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Meio Ambiente

Projeto Geoparque Caçapava recebe avaliadores da UNESCO

Começou hoje a avaliação do projeto Geoparque Caçapava do Sul. O geólogo e paleontólogo, Mahito Watanabe, do Japão, e o graduado em Ciências Ambientais Antonino Sanz Matencio, da Espanha estão em visita à cidade para avaliar

Alunos de ensino fundamental e médio também participam da JIMA

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JIMA uniu educação básica e superior por meio da sustentabilidade

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Feira da Praça dos Bombeiros completa 4 anos

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Aumento de casos de leishmaniose em Santa Maria preocupa

Nos últimos meses nota-se crescimento nos casos de leishmaniose em animais em Santa Maria. A doença é uma infecção parasitária que pode ser transmitida para seres humanos. Apesar de relativamente silenciosa no início, a doença tende a

TV OVO realiza colóquio sobre audiovisual e questões socioambientais

Acontece hoje, 17, o colóquio Audiovisual e Questões socioambientais promovido pela TV OVO como parte do projeto Narrativas em Movimento, e será transmitido a partir das 19h, via Facebook e Youtube. O encontro será totalmente online e contará

Comunicação Socioambiental encerra o 15º Fórum de Comunicação

A comunicação socioambiental vai além do jornalismo. Ela pensa o posicionamento das organizações, buscando um equilíbrio entre a agenda ambiental e a social. Na quinta-feira, 29 de outubro, o último dia do 15º Fórum de Comunicação

Falta de estrutura no Parque Itaimbé preocupa moradores

Com a chegada do verão, as pessoas tendem a sair mais de casa para lazer, tomar mate e praticar exercícios físicos em parques. De acordo com o estudo realizado pela revista PLoS Medicine, que trata sobre sobre saúde

Começou hoje a avaliação do projeto Geoparque Caçapava do Sul. O geólogo e paleontólogo, Mahito Watanabe, do Japão, e o graduado em Ciências Ambientais Antonino Sanz Matencio, da Espanha estão em visita à cidade para avaliar o local. 

A localidade de Capão das Galinhas é um dos geossítios avaliados pelos pesquisadores. Imagem: Juliano Porto

 Os geoparques são territórios reconhecidos mundialmente pela UNESCO, desde suas superfícies a sítios e paisagens de relevância geológica internacional. São administrados com base em um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.  Caçapava já está há dez anos neste processo, a partir de um estudo científico que foi realizado na região, apontando as características geológicas necessárias para se tornar Geoparque Mundial da UNESCO. Estes atributos constam, por exemplo, da presença de rochas muito antigas de mais de 5000 anos. Foram encontrados fósseis de animais extintos da megafauna, dando destaque às preguiças-gigantes., além de existirem também espécies vegetais raras e endêmicas do bioma pampa.

O secretário de Cultura e Turismo de Caçapava do sul, Stener Camargo, conta que “a equipe da missão vem se preparando há vários meses, montamos um roteiro em conjunto com os avaliadores que vai ser percorrido ao longo desses 5 dias. Estamos trabalhando na mobilização da comunidade local e com boas expectativas visto o grande número de pessoas envolvidas no Geoparque Caçapava”. Ele também relata como o Geoparque pode influenciar no desenvolvimento econômico do município: “temos relatos de outros Geoparques que a previsão é de triplicar o número de visitantes no primeiro ano após o reconhecimento. Com isso obviamente atrairemos novos investidores, principalmente na área de gastronomia e hotelaria o que, consequentemente, aumentará a geração de emprego e renda no município”. O projeto Geoparque está realizando interações com as escolas da cidade e pretende seguir com estas atividades, pois “Um Geoparque é um território de interesse internacional pela sua geologia mas também por uma estratégia pautada na educação, conservação e desenvolvimento social, cultural e econômico do território através da mobilização das comunidades nele inseridas”, acrescenta o secretário.

