Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

De amor e de leituras

Foto: divulgação

A afirmação: “um país se faz com homens e com livros” é popular no Brasil. Segundo o site leituracorporativa.com.br, 47,4% dos leitores são estudantes que leem livros indicados pela escola. Por um lado, é bom por estarem aprendendo novos conteúdos, por outro, é ruim por não lerem outros temas.

Contudo, a pesquisa indica um percentual de quem é apaixonado por leitura (55%), geralmente pessoas mais velhas leem livros e jornais com frequência, como percebemos nas entrevistas abaixo.

Osmar Giuliani, 66 anos, é professor de Matemática na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), e estava na Livraria da Mente no momento da nossa entrevista. Ao mesmo tempo em que folheava algumas obras, declarou que lê livros de matemática por causa da profissão, e que também adora literatura como Shakespeare, Cervantes, Machado de Assis, além de outros clássicos.

Para ele, que começou a ler com regularidade na adolescência, Santa Maria é pobre em livrarias e bibliotecas, por isso, procura livros na internet. “A livraria melhor é a CESMA”, cita Osmar. A curiosidade é um fator que influencia as pessoas a procurarem livros e a leitura ajuda a compreender o mundo: “Um bom livro não dá respostas, ele faz você buscar respostas”.

Já no Calçadão, o grupo de amigos, Jarbas Giulianis, Custódio Mota Freitas, Leonardo Schuch e seu Minussi, como é chamado, lê diversos assuntos, principalmente livros históricos.

O agropecuarista Jarbas, 77 anos, diz que lê livros, jornais e revistas como, por exemplo, a Revista Veja, que considera independente, porque fala de assuntos polêmicos com mais abertura. “Só não leio história infantil”, brinca Giulianis. Ele conta que foi influenciado pela mãe que lia constantemente e tinha pilhas de livros na cabeceira da cama: “Ela nos alfabetizou, e assim, nos influenciou”. Para Jarbas, leitura possibilita mais informação e capacidade de avaliar as situações. “Tem que ler de tudo para conhecer e saber de tudo”, avalia. Procura em livrarias de Porto Alegre por também considerar ineficiente a oferta de obras.

Por esse motivo, o médico aposentado Custódio, de 80 anos, vai procurar em sites da internet o livro “Orvilo”, que trata da Revolução de 64. “Há tempos busco nos principais estabelecimentos da cidade e não encontro”, ressalta. Apesar de gostar de vários segmentos, não lê livros policiais. Criado no campo e influenciado pelo pai que já lia Júlio Werner, conta que antigamente ia muito às bibliotecas, mas ultimamente vai mais as livrarias pela facilidade.

Na Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide, Fabrício da Silva, 29 anos, servidor público e acadêmico do 10º semestre do curso de Direito da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), diz ler em torno de duas horas por dia. Localizada na Avenida Presidente Vargas, é para onde vai para pesquisar conteúdos técnicos da faculdade.  “Aqui na cidade é bem problemático encontrar estes livros técnicos”, relata.

Por causa da dificuldade, Renato Brunet, 68 anos, Professor aposentado de Direito Comercial, encontra suas preferências nas livrarias. “Leio umas quatro horas por dia”, declara Brunet. O pai foi quem o incentivou desde pequeno a procurar assuntos de interesse. Ele pontua que a leitura transporta o leitor para mundos diferentes do nosso, com novos cenários e personagens. “Toda leitura é proveitosa, dá formação e incentivo a criatividade. Quem não lê não escreve. Quem lê se comunica melhor.”.

A leitura está presente até nos pequenos detalhes do dia a dia. Uma simples placa, um informativo, um cardápio. Muito mais que isso, a alfabetização contribui para mais oportunidades de empregos e salários melhores. O amor à leitura deve estar na rotina dos brasileiros. Com isso, poderemos superar muitos desafios presentes no nosso país.

*Fonte: http://www.leituracorporativa.com.br/open.php?pk=321&fk=13&id_ses=4&canal=26

Por  Patrese Lehnhart Rabenschlag, jornalismo Unifra.

