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Cultura

Garimpo da Moda da UFN celebra 10 anos

Garimpo da Moda da UFN completa 10 anos com aumento de expositores, boas vendas e participação de acadêmicos de diferentes cursos, promovendo a circulação de peças e o consumo consciente.

Uma feira de encontros

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria.

Nos dias 7 e 8 de abril, o Hall do prédio 15 da Universidade Franciscana (UFN) recebeu mais uma edição do Garimpo da Moda, evento promovido pelo curso de Design de Moda que, em 2026, celebra 10 anos. A iniciativa reuniu toda a comunidade acadêmica com o objetivo de promover a circulação de roupas e acessórios, incentivando o reaproveitamento de peças e práticas mais conscientes de consumo.

Com a chegada do frio, consumidora busca casaco entre as peças do Garimpo da Moda Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

A professora do curso de moda Carol Colpo, responsável pela organização do evento, participou da primeira edição ainda como monitora da Teciteca, laboratório que atualmente coordena e que está à frente do Garimpo. Para ela, acompanhar essa trajetória torna a edição comemorativa ainda mais significativa. “A primeira edição, há dez anos, foi organizada com muito carinho, ainda quando eu era aluna, junto com a professora Elza. A ideia era criar um momento para fazer a moda circular, para que as alunas pudessem trocar peças e acessórios. Hoje, eu sinto a mesma ansiedade daquela época, então pra mim está sendo muito especial ver o quanto o Garimpo cresceu e se consolidou”, destaca.

O objetivo do Garimpo é incentivar a moda cíclica, segundo a Professora Carol Colpo. Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

A 10º edição apresentou crescimento no número de participantes. Ao todo, foram 12 estandes a mais em relação às edições anteriores, ampliando a diversidade de estilos, peças e perfis de expositores. Mesmo com as condições climáticas desfavoráveis durante os dias de garimpo, o evento registrou boa circulação de público e resultados positivos nas vendas.

Segundo Carol, o Garimpo também se relaciona com o conceito de economia circular, buscando alternativas para reduzir os impactos ambientais da indústria têxtil.“A gente tenta usar a expressão de moda circular, porque falar em sustentabilidade dentro de uma sociedade extremamente capitalista pode ser até contraditório. Então, trabalhar por meio da economia circular é uma das principais ferramentas para reduzir esses danos, além de promover também um aspecto social, já que aqui as pessoas trocam experiências e vivências”, explica.

Outro destaque do evento é a participação de alunos de diferentes cursos da universidade. A estudante do 2º semestre de Psicologia, Lavinia Trindade, é um exemplo dessa integração e utilizou o espaço para divulgar seu trabalho com a marca Lavi Doceria.

Além da venda de roupas, Lavinia comercializou doces artesanais, principalmente trufas e cookies, que já fazem parte do seu dia a dia dentro da universidade. Segundo a acadêmica, a participação no Garimpo contribuiu para aumentar a visibilidade do seu negócio. “O pessoal vem, olha as roupas, já compra trufa, e aí eu vou mostrando os docinhos. Deu um bom dinheiro nesses dois dias e já tive novos seguidores”.

Acadêmicas analisam peças durante o Garimpo da Moda, realizado no hall do prédio 15 da UFN. Imagem: Thine Feistauer/LABFEM

O aluno César Augusto, do curso de Design de Moda, participou pela segunda vez e, diferente da maioria dos expositores, aproveitou o Garimpo para divulgar e vender peças da sua própria marca, a Cavi Boy que é inspirada em suas vivências no Amazonas venezuelano. A marca carrega referências culturais e pessoais em suas criações. “É uma experiência muito boa porque o pessoal conhece, começa a seguir as redes sociais, perguntam sobre os produtos. É uma forma de conhecerem a minha marca aqui na cidade”, afirma César.

O acadêmico César Augustomostra criações da marca Cavi Boy no Garimpo da Moda, na UFN. Imagens: Aryane Machado/ LABFEM

Ao completar uma década, o Garimpo da Moda se consolida dentro da Universidade Franciscana, reunindo um número crescente de participantes e ampliando as possibilidades de atuação para além do curso de Design de Moda. Mais do que a venda de peças, o evento se firma como um espaço de experiências, visibilidade e troca entre estudantes e comunidade, acompanhando as transformações no modo de consumir moda e reforçando a importância da circulação de roupas como alternativa dentro de um cenário marcado pelo consumo acelerado.