O coordenador científico e professor da Universidade Federal de Santa Maria, André Borba, explica que a importância de ter o selo de geoparque em Caçapava é estratégica para o seu desenvolvimento: “É uma oportunidade de financiamento externo. Os projetos geoparque estão sendo muito bem vistos pelo ministério do turismo e pela secretaria estadual de turismo. A UNESCO não provê recursos, mas sabemos  que ser um território UNESCO é um fator muito importante para alavancar recursos financeiros para o cidade”. Ele também expõe a importância de Santa Maria, pois é uma porta de entrada para os dois projetos de geoparque, o de Caçapava e o da Quarta Colônia.  O coordenador relata que é um sonho se realizando, pois desde 2010 ele está no projeto: “Apresentei a ideia em eventos internacionais, junto com o ex-prefeito, Otomar Vivian, fizemos uma movimentação na capital gaúcha da geodiversidade. Certificamos Caçapava por lei estadual, como capital gaúcha da geodiversidade. Criamos eventos como o geodia que já é tradicional no município e eu fui uma das pessoas que começou isso em 2010”.

 A visita dos avaliadores da UNESCO é obrigatória para a certificação do território, mas antes disso foi necessário o envio de uma carta de intenção,  um dossiê  de 50 páginas, além de relatórios sobre patrimônio geológico: “A vinda deles é uma oportunidade de um trabalho em rede com outros geoparques ao redor do mundo”. Borba também ressalta que, se Caçapava for aprovada, há uma necessidade de investimento em infraestrutura no município e divulgação “mas em termos de comunidade que nos apoia  e acolhe sempre”.

A dona do ateliê Rosa Biscuit, Rosa Ruschel, conta quais são suas expectativas para a vinda dos avaliadores: “As minhas expectativas para essa semana são que todas as pessoas que apostaram e acreditaram no geoparque e no que ele pode se tornar vejam que vai se tornar realidade”.  Ela também comenta sobre a importância do geoparque para a população que trabalha com o artesanato: “o geoparque vai influenciar no desenvolvimento do artesanato da comunidade após a certificação”.  O artesanato e a agricultura familiar do município já estão sendo influenciados pelo projeto, pois, “todos conseguiram transformar as belezas de Caçapava em produtos. Tanto no croché, no amigurumi, no biscuit, no patchwork , no bordado, em todas as técnicas de artesanato. Não esquecendo também da agricultura familiar”, comenta Rosa. Ela expõe que, desde que souberam da vinda da comissão, começou o processo de organização e que “começou a dar um frio na barriga pois dependemos dela para termos a certificação oficial. Queremos esquecer a palavra aspirante”.

Cronograma de visitas dos avaliadores no Geoparque Caçapava:

Dia 1 – Segunda-feira (7)

8h – Pórtico de Caçapava do Sul

8h30min – Jardim da Geodiversidade Professor Maurício Ribeiro

9h30min – Secretaria de Cultura e Turismo

10h – Centro Histórico e Forte Dom Pedro II

14h – Geossítio Caieiras

15h – Empreendimento Don José, produtora de azeite de oliva, e Geossítio Toca das Carretas, com vista para o geossítio Cerro da Angélica

Dia 2 – Terça-feira (8)

8h30min – Geossítio Mirador Capão das Galinhas

9h30min – Parque Municipal Natural da Pedra do Segredo, localizado no geossítio Serra do Segredo

13h30min – Casa de Cultura Juarez Teixeira, espaço de arte e memória

15h30min – Clube Recreativo Harmonia, local de história e preservação da cultura afro-brasileira

20h30min – Geossítio Guaritas e observação do céu noturno

Dia 3 – Quarta-feira (9)

8h30min – Geossítio Minas do Camaquã, cidade mineradora do século 20

9h – Apresentação sobre Minas do Camaquã, por alunos da Escola Gladi Machado Garcia, e feira de educação na escola

10h30min – Prédios históricos de Minas do Camaquã

14h30min – Fazenda e Novelaria Santa Marta e passeio com trilha ligando feições geomorfológicas

17h – Mirador Guaritas

Dia 4 – Quinta-feira (10)

8h30min – Reunião final entre equipe da missão, avaliadores e comitê gestor no campus da Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

16h – Reunião oficial com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul no Palácio Piratini, em Porto Alegre

Livro pode ser adquirido em contato com a ASMAR e também está disponível na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA) Foto: Heloisa Helena Canabarro

O livro Histórias de Mães: mulheres que inspiram sonhos e transformam vidas conta a história de vida de mulheres mães que fazem parte da Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis (ASMAR). Por meio de depoimentos e fotografias a obra explora a trajetória e os sonhos de 17 mulheres empreendedoras da ASMAR, que dedicam-se à seleção de materiais recicláveis em Santa Maria. O livro foi organizado pela professora Dirce Stein Backes junto às alunas Natália Hoffmann Adames e Silvana Dias Leão, do Mestrado Profissional Saúde Materno Infantil da Universidade Franciscana (UFN).

