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Santa Maria, RS, Brazil

Uma campanha a favor do amor

Divulgação campanha do Dia dos Namorados de O Boticário

A campanha de Dia dos Namorados do perfume “Egeo”, do Boticário, tem ganhado repercussão desde que foi ao ar, pois mostra a “diversidade do amor” em um comercial com homens e mulheres. As primeiras cenas sugerem uma formação de casais que irão trocar presentes. No entanto, na sequência, durante o encontro dos atores, o clipe mostra que os pares são outros, diferentes do que indicavam o início do vídeo.

A sacada do comercial está em mostrar para o amor além de qualquer padrão pré-estabelecido pela sociedade. O amor não aceita preconceitos. Ele não está nas diferenças. A propaganda mostra isso perfeitamente, por meio da música “Toda forma de amor”, de Lulu Santos: “E a gente vai à luta, e conhece a dor, consideramos justa toda forma de amor”.

Outras manifestações pela diversidade do amor

Pelo mundo, existem outras propagandas que, assim como a do Boticário, mostram que o amor vai muito além das aparências, como, por exemplo, o vídeo Diversity & Inclusion (diversidade e inclusão). A ideia do audiovisual é simples e apresenta o sentimento como o que há de mais belo e especial na vida, independente das diferenças. Como disse a rainha do pop, Madonna: “a razão pela qual intolerância, sexismo, racismo, homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo de seus próprios sentimentos, medo do desconhecido.”

Amor em suas diversas faces

O amor está presente na nossa rotina, mas o seu conceito é vago. Amor não é a mesma coisa para todo mundo, cada um o sente e o vê de uma forma. Para Thais Brondani, acadêmica de curso de Letras, o amor é um sentimento que nem qualquer outro. Enquanto existir o ódio vai existir o amor. Ela acredita ser perda de tempo as pessoas se importarem com quem as outras pessoas amam ou deixam de amar: “Sinceramente eu não queria que existisse (o ódio), queria que fosse uma ‘verdade absoluta’. Como se não houvesse opção: ou você ama ou você ama. Porém, existe o ódio, então, há de existir o amor”, declara Thais.

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Foto: Victória Martins Fotografia

A acadêmica de Jornalismo Larissa da Rosa acredita que quando se ama alguém, não existe cor, gênero ou credo que vá fazer a pessoa sentir o contrário, já que o ser humano é intenso, cheio de sentimentos e sensações. Para a estudante, ainda existem preconceitos enraizados em ações diárias, como a típica frase:  “não tenho nada contra, mas…” .

Conforme Larissa, é preciso respeitar a diversidade: “Sabe quando você está do lado de uma pessoa e se sente tão bem, que tudo que você queria é que aquele momento durasse para sempre? Eu acho que é isso que une as pessoas. É esse sentimento, essa sensação maior que permeia as relações humanas, por mais clichê que isso possa soar. É por isso que eu acredito no amor, ele está aí, dentro de todo mundo, refletido em poesias, telas, rabiscos nos cadernos, músicas, muros, e por aí vai. Não deveriam existir tantas barreiras entre o amor de duas pessoas,” reflete Larissa.

Para o estudante de Jornalismo Deivid Pazatto, o  preconceito ainda é um pouco enraizado numa cultura machista. É uma questão social e, também, de educação. Para ele, tudo que é “novo/diferente”, custa para ser aceito:

“Não precisamos apenas ser aceitos, precisamos ser respeitados. As pessoas precisam quebrar essa barreira do conservadorismo e ver que o mundo não é o mesmo de 50, 100 anos atrás. ‘Amor’ é uma palavra que abrange tanta coisa, mas nada como um amor recíproco para fazer a gente se sentir bem”, afirmou o acadêmico.

Na visão de Rodrigo Fagundes, estudante de cursinho pré-vestibular, antes de qualquer coisa temos que nos amar o suficiente para sermos capazes de amar outra pessoa. Ele acredita no amor construído ao longo do tempo, quando as pessoas vão se conhecendo e descobrindo que são certas uma pra outra.

“Cada um tem que ser feliz a sua maneira e como quiser, sempre mantendo o respeito sobre as opções diferentes, assim como quem não gosta. Não pode ter provocação de nenhum dos lados. Existe preconceito, como existem aqueles que provocam. Cada um sabe o que faz”, declara o estudante. 

Repercussão

A campanha do Boticário, por si só, gerou diferentes reações na sociedade. Algumas pessoas acharam a propaganda muito emocionante, outras foram indiferentes e algumas ficaram insatisfeitas com a quebra do tradicionalismo, e formaram uma longa onda de críticas negativas . A organização comercial rebateu todas elas com a seguinte resposta:

“O Boticário acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha ‘Casais’, que estreou em TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor – independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual – representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados. O Boticário reitera, ainda, que valoriza a tolerância e respeita a diversidade de escolhas e pontos de vista”.

