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Administração pública

Os mais de 70 anos de sofrimento argentino

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Durante a primeira metade do século XX, a Argentina era uma das maiores potências econômicas do mundo. Foi ao fim da Segunda Guerra Mundial que a economia do país sofreu uma derrocada fatal. Até hoje, o povo sofre as consequências da má gestão governamental. Devido à inflação, os preços atuais dos produtos argentinos se apresentam muito caros para a população e muito atrativos para os estrangeiros.

No ano seguinte à guerra, mais especificamente em quatro de junho de 1946, o militar Juan Domingo Perón foi eleito democraticamente como presidente da Argentina, acompanhado de sua esposa Evita Perón. Com a ascensão do Peronismo, os cargos públicos começaram a aumentar descontroladamente. Além disto, a primeira-dama exerceu sua influência como cônjuge do presidente e, por meio do dinheiro público que provinha das indústrias diversificadas que havia no território argentino, começou a oferecer apoio financeiro aos países europeus que precisavam pagar dívidas. Perón permaneceu no poder até o ano de 1955 e voltou ao governo entre 1973 e 1974, quando foi substituído por sua segunda mulher, Isabelita Perón, que foi deposta pela milícia no início da ditadura civil-militar em 1976.

O impacto dessas ações, que se mostraram extremamente prejudiciais ao povo, pode ser visto até hoje no território argentino. Mesmo com sua grande produção pecuária, que sempre proporcionou carnes de ótima qualidade, sua produtividade agrícola, que lhe torna uma das maiores produtoras e exportadoras de cereais do mundo, e com uma larga presença de petróleo e gás no país, a Argentina hoje apresenta uma dívida externa fora de controle. A dívida do Banco Central do país subiu cerca de US$ 36 bilhões (R$ 187 bilhões) na gestão de Alberto Fernández. Este valor representa cerca de 80% do crédito do Fundo Monetário Internacional direcionado à Argentina.

A Argentina, hoje, quase não possui mais resquícios dos seus tempos de ouro. Em dezembro de 2021, se tornou viral o vídeo de cidadãos argentinos da província de Santiago del Estero que, após um acidente envolvendo um trem e um caminhão que transportava vacas, mataram os animais e saquearam a carne. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos, mais de 36% da população argentina vivia abaixo da linha da pobreza no primeiro semestre de 2022.

Historicamente, os salários argentinos apresentam maior poder aquisitivo quando comparados com o salário brasileiro. Entretanto, após pesquisas de analistas do Banco Central da Argentina, o país pode fechar o ano com inflação anual superior a 100%. Tentando conter essa inflação, o ministro da economia, Sergio Massa, anunciou nas últimas semanas que o governo está preparando um plano econômico de congelamento de preços. Já é o 9º congelamento realizado pelo governo argentino nos últimos nove anos.

Os mercados sofrem com a escassez de produtos básicos. Imagem: Nelson Bofill

Em Paso de Los Libres, região que faz fronteira com Uruguaiana, o comércio se mantém de pé, mas a infraestrutura maltratada da cidade e a grande diferença de preços das mercadorias em relação ao Brasil lembram aos visitantes que a crise continua. Ao atravessar a ponte e ingressar na Argentina, é possível fazer o câmbio do real para pesos. Atualmente, em alguns lugares, o peso argentino custa R$0,02.

O principal motivo que justifica essa sobrevivência dos negócios em Libres é a possibilidade de poder manter um comércio exterior. É natural as cidades fronteiriças apresentarem melhor desempenho devido ao grande fluxo de imigrantes que as visitam. A maioria dos produtos argentinos atualmente apresentam custos muito atrativos para os brasileiros que visitam o país. Tendo como exemplo o arroz, produzido em grande quantidade em território argentino e brasileiro, nos supermercados locais o preço médio de 10kg é em torno de R$35, enquanto no país vizinho, é possível comprar a mesma quantidade por R$24.

