Posters reúnem pesquisas acadêmicas na UFN


Por Mateus Ferreira

 

Hall do prédio 15. Fotos: Lucas Linck

Os eixos Sociedade e ambiente, artes, patrimônio cultural e economia criativa e iniciação cientifica júnior estiveram presentes no ultimo dia de apresentações dos pôsteres no XXII SEPE. Diversos trabalhos estiveram expostos no hall do prédio 15, na tarde desta sexta-feira, dia 5, e um grande público esteve presente.

Gabriel Cabreira Mondadori Gudolle, 21 anos, estudante do curso de ciências contábeis estava expondo sua pesquisa, Boas práticas de governança corporativa em uma instituição financeira cooperativa. Neste trabalho foram pegas as politicas do Banco Central e se aplicou um questionário junto à direção de uma cooperativa de crédito da região central, e foi verificado que a cooperativa atende de fato o regulamento instituído nacionalmente pelo Banco Central.

Daniela Sponchiado, 26 anos, mestranda em Agrobiologia apresentou a pesquisa Alelopatia de extratos aquosos e hidroalcoólicos do pasto-mosquito.  Nesta pesquisa foi estudado o efeito da erva graminia, que são pragas que invadem lavouras de arroz e atacam a plantação liberando substâncias químicas no solo. Com isto, o arroz não se desenvolve da forma como deveria ocorrer – este efeito é conhecido como Alelopatia. Foram feitos extratos dessa planta invasora e testados diretamente no arroz, para ver em que momento do processo de desenvolvimento elas atacam. Foram testados extratos dessa planta invasora na germinação e no crescimento inicial do arroz e acabou-se concluindo que a praga consegue atacar em todos os estágios de crescimento do arroz.

Variáveis climáticas: influência na produção de serapilheira em povoamento de eucalipto no sul do Brasil foi o trabalho apresentado por Dione Richer Momolli, 25 anos, doutorando em Engenharia Florestal. A pesquisa está voltada para o bioma-pampa no sul do Brasil e foram estudados os solos que apresentam poucas matérias orgânicas e nutrientes. O estudo faz uma comparação de solos que possuem grande quantidade de serapilheira e solos com pouca vegetação, sendo constatado que a serapilheira influencia na produção de nutrientes e na fertilização dessas terras que apresentam, então, ricas quantidades de proteínas.

Eduarda Mena Barreto, 20 anos, estudante do curso de Agronomia da UFSM apresentou a pesquisa sobre o silício na redução de estresse por frio em sementes de arroz tratadas com inseticida dietholate. O silício é um mineral que se acumula em plantas e estimula a defesa nos estresses biótipos e abióticos, com isso o arroz está sujeito a estresse causado por pragas ou fungos, e precisam receber tratamentos de inseticidas ou fungicidas.  Com isso, o uso de inseticida dietholate reduz danos fitotóxicos e protege as plantas de arroz ao estresse por herbicida que inibem seu desenvolvimento.

A acadêmica de engenharia florestal da UFSM Ingrid Alegransi Millani, 22 anos, trouxe a pesquisa: Uso de ferramentas digitais na determinação do comprimento de plântula de espécies florestais. O presente trabalho envolve diversos aplicativos digitais que são usados para medir sementes, e com isso dar mais precisão no processo de plantio. Com a régua graduada, esse trabalho precisa ser mais detalhado, já com uso de ferramentas digitais os resultados obtidos são mais vantajosos.

Ingrid Rosales Costa, 21 anos, acadêmica de Engenharia Biomédica na UFN, expôs a pesquisa científica Otimização experimental na produção de nanoemulsões contendo eugenol. Eugenol é um extrato retirado do cravo da índia, que é muito utilizado de forma anestésica.  A estudante fez uma extração mecânica em 10rpm e analisado a emulsão da substância. Mas nessa velocidade foi comprovada que não houve produção de formulações estáveis, com isso a pesquisa agora vai testar a extração usando a velocidade de 15rpm e buscar novos resultados.

No eixo de arquitetura e Urbanismo a acadêmica Annelise Renck Weber, 23 anos apresentou o trabalho A percepção do espaço sócio-físico através do olhar da criança. Nessa pesquisa foi observado o olhar que a criança tem sobre espaço, lugares e paisagem através de desenhos crianças de 5, 8 e 10 anos foram analisadas. Foi verificado que crianças até cinco anos relacionam lugares e paisagens com a presença da família e amigos e crianças de oito anos não fogem muito dessa percepção. Já em crianças de 10 anos se observou um maior detalhe nos desenhos, a diferenciação de tamanho entre objetos e uma presença maior de paisagens e objetos da natureza.

Thais Saccol, 24 anos, também, acadêmica de arquitetura da UFN apresentou o trabalho A teoria de Cesare Brandi e a restauração do pátio da Glicinas. O rigor de princípios é a marca da reflexão de Cesare Brandi em sua Teoria, na qual fica patente que a restauração é um ato crítico-cultural do presente e, portanto, condicionado pelos valores do presente; valores esses que não podem menosprezar ou se eximir à responsabilidade que o ato de restauro traz em si, tanto para sua própria geração quanto para as seguintes. Baseado nessa teoria foi analisado o serviço de um arquiteto que fez uma restauração em uma mansão em Colônia do Sacramento, no Uruguai. Foi concluído que o arquiteto modificou elementos e não esteve de acordo com a teoria em diversos fatores. O principal deles foi ter fugido dos elementos culturais e focar mais em marcas e detalhes econômicas.

Eduarda Balke, 21 anos, acadêmica de arquitetura e urbanismo trouxe sua pesquisa, Bilbao: Intervenção Cultural, que através do conceito de cidades criativas analisou as diferentes interversões ocorridas naquela cidade. Foram observados pontos urbanísticos, econômico e cultural e, através desse estudo, foram obtidos resultados nos três campos de pesquisa. Os resultados urbanísticos mostraram melhorias na questão de infraestrutura e transporte, mas no meio econômico e cultural os resultados não foram tão satisfatórios. No aspecto econômico não foram obtidos os resultados esperados e, na parte cultural, os aspectos são questionáveis, já que a cultura local acaba não estando presentes nessa intervenção como a população gostaria.

A exposição dos pôsteres também trouxe um trabalho de iniciação científica júnior que foi apresentado pelo estudante do Instituto São José, Luis Henrique Farias Schneider, 16 anos. Orientado pela professora de Geografia Elsbeth Léia Spode a pesquisa trouxe como estudo, Mapas e escalas: ensino por meio da gamificação. Nessa pesquisa é observado o uso da tecnologia no estudo da geografia em sala de aula. Tendo em vista que a tecnologia está imersa no cotidiano, o estudo busca facilitar o aprendizado aproximando o estudante dos estudos geográficos e fazendo uso de ferramentas tecnológicas para facilitar essa aproximação.

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