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Disciplina de Cinema do curso de Jornalismo promove sessões de filmes na UFN

A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.

Imagem: divulgação.

A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais, com supervisão da professora Neli Mombelli. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.

As sessões ocorrem na sala 108 do prédio 16 e são organizadas pelos alunos da disciplina, que também apresentarão os filmes ao público. Depois de cada exibição, haverá um breve bate-papo para compartilhar reflexões e discutir os temas abordados pelas obras, que tratam de questões como identidade, memória, infância, diversidade, cultura e transformações sociais.

A iniciativa também marca as comemorações do Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho. A participação é aberta à comunidade acadêmica, com emissão de duas horas de ACC para cada sessão assistida.

Confira a programação:

17/06 – Quarta-feira – Das 17h30 às 18h15

Os tiranos, de Marcos Marguilês  

Brasil, 1951, 7’, animação.

As misérias perpetradas por três tiranos que chegam à cidade de Beauvais, no tempo das lutas religiosas na França e o consequente medo dos habitantes da vila, contados através do quadro do pintor francês Antoine Caron (1520-1598). Primeiro filme produzido pelo MASP, um documentário em table-top realizado por professores e alunos do Seminário de Cinema, um dos primeiros cursos de cinema do país. 


Esporas, de Marcos Oliveira.

Brasil, 2021, 9’, videodança

É um trabalho de videodança que aborda a manutenção das masculinidades no contexto da cultura tradicional gaúcha.
Das 20h às 20h30.

Um vestido para ver a mamãe, de Karen Suzane

Brasil, 2020, 13’, ficção
Narra a jornada de Márcia que, aos nove anos, enfrenta a ausência de sua mãe durante uma infecção viral que atinge sua família em 1972. O filme, um drama com toques surrealistas, explora a força e a fé de sua mãe, além da resistência feminina. Márcia lida com as responsabilidades domésticas e o cuidado dos irmãos. A história aborda temas como infância, saudade e desigualdade de gênero, culminando em uma reviravolta que traz um raio de felicidade à protagonista. 

24/06 Quarta-feira – Das 17h30 às 18h

Eu queria ser um monstro, de Marcelo Fabri Marão.

Brasil, 2009, 8’, animação

A transformação do ponto de vista de um garoto, que sonha em ser um monstro para enfrentar uma rotina diária.


A diferença entre mongóis e mongoloides, Jonatas Rupert (2021)

Brasil, 2021, 4’, animação
Alguns humanos nascem com um conjunto de características variáveis, que eles chamam de síndrome de Down. Um disco voador, dinossauros e cegonhas nos ajudam a tentar entender o que é e qual a diferença entre tê-lo ou não.


26/06 Sexta-feira – Das 17h30  às 18h15

Nova Santa Marta: cidade de lona, de Paulo Tavares

Brasil, 2021, 34’, documentário

Bruno Martins, 30 anos, a partir de um achado na estante de casa, procura organizar e conhecer as histórias e as memórias do Bairro Nova Santa Marta, a maior ocupação urbana organizada da América Latina.

Dados registrados pela Ancine apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais. Imagem: reprodução internet.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) atualizou as regras da Cota de Tela, após envolvimento polêmico da rede de cinemas Cinemark. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a empresa teria utilizado sessões do filme infantil “Zuzubalândia”, lançado em 2024, em horários de baixa procura para cumprir a exigência de cota obrigatória. A situação gerou críticas nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a efetividade da política pública de incentivo ao audiovisual brasileiro.

Após a repercussão, a Ancine publicou a nova Instrução Normativa n° 175, que atualiza a regulamentação da política para 2026. Em vez de só contabilizar o número de sessões com filmes nacionais, sessões de longas brasileiros exibidas a partir das 17h, em qualquer dia da semana, passam a receber um acréscimo de 0,10 na contagem da cota. Na prática, isso significa que uma sessão em horário de maior público, como à noite, passa a valer mais para o cumprimento da obrigação legal do que sessões programadas em horários de menor movimento, como pela manhã ou no início da tarde.