A compra de certos produtos no território argentino são limitadas. Imagem: Nelson Bofill

Mas mesmo as cidades fronteiriças se preocupam com a escassez de alimentos que vem assolando o país. Com o intuito de amenizar os efeitos da crise, alguns supermercados estão restringindo o limite de compra de certos produtos como farinha, açúcar e azeites. Em relação à carne produzida na Argentina, que sempre teve uma qualidade acima da média, o preço médio do quilo de costela é cerca de $ 1.230 (R$ 24,60), enquanto, no Brasil, a mesma quantidade pode ser comprada pagando cerca de R$ 29,20.

Apesar dos aparelhos tecnológicos possuírem um valor parecido em ambos os países, na Argentina a compra parcelada se mostra extremamente prejudicial ao consumidor devido à alta inflação. Um modelo de televisão, que custa $ 125.999 (R$ 2.519,98) à vista, pode ser parcelado em 30 vezes de $ 8.396,57 (R$ 167,93), custando, ao final do pagamento, $ 251.897,10(R$ 5.037,94).

A crise, atualmente, já não é mais novidade para o povo argentino, a situação foi até mesmo eternizada na música local. No ano de 1978, o cantor de tango argentino, Cacho Castaña, escreveu a música Septiembre del ’88, que só viria a ser lançada em 1988. A canção é apresentada como se fosse a leitura de uma carta direcionada à um amigo que reside na Itália. O artista comenta nos primeiros versos sobre a crise que assola a Argentina, citando as mentiras políticas, falsas promessas governamentais e impactos da época da ditadura civil-militar. Ao final da música, o cantor expressa a esperança que ainda existe no povo argentino de voltar a ser um grande país.

Em 2010, durante um concerto, o artista disse que a música parecia ter sido escrita naquele ano, pois mesmo mantendo a esperança, a crise ainda assolava o povo. O músico faleceu em 2019 sem ser capaz de concretizar seu sonho. Entretanto, seu desejo de ver seu país ser grande novamente representa a esperança eterna do povo argentino.

As eleições vão ocorrer em menos de um mês, no dia 02 de outubro. Cerca de 27 milhões de eleitoras e eleitores já emitiram o e-Título, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, muitos ainda não sabem como utilizar este sistema.

Aplicativo e-Título (Imagem: Divulgação / TSE)

No dia da votação, para os eleitores que ainda não recadastraram sua biometria, será necessário o uso  de um documento oficial com foto. Já para os eleitores que já fizeram o recadastramento biométrico, é só apresentar o e-Título.

Entre os benefícios que o aplicativo tem está o de informar o seu local de votação, com o endereço incluso. O aplicativo também disponibiliza a certidão de quitação eleitoral, a certidão de crimes eleitorais, e possibilita a solicitação de documentos para procedimentos da vida civil, como para a matrícula em instituição de ensino médio, obtenção de CPF, posse em cargos públicos, entre outros. Além do mais, é uma facilidade para o eleitor ter seus dados eleitorais sempre disponíveis e seguros, diminuindo o risco de perda do documento ou danos ao título de eleitor.

O aplicativo está disponível para todos os votantes e o cadastro pode ser feito até o dia 1º de outubro. Após essa data, o cadastro será suspenso e só voltará no dia 3 de outubro. Caso ocorra um segundo turno, o princípio é o mesmo, o título de eleitor virtual poderá ser feito até a véspera, isto é, dia 29 de outubro.

Desde que as leis foram inventadas, elas são quebradas. Porém no papel, há punição para quem as desrespeita. Passando dez minutos na Avenida Presidente Vargas em Santa Maria, foi possível analisar cinco infrações de trânsito. Dois carros pararam em cima da faixa de segurança, um motorista foi visto utilizando celular enquanto dirigia, e outros dois passaram no sinal vermelho, e tudo isso durante o dia.

Carro parar em cima da faixa de pedestres é infração grave segundo o Código de Trânsito. Foto: Pedro de Souza

Em grande parte dos casos, a fiscalização de trânsito está presente no local, mas faz ”vista grossa” para os infratores. Um policial que pediu para não ter seu nome divulgado, afirma que: ”De madrugada nós realmente deixamos passar alguns casos, mas isso por causa da ausência de pedestres e de carros. Já durante a manhã ou de tarde, somos instruídos a ficar de olhos bem abertos sobre estes pequenos delitos, mas não conseguimos estar sempre no local onde a infração ocorre, por isso alguns passam batido.”

