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Cidadania

Jovens estão na expectativa de votar pela primeira vez

Os jovens estão cada dia mais engajados na política brasileira. A eleição deste ano é marcada pelo crescimento no número de pessoas entre 16 e 18 anos aptos a votar. Os números de alistamentos eleitorais realizados

Veja como usar o e-Título para votar nas eleições

As eleições vão ocorrer em menos de um mês, no dia 02 de outubro. Cerca de 27 milhões de eleitoras e eleitores já emitiram o e-Título, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, muitos ainda não

JIMA uniu educação básica e superior por meio da sustentabilidade

Na segunda-feira (6), os cursos de Licenciatura (Matemática, Filosofia, Pedagogia, Pedagogia EaD, Letras e História) da Universidade Franciscana (UFN) promoveram a XII Jornada Integrada do Meio Ambiente. Esta edição teve como temática ‘Sustentabilidade e Educação –

Dia do Desafio ocorre em Formigueiro depois de uma pausa de 2 anos

Depois de dois anos, o Dia do Desafio voltou a ocorrer na prefeitura municipal de Formigueiro. O secretário dos esportes João Machado, junto com a professora de educação física Artemia Busetto, organizaram atividades e exercícios para os

Os jovens estão cada dia mais engajados na política brasileira. A eleição deste ano é marcada pelo crescimento no número de pessoas entre 16 e 18 anos aptos a votar. Os números de alistamentos eleitorais realizados nos três primeiros meses do ano mostram que o Brasil ganhou 1.144.481 novos eleitores na faixa etária de 15 a 18 anos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Imagem: Divulgação/TSE

No Rio Grande do Sul o crescimento no número de jovens foi de 48,8% na comparação a eleições de 2018, a porcentagem corresponde a 80.044 mil eleitores no estado. Santa Maria é o 5º maior colégio eleitoral gaúcho com 208.727 votantes aptos, destes 2.675 são jovens entre 16 e 17 anos, 1,28% do eleitorado da cidade.

A estudante do 2º ano do ensino médio, Giselle Xavier, de 16 anos, vota pela primeira vez nas eleições do dia 2 de outubro. Ela espera que com o voto possa ter mais controle e estar mais presente nas decisões que influenciam o seu futuro. Giselle acredita que “as pessoas têm que votar, para que assim não deixemos nas mãos dos outros esse poder e sim nós mesmos termos o controle”. Ela conta que fez o título no intuito de ter influência na decisão do futuro do país: “ isso influencia diretamente no meu futuro como jovem”. Ela acredita que muitos jovens irão votar este ano por conta da influência da mídia pois “ferve de informações a respeito dos candidatos, talvez por estarem insatisfeitos com o atual governo ou até mesmo por influência dos pais em casa”.

Nelson Dutra, estudante do 2º ano do ensino médio, tem 17 anos e conta que suas expectativas são boas, pois “ espero que meu voto faça diferença no futuro”. Para ele, votar é muito importante para decidir como o país irá estar posteriormente “ principalmente para quem é jovem”. Dutra conta que fez seu título após a pandemia pois viu que o país não podia seguir da forma que está: “fiz meu título com o intuito de votar pra colocar alguém que realmente cuide do povo brasileiro”. Ele acredita que muitos dos jovens que irão votar este ano não gostam muito de política, mas irão às urnas no dia 2 para mudar a forma que o país é hoje.

Já para Jordana Dutra, de 18 anos, as expectativas são “que os candidatos que eu vou votar ganhem”.  Para ela o voto é “super importante para o nosso país, nosso estado, nosso município. Pois de alguma forma o povo tem voz”. Jordana acredita que muitos jovens decidiram votar após a pandemia, pois “todos passamos por várias situações complicadas e não houve interesse do poder público perante estes acontecimentos”.

O primeiro turno da votação será realizado no próximo domingo, dia 2 de outubroJá o segundo turno, nos estados e nacionalmente, caso preciso, ocorrerão em 30 de outubro, o último domingo.