A líder do projeto Empreendedorismo Social na Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis e também Coordenadora do Mestrado em Saúde Materno Infantil da UFN, Dirce Stein Backes, tem projetos de ensino, pesquisa e extensão que desenvolve desde 2008 em parceria com a ASMAR. A professora trabalha a questão do empreendedorismo social no local. Dirce conta sobre a iniciativa de criação do livro: “No ano passado surgiu a ideia do livro, pensamos em uma obra com as histórias das mulheres mães da associação, para poder mostrar melhor para a sociedade o trabalho que elas realizam. O projeto foi desenvolvido com os alunos bolsistas de iniciação científica da graduação e pós-graduação, que auxiliaram a coletar os relatos das histórias de vida delas”.

Confraternização de Dia das Mães realizado na ASMAR promovido por professores e acadêmicos da UFN Foto: Reprodução do livro Histórias de mães

A ASMAR foi fundada em 1992 e localiza-se na Rua dos Branquilhos, Bairro Nova Santa Marta, na região oeste da cidade. A associação tem como objetivo a conservação do meio ambiente através da reciclagem, gerando emprego e renda a 25 famílias. Um trabalho de grande valor social, ambiental e econômico. Para as mães que integram a equipe, a associação é um espaço de conquista pessoal e profissional.  

As 17 trajetórias contadas são das mães: Adriana R. Aguirre, Bruna Escobar Cezar, Carla Ferreira, Carmem Medianeira, Celina Ramos Moura, Débora Silveira Dutra, Eliane do Santos, Jéssica de Neto, Marcia Tascheto, M Margarete da Silva, Nilda Maria Schimidt, Prisciele O. da Silva, Rosangela V da Silva, Roselaine Martins, Taciane M. de Medeiros, Tamires Lemos de Brito e Vera Lúcia Carvalho.

“Nosso trabalho necessita de mais valorização do que a gente exerce… esse trabalho beneficia muitas pessoas e é motivo de muito orgulho para nós e as pessoas que convivem conosco no dia a dia.”  –  Integrante da ASMAR Débora Silveira Dutra, citação retirada do livro Histórias de mães  

“O livro conta e reflete sobre o trabalho delas, acima de tudo, de qualquer palavra, ideia ou história o objetivo é mostrar o quanto o trabalho delas é grandioso e importante. Essas mães têm uma causa, uma missão, sonhos e é isso que queremos mostrar. São pessoas que lutam e sabem onde querem chegar”, esclarece a professora Dirce. 

A obra também apresenta o depoimento dos estudantes da Universidade Franciscana que participaram do desenvolvimento do livro, contando como foi a experiência e a importância para sua formação acadêmica e humana. Uma das voluntárias do projeto, Andressa Reis Caetano, relata no livro a vivência: “Eu fui para ensinar, mas aprendi muito mais. Aprendi o que é empoderamento feminino, aprendi o que é transformação. Elas transformam o seu local de trabalho em fonte de renda e vivem o presente com intensidade do amanhã”. 

O livro pode ser adquirido em contato com a ASMAR, pelo telefone (55) 9 8111-0146, e também está disponível na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA). 

Entre os trabalhos apresentados na JIMA, na última segunda-feira, alguns se destacam pela criatividade e envolvimento de jovens alunos de ensino fundamental e médio. Hoje ressaltamos dois projetos que você confere abaixo.

Bergacida 

Quatro estudantes do 2° ano do ensino médio, do Colégio Marista Santa Maria, criaram um inseticida natural à base do extrato da casca de bergamota, que auxilia no combate ao Aedes aegypti. As alunas Ana Carolina de Souza, Mariana Gadret, Valentina Fraga e Anthônia Bellochio Goulart tiveram a orientação da professora de química Josiéli Demetrio Siqueira para a produção da proposta. Nomeado de Bergacida, o inseticida elimina as larvas e pupas, que são encontradas no estado de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti. O projeto visa à produção de uma alternativa sustentável e de baixo custo para o combate. 