Para descobrir de onde surgem as violações, a equipe da Central Sul foi até uma dos Centros de Formação de Condutores (CFC) perguntar sobre como funcionam as aulas. Daniel Dutra, um dos donos, nos contou um pouco sobre sua experiência como condutor e sobre as aulas das CFCs. Confira a seguir:

Matéria produzida no primeiro semestre de 2022, na disciplina de Linguagem das Mídias do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

Com a chegada do inverno muitas ações solidárias ocorrem com o objetivo de ajudar aqueles que não tem condições de se manterem protegidos do frio. Famílias e pessoas em situação de rua são o foco dos projetos.

A Campanha do Agasalho de Santa Maria é realizada anualmente, através da Secretaria de Desenvolvimento Social. As arrecadações são feitas em 40 pontos de coleta na cidade e a equipe de desenvolvimento social também faz a coleta, triagem e organização das roupas  no Centro Desportivo Municipal. Para quem tem interesse em receber as doações, um cadastro deve ser preenchido e, depois, é permitido ficar durante 10 minutos no pavilhão, onde estão armazenadas as doações. Cada pessoa tem direito a  escolher até sete peças de inverno e dois pares de calçado. Só é permitida a entrada de uma pessoa por família e a mesma só poderá voltar ao Pavilhão B novamente após 15 dias. Os agasalhos podem ser retirados no Pavilhão B do Centro Desportivo Municipal (CDM) nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h ao meio-dia.

Para aqueles que desejam doar, são solicitados artigos de inverno, como agasalhos, cobertores e sapatos fechados . em bom estado de conservação. O Executivo Municipal pede também que as peças estejam limpas e empacotadas em sacos plásticos fechados.

Retirada de roupas no Pavilhão B do CDM. Foto: João Alves (Mtb: 17.922)

As arrecadações ocorrem até o dia 31 de julho, nos seguintes pontos de coleta: CDM, Prefeitura, Rede Vivo, Monet Plaza Shopping, Câmara de Dirigentes Lojistas,  Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Maria (Apusm), Avacon Administradora de Condomínios, Imobiliária Cancian, Universidade Franciscana (UFN), Restaurante Entrevero, Vida Card, Royal Plaza Shopping, Associação Motociclística Gaudérios do Asfalto, Banco de Alimentos, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Oral Sim, Lumenk, Sulclean, Grupo Voalle,– Safira Modas, Faculdade Metodista de Santa Maria (Fames), Faculdade Palotina (Fapas), Faculdade de Direito de Santa Maria (Fadisma), Clube Recreativo Dores, Totem, Lojas Safira, Lilica e Tigor, Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), Shopping Praça Nova, Redemaq, Centro Óptico, Elegância Center Shop, Faculdade de Ciências Jurídicas de Santa Maria (Unism), Mekal Química, Panvel Farmácias, Davant Odontologia e Implantes, Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (SICOOB), Cross Life Dores, Casa Lar Ambientes.

Cidades da região também promovem campanhas no período de frio extremo para ajudar a população. Em Caçapava do Sul, a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Assistência Social tentam amenizar a situação de vulnerabilidade das pessoas. Conforme a secretária da Assistentência Social Andressa Lisboa,  “o nosso município não tinha albergue até o ano passado, quando inauguramos em 2021 conseguimos solucionar muitos problemas dos moradores de rua”. A Secretária explica que trata-se apenas de tentar solucionar, tentar amenizar porque esse problema é uma coisa do mundo não somente de Caçapava. O funcionamento do albergue ocorre no período da noite. No local os usuários passam a noite, tomam o café da manhã e saem durante a manhã. Alguns moradores tem permissão para ficar em turno integral, como é o caso de uma senhora que já é bem mais idosa e não aceita ir para outra casa, tem que ser o albergue.