As eleições vão ocorrer em menos de um mês, no dia 02 de outubro. Cerca de 27 milhões de eleitoras e eleitores já emitiram o e-Título, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, muitos ainda não sabem como utilizar este sistema.

Aplicativo e-Título (Imagem: Divulgação / TSE)

No dia da votação, para os eleitores que ainda não recadastraram sua biometria, será necessário o uso  de um documento oficial com foto. Já para os eleitores que já fizeram o recadastramento biométrico, é só apresentar o e-Título.

Entre os benefícios que o aplicativo tem está o de informar o seu local de votação, com o endereço incluso. O aplicativo também disponibiliza a certidão de quitação eleitoral, a certidão de crimes eleitorais, e possibilita a solicitação de documentos para procedimentos da vida civil, como para a matrícula em instituição de ensino médio, obtenção de CPF, posse em cargos públicos, entre outros. Além do mais, é uma facilidade para o eleitor ter seus dados eleitorais sempre disponíveis e seguros, diminuindo o risco de perda do documento ou danos ao título de eleitor.

O aplicativo está disponível para todos os votantes e o cadastro pode ser feito até o dia 1º de outubro. Após essa data, o cadastro será suspenso e só voltará no dia 3 de outubro. Caso ocorra um segundo turno, o princípio é o mesmo, o título de eleitor virtual poderá ser feito até a véspera, isto é, dia 29 de outubro.

Depois de dois anos, a quantidade de brasileiros empregados, em janeiro deste ano, se aproxima do número de trabalhadores no país antes da chegada do coronavírus, em 2020. De acordo com o levantamento realizado pelo instituto federal, atrelado à estrutura do Ministério da Economia, o primeiro mês de 2022 registrou um total de 94,1 milhões de empregados no Brasil. Em janeiro de 2020, antes do início da pandemia, esse contingente era de 94,5 milhões. Com relação a janeiro do ano passado, a situação atual é de que o número de trabalhadores ocupados cresceu 8,1%. Segundo o Ipea, o aumento foi o grande responsável pela queda de 3,3 pontos percentuais na taxa de desemprego. O índice passou de 14,7% em janeiro de 2021 para 11,4% no mesmo período deste ano. Em quatro estados da região, a taxa de desemprego caiu para 11,2% em janeiro de 2022, de 15,1% no primeiro mês do ano passado. Embora o estudo apresente um cenário mais favorável e sugira a volta aos níveis pré-pandemia, o Ipea destacou que as perdas de empregos continuam consideráveis.

Em 15 estados, menos da metade da população em idade de trabalhar estava ocupada. Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Atualmente, 12,1 milhões de cidadãos estão desempregados. A agência também afirma que a maioria das novas vagas de emprego são criadas no setor informal. Ou seja, apesar de terem empregos, muitas dessas pessoas recebem muito pouco e não são protegidas por direitos trabalhistas. Entre as avaliações por idade, a mais jovem declinou mais. Embora a taxa de desemprego tenha caido para todos os grupos, a taxa de desemprego para o grupo mais jovem caiu 6,2 pontos percentuais. Do quarto trimestre de 2020 para o quarto trimestre de 2021, a queda nesse grupo foi de 29% para 22,8%. O contingente de ocupados com ensino fundamental incompleto também apontou crescimento de 16,2%, possibilitando uma queda de 5,1 pontos percentuais da taxa de desocupação, que passou de 23,5% para 18,4%, no período em questão.

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por amostrar de domicílios continua mensal

A Catarina Silva Bandeira nos contou seu relato sobre a busca de emprego no meio da pandemia e como foi em comparação aos outros anos. Confira:

Entre os corredores cinzas do Presídio Regional de Santa Maria, a sala da ala feminina floresce cores através do trabalho realizado pelas apenadas do regime fechado. Tecidos que seriam descartados ganham forma de bolsas e sacolas, através de uma oficina em parceria com o Grupo de Voluntários Corrente do Bem, desenvolvida há um ano. O projeto, além de estimular o reaproveitamento de materiais, faz parte da ressocialização das detentas.  