Imagens: Thine Feistauer e Aryane Machado/ LABFEM

Na última segunda-feira (30), um grupo de alunos e professores do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana realizou uma visita institucional à reitora Iraní Rupolo para a entrega da revista Plural, produzida pelos acadêmicos nas disciplinas de Narrativa Jornalística, Jornalismo Especializado e Jornalismo de Dados, ao longo do último ano.

A visita teve como objetivo apresentar oficialmente o trabalho desenvolvido. Durante o encontro, a reitora recebeu exemplares da revista e conversou com os estudantes sobre o processo de produção, as pautas abordadas e a importância de iniciativas práticas na formação acadêmica.

A revista Plural reúne produções jornalísticas desenvolvidas em disciplinas ministradas pela professora Glaíse Palma e pelo professor Iuri Lammel, que também orientou o processo de desenho visual com diagramação realizada pelos alunos. A publicação contou ainda com a produção fotográfica desenvolvida no Laboratório de Fotografia e Memória (LABFEM), sob orientação da professora Laura Fabrício.

A visita proporcionou um momento de troca entre a gestão da universidade e os estudantes e professores, reforçando o papel do jornalismo no ambiente acadêmico e destacando a relevância de projetos que aproximam teoria e prática.

O professor e coordenador do curso de Jornalismo, Iuri Lammel, que acompanhou o grupo e atua como editor executivo desta edição, ressalta que “a Plural é um produto bastante integrado, que articula disciplinas, laboratórios, semestres, professores, alunos e técnicos. A visita foi um gesto simbólico que marcou o retorno da revista e também demonstrou que o curso de Jornalismo segue firme, com a participação ativa dos estudantes”.

Para Nelson Boffil, acadêmico do 7° semestre, “acompanhar a produção das matérias e conversar com colegas sobre os temas abordados foi muito satisfatório. Ver o resultado desse esforço, sobretudo com a valorização dos trabalhos, é gratificante”.

Lançada em 2005, a revista Plural soma 30 edições ao longo de 20 anos de trajetória. Nesse período, a publicação passou por um hiato de cinco anos, em decorrência da pandemia de Covid-19. A edição mais recente também está disponível em formato online, por meio do link.

Imagens: Thine Feistauer/ LABFEM

Mariele Flôres é a entrevistada do episódio que vai ao ar no dia 31 de março. Imagem: Enzo Martins.

O programa De Papo Com, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), está de volta com episódios inéditos. Um programa sobre jornalismo e jornalistas, que vai ao ar nesta terça-feira, 31 de março, às 19h, na UFN TV, canal 15 da Net e  no YouTube do LabSeis. A convidada da vez é Marielle Flôres, representante da Pastoral da UFN. Ela ingressou na faculdade em 2004 e, ao longo da sua carreira, se especializou em assessoria de comunicação. 

            Durante o programa, Marielle fala sobre sua trajetória profissional, os desafios e aprendizados da maternidade e sua forte atuação nas áreas de relações institucionais e gerenciamento de crise. O episódio faz parte de uma nova temporada gravada por alunos da disciplina de Jornalismo Audiovisual do 5º semestre do curso de Jornalismo. A condução da entrevista é feita por Náthaly Penna, com produção de Andressa Rodrigues.

Em 2025, foram 16 programas que trouxeram nomes como Lizie Antonello, Mauricio Rebellato, Ticiana Fontana e Claudemir Pereira. Você pode ver esses e outros episódios do De Papo Com no YouTube do LabSeis e acompanhar cortes das entrevistas no  Instagram do programa e no Instagram do LabSeis. Por lá, você confere em primeira mão os próximos convidados e temas das futuras edições. 

De Papo Com é uma produção laboratorial do Curso de Jornalismo da UFN, produzido na cadeira de Jornalismo Audiovisual sob a supervisão e direção geral da professora Neli Mombelli, apresentado pelos alunos Náthaly Penna, Luiza Fantinel, Gabriel Deõn, Felipe Perosa e Emilly Pillar, com produção de  Rian Lacerda, Andressa Rodrigues, Laura Pedroso, Enzo Martins e Miguel Cardoso,  acadêmicos do 5º semestre; Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia e Marcio Santos na operação de câmera; Jonathan de Souza no switcher e finalização; e Emanuelle Rosa na identidade visual.