Albergue Municial de Caçapava do Sul Ney Antônio Goulart Tavares. Imagem: Divulgação/Prefeitura de Caçapava

Em Caçapava também ocorre a Campanha do Agasalho. Segundo Andressa “tivemos mais doações antes do começo da campanha, porque o frio iniciou e o pessoal já começou a doar. Agora estamos com muitos pontos de coleta, mas com dificuldades em receber roupas masculinas e de criança”.

Colaboração: Vitória Oliveira

As atividades foram realizadas no pátio da Prefeitura de Formigueiro. Imagem: Ingrid Barcelos

Depois de dois anos, o Dia do Desafio voltou a ocorrer na prefeitura municipal de Formigueiro. O secretário dos esportes João Machado, junto com a professora de educação física Artemia Busetto, organizaram atividades e exercícios para os funcionários da prefeitura. Dos estagiários até o prefeito, todos participaram do Dia do Desafio, que começou com uma série de dinâmicas que foram de alongamentos até polichinelos.
O Dia do Desafio tem o intuito de incentivar hábitos mais saudáveis e o costume de se exercitar no dia a dia o que pode ajudar até mesmo no desempenho no trabalho.  Segundo a funcionária Bruna Guimarães, que trabalha no setor do patrimônio público, esse dia é importante para que seja lembrada a relevância  da atividade física.

Texto do acadêmico Miguel Cardoso, para a disciplina Linguagem das Mídias, durante o 1º semestre de 2022.

Caçapava do Sul se tornou o berço da olivicultura gaúcha, após ser pioneira no plantio de olivais no Rio Grande do Sul, e agora irá promover uma imersão nesta cultura que envolve o azeite de oliva. A  1ª Festa do Azeite de Oliva, evento que ocorrerá nos dias 27,28 e 29 de maio, no Largo Farroupilha aguarda mais de 10 mil pessoas.

A cidade possui atualmente cinco  das 40  marcas que existem no estado e o solo gaúcho gera 75% dos olivais brasileiros. A produção da região já foi premiada mundialmente e a consolidação da cultura está sendo celebrada nestes três dias. O projeto está sendo gerenciado por produtores locais, Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e  pela Prefeitura Municipal de Caçapava do Sul, no intuito de incentivar e divulgar na região este produto que tem grande importância  na gastronomia. A iniciativa está sendo financiada pelo Pró-Cultura RS e Governo do Estado do RS.

Gustavo Lima, produtor de azeite de oliva, nos conta de onde veio a motivação para produzir este produto: “Em 2005, quando foi comentada a questão de plantar oliveiras no município, nós resolvemos entrar com o plantio, para diversificação da propriedade. De lá para cá vimos a necessidade desse plantio se transformar em azeite, dando agregação de valor, tendo um retorno muito interessante e valorizando mais o produto”. A festa, para ele, trará visibilidade para as marcas desta mercadoria, atraindo mais consumidores tanto regionais quanto de outros lugares do país.

A festa contará com uma Vila do Artesanato, em que estarão presentes 8 estandes com artesãos locais. Rosa Ruschel, dona do ateliê Rosa Biscuit, nos fala porque decidiu participar da Vila: “acho importante, porque nosso artesanato nunca esteve tão bem selecionado, organizado e disposto a participar das feiras que acontecem no nosso município. Especialmente agora que nós temos o dossiê do geoparque Caçapava, onde eu faço parte da comissão organizadora. Sou geoproduto e iniciativa parceira dentro desse projeto, acho muito importante para o desenvolvimento das pessoas que têm pouca renda”. Ela acredita que muitos artesãos caçapavanos ainda temem a burocracia na hora de expor seus trabalhos, mas ela relata que, “temos uma movimentação muito grande de artesãos em Caçapava, nós temos um trabalho muito bonito”. 

A 2ª Capital Farroupilha está com o projeto do geoparque, onde o comércio trabalha a flora e fauna local. Mas com a Festa do Azeite de Oliva eles tiveram que modificar seu foco de trabalho, “eu trabalho muito a preguiça gigante, agora vou trabalhar oliveiras”, explica Rosa. As expectativas dela para a os 3 dias não são de grandes vendas, mas sim de divulgação do trabalho que está sendo feito em Caçapava.