Diariamente, Fátima (nome fictício) acorda cedo, lava o rosto, se arruma e vai trabalhar. A rotina, comum a milhões de brasileiros, guarda uma peculiaridade: ela é uma das cerca de 38 mil mulheres que cumprem pena no Brasil. O cerceamento da liberdade não impede que Fátima constitua seus sonhos e se aprimore profissionalmente. Ao deixar a cela, passa parte do dia na sala de corte e costura do Presídio Regional. Junto de outras nove detentas, realiza o trabalho manufaturado de confecção de bolsas e sacolas a partir de tecidos reutilizados.  

Tecidos que seriam descartados ganham forma pelas mãos das apenadas. Imagem: Petrius Dias.

O projeto arrecada os mais variados tipos de tecidos que seriam descartados, e os encaminha ao presídio, para que as apenadas produzam bolsas e sacolas que serão devolvidas ao grupo que decidirá sobre o destino das peças. O Hospital Universitário de Santa Maria e o Hospital Casa de Saúde são alguns exemplos de locais que recebem o material por meio dos setores de Assistência Social das instituições. “As bolsas são utilizadas tanto nas maternidades, onde servem para armazenar os enxovais de crianças em situação de vulnerabilidade, como para que os pertences de pacientes que venham a óbito sejam entregues com dignidade”, comenta Rosaura Freitas, assistente social responsável pela coordenação do projeto no presídio. 

Segundo o relatório A New Textiles Economy, a cada segundo no mundo, o equivalente a um caminhão de roupas é enviado para o aterro ou à incineração. Apesar do tempo de decomposição destes materiais ser de seis meses a um ano, as confecções descartam nos aterros sanitários uma enorme quantidade de sobras de tecidos e insumos, como agulhas quebradas e tubos de papelão. O descarte, além de sobrecarregar ainda mais esses locais, que já estão com sua capacidade comprometida, impede o reaproveitamento. 

No presídio, as dez apenadas deixam entre seis e oito horas de seus dias na oficina. O trabalho se destaca no ambiente monocromático. Retalhos viram arte, ofício minucioso que exige cuidado e criatividade. “É ótimo estar aqui. Se não fosse por esse lugar, as coisas seriam muito mais complicadas aqui dentro”, diz Fátima. A Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, também conhecida como Lei de Execuções Penais, regulamenta a remição de pena para apenados. Segundo o Art. 126, a cada três dias trabalhados, um dia será remido. 

 Impactos no Mundo 

 Segundo o relatório da Pulse of the Fashion Industry, a indústria têxtil é responsável pela emissão de 10% dos gases de estufa do planeta. Ainda, o relatório The Water Footprint of Cotton Consumption revela que o consumo de água também assusta. São necessários cerca de 2.700 litros de água para se produzir uma camiseta, é água o suficiente para uma pessoa consumir durante dois anos e meio. O poliéster, por exemplo, fibra sintética mais usada na indústria têxtil em todo o mundo, requer, segundo especialistas, milhões de barris de petróleo todos os anos, como tem o tempo estimado para decomposição no meio ambiente ampliado para cerca de 200 anos. 

O reaproveitamento de material têxtil é um projeto que beneficia detentas e meio ambiente. Imagem: Petrius Dias.

O trabalho realizado na PRSM contrapõe o chamado fast fashion, ou seja, a tendência alimentada pela indústria de usar e jogar fora. O conceito, que surgiu na década de 1990, com o barateamento tanto da mão de obra quanto da matéria-prima, faz com que, só no Brasil, sejam produzidas quase 9 bilhões de novas peças por ano. Isso dá uma média de 42 novas peças de roupa por pessoa em 12 meses. No país, são descartados cerca de 170 mil toneladas de resíduos de tecidos. 73% dos resíduos têxteis são queimados ou enterrados em aterros sanitários. Além disso, 12% dos resíduos têxteis vão para reciclagem – em sua maioria, são triturados para encher colchões, utilizados em isolamentos ou panos de limpeza. Menos de 1% dos resíduos é usado para fabricar peças de roupas novas. 