Imagem: Arquivo Arquidiocese de Santa Maria.

Com o início da semana mais importante do ano para os cristãos, a Arquidiocese de Santa Maria divulgou o cronograma da Semana Santa, que deverá sensibilizar milhares de fiéis na cidade e na região nos próximos dias.

A agenda começa no Domingo de Ramos, próximo dia 29 de março, com celebrações em cada paróquia, e estende-se até o Domingo de Páscoa.

O arcebispo de Santa Maria, Dom Leomar Antônio Brustolin, participa de atividades celebrativas ao longo da semana.

Quarta-feira Santa (01):

Após a Procissão do Encontro, que sai das paróquias Nosso Senhor do Bom Fim e Nossa Senhora das Dores às 19h, o bispo vai ministrar a meditação das Sete Palavras de Jesus na Cruz na Catedral Metropolitana.

Quinta-feira Santa (02):

Às 9h30 da manhã guiará a Celebração da Unidade, com a confecção dos Santos Óleos na Catedral.

À noite, às 20h, celebrará a Missa da Ceia do Senhor na Paróquia Nossa Senhora das Dores.

Sexta-feira Santa (03):

Pela tarde, às 15h, estará em Nova Palma para a celebração da Paixão do Senhor.

Sábado Santo (04):

No final da tarde, às 19h, presidirá na Catedral Metropolitana a Vigília Pascal.

Domingo de Páscoa (05):

Realizará a missa das 10h na Basílica da Medianeira.

A programação completa em todas as paróquias está disponível nos canais oficiais da Arquidiocese.

Ocorre também, a partir de quarta-feira, dia 31 de março, a 34ª Feira do Peixe Vivo de Santa Maria. Este ano, haverá seis pontos de comercialização, sendo que o ponto central será a Gare. A Feira irá até sexta-feira ao meio-dia e terá pescados disponíveis a partir de R$ 14,90 o quilo.

A Prefeitura de Santa Maria divulgou no calendário de eventos de 2026, o Desfile de Páscoa que deve ocorrer nos dias 1º, 2 e 3 de abril. Se seguir o modelo do ano passado, o desfile deve sair da Avenida Rio Branco e passar pela Rua do Acampamento, com a presença do coelho e seus amigos. Mais informações ainda não foram divulgadas.

Colaboração: Acadêmica de Jornalismo, Amanda Ripe.

A 12ª Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) deste ano está diferente. A edição será realizada no Cineclube Lanterninha Aurélio com o lançamento dos curtas-metragens O que fica no silêncio e Desligar. Os filmes foram produzidos na disciplina de Produção em Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, com orientação da professora Neli Mombelli, e serão projetados pela primeira vez em uma tela grande, digna de cinema!

Elenco em cena em Desligar. Foto: Laura Pedroso

A sessão inicia às 19h, na terça-feira, dia 09/12, com entrada franca. E como é da forma de ser do cineclubismo, os lançamentos terão a presença dos alunos que produziram com exibição seguida de debate. A Mipa é promovida pelo LabSeis do Jornalismo, Laboratório de Produção Audiovisual, e integra o ciclo “Experimentos”, do Cineclube Lanterninha Aurélio. A sessão marca a última deste ano, e será no auditório da Cesma, na Rua Professor Braga, 55.

Confira a sinopse dos filmes:

O que não é dito pode ser o mais importante. Foto: Yorhan Rodrigues

O que fica no silêncio 

Durante encontros casuais entre duas amigas, pequenos detalhes começam a revelar que algo na vida de Márcia está fora do lugar. O que surge como conversa banal, se transforma em indícios de uma realidade que ela tenta esconder.

Um café, duas amigas e a passagem das estações são o eixo da narrativa do curta-metragem O que fica no silêncio. A história aborda temas sensíveis, e ainda considerados tabus na sociedade, como a violência contra a mulher e o feminicídio. O elenco conta com alunas do Teatro Por Que Não?, de Santa Maria. Gabriela Lagemann interpreta a protagonista Márcia, e Carla Cuoco dá vida à amiga e confidente Bianca. Já Viviane Nunes e Maria Eduarda interpretam Gabi e Luana, respectivamente. A equipe técnica é formada por Karina Fontes na direção e roteiro, Michélli Silveira como assistente de direção, Manoela Lemes e Yorhan Rodrigues na direção de arte, além de Rian Lacerda e Nicolas Morales na direção de produção.