Estudantes Valentina Fraga e Ana Carolina Souza participaram do desenvolvimento do inseticida. Foto: Gabriela Flores

  As cascas de bergamota foram escolhidas por conta da facilidade de obtenção e reutilização das cascas, como explica Ana Carolina: “Optamos pela casca de bergamota como matéria prima porque ela tem componentes antifúngicos e antibacterianos e também porque geralmente as pessoas comem a fruta e a descartam. Poucas pessoas fazem a compostagem. Arrecadamos as cascas no colégio e depois decidimos juntar com etanol para produzir o inseticida”.  

A estudante Valentina explica como foi elaborado o inseticida no laboratório: “Fervemos as cascas por 15 minutos e utilizamos o extrato. Retiramos ele e realizamos uma decantação – processo de separação que permite separar misturas heterogêneas – junto com o Etanol. Após a decantação, medimos o PH que deve estar em 5 para ser eficaz. Realizamos vários testes com a pupa e com a larva, ambas morreram””, complementa.  

Bergacida é um inseticida natural. Foto: Gabriela Flores

  O trabalho de pesquisa vem sendo realizado pelo grupo desde julho de 2021. Este ano, as estudantes desenvolveram uma fórmula caseira de fazer o Bergacida, que consiste em ferver 5 cascas de bergamota médias em 500ml de água por 15 minutos, retirar o extrato e adicionar 5 colheres de vinagre de álcool. Depois é só colocar em um borrifador e está pronto. A fórmula caseira tem validade de 20 dias e funciona da mesma forma que o Bergacida original. Para colocar em prática o projeto, o grupo teve o auxílio da Vigilância Sanitária de Santa Maria, que forneceu amostras de larvas do inseto para os testes. O Bergacida é um dos projetos finalistas da Feira Brasileira de Jovens Cientistas, que irá ocorrer em junho.  

Projeto: Vivenciando o ser, saber e fazer do campo, através da educação para o desenvolvimento sustentável 

O projeto Vivenciando o ser, saber e fazer do campo, através da educação para o desenvolvimento sustentável, produzido por cinco estudantes da EMEF José Paim de Oliveira, foi apresentado na Jornada Integrada de Meio Ambiente. A instituição de ensino fica localizada no Alto das Palmeiras, no distrito de São Valentim, e é uma escola núcleo de dias alternados, que se ancora em dinâmicas pedagógicas com tempos de estudo letivo que se alternam entre Vivências e Experiências Escolares e Vivências e Experiências Comunitárias. O projeto objetiva promover uma educação inclusiva, articulando vivências e experiências no contexto escolar, familiar e comunitário, visando potencializar e qualificar as práticas educativas no campo.  

Estudantes Nicolas Medina Nagera e Mariana Souza de Lima. Foto: Gabriela Flores

  “A escola se localiza no campo e nosso objetivo é trazer a cultura do campo para a cidade. Visando preservar nossa cultura como gaúchos e também tratamos da questão da sustentabilidade. Por isso temos os nossos projetos e os subprojetos”, explicou Nicolas Medina Nagera, um dos alunos participantes. Dentro da proposta há os Projetos Integradores e subprojetos, são eles a horta escolar, cultivo de plantas, cozinha experimental, identidade rural, cultura popular, artesanato rural, educação socioemocional e conservação ambiental e jardinagem. Também foram desenvolvidas oficinas pedagógicas.  

Produção do Artesanato Rural. Foto: Arquivo pessoal

 Sentimento de pertencimento, resgate dos valores do campo, reconhecimento e valorização do contexto onde vivem estão entre os resultados percebidos. Um deles é a Feira Pedagógica de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia JPO, que ocorre anualmente e conta com a exposição dos produtos fruto dos projetos desenvolvidos pelos alunos no decorrer do ano.  

A ACS está publicando essa semana uma série de textos sobre a Jornada Integrada do Meio Ambiente. Veja aqui a primeira matéria da série sobre a JIMA. Amanhã a série segue. Fique de olho.