 Novas tendências 

 Segundo o levantamento da Fundação Ellen McArthur, a produção de roupas aproximadamente dobrou nos últimos 15 anos. Parte relevante da sociedade, no entanto, já demanda a revisão das políticas que impactam o meio ambiente. A declaração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU assume papel de destaque neste cenário. O ODS 12, um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas em 2015, trata de assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis com redução de produtos químicos e de resíduos por meio da prevenção, da reciclagem e do reuso.  

Fátima tem acesso ao noticiário para acompanhar o andamento das pautas ambientais, e vê a importância do seu trabalho na oficina. A reutilização de materiais têxteis é um “trabalho de formiguinha”. Máquinas que não costuram só peças, mas remontam sonhos antes retalhados. Autoestima, reaproveitamento, aprendizado de um novo ofício.  

  • Texto e fotos produzidos durante o primeiro semestre de 2022 pelo acadêmico Petrius Dias, na disciplina de Jornalismo Especializado do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

 

 

 

Na segunda-feira (6), os cursos de Licenciatura (Matemática, Filosofia, Pedagogia, Pedagogia EaD, Letras e História) da Universidade Franciscana (UFN) promoveram a XII Jornada Integrada do Meio Ambiente. Esta edição teve como temática ‘Sustentabilidade e Educação – Protagonismo juvenil e adulto: da Educação Básica à Educação Superior’. A iniciativa teve como objetivo promover espaço institucional de compartilhamento de projetos sobre o tema sustentabilidade.  

A coordenadora do evento, professora do curso de Pedagogia Ail Ortiz, ressalta a possibilidade de compartilhar saberes construídos na Educação Básica e Educação Superior durante a Jornada. Além disso, a docente destaca a mescla dos trabalhos apresentados entre Ensino Fundamental, Ensino Médio, jovens e adultos de diferentes áreas. “Isso significa integrar. Esse é o grande tema que nós propusemos desde a primeira jornada integrada do meio ambiente. Porque falar em sustentabilidade, em meio ambiente, deve ser sublinhada a essência que nos faz entender que devemos viver com qualidade sustentável sobre essa concepção entre humanos e entre humanos e não humanos”, complementa.  

Acompanhe, a seguir, alguns dos trabalhos apresentados.

 Direito Ambiental e Água: uma análise a partir do Ensino Jurídico 

O trabalho realizado por Dion Roger Chavier Ribeiro, com orientação do professor Diego Carlos Zanella, representando o Mestrado de Ensino de Humanidades e Linguagens (MEHL), tem como objetivo investigar o ensino do tema das águas do Brasil na disciplina de Direito Ambiental nos cursos de Direito em Instituições de Ensino Superior na cidade de Santa Maria.  

Dion Roger Chavier Ribeiro e seu orientador, professor Diego Carlos Zanella. Foto: Lucas Acosta

 O mestrando Dion Roger Chavier Ribeiro explica que o trabalho é apenas uma pincelada pelo tema e após vai ser aprofundado com uma bibliografia, palestras de conscientização aqui para Santa Maria, principalmente dentro das escolas e nas universidades vai ser analisado como o tema é trabalhado.  

 Já o professor Diego Carlos Zanella comenta que ter a consciência de cuidar e preservar a água é fundamental para a sobrevivência humana e do planeta como um todo. “Além da consciência de utilizá-la da maneira correta, para que a gente tenha por mais tempo disponível e também preservadas para as gerações futuras”, destaca o docente. 

Explorando o meio ambiente por meio da música  

 O trabalho realizado por Marcelo Schaedler Massário, com orientação da professora Noemi Boer, também representando o MEHL, tem como objetivo a análise das canções do Projeto Pandorga da Lua (musical infantil com músicas regionais), a partir de marcas culturais que remetem aos aspectos ambientais. 