Uma eleição foi realizada para a escolha das soberanas da Festa, com 172 mil votos, onde foram eleitas como rainha, Karine Trindade, como princesa, Ana Constante e como Miss Simpatia, Bruna Meireles.

Soberanas da Festa do Azeite de Oliva entregam convite para governador no Piratini - Jornal do Comércio
As soberanas da Festa. Imagem: divulgação

Entre as atrações, haverá deck gastronômico, com sommelier de azeites, oferecendo degustação, Vila do Artesanato, atrações nacionais e locais, como Chimarruts e Comunidade Nin-Jistu, além do cantor e compositor Dante Ledesma.

Programação

Dia 27/05 – Sexta-Feira

17h30 – Solenidade de abertura com autoridades

18h15 – Apresentação Coral Caçapavano – Palco principal

19h30 – Apresentação Banda Municipal – Palco principal

Dia 28/05- Sábado

15h30  – Pra ti Vê – pagode – Palco gastronômico

17h30 – Duda e Pety – MPB – Palco gastronômico

18h – Grupo  Rolêzin – pagode – Palco principal

18h45 –Estela La Bella – sertanejo- Palco principal

20h – Comunidade Nin-Jitsu – Palco principal

21:15 – Mfunk- Palco Principal

22h15 – Chimarruts – Palco principal

Dia 29/05 – Domingo

11h30 – Tela Class  – rock – Palco Gastronômico

13h – Pra ti Vê – pagode – Palco gastronômico

14h30 – Invernada no CTG do Forte

15:30h Bonecos da Montanha – teatro infantil  – Palco Principal

16h15 – Jairo Lambari Fernandes –  nativista – Palco Principal

17h30 – Dante Ramon Ledesma – nativista – Palco Principal

18h45 – Lênin e William -sertanejo – Palco Gastronômico

Entrada franca

A 49ª Feira do Livro de Santa Maria, aberta desde o  dia 29 de abril, está com extensa programação cultural e artística reunindo personalidades da área e população santa-mariense. Lançamento de livros, peças de teatrais, debates de temáticas contemporâneas estão ocorrendo diariamente e movimentando o universo intelectual da cidade. O evento, que é uma tradição na cidade, teve seu início no ano de 1973, tendo como idealizadores a primeira turma de Jornalismo de Universidade Federal de Santa Maria.

Feira do Livro de Santa Maria. Imagem: Luiza Silveira

O jornalista Luiz Recenna, que participou na fundação da Feira, conta que “foi fácil entrar na campanha da Feira. Além disso tínhamos contatos com Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, o que ajudou muito. Estávamos sem livrarias em Santa Maria. Um espaço a preencher e ganhar pessoas.  Veio muito romance da época, no meio livros de história e política. Deu certo a receita, vendemos quase tudo”. Quando nos fala sobre as adversidades  da época ele não deixa de citar a ditadura militar. Em meio a um momento turbulento da história do país, jovens inovadores conseguiram montar um dos maiores eventos da cidade: “vendemos livros para o povo ler e pensar, essas são alegrias inesquecíveis”. O aprendizado que ele teve com esse evento foi de muita importância para sua vida pessoal e profissional: “com as leituras só crescemos e com as pessoas que foram a praça só melhoramos nossos rumos, no jornalismo e na vida.”.

A jornalista Pricila Barreto, que também colaborou na época, nos conta como foi participar deste movimento: “Éramos jovens com sede de cultura e disposição para criar um novo ambiente que motivasse a cidade a valorizar cada vez mais a leitura. Inspirados na maravilhosa Feira do Livro de Porto Alegre – acontecimento que anualmente nos levava à capital – nos perguntávamos: por que não também em Santa Maria?A partir daí, um grande grupo de alunos das primeiras turmas do curso de Comunicação Social da UFSM, e onde me incluo com alegria, arregaçamos as mangas e fomos à luta! As ‘forças vivas da cidade’ (como falávamos naquela época) nos apoiaram e conseguimos! Os livros disseram ‘presente’ pela primeira vez nesse belo encontro na Praça Saldanha Marinho! A maior alegria é a Feira existir até hoje e ser um dos principais eventos culturais da minha cidade!”.