A norma também cria um incentivo para que os filmes permaneçam mais tempo em cartaz. Quando um longa brasileiro continua sendo exibido entre a segunda e a quinta semanas cinematográficas no mesmo complexo, ele recebe um acréscimo adicional de 0,025 na contagem da cota, desde que as sessões também ocorram a partir das 17h. Caso o filme saia de cartaz e retorne posteriormente, a contagem é reiniciada.

Outra mudança amplia o bônus para obras premiadas. Além de Melhor Filme, passam a ser consideradas premiações como Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro em festivais reconhecidos pela Ancine. Nessas condições, as sessões a partir das 17h também recebem acréscimo no cálculo da cota.

Dados registrados pela agência apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais.  Em 2024 e 2025, o cinema brasileiro ficou com 15,7% das sessões, mas só 10,1% e 9,9% do público, respectivamente. Em 2026, até agora, o número recuou para 6,5%. “O cumprimento formal da obrigação de programação não tem sido suficiente para converter presença em cartaz em resultado efetivo de público e bilheteria”, lamenta a Ancine, ao justificar a necessidade da atualização.

Com as novas medidas, a Ancine busca não apenas ampliar a quantidade de exibições de filmes nacionais, mas também garantir maior visibilidade e acesso do público às produções brasileiras nas salas de cinema.

A 12ª Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) deste ano está diferente. A edição será realizada no Cineclube Lanterninha Aurélio com o lançamento dos curtas-metragens O que fica no silêncio e Desligar. Os filmes foram produzidos na disciplina de Produção em Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, com orientação da professora Neli Mombelli, e serão projetados pela primeira vez em uma tela grande, digna de cinema!

Elenco em cena em Desligar. Foto: Laura Pedroso

A sessão inicia às 19h, na terça-feira, dia 09/12, com entrada franca. E como é da forma de ser do cineclubismo, os lançamentos terão a presença dos alunos que produziram com exibição seguida de debate. A Mipa é promovida pelo LabSeis do Jornalismo, Laboratório de Produção Audiovisual, e integra o ciclo “Experimentos”, do Cineclube Lanterninha Aurélio. A sessão marca a última deste ano, e será no auditório da Cesma, na Rua Professor Braga, 55.

Confira a sinopse dos filmes:

O que não é dito pode ser o mais importante. Foto: Yorhan Rodrigues

O que fica no silêncio 

Durante encontros casuais entre duas amigas, pequenos detalhes começam a revelar que algo na vida de Márcia está fora do lugar. O que surge como conversa banal, se transforma em indícios de uma realidade que ela tenta esconder.

Um café, duas amigas e a passagem das estações são o eixo da narrativa do curta-metragem O que fica no silêncio. A história aborda temas sensíveis, e ainda considerados tabus na sociedade, como a violência contra a mulher e o feminicídio. O elenco conta com alunas do Teatro Por Que Não?, de Santa Maria. Gabriela Lagemann interpreta a protagonista Márcia, e Carla Cuoco dá vida à amiga e confidente Bianca. Já Viviane Nunes e Maria Eduarda interpretam Gabi e Luana, respectivamente. A equipe técnica é formada por Karina Fontes na direção e roteiro, Michélli Silveira como assistente de direção, Manoela Lemes e Yorhan Rodrigues na direção de arte, além de Rian Lacerda e Nicolas Morales na direção de produção.

Cartaz do filme Desligar.

Desligar aborda como o uso excessivo de tecnologia pode gerar distanciamento dentro de casa. Na trama, uma família vive junta, mas desconectada emocionalmente, até que um blecaute inesperado força todos a se reencontrarem sem telas, distrações ou ruídos digitais.

Luiza Maicá Gervasio tem sua primeira experiência de roteiro e direção. Foto: Laura Pedroso

O elenco conta com Silvana de Oliveira (Ângela), Marcelo Souza (Gabriel), Sofia Bastos (Rafa) e Rian Lacerda (Léo). Para Silvana, Marcelo e Victor Rian, esta é a primeira experiência na ficção audiovisual. Rian participou do documentário Quando a Gente Menina Cresce, que levou o Kikito de melhor filme gaúcho e de júri popular no Festival de Gramado. A direção é de Luíza Maicá, com Aryane Machado na assistência de direção; Luiza Fantinel e Laura Pedroso na direção de arte; e Isaac Brum e Miguel Cardoso na direção de produção.