Marcelo Schaedler Massário ao lado de seu trabalho. Foto: Lucas Acosta

 O mestrando explica que esse é um projeto interdisciplinar por envolver música, teatro e dança. São 24 canções contidas no projeto Pandorga da Lua e em 12 delas são abordados elementos naturais, que são os animais encontrados nas músicas.  

 Como análise final do trabalho é concluído que a música se constitui num recurso pedagógico para explorar o meio ambiente já que, pelas origens, se organiza pela cultura regional, contemplando ritmos e linguagens específicas. 

Acompanhe na publicação de amanhã aqui na Central Sul Agência de Notícias sobre mais trabalhos apresentados.

  • Texto e fotos produzidos durante o primeiro semestre de 2022, na disciplina de Jornalismo Especializado do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

O dia 7 de junho é marcado pela comemoração do dia Nacional da Liberdade de Imprensa. Nesta data, em 1977, foi assinado um manifesto exigindo o fim da censura e a liberdade de imprensa, contendo cerca de três mil assinaturas de jornalistas de todo o país. O Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, por sua vez, é comemorado no dia 3 de maio. 

Manifesto de 7 de junho de 1977, publicado no boletim da ABI — Foto: Memorial da Democracia/Reprodução

Segundo a Jornalista e Social mídia, Manuela Macagnan o papel da liberdade de imprensa é “Garantir que a população tenha acesso a notícias verdadeiras, com dados reais e apurados com responsabilidade por profissionais. Liberdade de imprensa é o básico para que a sociedade saiba, de fato, o que está acontecendo em todas as esferas”.  Para ela, uma imprensa censurada perde a confiabilidade. Pois, como a população irá saber se o  que está lendo é verdade, se o texto passou por um crivo de censores, assim não havendo uma notícia real onde tudo é tendencioso.  “Hoje em dia não temos mais censores nas redações, como antes, mas a imprensa não é totalmente livre. Basta ver as notícias sobre jornalistas perseguidos, processados e ameaçados”, acrescenta ela. “A liberdade de imprensa é uma das bases da democracia e, se fosse apenas isso, já seria de uma importância gigantesca. É, também, a chance de o país evoluir, de a sociedade ter real noção do que acontece para além da bolha onde vivemos.A imprensa precisa, mais do que ser livre, ser diversa, estar a serviço da sociedade. Ser jornalista é uma responsabilidade imensa. Apurar notícias, fatos e dados com precisão nunca foi fácil, mas é indispensável”, conclui a jornalista. 

Para a coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana , Sione Gomes, a liberdade de imprensa é fundamental para  uma sociedade livre, pois “A imprensa precisa ter total possibilidade de desempenhar as suas funções com seriedade  e amplitude, que é justamente para mostrar para a sociedade as situações que estão impactando nela própria, estando totalmente vinculada a  liberdade da sociedade”. Para ela ainda há âmbitos em que a imprensa brasileira pode evoluir em sua liberdade, trabalhando com os mais variados assuntos, sem que isso seja limitado. “O Brasil não é um dos piores países  om relação à liberdade de imprensa, mas há espaços em que se pode ampliar essa liberdade”, completa a professora.

Bárbara Henriques, também jornalista, acredita que o papel da liberdade de imprensa é “exercer a principal função da imprensa: informar,  dando ao cidadão a possibilidade de buscar diferentes fontes e olhares acerca de um tema.” Ela afirma que vivemos atualmente um dos piores tempos em relação à liberdade de imprensa. Principalmente por conta das  “Fake news”, a polarização fomentada pela mídia e também por políticos, gerando uma arena de incertezas em relação às notícias produzidas. “Temos aqui no Brasil o que é chamado de “mídia de opinião”, uma imprensa que toma partido e isso só traz danos à democracia”, nos fala ela.“É importante que voltemos a um dos preceitos mais básicos da imprensa: a imparcialidade. Confunde-se liberdade de imprensa com “dizer o que quer”. A verdadeira liberdade de imprensa é, nós, enquanto produtores de notícias, darmos ferramentas para que o cidadão busque a melhor forma de se informar. Informação de qualidade representa uma sociedade aberta ao debate, que dá condições para a formação de sujeitos críticos em relação às suas escolhas”, conclui ela.