Atualmente, os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana atuam com alunos e professores. Para Thaís de Almeida, estudante de Publicidade e Propaganda: “É uma experiência única, aprendizado todos os dias. Minha vida acadêmica muda por conta da visão que tenho sobre como é projetar algo, como é estar na produção, realmente estando por trás das câmeras”.

Thaís de Almeida é estudante de Publicidade da UFN. Imagem: Luiza Silveira

O acadêmico de Jornalismo Ian Lopes relata que “é muito interessante colocar em prática a profissão logo no início do curso dessa forma. No início fiquei nervoso para ir lá, fiquei dois dias pensando direto no que ia falar, o que ia perguntar, o que ia fazer. Mas quando cheguei lá, depois da primeira entrevista, é muito bom o exercício da profissão, é muito reconfortante voltar para casa e pensar que entrevistou uma pessoa ou que fez “tal” coisa”.
Para ele, fazer parte do processo de cobertura jornalística tráz um impacto de saber que está trabalhando com o que realmente gosta. Ian conta que quando entrou no curso não tinha certeza se gostava, mas acabou se apaixonando pela profissão. Referente ao aprendizado adquirido durante o trabalho o estudante destaca:”O professor Bebeto é excelente, me ensina não só a parte do rádio, como também a escrita, porque ele corrige e produz textos, escrevemos na hora, tiramos fotos do evento, matérias variadas, orientações sobre como produzir a pauta, como promover o evento da maneira que a assessoria de comunicação quer. É muito bom participar”.

Ian Lopes cursa Jornalismo na UFN. Imagem: Luiza Silveira

Colaboração : Luiza Silveira

A Feira de produtos coloniais, que ocorre todas as terças e sextas  na Praça João Pedro Menna Barreto, mais conhecida como Praça dos Bombeiros, completa hoje 4 anos de atividades. O ponto de venda destes produtores foi realocado para este lugar por conta da localização anterior que não favorecia as vendas. Então, a pedido dos agricultores a prefeitura os realocou na Praça dos Bombeiros no dia 3 de maio de 2019.

Feirão da Praça dos Bombeiros. Fonte: Santa Maria 24 horas

Márcio Rodrigues é agricultor e participa da Feira há três anos. Rodrigues não vende apenas na praça, mas também no Projeto Esperança Coesperança, que ocorre aos sábados atrás da Basílica da Medianeira.  Com a produção feita totalmente por meio da agricultura familiar, o produtor relata que: “Eu adoro o que eu faço, sou feliz com o que faço”.

Márcio Rodrigues e sua produção. Imagem: Luiza Silveira

O feirante Jeferson Sousa realiza venda de seus produtos na Feira da Praça dos Bombeiros desde seu início. Segundo ele: “Quase tudo aqui é produzido por nós, a única coisa que não produzimos é o mamão e a banana”. Em relação ao seu trabalho com a comunidade, ele afirma que há engajamento entre produtores e seus consumidores, “fazemos muitos amigos, não existe tristeza, os clientes vêm, conversam e brincam”, afirma ele. Em dias chuvosos poucos produtores participam do projeto,  “em dias chuvosos como hoje era para vir mais comerciantes, mas ficam com receio da chuva”, conclui ele.

Produtor Adão Rodrigues durante atendimento. Imagem: Luiza Silveira

Há 30 anos Adão Rodrigues trabalha como feirante, e está presente no local desde seu começo. Inicialmente a Feira era localizada na Gare, porém o mercador relatou que o local não era oportuno para as vendas, “falamos com o prefeito, aí eles conseguiram nos reposicionar para um local mais propício”, afirma ele. Com seu trabalho focado na agricultura familiar ele conta um pouco de sua rotina trabalhando às terças e sextas na Praça dos Bombeiros e às segundas realizando a entrega de suas produções em colégios para a merenda escolar, “saio daqui agora e vou fazer as coisas na lavoura, arrumar a horta e realizar outras tarefas. Estando sempre na correria, porque se não, não tenho ganho”, completa ele.