Cartaz do filme Desligar.

Desligar aborda como o uso excessivo de tecnologia pode gerar distanciamento dentro de casa. Na trama, uma família vive junta, mas desconectada emocionalmente, até que um blecaute inesperado força todos a se reencontrarem sem telas, distrações ou ruídos digitais.

Luiza Maicá Gervasio tem sua primeira experiência de roteiro e direção. Foto: Laura Pedroso

O elenco conta com Silvana de Oliveira (Ângela), Marcelo Souza (Gabriel), Sofia Bastos (Rafa) e Rian Lacerda (Léo). Para Silvana, Marcelo e Victor Rian, esta é a primeira experiência na ficção audiovisual. Rian participou do documentário Quando a Gente Menina Cresce, que levou o Kikito de melhor filme gaúcho e de júri popular no Festival de Gramado. A direção é de Luíza Maicá, com Aryane Machado na assistência de direção; Luiza Fantinel e Laura Pedroso na direção de arte; e Isaac Brum e Miguel Cardoso na direção de produção.

Texto: Neli Mombelli

O resultado do vestibular será divulgado dia 1º de dezembro. Imagem: Vitória Maicá/ Labfem

Na última segunda- feira, 24 de novembro, a Universidade Franciscana realizou o Vestibular de Verão 2026, que atraiu mais de 1200 candidatos. A prova ocorreu de forma presencial e contou com a participação de estudantes de Santa Maria e região.

Na edição deste ano a UFN ampliou as ofertas de cursos de graduação, com a adição de três novas opções para os futuros universitários: Teologia, Inteligência Artificial e Ciência de Dados e Comunicação Digital, áreas que se alinham às demandas do mercado e aos desafios do cenário contemporâneo.

A Reitora da Universidade Franciscana, Iraní Rupolo, destacou que o curso Jornalismo é um ótimo exemplo de recepção dentro do vestibular “As pessoas que chegam, sejam pais, alunos ou professores de cursinhos percebem que o Jornalismo da Universidade Franciscana está numa prática efetiva e que existem laboratórios reais.” Sobre os novos cursos, a professora comentou que “Começar um novo curso é importante, mas isso não significa deixar de valorizar o que já existe. Precisamos criar a complementaridade da Comunicação Digital. Além disso, nós todos nas profissões que exercemos hoje, já fazemos uso da Inteligência Artificial, então é importante que saibamos usar e quem cursa saberá produzir a inteligência artificial. Então, a inteligência humana será colocada acima, pois somos nós que criamos a artificial, são modos do ser humano.”

Reitora realiza coletiva de imprensa e reforça o comprometimento da Universidade com a formação profissional. Imagem: Vitória Maica/ Labfem

Para os concorrentes do curso de Medicina, além da redação, que teve como tema: o impacto da falta de professores na qualidade da educação e no desenvolvimento social, os vestibulandos também responderam a 50 questões de múltipla escolha, com o tempo de 4 horas de prova.

Já para os candidatos aos outros cursos, a prova consistiu em apenas uma redação, cujo tema também refletiu as questões sociais contemporâneas. A reflexão proposta aos futuros acadêmicos foi: “De que maneira os influenciadores digitais podem contribuir para a elaboração de pautas sociais relevantes na contemporaneidade? Como sua atenção pode tanto ampliar o alcance de debates importantes para a sociedade brasileira, quanto reforçar discursos superficiais ou polarizados?”.

Alunos realizam a prova de Medicina. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

O dia do vestibular também foi marcado pela presença de pais, amigos, familiares e professores de cursinhos pré-vestibulares, que acompanharam os estudantes desde o início da tarde. Maria Cleunice, mãe do vestibulando de medicina, Luiz Antônio, conta que ele tem se preparado há 4 anos para a prova “Em julho ele veio fazer o vestibular de inverno na UFN e ficou de suplente, agora estamos esperando o resultado. Eu acredito na capacidade do meu filho e, aparentemente, está tranquilo.”