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A afirmação: “um país se faz com homens e com livros” é popular no Brasil. Segundo o site leituracorporativa.com.br, 47,4% dos leitores são estudantes que leem livros indicados pela escola. Por um lado, é bom por estarem aprendendo novos conteúdos, por outro, é ruim por não lerem outros temas.

Contudo, a pesquisa indica um percentual de quem é apaixonado por leitura (55%), geralmente pessoas mais velhas leem livros e jornais com frequência, como percebemos nas entrevistas abaixo.

Osmar Giuliani, 66 anos, é professor de Matemática na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), e estava na Livraria da Mente no momento da nossa entrevista. Ao mesmo tempo em que folheava algumas obras, declarou que lê livros de matemática por causa da profissão, e que também adora literatura como Shakespeare, Cervantes, Machado de Assis, além de outros clássicos.

Para ele, que começou a ler com regularidade na adolescência, Santa Maria é pobre em livrarias e bibliotecas, por isso, procura livros na internet. “A livraria melhor é a CESMA”, cita Osmar. A curiosidade é um fator que influencia as pessoas a procurarem livros e a leitura ajuda a compreender o mundo: “Um bom livro não dá respostas, ele faz você buscar respostas”.

Já no Calçadão, o grupo de amigos, Jarbas Giulianis, Custódio Mota Freitas, Leonardo Schuch e seu Minussi, como é chamado, lê diversos assuntos, principalmente livros históricos.

O agropecuarista Jarbas, 77 anos, diz que lê livros, jornais e revistas como, por exemplo, a Revista Veja, que considera independente, porque fala de assuntos polêmicos com mais abertura. “Só não leio história infantil”, brinca Giulianis. Ele conta que foi influenciado pela mãe que lia constantemente e tinha pilhas de livros na cabeceira da cama: “Ela nos alfabetizou, e assim, nos influenciou”. Para Jarbas, leitura possibilita mais informação e capacidade de avaliar as situações. “Tem que ler de tudo para conhecer e saber de tudo”, avalia. Procura em livrarias de Porto Alegre por também considerar ineficiente a oferta de obras.

Por esse motivo, o médico aposentado Custódio, de 80 anos, vai procurar em sites da internet o livro “Orvilo”, que trata da Revolução de 64. “Há tempos busco nos principais estabelecimentos da cidade e não encontro”, ressalta. Apesar de gostar de vários segmentos, não lê livros policiais. Criado no campo e influenciado pelo pai que já lia Júlio Werner, conta que antigamente ia muito às bibliotecas, mas ultimamente vai mais as livrarias pela facilidade.

Na Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide, Fabrício da Silva, 29 anos, servidor público e acadêmico do 10º semestre do curso de Direito da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), diz ler em torno de duas horas por dia. Localizada na Avenida Presidente Vargas, é para onde vai para pesquisar conteúdos técnicos da faculdade.  “Aqui na cidade é bem problemático encontrar estes livros técnicos”, relata.

Por causa da dificuldade, Renato Brunet, 68 anos, Professor aposentado de Direito Comercial, encontra suas preferências nas livrarias. “Leio umas quatro horas por dia”, declara Brunet. O pai foi quem o incentivou desde pequeno a procurar assuntos de interesse. Ele pontua que a leitura transporta o leitor para mundos diferentes do nosso, com novos cenários e personagens. “Toda leitura é proveitosa, dá formação e incentivo a criatividade. Quem não lê não escreve. Quem lê se comunica melhor.”.

A leitura está presente até nos pequenos detalhes do dia a dia. Uma simples placa, um informativo, um cardápio. Muito mais que isso, a alfabetização contribui para mais oportunidades de empregos e salários melhores. O amor à leitura deve estar na rotina dos brasileiros. Com isso, poderemos superar muitos desafios presentes no nosso país.

*Fonte: http://www.leituracorporativa.com.br/open.php?pk=321&fk=13&id_ses=4&canal=26

Por  Patrese Lehnhart Rabenschlag, jornalismo Unifra.