFN, mas também com o público de fora. “A TV amplia o relacionamento da UFN com a comunidade”, afirma a professora.


Durante as comemorações foi realizada a gravação do Universo Acadêmico, que foi ao ar na última quinta – feira (18). O momento festivo contou com a presença dos cantores Daiane Diniz e Rodrigo Cunha. O bolo foi produzido pela equipe do programa de alimentação saudável Coma Bem da UFN TV.

Equipe da UFN TV: Daniel Quartiero, Márcio Santos. Manoel Vicente, Bruna Taschetto, Jefferson Andrade, Laiz Lacerda, Vinícius Fonseca, Juliana Farias, Denzel Valente e Caroline Freitas. Foto: Laura Fabrício/LABFEM

Confira o Universo Acadêmico na íntegra gravado durante o evento.