Familiares estiveram presentes durante a tarde de vestibular. Imagem: Vitória Maica/Labfem

O Diretor do cursinho preparatório Jader Escobar diz que “Espero que nossos alunos possam realizar os sonhos deles. Sabemos que os que escolhem a UFN realmente querem essa universidade, e fazer parte dessa faculdade.” Renata Sarzi, professora de língua portuguesa e redação também comentou sobre as expectativas anteriores à prova: “As questões que a UFN costuma cobrar dos alunos, elas contemplam a gramática e interpretação e são devidamente formuladas. Já os temas das redações sempre são muito atuais, e sabemos que é uma prova muito atenta ao que está acontecendo e cobra isso do aluno.”

O curso de Jornalismo também marcou presença no vestibular com a distribuição do jornal impresso Abra, que chega à sua 32ª edição e é produzido na disciplina de Produção da Notícia, ministrada pela professora Neli Mombelli. O material ofereceu informação e entretenimento aos familiares que aguardavam os candidatos no pátio da UFN.

Jornal Abra foi entregue pelos próprios universitários que participaram da produção. Imagem: Vitória Maica/ Labfem
Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Imagem: Vitória Maica/ Labfem
Acadêmicos de Jornalismo Isadora, Maria Valenthine, Andressa e Enzo dentro do blindado de simulação. Imagem: Aryane Machado/ Labfem

Já pensou em encontrar, no mesmo complexo, cavalos de equoterapia, simulações de guerra e até um estúdio de rádio funcionando a todo vapor?

Foi exatamente essa experiência que o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana vivenciou nos dias 11 e 12 de novembro, durante uma visita técnica à 3ª Divisão do Exército (3ª DE), em Santa Maria. A atividade fez parte do programa “Conheça seu Exército”, que aproxima estudantes da área de comunicação ao cotidiano e das responsabilidades da instituição militar. Além dos acadêmicos, a comitiva contou com representantes da prefeitura, jornalistas do Diário de Santa Maria, professores de cursinhos preparatórios e professores e alunos da UFSM.

No começo do passeio a recepção contou com um café da manhã no Hotel de Trânsito ( HTSM)  um meio de Hospedagem do Exército Brasileiro. O Coronel Leria iniciou um discurso de agradecimento pela presença de todos ” Nós temos que estar sempre em contato, escutando e fazendo parte da vida da comunidade. Nós temos que ter esse canal sempre aberto, contato com todos os formadores de opinião, jovens e estudantes, as chamadas forças vivas da comunidade.”

Durante o primeiro dia, os visitantes conheceram o Colégio Militar de Santa Maria (CMSM), também conhecido como “Colégio do Vagão”. Esse nome tem origem na história da instituição. Quando o colégio foi fundado, a Ferroviária de Santa Maria doou dois vagões de trem, que passaram a ser utilizados como salas de aula. Assim, os alunos, inicialmente, estudaram dentro desses vagões.

Maquete que mostra a estrutura do Colégio Militar de Santa Maria. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Visitantes conhecem o Vagão histórico que deu origem ao Colégio. Enzo Martins/ Labfem
Representação de como eram as aulas nos vagões. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

Outra oportunidade foi frequentar o Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar onde sua principal função é a manutenção de viaturas e equipamentos do Exército, com foco em veículos blindados, e também em atividades de ensino e formação de militares. Depois, os militares ofereceram um almoço para todos os visitantes na 3ª DE.

Palestra sobre como o exército realiza a manutenção dos blindados. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

A Rádio Verde Oliva também estava incluída no passeio, ela é um sistema de rádio do Exército Brasileiro, composto por diversas emissoras espalhadas pelo país, como em Brasília, Manaus, Três Corações, Resende e Santa Maria. A programação combina músicas, notícias nacionais e militares, utilidade pública e informações sobre civismo, cidadania e patriotismo. Thays Ceretta, jornalista e apresentadora da Rádio em Santa Maria, conta que “Temos 24 horas de programação, com músicas nacionais e internacionais, e nos intervalos tem programas jornalísticos que vem de Brasília e notícias locais. Ao todo na rádio, são 12 horas de jornalismo por dia.” A apresentadora também explica como funcionam as dinâmicas de trabalho dentro da Verde Oliva “Temos autonomia, tanto comerciais e musicais, são 60 mil músicas que temos no banco musical. Cada rádio tem o seu padrão, nós entramos ao vivo de manhã até a noite, de meia em meia hora.” Em Santa Maria, a Rádio Verde Oliva estreou dia 6 de março de 2024 com o slogan “Sinal Verde para a Boa Música”.