  • Texto e fotos produzidos durante o primeiro semestre de 2022, na disciplina de Jornalismo Especializado do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

Na segunda-feira (6), os cursos de Licenciatura (Matemática, Filosofia, Pedagogia, Pedagogia EaD, Letras e História) da Universidade Franciscana (UFN) promoveram a XII Jornada Integrada do Meio Ambiente. Esta edição teve como temática ‘Sustentabilidade e Educação – Protagonismo juvenil e adulto: da Educação Básica à Educação Superior’. A iniciativa teve como objetivo promover espaço institucional de compartilhamento de projetos sobre o tema sustentabilidade.  

A coordenadora do evento, professora do curso de Pedagogia Ail Ortiz, ressalta a possibilidade de compartilhar saberes construídos na Educação Básica e Educação Superior durante a Jornada. Além disso, a docente destaca a mescla dos trabalhos apresentados entre Ensino Fundamental, Ensino Médio, jovens e adultos de diferentes áreas. “Isso significa integrar. Esse é o grande tema que nós propusemos desde a primeira jornada integrada do meio ambiente. Porque falar em sustentabilidade, em meio ambiente, deve ser sublinhada a essência que nos faz entender que devemos viver com qualidade sustentável sobre essa concepção entre humanos e entre humanos e não humanos”, complementa.  

Acompanhe, a seguir, alguns dos trabalhos apresentados.

 Direito Ambiental e Água: uma análise a partir do Ensino Jurídico 

O trabalho realizado por Dion Roger Chavier Ribeiro, com orientação do professor Diego Carlos Zanella, representando o Mestrado de Ensino de Humanidades e Linguagens (MEHL), tem como objetivo investigar o ensino do tema das águas do Brasil na disciplina de Direito Ambiental nos cursos de Direito em Instituições de Ensino Superior na cidade de Santa Maria.  

Dion Roger Chavier Ribeiro e seu orientador, professor Diego Carlos Zanella. Foto: Lucas Acosta

 O mestrando Dion Roger Chavier Ribeiro explica que o trabalho é apenas uma pincelada pelo tema e após vai ser aprofundado com uma bibliografia, palestras de conscientização aqui para Santa Maria, principalmente dentro das escolas e nas universidades vai ser analisado como o tema é trabalhado.  

 Já o professor Diego Carlos Zanella comenta que ter a consciência de cuidar e preservar a água é fundamental para a sobrevivência humana e do planeta como um todo. “Além da consciência de utilizá-la da maneira correta, para que a gente tenha por mais tempo disponível e também preservadas para as gerações futuras”, destaca o docente. 

Explorando o meio ambiente por meio da música  

 O trabalho realizado por Marcelo Schaedler Massário, com orientação da professora Noemi Boer, também representando o MEHL, tem como objetivo a análise das canções do Projeto Pandorga da Lua (musical infantil com músicas regionais), a partir de marcas culturais que remetem aos aspectos ambientais. 

Marcelo Schaedler Massário ao lado de seu trabalho. Foto: Lucas Acosta

 O mestrando explica que esse é um projeto interdisciplinar por envolver música, teatro e dança. São 24 canções contidas no projeto Pandorga da Lua e em 12 delas são abordados elementos naturais, que são os animais encontrados nas músicas.  

 Como análise final do trabalho é concluído que a música se constitui num recurso pedagógico para explorar o meio ambiente já que, pelas origens, se organiza pela cultura regional, contemplando ritmos e linguagens específicas. 

Acompanhe na publicação de amanhã aqui na Central Sul Agência de Notícias sobre mais trabalhos apresentados.

  • Texto e fotos produzidos durante o primeiro semestre de 2022, na disciplina de Jornalismo Especializado do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana.

A Feira de produtos coloniais, que ocorre todas as terças e sextas  na Praça João Pedro Menna Barreto, mais conhecida como Praça dos Bombeiros, completa hoje 4 anos de atividades. O ponto de venda destes produtores foi realocado para este lugar por conta da localização anterior que não favorecia as vendas. Então, a pedido dos agricultores a prefeitura os realocou na Praça dos Bombeiros no dia 3 de maio de 2019.

Feirão da Praça dos Bombeiros. Fonte: Santa Maria 24 horas

Márcio Rodrigues é agricultor e participa da Feira há três anos. Rodrigues não vende apenas na praça, mas também no Projeto Esperança Coesperança, que ocorre aos sábados atrás da Basílica da Medianeira.  Com a produção feita totalmente por meio da agricultura familiar, o produtor relata que: “Eu adoro o que eu faço, sou feliz com o que faço”.