 O jornalismo precisa ser livre para informar, investigar e mostrar à população tudo que acontece no mundo, para que você forme a sua opinião. Pois sem a liberdade de imprensa não existe a democracia. Sendo assim ela não pode ser limitada sem ser perdida.

Comitiva de professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidad de Alicante, da Espanha, visitaram na tarde desta terça-feira (31), o Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter.  As instituições  estão promovendo um intercâmbio entre pesquisadores para dividir experiências cooperativistas. A criação de uma cooperativa de consumidores, é resultado da primeira reunião realizada pelo grupo.

Professores da UFSM, Universidad de Alicante e direção do Projeto Esperança/Cooesperança. Foto Maiquel Rosauro

A professora do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSM, Sibele Vasconcelos de Oliveira, explica que a parceria entre as universidades possibilita pesquisas e assistência a grupos de Economia Solidária.

“A curto prazo a ideia é de que possamos planejar atividades de pesquisa e estudos em conjunto. A médio e longo prazos, pretendemos criar oportunidade para que os espanhóis estejam aqui conosco aprendendo e compartilhando suas trajetórias e para que possamos estar lá e conhecer as diferentes realidades”, explica Sibele.

Os pesquisadores visitaram os pavilhões do Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em que nas manhãs de sábado recebe o Feirão Colonial e em julho será a sede da 28ª Feira Internacional do Cooperativismo , Feicoop.

Pela primeira vez em Santa Maria o professor Daniel Gómez López, ficou surpreendido com a infraestrutura do local e com o comprometimento da direção do Projeto. “Acho que hoje em dia é muito importante o consumidor saber o que ele está comprando, porque ele está comprando e de que maneira está comprando. Acho que uma cooperativa de consumidor é um aspecto muito transcendental como forma de educar o consumidor e, inclusive, ter uma relação muito mais direta com o produtor que de alguma maneira também está sendo organizado através de uma cooperativa”, diz López.

O coordenador do Projeto Esperança/Cooesperança, José Carlos Peranconi, relata  que é uma honra a presença dos pesquisadores, e que é gratificante receber professores do Brasil e do exterior para conhecer as iniciativas de Economia Solidária. “Estamos sempre abertos na importância de construir e cada vez crescer mais, poder ensinar e aprender”, conclui o coordenador.

Os pesquisadores da Universidad de Alicante seguirão até amanhã, quinta-feira, em Santa Maria, onde conhecerão outras iniciativas sociais.

Colaboração: Luiza Silveira

Quem entrou nos Conjuntos I e III da UFN nesta quarta, 25 de maio, provavelmente notou algo diferente na instituição. Seja nas escadas ou no pátio estavam diversos adesivos, cada um incentivando a um desafio físico. Isso aconteceu em uma parceria da Universidade Franciscana com a academia Up Fitness em comemoração ao Dia do Desafio. A data especial ocorre sempre na última quarta feira do mês de Maio, e tem como objetivo o incentivo a prática de atividade física por parte da população.

Adesivo nas escadas do Conjunto III, promovendo pequenos desafios. Imagem: Ian Lopes.

Sobre o incentivo ao exercício físico, Gabriel Santos, que é profissional de educação física e funcionário da academia, comentou: “É importante nesse período pós pandemia mostrar o quando a atividade física é boa para o corpo e mente. Quem praticava teve uma recuperação melhor, as pessoas muitas vezes acham que é estético e acabam não olhando pelo lado da saúde. A OMS recomenda 300 minutos semanais de atividades leves, como deslocamento de um lugar a outro, e 150 minutos de atividades pesadas, como academia por exemplo.” Além dos adesivos, a UP Fitness também trouxe uma bicicleta ergométrica para ser usada em um desafio no intervalo das aulas da tarde e da manhã.

Bicicleta ergométrica utilizada nas atividades do intervalo do Dia do Desafio. Imagem: Ian Lopes.