Texto: Neli Mombelli

Após o filme “Quando a Gente Menina Cresce” ganhar o prêmio de Melhor Longa-Metragem Gaúcho no 53º Festival de Cinema de Gramado, a expectativa é do longa ir para as salas de cinema.  O documentário, dirigido por Neli Mombelli e produzido pela TV OVO, trata sobre a transição da infância à adolescência de seis meninas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sérgio Lopes, com o enfoque na primeira menstruação, abordando o assunto de maneira leve e natural. 

Além do Kikito de melhor longa-metragem gaúcho, a produção também levou para casa o prêmio de Júri Popular e recebeu uma Menção Honrosa para as meninas que protagonizaram o filme. A diretora do filme comenta que o reconhecimento com a premiação amplia a visibilidade do trabalho, mas a possibilidade de se tornar uma referência no meio audiovisual na cidade e a expectativa do público em relação às próximas produções traz muitas responsabilidades. 

No dia 19 de setembro, o filme participou do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, como parte da programação do Festivalzinho — mostra direcionada para crianças e escolas. “Foi uma experiência mágica; até então eu não tinha imaginado que eu poderia estar lá participando com o filme… Um festival é uma grande festa, celebração do cinema; é uma possibilidade ímpar de criar uma rede de contatos e conexões, de trocar experiências.”, diz Neli, animada. Ela também comenta sobre a diversidade de filmes selecionados para a mostra no festival: “No curto período de tempo que eu fiquei lá, eu vi muitos Brasis refletidos na tela do festival.”  

Neli explica que os próximos passos para o filme consistem na inscrição em um edital de distribuição e levar o filme para salas de cinema, principalmente em Santa Maria, e talvez em Porto Alegre e São Paulo.  “Depois que a gente fizer essa estreia no cinema, que provavelmente deve ser muito breve, nós vamos trabalhar com a distribuição de impacto, ou seja, a ideia é ativar grupos conforme o público-alvo, como escolas na idade escolar dessas meninas, famílias, profissionais de saúde… enfim, grupos em que o assunto possa ser debatido. A ideia da distribuição de impacto é que a partir de um filme que tem um tema relevante social como o nosso, que ele possa gerar discussões e quem sabe promover alguma mudança, seja em nível de debate, comportamental, ou até em nível de política pública, sonhando alto.”, disserta Neli. 

A 11ª edição da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (MIPA) da UFN traz o tema: “O que nos move?”, convidando todos a refletirem sobre o que inspira e impulsiona a criação e a produção audiovisual, conectando as ideias e os sentimentos que nos motivam no dia a dia. O evento ocorre no dia 11 de dezembro, às 20h, no pátio do prédio 14, no Conjunto III da UFN. A entrada é aberta ao público.

Organizada pelo LabSeis, o Laboratório de Produção Audiovisual dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, a MIPA tem o objetivo de incentivar a produção e o compartilhamento das criações audiovisuais dos alunos da universidade. Ao longo dos anos, a Mostra tem se tornado um espaço importante para os estudantes exporem seus trabalhos.

PERÍODO DE INSCRIÇÃO:

As inscrições para a 11ª MIPA estão abertas até o dia 29 de novembro de 2024. Qualquer estudante ou egresso da UFN pode participar, desde que o audiovisual tenha sido produzido no âmbito de alguma disciplina ou laboratório da instituição a partir de 2023. Os interessados devem inscrever seus trabalhos em uma das seguintes categorias do edital:

  • Ficção
  • Documentário
  • Crônica Audiovisual
  • Experimental
  • Videoclipe
  • Animação

As inscrições podem ser feitas por meio de um formulário disponível no site da Mostra. O limite máximo de duração das obras é de 20 minutos. Para mais detalhes sobre critérios de avaliação e seleção, acesse o edital no site oficial da MIPA.

Os trabalhos selecionados serão divulgados no dia 6 de dezembro, pelo Instagram @lab_seis e pelo site www.labseis.ufn.edu.br.