O comerciante também menciona a qualidade dos produtos que são vendidos e como é importante o tratamento que é dado àqueles que os compram, “se estou atendendo e chega outro cliente, lhe alcanço uma vasilha para ele ir se servindo e depois poder atender com mais atenção. É isso que o pessoal quer, que o vendedor seja atento com ele. Assim, ninguém passa sem ser atendido”, conclui ele.

Durante todos estes anos a Feira ocorre as terças-feiras e sextas-feiras no período da manhã, dando espaço à agricultura familiar na cidade e criando laços entre mercadores e a comunidade santa-mariense.

Colaboração: Luiza Silveira

Nos últimos meses nota-se crescimento nos casos de leishmaniose em animais em Santa Maria. A doença é uma infecção parasitária que pode ser transmitida para seres humanos. Apesar de relativamente silenciosa no início, a doença tende a evoluir para quadros mais graves, podendo, inclusive, levar ao óbito.

Cadela resgatada pelo Projeto Akiles. Imagem: Thais Cesar

O município de Santa Maria faz a busca ativa de casos de leishmaniose visceral desde 2011. A equipe da prefeitura entra em contato com o proprietário do animal, após receber notificações de casos feitas por médicos veterinários do setor privado, para que uma inspeção zoosanitária seja feita. Nela é coletado o sangue do suspeito e dos outros cães que convivem no mesmo local. Orientações e informações relacionadas à enfermidade e à forma como deve ocorrer o tratamento são oferecidas, como a necessidade de encoleiramento (com coleiras impregnadas de inseticidas) dos cachorros.  Foram realizados 107 coletas de testes para leishmaniose em 44 residências pela Prefeitura de janeiro a junho de 2021, em que 10 resultados positivaram e os outros 92 foram descartados. Em seres humanos apenas dois casos foram registrados na cidade.

Mesmo com as buscas da Prefeitura, no ano de 2022 não foram divulgados dados sobre o aumento de casos na cidade. De acordo com Thais Cesar,  do Projeto Akiles, que resgata e procura lares para animais em situação de rua, desde janeiro nota-se o crescimento de animais com a doença. Hoje a protetora de animais está com três positivados em tratamento continuo. O processo de diagnóstico é feito através de um exame de sangue e um teste de leishmaniose. Após positivado o animal passa por tratamentos com medicação manipulada e exames periódicos.

Cachorro resgatado pelo Projeto Akiles. Imagem: Thais Cesar

Maria, (codinome, pois a fonte não quis ser identificada) do Projeto Quatro Patas, também notou que os casos de leishmaniose tiveram um aumento significativo nos últimos meses. Médicos veterinários da cidade também relatam o aumento no número de casos. Segundo Liselene Seixas, médica veterinária, o crescimento é enorme e constante, porém os casos são subnotificados.

A infecção é dada através da picada do mosquito palha. O aumento registrado pode estar relacionado com o mal cuidado dos locais em que transitam os animais, já que o mosquito se prolifera em localidades com grande acúmulo  de lixo, umidade e fezes.

Colaboração: Vitória Oliveira

Passados 8 meses do decreto estadual de calamidade pública, o executivo municipal se mobiliza para frear avanço da pandemia. Fotos: João Alves (PMSM)

O primeiro caso positivo de coronavírus em Santa Maria ocorreu em 21 de março de 2020. Foi de um homem que adquiriu o vírus em viagem para Joinville, em Santa Catarina. Comparada com o estado do Rio Grande do Sul, que teve o primeiro caso confirmado no dia 10 do mesmo mês, na cidade de Campo Bom, nota-se que a pandemia não demorou a chegar no quinto maior município do estado. De lá para cá, diversas medidas, ações, decretos e protocolos foram e estão sendo tomados para que a disseminação da covid-19 seja freada.

Em conversa com o chefe de gabinete da Secretaria de Município de Santa Maria, Matheus Marafiga, uma das principais medidas adotadas pelo executivo no combate à disseminação do coronavírus foi a criação do Centro de Referência Municipal da Covid-19. Trata-se de um local em que a Prefeitura reuniu uma equipe de multiprofissionais com o objetivo de centralizar informações e decisões para minimizar o avanço do vírus no Município. Vale destacar que o Centro não é um local para atendimento à população, e sim um espaço onde a Vigilância em Saúde e demais profissionais possam atuar para melhor definir fluxos, organizar dados, discutir casos.