Márcio Rodrigues e sua produção. Imagem: Luiza Silveira

O feirante Jeferson Sousa realiza venda de seus produtos na Feira da Praça dos Bombeiros desde seu início. Segundo ele: “Quase tudo aqui é produzido por nós, a única coisa que não produzimos é o mamão e a banana”. Em relação ao seu trabalho com a comunidade, ele afirma que há engajamento entre produtores e seus consumidores, “fazemos muitos amigos, não existe tristeza, os clientes vêm, conversam e brincam”, afirma ele. Em dias chuvosos poucos produtores participam do projeto,  “em dias chuvosos como hoje era para vir mais comerciantes, mas ficam com receio da chuva”, conclui ele.

Produtor Adão Rodrigues durante atendimento. Imagem: Luiza Silveira

Há 30 anos Adão Rodrigues trabalha como feirante, e está presente no local desde seu começo. Inicialmente a Feira era localizada na Gare, porém o mercador relatou que o local não era oportuno para as vendas, “falamos com o prefeito, aí eles conseguiram nos reposicionar para um local mais propício”, afirma ele. Com seu trabalho focado na agricultura familiar ele conta um pouco de sua rotina trabalhando às terças e sextas na Praça dos Bombeiros e às segundas realizando a entrega de suas produções em colégios para a merenda escolar, “saio daqui agora e vou fazer as coisas na lavoura, arrumar a horta e realizar outras tarefas. Estando sempre na correria, porque se não, não tenho ganho”, completa ele.

O comerciante também menciona a qualidade dos produtos que são vendidos e como é importante o tratamento que é dado àqueles que os compram, “se estou atendendo e chega outro cliente, lhe alcanço uma vasilha para ele ir se servindo e depois poder atender com mais atenção. É isso que o pessoal quer, que o vendedor seja atento com ele. Assim, ninguém passa sem ser atendido”, conclui ele.

Durante todos estes anos a Feira ocorre as terças-feiras e sextas-feiras no período da manhã, dando espaço à agricultura familiar na cidade e criando laços entre mercadores e a comunidade santa-mariense.

Colaboração: Luiza Silveira

Nos últimos meses nota-se crescimento nos casos de leishmaniose em animais em Santa Maria. A doença é uma infecção parasitária que pode ser transmitida para seres humanos. Apesar de relativamente silenciosa no início, a doença tende a evoluir para quadros mais graves, podendo, inclusive, levar ao óbito.

Cadela resgatada pelo Projeto Akiles. Imagem: Thais Cesar

O município de Santa Maria faz a busca ativa de casos de leishmaniose visceral desde 2011. A equipe da prefeitura entra em contato com o proprietário do animal, após receber notificações de casos feitas por médicos veterinários do setor privado, para que uma inspeção zoosanitária seja feita. Nela é coletado o sangue do suspeito e dos outros cães que convivem no mesmo local. Orientações e informações relacionadas à enfermidade e à forma como deve ocorrer o tratamento são oferecidas, como a necessidade de encoleiramento (com coleiras impregnadas de inseticidas) dos cachorros.  Foram realizados 107 coletas de testes para leishmaniose em 44 residências pela Prefeitura de janeiro a junho de 2021, em que 10 resultados positivaram e os outros 92 foram descartados. Em seres humanos apenas dois casos foram registrados na cidade.

Mesmo com as buscas da Prefeitura, no ano de 2022 não foram divulgados dados sobre o aumento de casos na cidade. De acordo com Thais Cesar,  do Projeto Akiles, que resgata e procura lares para animais em situação de rua, desde janeiro nota-se o crescimento de animais com a doença. Hoje a protetora de animais está com três positivados em tratamento continuo. O processo de diagnóstico é feito através de um exame de sangue e um teste de leishmaniose. Após positivado o animal passa por tratamentos com medicação manipulada e exames periódicos.