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Divulgação campanha do Dia dos Namorados de O Boticário

A campanha de Dia dos Namorados do perfume “Egeo”, do Boticário, tem ganhado repercussão desde que foi ao ar, pois mostra a “diversidade do amor” em um comercial com homens e mulheres. As primeiras cenas sugerem uma formação de casais que irão trocar presentes. No entanto, na sequência, durante o encontro dos atores, o clipe mostra que os pares são outros, diferentes do que indicavam o início do vídeo.

A sacada do comercial está em mostrar para o amor além de qualquer padrão pré-estabelecido pela sociedade. O amor não aceita preconceitos. Ele não está nas diferenças. A propaganda mostra isso perfeitamente, por meio da música “Toda forma de amor”, de Lulu Santos: “E a gente vai à luta, e conhece a dor, consideramos justa toda forma de amor”.

Outras manifestações pela diversidade do amor

Pelo mundo, existem outras propagandas que, assim como a do Boticário, mostram que o amor vai muito além das aparências, como, por exemplo, o vídeo Diversity & Inclusion (diversidade e inclusão). A ideia do audiovisual é simples e apresenta o sentimento como o que há de mais belo e especial na vida, independente das diferenças. Como disse a rainha do pop, Madonna: “a razão pela qual intolerância, sexismo, racismo, homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo de seus próprios sentimentos, medo do desconhecido.”

Amor em suas diversas faces

O amor está presente na nossa rotina, mas o seu conceito é vago. Amor não é a mesma coisa para todo mundo, cada um o sente e o vê de uma forma. Para Thais Brondani, acadêmica de curso de Letras, o amor é um sentimento que nem qualquer outro. Enquanto existir o ódio vai existir o amor. Ela acredita ser perda de tempo as pessoas se importarem com quem as outras pessoas amam ou deixam de amar: “Sinceramente eu não queria que existisse (o ódio), queria que fosse uma ‘verdade absoluta’. Como se não houvesse opção: ou você ama ou você ama. Porém, existe o ódio, então, há de existir o amor”, declara Thais.

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Foto: Victória Martins Fotografia

A acadêmica de Jornalismo Larissa da Rosa acredita que quando se ama alguém, não existe cor, gênero ou credo que vá fazer a pessoa sentir o contrário, já que o ser humano é intenso, cheio de sentimentos e sensações. Para a estudante, ainda existem preconceitos enraizados em ações diárias, como a típica frase:  “não tenho nada contra, mas…” .

Conforme Larissa, é preciso respeitar a diversidade: “Sabe quando você está do lado de uma pessoa e se sente tão bem, que tudo que você queria é que aquele momento durasse para sempre? Eu acho que é isso que une as pessoas. É esse sentimento, essa sensação maior que permeia as relações humanas, por mais clichê que isso possa soar. É por isso que eu acredito no amor, ele está aí, dentro de todo mundo, refletido em poesias, telas, rabiscos nos cadernos, músicas, muros, e por aí vai. Não deveriam existir tantas barreiras entre o amor de duas pessoas,” reflete Larissa.

Para o estudante de Jornalismo Deivid Pazatto, o  preconceito ainda é um pouco enraizado numa cultura machista. É uma questão social e, também, de educação. Para ele, tudo que é “novo/diferente”, custa para ser aceito:

“Não precisamos apenas ser aceitos, precisamos ser respeitados. As pessoas precisam quebrar essa barreira do conservadorismo e ver que o mundo não é o mesmo de 50, 100 anos atrás. ‘Amor’ é uma palavra que abrange tanta coisa, mas nada como um amor recíproco para fazer a gente se sentir bem”, afirmou o acadêmico.

Na visão de Rodrigo Fagundes, estudante de cursinho pré-vestibular, antes de qualquer coisa temos que nos amar o suficiente para sermos capazes de amar outra pessoa. Ele acredita no amor construído ao longo do tempo, quando as pessoas vão se conhecendo e descobrindo que são certas uma pra outra.

“Cada um tem que ser feliz a sua maneira e como quiser, sempre mantendo o respeito sobre as opções diferentes, assim como quem não gosta. Não pode ter provocação de nenhum dos lados. Existe preconceito, como existem aqueles que provocam. Cada um sabe o que faz”, declara o estudante. 

Repercussão

A campanha do Boticário, por si só, gerou diferentes reações na sociedade. Algumas pessoas acharam a propaganda muito emocionante, outras foram indiferentes e algumas ficaram insatisfeitas com a quebra do tradicionalismo, e formaram uma longa onda de críticas negativas . A organização comercial rebateu todas elas com a seguinte resposta:

“O Boticário acredita na beleza das relações, presente em toda sua comunicação. A proposta da campanha ‘Casais’, que estreou em TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor – independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual – representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados. O Boticário reitera, ainda, que valoriza a tolerância e respeita a diversidade de escolhas e pontos de vista”.