O Secretário de Saúde, Guilherme Ribas, conta que além do Centro de Referência, também foi criado o Comitê Estratégico de Covid-19. “É no Comitê onde são tomadas as decisões sobre as medidas de combate à covid. Conta com a presença da Secretaria de Saúde, da Casa Civil e da Controladoria. Recebemos os protocolos com todas as orientações do Ministério da Saúde e buscamos adaptá-los para nossa realidade”, destaca Guilherme.

Equipe atua na fiscalização do cumprimento da legislação protetiva

Em relação às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) foram realizadas alterações na legislação sanitária para os atendimentos dos serviços de saúde, onde, além de contar com a utilização obrigatória dos equipamentos de proteção individual, também foi alterado os fluxos de trabalho dos servidores, a maneira como são realizados os atendimentos nos locais e adotado o distanciamento social. Todos os profissionais receberam os EPIs da Superintendência Administrativa e Financeira, que faz parte da Secretaria de Saúde.  Além dessa Superintendência, a Secretaria também conta com outras três. São elas: Superintendência de Atenção Básica, que cuida das questões relacionadas às unidades de saúde, Superintendência Especializada que trata de questões hospitalares e do pronto atendimento e a Superintendência de Vigilância em Saúde.

Sobre os testes RT-PCR para covid-19, quem realiza a aplicação e disponibiliza para a população é o município, porém a aquisição é feita via verba do Ministério Público do Trabalho (MPT-RS). Segundo o Chefe de Gabinete, se fez todo um termo de cooperação entre os órgãos e a Secretaria de Saúde por parte da Prefeitura, para o recebimento dos testes e valores para compra de EPIs. Ainda sobre a aplicação dos testes, o único local que os realiza é a Unidade de Pronto Atendimento, a UPA. As Unidades Básicas de Saúde fazem o acolhimento dos pacientes e os encaminham para lá, onde, dependendo dos sintomas, são realizados os testes e as internações.

Outra iniciativa foi a criação do Disque Covid, por meio do número (55) 3220-0390. Através do telefone, a pessoa entra em contato com o Centro Covid e é inserida no sistema como caso suspeito. Conforme disponibilidade, o Centro Covid entra em contato com a pessoa para realizar o agendamento do teste, que pode inclusive ser feito na casa da própria pessoa. Além disso, por meio da Coordenação de Atenção Psicossocial da Secretaria de Saúde, a Prefeitura disponibiliza, via telefone (55) 3219-2333, acolhimento e orientação aos santa-marienses em saúde mental. O objetivo é acolher, prevendo ansiedade e agitação entre a população diante do isolamento social devido à COVID- 19.

Patrulha da Máscara atuando na cidade.

Junto aos esforços da Secretaria de Saúde, outros repartimentos da Prefeitura também atuam no combate, como a Secretaria de Meio Ambiente, através das sanitizações de locais públicos como ruas, avenidas, praças e pontos de ônibus, e também por parte das equipes de fiscalização da Guarda Municipal, que recebem denúncias da população e também fiscaliza o cumprimento dos decretos no comércio. Também existe a colaboração da Secretaria de Gestão e Modernização, por meio da Patrulha da Máscara. Ela é uma iniciativa que tem como objetivo orientar a população sobre higiene, distanciamento e o uso da máscara de proteção. Os servidores percorrem pontos de maior concentração de pessoas e realizam uma fiscalização educativa, abordando e orientando as pessoas sem máscara ou utilizando a mesma de forma incorreta.

Na última atualização do boletim epidemiológico da Prefeitura de Santa Maria, a Secretaria de Saúde confirmava 6.878 casos positivos de coronavírus e 1.284 casos suspeitos. Outra informação é o número de óbitos que chegou a 106, e o de curados que chegou a 6.349 casos. Todas as informações são divulgadas diariamente no site da Prefeitura, pelo link http://www.santamaria.rs.gov.br/coronavirus/.

Matéria produzida na disciplina de Jornalismo Científico