Jornalista Thays Ceretta apresentando o estúdio da Rádio Verde Oliva. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Universitários com as Egressas do curso de Jornalismo da UFN, Thays Ceretta e Adriana Garcia. Imagem: Labfem

Outro local de visitação foi o Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires ( CIBLD), estabelecimento de ensino que tem por missão especializar militares das Forças Armadas e de Nações Amigas na operação de meios blindados e mecanizados. A CIBLD possui uma seção de simuladores que tem os seguintes tipos: Simuladores de Procedimentos, Simuladores para Aprendizagem e Treinadores Sintéticos. Simuladores de procedimento são dispositivos que imitam equipamentos militares reais, com o objetivo de treinar os militares para usarem esses equipamentos tanto em condições normais quanto em situações de falha ou desgaste. Simuladores para aprendizagem são programas de simulação virtual que, quando usados em computadores, ajudam no desenvolvimento das habilidades cognitivas dos militares. O objetivo principal desses simuladores é ensinar aos militares as ações que devem ser realizadas no campo de batalha e as reações necessárias ao entrar em contato com forças adversárias. Treinadores Sintéticos são simuladores virtuais que conectam os periféricos de computadores, semelhantes às partes mais importantes do equipamento real, a um cenário virtual.

Entrada do Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Simulador de missão, com campo de visão. Imagem: Enzo Martins/Labfem

Na manhã de quarta-feira, os universitários tiveram a oportunidade de visitar a exposição de blindados da 6ª Brigada de Infantaria, onde puderam realizar um passeio dentro desses veículos. Os blindados os deixaram no Campo de Instrução de Santa Maria ( CISM) para conhecer o projeto de preservação ambiental e equoterapia, que se trata de um método terapêutico que utiliza o cavalo como agente de reabilitação para pessoas com deficiência ou necessidades especiais. Os cavalos do CISM se chamam Princesa, Ioli, e Jedi. O exército tem parceria com a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e atende os pacientes da instituição.

Bandeira da Cavalaria da 6ª Brigada de Infantaria. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Discentes acariciando a Égua Ioli. Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Égua Ioli faz parte da equoterapia. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

Por último, o almoço foi oferecido pelo Piquete Sarandi, onde os estudantes confraternizaram o final deste evento e receberam certificados de participação pela visita, além de uma caneca personalizada, revistas do exército e uma foto impressa com todos os participantes do programa.

Universitárias com os presentes oferecidos pela 3ª Divisão do Exército de Santa Maria. Imagem: Enzo Martins/ Labfem


Integrantes do projeto Ler Mulheres posam para foto ao lado do ator Rafa Sieg. Imagem: Divulgação

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria

No Theatro Treze de Maio, um grupo de estudantes e professores se fez presente para mais uma apresentação do Livro Livre da Feira do Livro de Santa Maria. Trata-se do projeto Ler Mulheres, um clube de leitura do Instituto Federal Farroupilha de São Vicente do Sul (IFFAR), criado para valorizar autoras e vozes femininas por meio de debates e trocas de experiências. Eles estavam em um dia de excursão pela cultura da cidade de Santa Maria e, além da feira, visitaram o Museu de Artes de Santa Maria (MASM).

Na última parada da viagem, o grupo comtemplou as memórias de Erico Verissimo, narradas num monólogo pelo ator Rafa Sieg, que interpretou os dramas familiares vividos pelo escritor gaúcho. O espetáculo contou com muitos efeitos sonoros e uma luz intimista, fazendo com que quem ali estava embarcasse de forma imersiva na história.

Para quem já conhecia a obra e o autor, vivenciar o espetáculo foi especial, caso da estudante Eduarda Silveira Moreira, que faz parte do clube de leitura e tem uma ligação especial com Erico: “Minha irmã morava em Cruz Alta, então não tem como ir à cidade natal de Erico Verissimo e não conhecer a vida e obra dele. A peça foi muito tocante, a parte sonora foi impecável e a atuação da mesma forma. O Rafa Sieg realmente se tornou o Erico Veríssimo.”

