Arquiteto sugere preservar o patrimônio Art Déco de Santa Maria


Por ariadne.marin

 

Foto: Mariana Olhaberriet/LABFEM

Na Avenida Rio Branco, em Santa Maria, escondido entre os prédios comerciais de arquitetura modernista estão os patrimônios históricos (alguns na lista de tombamento provisório) que tornam a cidade destaque entre as que possuem o maior acervo contínuo de Art Déco das Américas. Chega a ser equiparada, nas devidas proporções, a Miami Beach, nos Estados Unidos, por exemplo.

Este estilo arquitetônico com influência no cubismo e apreço pela simplicidade das formas surgiu na Europa dos anos 1920, mas foi no continente  norte-americano que houve maior desenvolvimento, irradiado em toda a América Latina devido ao movimento do rural para o urbano e o desenvolvimento das cidades, segundo a arquiteta Márcia Kümmel. “Há toda uma estética ligada com a industrialização, a era da máquina. Não interessava mais o excesso de ornamentos. Era uma ruptura com isso”, comenta ela, ao referir-se ao movimento anterior, o ecletismo.

Na manhã desta sexta-feira, 29, ocorreu uma visita guiada para a observação dos prédios Art Déco da Avenida Rio Branco, organizada em função da visita do professor Paulo Edi Rivero Martins na cidade, que veio para uma aula inaugural da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), cujo tema abordou “Patrimônio cultural, arquitetônico, histórico e gestão pública”.

No município de Santa Maria 135 prédios foram protegidos provisoriamente, em 2018,  devido a mudanças no Plano Diretor. Essa lista é resultado da pressão de um grupo de pessoas que formaram um coletivo em defesa do patrimônio histórico cultural de santa Maria, que junto com o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Comphic) reivindicou na Câmara dos Vereadores alterações nas regras de planejamento, construção e organização urbana da cidade.

Paulo Rivero, que é doutor em  Arquitetura  pela Universitat Politecnica de Catalunya, na Espanha, atentou para a importância da preservação daquilo que foi construído por cada geração. Ele explica que para haver o progresso, não é necessário a destruição de patrimônios históricos. De acordo com o professor, todos os estilos que foram sendo construídos ao longo do tempo têm sua importância e precisam ser preservados para manter a memória da cidade em cada momento histórico.

Foto: Mariana Olhaberriet/LABFEM

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