Cachorro resgatado pelo Projeto Akiles. Imagem: Thais Cesar

Maria, (codinome, pois a fonte não quis ser identificada) do Projeto Quatro Patas, também notou que os casos de leishmaniose tiveram um aumento significativo nos últimos meses. Médicos veterinários da cidade também relatam o aumento no número de casos. Segundo Liselene Seixas, médica veterinária, o crescimento é enorme e constante, porém os casos são subnotificados.

A infecção é dada através da picada do mosquito palha. O aumento registrado pode estar relacionado com o mal cuidado dos locais em que transitam os animais, já que o mosquito se prolifera em localidades com grande acúmulo  de lixo, umidade e fezes.

Colaboração: Vitória Oliveira

Os alunos do curso de Jornalismo da UFN participaram de uma conversa sobre comunicação comunitária, cooperativismo, movimentos socias e economia solidária com a Irmã Lourdes Dill, na noite de terça-feira passada. A ideia do convite justifica-se pela trajetória da Irmã na comunidade de Santa Maria e região, sempre ativa em movimentos sociais como o projeto cooesperança durante 35 anos,  a integração dos jovens neste movimento e a valorização da economia solidária, Irmã Lourdes tem um trabalho respeitado e consolidado neste setor, em especial, o projeto que tem como principal objetivo compreender como as famílias de agricultores da cidade associados a Cooperativa desenvolvem suas atividades produtivas e como se inserem na perspectiva da economia solidária.

Irmã Lourdes e os acadêmicos do cursos de Jornalismo da UFN.

 

Na sua fala, a Irmã ressaltou o espírito coletivo, a interação entre os moradores e como a ajuda coletiva gera o espírito cooperativo nas comunidades. Segundo ela,”o intuito do FEICOOP ( Feira Internacional do Cooperativismo) é um encontro de celebração da comunidade, onde ocorre uma comunicação transversal entre expositores e consumidores, já que em um mercado não se tem este mesmo contato”. Ela acrescenta que “a feira é mais do que apenas um lugar onde as pessoas vão para comprar produtos, mas também para compartilhar histórias e experiências”.

Ela também comentou sobre a juventude e como atualmente tem se destacado entre os jovens a consciência política e ambiental. Segundo projetou a Irmã, “nasce uma nova consciência de mundo, assim como uma nova visão de como cuidar do planeta, onde o uso de agrotóxicos já não é mais “tolerável” e sim gera indignação de como estão tratando a terra em que vivemos”.

Irmã Lourdes. Imagem: Neli Mombelli

A respeito da sua transferência para o estado do Maranhão, confirmada em outubro do ano passado, Irmã Lourdes disse “que sua missão vai muito além do local onde se encontra”. Em resposta às repercussões de sua saida de Santa Maria, ela ressaltou “que espera que todas as sementes que plantou na cidade continuem sendo cultivadas e gerem muitos frutos”.

A conversa com os estudantes do curso de Jornalismo finalizou com Irmã Lourdes  citando o Papa Francisco que diz: “Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. (…) A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa”.

Colaboração: Luiza Silveira e Ian Lopes

 

Acontece hoje, 17, o colóquio Audiovisual e Questões socioambientais promovido pela TV OVO como parte do projeto Narrativas em Movimento, e será transmitido a partir das 19h, via Facebook e Youtube. O encontro será totalmente online e contará com a presença dos convidados Estêvão Ciavatta, Thais Lazzeri e Neli Mombelli, como mediadora.

Estêvão Ciavatta é diretor, roteirista, produtor e sócio-fundador da Pindorama Filmes, referência em questões sociais e ambientais. Ciavatta escreveu e dirigiu dezenas de programas de televisão, incluindo Brasil Legal, Central da Periferia e Programa Casé. Amazônia Sociedade Anônima é seu primeiro longa-metragem.

Já Thais Lazzeri é jornalista, documentarista, roteirista e diretora. Cobre direitos humanos e meio ambiente há mais de uma década. Ganhou 12 prêmios de jornalismo. Dirigiu o documentário “O Amanhã É Hoje”, lançado na COP24. Em 2020 fundou a FALA – histórias para não esquecer, produtora de conteúdo e de filmes.