A noite abriu oportunidades também a novos admiradores do escritor gaúcho e do ator que representou a obra, pois as cenas retrataram não só uma realidade distante, mas comum em muitos lares do país. A estudante e participante do Ler Mulheres, Manoela Alves Coimbra, muito emocionada, relatou: “Chorei com a obra, todos os sentimentos expostos, foram feitos de uma maneira muito viva e real, senti como se eu fosse aquela criança, vendo a separação dos pais e tendo a obrigação de escolher um lado.”

Com o final do espetáculo, Rafe Sieg encerrou a apresentação emocionado sob aplausos, numa edição da Feira do Livro que homenageia os 120 anos de nascimento de Erico Verissimo.

Matéria produzida pelo aluno Cristhian Braga na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.

Cada livro achado era um reencontro com a memória. Imagem: Arquivo Prefeitura.

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria.

A feira do livro de Santa Maria, que encerrou no último dia 06/09, além de ser um lugar de compra e troca de livros, se tornou um local de convívio social muito importante para a comunidade. Entre os grupos que circularam pelo espaço estavam grupos com mais de 60 anos que compartilharam experiências e trocaram indicações de leituras que marcaram a sua época.

Ao aproximarem-se das bancas, que costumam exibir os lançamentos como primeira opção, as mãos e olhos atentos buscavam principalmente livros como biografias e romances de época, títulos que raramente estavam expostos nas áreas mais visíveis das barracas. Quase nunca estavam sozinhos, geralmente vinham com amigos ou familiares, transformando a escolha de cada livro em longas conversas sobre histórias, memórias e experiências de vida.

Alguns contavam a história de quando leram aquele livro pela primeira vez, outros puxavam papo sobre quando tinham vindo pela última vez na feira e o que mudou desde então, perguntavam para os vendedores o que as novas gerações buscavam e se ainda liam como antigamente. A resposta? Os vendedores sorriam e comentavam que há uma busca por uma literatura diversificada.  

Um grupo de senhoras comentou com um dos vendedores que o estilo de literatura que mais chamava atenção delas era a literatura regional, e que mesmo que a Feira fosse em homenagem ao escritor gaúcho, Érico Veríssimo, sentiam que os jovens não davam a digna atenção para esse tipo de leitura, o que as deixava um tanto tristes. 

Quando finalmente achavam um livro do seu gosto, pulavam de alegria como se tivessem achado ouro, e assim puxavam assunto com outras pessoas que também procuravam algo especial. Porque a feira também é sobre garimpar, além, é claro, de fortalecer os encontros.

Matéria produzida por Maria Valenthine Fioravante Feistauer na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.

Público pelas bancas da Feira do Livro. Foto: Eduarda Amorin

A Agência Central Sul está publicando um especial sobre a Feira do Livro, que ocorreu de 22 de agosto a 6 de setembro de 2025 em Santa Maria.

A 52ª Feira do Livro de Santa Maria ocorreu entre os dias 22 de agosto e 6 de setembro e deixou sua marca na vida de quem passou pelas bancas na Praça Saldanha Marinho. Porém, entre tantos espetáculos, debates e lançamentos, algo foi deixado para trás: o planejamento prévio para que determinadas necessidades do público fossem atendidas.

A Feira do Livro não acomodou um espaço próprio para a alimentação de grupos grandes de pessoas. Escolas levaram turmas de 30 alunos ou mais para assistir aos espetáculos infantis e para circular pelas bancas. Depois de um itinerário cansativo, as crianças, com fome, não tinham local apropriado para se alimentar. Os bancos da Praça Saldanha Marinho se tornam insuficientes para acomodar turmas numerosas, que necessitavam estar juntas.

Além disso, não havia o suporte necessário para a alimentação de pessoas com deficiência. A falta de mesas para o consumo de alimentos no espaço da feira dificultou a permanência de quem precisava realizar suas refeições no local. Para se alimentar, os visitantes tinham como alternativa deslocar-se até estabelecimentos comerciais próximos da praça.

Ao entrar em contato com a Secretaria de Cultura, a reportagem obteve a seguinte resposta: “A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, informa que o assunto será resolvido com a comissão que organiza a Feira do Livro.”

Matéria produzida por Eduarda Amorin na disciplina de Produção da Notícia do curso de Jornalismo, sob orientação da professora Neli Mombelli.