A MIPA se destaca por ser um espaço de troca entre os alunos dos cursos de comunicação da UFN e também entre o público. Ela dá a chance para os estudantes experimentarem e apresentarem diferentes formatos de audiovisual, além de ser uma oportunidade para o público conhecer a produção dos futuros profissionais da área.

Maria Eduarda Rossato, estudante de Jornalismo da UFN e diretora do curta-metragem “Desejo errado”, que será exibido na 11ª MIPA, destacou sobre a experiência de criação do filme. “A gente se preocupou muito com os detalhes na hora de criar o curta. Antes e durante as gravações, a equipe se reunia para planejar os cenários, os objetos, as falas, e até os movimentos de câmera. A gente queria que tudo fosse bem pensado, para não deixar nada passar batido”, conta a acadêmica. Para ela, essa atenção aos detalhes fez toda a diferença para o resultado final.

No entanto, como em qualquer trabalho coletivo, o processo não foi sem desafios. “O maior desafio foi ouvir as opiniões dos colegas e saber escolher o que fazia sentido. Tinha muita ideia boa, mas era preciso filtrar o que realmente funcionava para o projeto. Decidir sozinho pode ser difícil, mas também é importante tomar essas decisões”, explica a diretora.

Estudantes do curso de Jornalismo desenvolvem sua primeira produção cinematográfica.
Imagem: Vitória Oliveira/LABFEM

Os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) estão produzindo seu primeiro curta-metragem, chamado Desejo Errado, desenvolvido na disciplina de Produção em Cinema, sob coordenação da professora Neli Mombelli. A atividade proporciona aos acadêmicos uma experiência prática na produção audiovisual durante sua formação jornalística, permitindo o contato com o cenário e a ambiência em um espaço de filmagem.

Protagonizado pela acadêmica do curso de Teatro da Universidade Federal de Santa Maria, Vivian Machado, o curta trata sobre a história de Alice, uma adolescente de poucas relações sociais, que percebe uma reviravolta em sua vida após derrubar seu telefone no vaso sanitário. A equipe é composta por 8 acadêmicos e 3 técnicos-administrativos, sob a condução da professora Neli, que acompanha de perto todos os passos referentes ao processo de produção. A direção e roteiro do filme são de competência da acadêmica Maria Eduarda Rossato, tendo Luiza Silveira como assistente de direção. Vitória Oliveira e Yasmin Zavareze estão como responsáveis pela direção de arte. Já Nelson Bofill assume o papel de diretor de produção, e Emily Pilar e Ian Lopes são assistentes. A fotografia do curta fica à encargo do técnico Alexsandro Pedrollo, a edição e finalização de imagem será de Jonathan de Souza e a finalização de som de Clenilson Oliveira. A professora Glaíse Palma, do curso de Jornalismo, faz o papel da mãe da protagonista.

Produção cinematográfica desenvolvida pelos acadêmicos do curso de Jornalismo.
Imagem: Vitória Oliveira/LABFEM

De acordo com Maria Eduarda Rossato, acadêmica do curso de jornalismo e participante do curta-metragem, o processo de criação do curta foi extremamente minimalista. Antes e durante as gravações a equipe dialogava e decidia a organização dos cenários e objetos, as falas, os movimentos de câmera. Os pequenos detalhes foram devidamente ponderados, com intuito de que nada passasse despercebido. Além disso, o maior desafio foi escutar as diferentes opiniões dos colegas, saber selecionar o que era válido, o que fazia sentido, e ser assertivo nas definições.

O curta-metragem Desejo Errado tem previsão de lançamento para o mês dezembro, durante a 11ª edição da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais da UFN (MIPA), evento destinado à rememorar as produções audiovisuais realizadas pelos acadêmicos.

Na última terça, 17 de outubro, nos intervalos da tarde e noite os alunos da Universidade Franciscana tiveram a oportunidade de participar da 4 º edição da Mostra CineMaker de Obras Audiovisuais. A Mostra apresentou os trabalhos realizados durante o primeiro semestre deste ano na disciplina eletiva Videomaker , com orientação da professora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda (PP) Neli Mombelli. A disciplina possui alunos de diversos cursos de graduação da instituição e tem como um dos objetivos abordar as várias percepções do que está ocorrendo no cotidiano de cada um. Foram apresentados cinco curtas – metragens , que contaram com a produção de alunos dos cursos de Psicologia, Direito, Design de Moda, Economia e PP.

