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Feira do Livro: “Eu Assumo Aquilo Que Faço”, diz o polêmico Latuff

O defensor das causas humanas, Carlos Latuff, na Feira, nesta terça. Foto: Daniela Reske. Lab. Fotografia e Memória

Polêmico. Assim pode resumir-se a presença do cartunista Carlos Latuff na  Feira do Livro de Santa Maria. Também conhecido por ser ativista político, marcou presença no Livro Livre, na noite desta quinta-feira, 7, às 19h na Praça Saldanha Marinho.

O bate-papo teve diversos pontos polêmicos. Ao iniciar a conversa, Latuff comentou sobre a investigação que a polícia gaúcha está realizando devido às suas charges e participação na marcha contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre.

Latuff contou sobre as três prisões que sofreu por causa de suas charges sobre a violência policial. A partir disto, o cartunista questiona a democracia no país: “Que democracia é essa que você vai parar em uma delegacia porque desenhou? Porque expressou a sua opinião?”. Ainda nesta linha, ressaltou que não tem medo das investigações e consequências: “Podem investigar, o que eu faço é público. Eu assumo aquilo que faço, escrevo, falo, desenho e assumo. Não tenho um desenho sem assinatura”.

Outro ponto marcante do bate-papo foi quando o ativista criticou a imprensa. Para ele, a grande imprensa sofre com a ausência de um contraponto, apenas transmitindo a versão do veículo. “O jornalismo não pode ser feito a qualquer preço, ele não pode ser balizado pelos índices de audiência”, desabafou. Latuff tem outra crítica à imprensa relacionada à cobertura jornalística em tragédias.

O cartunista confessa a aliança de sua profissão com a internet: “Como cartunista, não dependo mais de grandes jornais para ter meu trabalho visto, já que as redes sociais tem um divulgação muito grande. A internet por enquanto é nossa aliada”.

Para Latuff, a charge não precisa obrigatoriamente ser engraçada, apenas precisa tocar as pessoas, expondo um ponto que não é mostrado. “Se você tem um talento, você pode colocá-lo a serviço da transformação”, ressaltou sobre a responsabilidade que o cartunista tem de transformar.

Além do seu trabalho, o cartunista falou no espaço Livro Livre sobre política, movimentos sociais e ditadura. O bate-papo foi mediado pelo cartunista e coordenador do curso de Desenho Industrial da UFSM, Maúcio Rodrigues. O projeto e realizado pela OPSs! Comunicação e Eventos.

Por Renata Medina

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O defensor das causas humanas, Carlos Latuff, na Feira, nesta terça. Foto: Daniela Reske. Lab. Fotografia e Memória

Polêmico. Assim pode resumir-se a presença do cartunista Carlos Latuff na  Feira do Livro de Santa Maria. Também conhecido por ser ativista político, marcou presença no Livro Livre, na noite desta quinta-feira, 7, às 19h na Praça Saldanha Marinho.

O bate-papo teve diversos pontos polêmicos. Ao iniciar a conversa, Latuff comentou sobre a investigação que a polícia gaúcha está realizando devido às suas charges e participação na marcha contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre.

Latuff contou sobre as três prisões que sofreu por causa de suas charges sobre a violência policial. A partir disto, o cartunista questiona a democracia no país: “Que democracia é essa que você vai parar em uma delegacia porque desenhou? Porque expressou a sua opinião?”. Ainda nesta linha, ressaltou que não tem medo das investigações e consequências: “Podem investigar, o que eu faço é público. Eu assumo aquilo que faço, escrevo, falo, desenho e assumo. Não tenho um desenho sem assinatura”.

Outro ponto marcante do bate-papo foi quando o ativista criticou a imprensa. Para ele, a grande imprensa sofre com a ausência de um contraponto, apenas transmitindo a versão do veículo. “O jornalismo não pode ser feito a qualquer preço, ele não pode ser balizado pelos índices de audiência”, desabafou. Latuff tem outra crítica à imprensa relacionada à cobertura jornalística em tragédias.

O cartunista confessa a aliança de sua profissão com a internet: “Como cartunista, não dependo mais de grandes jornais para ter meu trabalho visto, já que as redes sociais tem um divulgação muito grande. A internet por enquanto é nossa aliada”.

Para Latuff, a charge não precisa obrigatoriamente ser engraçada, apenas precisa tocar as pessoas, expondo um ponto que não é mostrado. “Se você tem um talento, você pode colocá-lo a serviço da transformação”, ressaltou sobre a responsabilidade que o cartunista tem de transformar.

Além do seu trabalho, o cartunista falou no espaço Livro Livre sobre política, movimentos sociais e ditadura. O bate-papo foi mediado pelo cartunista e coordenador do curso de Desenho Industrial da UFSM, Maúcio Rodrigues. O projeto e realizado pela OPSs! Comunicação e Eventos.

Por Renata Medina