Um pé em Portugal e outro no Brasil


Por Pedro Cardoso

 

 

Uma brasileira em terras lusitanas. Foto: arquivo pessoal.

Uma brasileira em terras lusitanas (Fotos: arquivo pessoal)

A  professora Maria Cristina Tonetto, doutoranda em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, localizada na cidade portuguesa de Covilhã, pesquisa o cinema universitário luso-brasileiro nas redes sociais digitais, com foco nas estratégias de circulação das produções das Instituições Públicas de Ensino Superior. A professora do Centro Universitário Franciscano fez mestrado em Integração Latino-Americana pela Universidade Federal de Santa Maria, na linha de pesquisa Cinema e História. Com a graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas, tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Cinema, e atua, principalmente, com cinema, documentário e televisão. Também organizou o livro “O olhar feminino no cinema”, lançado em 2011, e prepara a segunda edição sobre o cinema ibero-americano.

Kitta, como é conhecida entre os amigos, iniciou o doutorado em setembro de 2013. A previsão de conclusão é em setembro de 2016, no entanto, o trabalho pode se prorrogar por mais um ano, dependendo da pesquisa de campo. Esta etapa começa em 7 de abril e inclui a coleta de dados  em seis universidades brasileiras. A etapa portuguesa já foi concluída.

Questionada se sofreu algum tipo de preconceito por ser brasileira ao chegar em Portugal, ela afirmou que não. A cidade onde reside é universitária, e recebe todos os anos vários estudantes de diversos países.  Para ela, a população de lá vê um certo carisma nos estrangeiros, mas é possível perceber que entre os colegas universitários não se constitui um convívio amigável, próximo, como uma troca de experiências entre pessoas de diferentes países.” Eles são mais frios, não se tem um entrosamento como o povo brasileiro, enfim acabamos nos relacionando com os próprios brasileiros que estão cursando por lá”.

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Vestes femininas nas praxes portuguesas.

Entre as muitas diferenças entre os universitários que estão de um lado e de outro do oceano, estão as roupas utilizadas durante a aplicação da praxe  (o trote universitário). Os veteranos vestem um terno e de uma capa (para os meninos) e blaser, saia e capa (para as meninas), vestimenta que inspirou a escritora J. K. Rowling de Harry Poter. Esta vestimenta é usada pelos veteranos, principalmente, nas praxes universitárias ( nossos trotes) para diferenciá-los dos calouros. O tipo de castigo aplicado para os novos universitários são semelhantes ao nossos, com desfile pelas ruas entoando frases características, entre outras práticas consideradas tradições. Geradas entre os acadêmicos, elas estão presentes nas universidades há mais de um século.

O traje masculino é constituído por uma batina preta sem ser de gala ou de grilo (com 3 botões em qualquer zona e lapelas acetinadas); calça clássica preta, com 2 ou 3 pregas, sem dobra na bainha;  gravata preta e lisa ou laço preto; colete preto masculino, acetinado e com fivela nas costas, tecido igual ao da batina, com dois bolsos e cinco botões (no caso de uso de laço não se usa colete); camisa branca lisa com um bolso do lado esquerdo, sem motivos, sem botões nos colarinhos e com botões brancos; sapatos pretos de atacadores (estilo clássico, sem apliques metálicos, não envernizados, com o número impar de buracos em cada lado); meias pretas; capa preta lisa e de estilo acadêmico; cinto preto; o uso do gorro é opcional; o uso do relógio só de bolso.

Já o traje feminino é constituído por uma camisa branca lisa, com ou sem bolso, sem botões no colarinho; casaca preta com dois bolsos com pala (não cintada, com 3 botões no punho e 3 botões à frente); saia preta (travada, e até 3 dedos acima do joelho, abertura na zona posterior); gravata preta lisa; collans pretas (tipo vidro ou lycra – não opacas, não podendo usar ligas); sapatos com salto até 3 cm, lisos sem fivelas ou apliques; capa preta lisa e de estilo acadêmico. Para saber mais acesse o Noticiência.

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