Os curtas-metragens apresentados ao público foram:

  • Arte de maquiagem – Ana Carolina (Arquitetura e Urbanismo)
  • A Realidade dos Sonhos – Milena Dias (Direito)
  • Teatro B3 – Antônio Lopes (Economia)
  • O livro – Lucas Araújo (Design)
  • Tudo Igual ou Não – Géssica Cereta de Moraes , Rodrigo Bernardes e Mateus Vernes (PP)

As sessões foram realizadas no palco do Conjunto III e ao lado do FRADE. Veja as imagens abaixo:

Imagens: Nelson Bofill/LABFEM

Segundo a professora Neli Mombelli, cada aluno chega à disciplina com uma percepção diferente do que é um produto audiovisual. Por este motivo a disciplina ensina um pouco sobre os elementos do audiovisual, e depois de algumas aulas teóricas os alunos criam os curtas. “É um processo rico, eu sugiro que cada um escolha uma ideia que seja possível explorar no seu cotidiano e com temas que o aluno gosta, e geralmente vem atrelado a área da pessoa”, frisa Neli.

Professora Neli Mombelli, professora do curso de Jornalismo destaca a individualidade de cada projeto. Foto: Nelson Bofill/LABFEM

Neli pontua também sobre a questão do processo de criação de cada vídeo ser exclusivo para o aluno, desde a produção até a edição. Ela cita o curta produzido pelos alunos de Publicidade e Propaganda Géssica Cereta, Rodrigo Bernardes e Mateus Venes intitulado Tudo Igual ou Não, que é um vídeo longo por ter mais interações. “O vídeo do Lucas, estudante do curso de Design, precisou de um trabalho a mais pela questão de envolver a criação da história de um garoto que estava lendo um livro através de figuras e imagens criadas por ele (Lucas), algo que eu não sei fazer, por exemplo”, ressalta a professora.

Géssica Cereta de Moraes, acadêmica de PP, conta o processo de criação do curta para a Mostra. Foto: Nelson Bofill/LABFEM

A estudante Géssica Cereta de Moraes relatou que o processo de criação do curta Tudo Igual ou Não surgiu da ideia original do Rodrigo Bernardes, um dos integrantes do grupo, de mostrar a rotina automática perdendo a noção do tempo, e nisto gerar um outro olhar para se adaptar a outros modos de trabalho. ” A parte mais desafiadora foi a gravação do curta, de encaixar o roteiro com a realidade. Fizemos algumas adaptações e utilizamos as dicas que a professora deu em aula durante o processo” , pontuou Géssica.

No dia 25 de maio se comemora o Dia do Orgulho Nerd. A data tem origem em 2006, na Espanha, e se tornou rapidamente conhecida pelo mundo. Serve como um momento para os fãs da cultura pop poderem enaltecer suas obras favoritas. Vários eventos são realizados em todo o país neste dia.

A data é marcada pelo aniversário do filme Star Wars, Episódio IV: Uma Nova Esperança, primeiro filme da franquia iniciada em 1977. Também neste dia é comemorado o Dia da Toalha, que homenageia a série O Guia do Mochileiro das Galáxias e seu autor. Com foco nessa cultura, o estudante de Publicidade e Propaganda, Rodrigo Bernardis, cria vídeos para seu canal no Youtube. “Sempre fui fascinado por esse universo. Sempre criava remakes de produções que assistia, seja um filme, série e até videoclipe”, afirma.

Atualmente, o canal de Rodrigo conta com mais de 1.000 inscritos. Imagem: Arquivo Pessoal

Seu conteúdo é muito eclético, ele aborda sobre temas variados, desde séries adolescentes até documentários sobre salvar baleias: “Sempre gostei de assistir filmes e séries. Quis criar o canal para “conversar” com pessoas que assistem as mesmas produções que eu”.