Mesmo aqueles que já praticavam atividades físicas se sentiram incentivados a participar dos desafios. Aline Schmidt e Jordana Figueiredo, ambas alunas do 7º semestre de odontologia, passaram pelo desafio da bicicleta e contaram sobre a experiência: “Mesmo já praticando nós nos sentimos incentivadas a participar, vimos também várias pessoas aqui fazendo o exercício no intervalo. Ver outras pessoas engajando também ajuda na motivação.” Os participantes também recebiam brindes por participar das atividades.

As atividades foram realizadas no pátio da Prefeitura de Formigueiro. Imagem: Ingrid Barcelos

Depois de dois anos, o Dia do Desafio voltou a ocorrer na prefeitura municipal de Formigueiro. O secretário dos esportes João Machado, junto com a professora de educação física Artemia Busetto, organizaram atividades e exercícios para os funcionários da prefeitura. Dos estagiários até o prefeito, todos participaram do Dia do Desafio, que começou com uma série de dinâmicas que foram de alongamentos até polichinelos.
O Dia do Desafio tem o intuito de incentivar hábitos mais saudáveis e o costume de se exercitar no dia a dia o que pode ajudar até mesmo no desempenho no trabalho.  Segundo a funcionária Bruna Guimarães, que trabalha no setor do patrimônio público, esse dia é importante para que seja lembrada a relevância  da atividade física.

Texto do acadêmico Miguel Cardoso, para a disciplina Linguagem das Mídias, durante o 1º semestre de 2022.

O prazo para que todos os brasileiros que tenham 16 anos ou mais façam o seu titulo do eleitor ou regularizem o documento termina dia 04 de maio. O titulo pode ser tirado de forma remota através do site do TSE pelo sistema do Titulo Net ou presencialmente nos cartórios eleitorais. No Rio Grande do Sul cerca de 2,2% da população ainda não regularizou o mesmo. A transferência do local de voto e a solicitação do uso do nome social de pessoas transexuais e travestis também podem ser solicitadas através do site do Tribunal Superior Eleitoral.

O aumento do número de jovens a partir dos 16 anos que já fez a solicitação do registro é bastante significativo. As campanhas realizadas por pessoas famosas fez com que hovesse maior engajamento da juventude na causa pois pessoas dessa faixa etária não são obrigadas a votar. O TRE do Rio Grande do Sul registrou o aumento de 86,7% em um mês no número de adolescentes de 16 anos que fizeram o título de eleitor no Estado. Entre os de 17 anos, o acréscimo foi de 35,7% no período.

 Conforme justificou Giselle Garcia, estudante 2°ano do ensino médio, que tem  16 anos, “tirar o título  é importante para assumir o compromisso e não deixar na mão dos outros o que queremos para o futuro do país e o nosso.  Penso que seria hipócrita falar de política e não fazer nada para mudar. Acredito que  votando temos o poder de tentar fazer um futuro melhor”. Quando questionada sobre o aumento de jovens que fizeram o titulo de eleitor ela acredita que alguns fatores podem ter colaborado: ” Pode ser tanto por insatisfação com o governo atual, quanto por influência da mídia e do mundo em que vivemos, muitos se sentem pressionados a votar, pelos amigos e pela família”. Para ela, essa eleição vai ser muito debatida, uma vez que diversos jovens tiraram seus títulos e estão mobizilizados para este evento. 

Já para Marina Pacheco de 17 anos, que está no primeiro semestre de Letras Inglês da UFSM, o sentimento é de engajamento com os destinos do País. Ela define sua participação como jovem na política de essencial e desabafa uma frustração dizendo: “eu esperava que mais do que nunca a juventude estivesse interessada em tirar o título de eleitor e tentar de alguma forma modificar o que estamos passando, mas é decepcionante ver que as taxas de jovens menores de idade que podem votar são as menores desde 2010”.

O primeiro turno da votação será realizado em 2 de outubro, primeiro domingo do mêsJá o segundo turno, nos estados e nacionalmente, caso preciso, ocorrerão em 30 de outubro, o último domingo.