Dentro da Rádio Web UFN também existem conteúdos para o público nerd. Recentemente foi ao ar o primeiro episódio do podcast Nerd Talks. Apresentado pelo estudante de Jornalismo, Gustavo Rosa, e pelo produtor cultural e crítico de cinema, Lúcio Hiko, a ideia surgiu como uma oportunidade para poder conversar sobre jogos, filmes e séries que eles acompanham. Gustavo afirma que seu interesse por estes conteúdos vem desde a infância: “dali pra frente eu fui cada vez mais gostando desse mundo e acho que foi por isso que eu criei o Nerd Talks. É o nosso espaço para falar desse mundo nerd que vem cada vez mais crescendo”.

Primeiro episódio do Nerd Talks já está disponível no Spotify da Rádio Web UFN. Imagem: Arquivo Pessoal

Em Santa Maria, o Shin Anime Dreamers, promove eventos voltados para o universo Nerd. No dia 18 de junho haverá o Pocket Shin, e em 16 de setembro o Shin Edição Extra. Para mais informações siga o perfil deles no Instagram.

Está em fase de produção o curta-metragem Sono REM, obra que trata sobre a paralisia e distúrbios do sono. O curta é uma produção da disciplina de Cinema II, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN). 

A 1º gravação ocorreu no prédio 13 do Conjunto III da UFN. O curta teve outras duas locações, sendo elas: uma casa e no bosque da UFSM. Imagem: Heloisa Helena Canabarro

A diretora do curta Heloisa Helena Canabarro, acadêmica do 7º semestre do curso de Jornalismo, conta que “foi uma experiência de muito aprendizado, de erros e acertos. Assim como o restante da turma, eu não tinha experiência em produzir um curta, aprendemos na prática como funciona a produção. Pra mim foi uma experiência muito boa e significativa, que com certeza deixará boas memórias”. Ela também foi roteirista da produção e conta que a ideia “surgiu na disciplina de Cinema l, onde tínhamos que criar um argumento para um curta que poderia vir a ser desenvolvido na disciplina de Cinema ll. Resolvi escrever o argumento sobre algo que tenho familiaridade, que são os distúrbios do sono, pois tenho paralisia do sono, insônia e pesadelos diariamente. Assim surgiu a ideia de criar o Nicolas, personagem principal que também sofre de distúrbios do sono que afetam sua qualidade de vida e mostrar a percepção sobre o que é a realidade”. 

A principal mensagem do filme é trazer a representação do cansaço e desgaste mental que uma pessoa que tem distúrbios do sono sofre. “Dormir bem é muito importante para a saúde física e mental. No curta Sono Rem demonstramos, por meios dos sonhos, o sofrimento e angústia que uma pessoa com distúrbios do sono sofre, retratando o sono, que deveria ser algo relaxante, como uma prisão psicológica”, explica a diretora.  Heloisa ainda destaca que “é importante falar sobre pois é um assunto que tem muito a ver com a saúde mental. Por meio do audiovisual podemos mostrar a representação de uma pessoa que sofre com os distúrbios do sono e como isso afeta a sua saúde física e mental. Pessoas que tem insônia ou distúrbios do sono tem mais riscos de desenvolverem doenças, além do estresse e exaustão, os distúrbios do sono podem ser gatilhos para a ansiedade e depressão. É muito importante ter um bom sono e cuidar da saúde mental, e caso esteja tendo distúrbios do sono procurar auxílio médico”.

A professora da disciplina de Cinema II, Neli Mombelli, conta que, para ela, orientar a produção de curtas é estar em constante aprendizado, “porque, a cada nova história que rodamos, surgem novos desafios de como contá-la e de quais recursos que dispomos para tal. Embora haja toda uma organização, é uma forma de estruturação do trabalho audiovisual, por se tratar de uma atividade criativa. O que move cada novo filme são os alunos que estão iniciando a sua experiência na área e a sua capacidade e disponibilidade de trabalhar de forma coletiva e experimentar a linguagem do cinema”. Ela explica que a produção do curta se torna um grande laboratório que exercita diferentes habilidades, criação narrativa e estética: “Desde a elaboração da história, a formatação dela em roteiro, a transposição para a linguagem audiovisual, a capacidade de organizar e gerenciar equipes, de produzir tudo o que é necessário para tirar a ideia do papel. ” O tema do curta que está sendo produzido apresenta algumas peculiaridades que impactam no processo: “As histórias que vão para o campo do sonho trazem bons desafios de criação, porque pode-se abdicar de alguns aspectos de continuidade e trabalhar com o universo onírico. Contudo, ainda é preciso manter um certo grau de verossimilhança para não mudar o gênero do filme, por exemplo, de um suspense ir para o trash. As características dessas cenas são a mudança de espaço e situações sem uma ligação lógica e a direção de fotografia, que, por vezes, vai para cenas mais escuras, ‘mal iluminadas’, e, por vezes, vai para cenas mais nítidas, mas a partir do ponto de vista subjetivo traz toda a carga da dramaticidade do momento”.

O elenco conta com a participação de Tarso Pimentel como personagem principal, estudante do 6º semestre de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), além de Caroline Freitas e Marlon Freitas como personagens secundários. Na equipe estão os acadêmicos Vitória Gonçalves e Luiz Paulo Favarin, como diretores de arte, Rubens Miola, Petrius Dias e Lucas Acosta na produção, som direto e assistência de fotografia. O curta é orientado pela professora Neli Mombelli. Alexsandro Pedrollo de Oliveira assina a direção de fotografia e Jonathan de Souza fará a finalização.

O lançamento do filme deve ocorrer no dia 14 de dezembro, às 20h, durante a programação da Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) da UFN.

Na noite do último sábado, 22, o Diário de Santa Maria inaugurou o Cine Clube D+, projeto que visa divulgar o cinema de forma gratuita com a parceria do Cineclube da Boca e Lanterninha Aurélio. A primeira sessão, intitulada Madrugadão do Terror, contou com duas exibições de filmes escolhidos pelo público entre os quatro títulos disponíveis. A primeira votação se deu entre os clássicos O Bebê de Rosemary(1969) e Zé do Caixão: À Meia-noite Levarei sua Alma(1964), sendo escolhido o longa de 1969 pelos mais de 50 telespectadores presentes.

Segundo o editor da cultura do Diário, Cassiano Cavalheiro “nós tivemos mais de 140 inscritos, mas como nosso auditório tem 80 lugares, nós precisamos montar uma lista de espera longa. O público teve uma grande pluralidade, nós tivemos desde crianças até senhores e famílias”. Ao final da primeira exibição, os visitantes foram recebidos por doces, salgados e bebidas da cafeteria Oba! É Muito Bom!, Suiti Donuts e Solange Doces. Foi também disponibilizado um console retrô por parte da Estante Gamer e brindes, cortesia do Sebo Camobi e Delivery Much.

Público interagindo ao término do primeiro filme.

Antes de iniciar a segunda exibição da noite, o público participou de outra votação entre Sexta-feira 13 III (1982) e o vencedor Pânico 2 (1997). Ao final da exibição, o editor da cultura expressou seu desejo de fazer sessões mensais com diferentes temas. Em relação à organização do evento, conforme Cavalheiro “a gente considerou abrir um cineclube do Diário, mas por que abrir um se tem tantos em Santa Maria? Então a gente pensou em fazer parcerias e eu lembrei logo dos dois, o Cineclube da Boca que é novo e tem mobilizado tantas pessoas na UFSM e o cineclube Lanterninha Aurélio, que é o nosso clássico, já funciona há 44 anos”.

Já havia passado das 3h30 quando o público começou a ir embora da sede do Diário. Nunca tendo visto os filmes exibidos, o estudante Rubens Miola, 23, afirma que “foi interessante o fato de reunir tantas pessoas que gostam de cinema para aproveitar esses filmes clássicos. Eu espero que haja mais sessões, pois isso incentiva a cultura na cidade”.

O processo de inscrição da sessão foi online, por meio do preenchimento de um formulário onde os participantes podiam sugerir títulos para serem exibidos futuramente, O horário de chegada na Sede do Diário estava marcado para as 21h e o último filme teve fim as 3h30.

Imagens: Nelson Bofill Schöler