Neli Mombelli é documentarista, produtora cultural e professora de audiovisual na Universidade Franciscana, com mestrado e doutorado em Comunicação pela Universidade Federal de Santa Maria. Integra o coletivo audiovisual TV OVO há 12 anos onde atua na elaboração de projetos, como oficineira de realização audiovisual e na direção, produção e montagem de filmes. Dentre as principais produções audiovisuais estão Quando Te Avisto (2020), Feminino Substantivo (2019), Depois Daquele Dia (2018), Frequências do Interior (2015), Poeira (2015) e A Semi-lua e a Estrela (2013).

Os interessados em participar e ter certificação, devem fazer sua inscrição através Sympla.

Fonte: TV OVO

Gisele Neuls, palestrante sobre comunicação socioambiental do 15º Fórum de Comunicação da UFN

A comunicação socioambiental vai além do jornalismo. Ela pensa o posicionamento das organizações, buscando um equilíbrio entre a agenda ambiental e a social. Na quinta-feira, 29 de outubro, o último dia do 15º Fórum de Comunicação da UFN teve a participação da jornalista Gisele Neuls, que falou sobre o trabalho que faz a ponte entre as empresas e seus públicos em termos ambientais. A proprietária da Matiz Caboclo Comunicação destacou os três pilares dessa relação: entender a atual crise traduzida na emergência climática, conhecer as audiências e aliar-se a quem está na linha de frente. Entre essas pessoas que recebem e conhecem mais diretamente os impactos dos danos ambientais, estão os povos indígenas.

Conforme a jornalista, fazer comunicação socioambiental em um mundo em crise implica levar em consideração os nove limites do Planeta, fatores que resultam de uma pesquisa do Centro de Estudos de Resiliência da Universidade de Estocolmo.

A viabilidade da vida humana na Terra se dá pelo equilíbrio entre os nove limites do Planeta.

Entre o seus clientes, a jornalista cita uma empresa de pecuária sustentável na Amazônia. Ativista e independente das redações tradicionais, ela afirma que só desenvolve trabalhos junto a empresas cujas atividades sejam efetivamente sustentáveis.

Jornalista e mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS com quase 20 anos de experiência em comunicação socioambiental, Gisele já foi coordenadora de comunicação da ONG Instituto Centro de Vida, repórter de economia verde e sustentabilidade da revista Página 22, chefe da redação online do Canal Rural e coordenadora de comunicação da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Parque Itaimbé não apresenta boas condições.

Com a chegada do verão, as pessoas tendem a sair mais de casa para lazer, tomar mate e praticar exercícios físicos em parques. De acordo com o estudo realizado pela revista PLoS Medicine, que trata sobre sobre saúde e bem-estar, exercícios de lazer aumentam a expectativa de vida em até sete anos. O estudo foi elaborado com mais de 650.000 participantes de 12 a 90 anos, sendo sua grande maioria acima dos 40 anos. Os resultados mostram que um pequeno nível de atividade física pode resultar em um crescimento de 75 minutos a mais a longevidade por semana e que isso acrescentaria 1,8 ano em sua expectativa de vida.

No entanto, aproveitar parques em Santa Maria não é tarefa simples. Um dos nossos parques mais conhecidos, o Itambé, se encontra com uma cratera na pista de caminhada logo após a ponte da R. Pinheiro Machado. Não muito distante, vemos algumas árvores que caíram após uma chuva forte, mas que ainda não foram retiradas do local. A falta de iluminação também é um fator que desfavorece quem quer desfrutar do local já que pela noite não há condições e nem segurança.

Desníveis na pista dificultam a locomoção.

O Parque Itambé concentra quatro quadras sendo duas delas de basquete e o outras duas de vôlei e futebol de areia. Em julho deste ano, a Prefeitura de Santa Maria investiu na reforma do Centro de Atividades Múltiplas Garibaldi Pogetti, o “Bombril”. Foram investidos R$271,1 mil e o espaço foi reinaugurado, podendo agora abrigar shows, peças e palestras. Uma das frequentadoras do Itambé e moradora da cidade, Maria Luiza Gusmão, de 45 anos, conta que sempre passa pelo local e vê um pouco de desdenho por parte da prefeitura a respeito do parque: “Tem momentos que não tem condições de passar por aqui, são muitos buracos pelo caminho e tem ainda mais uma cratera no meio da pista. Isso me incomoda horrores. Como que vou trazer minha filha por aqui sendo que pode correr o perigo de cair em um desses buracos enormes. ”

Manutenção do Parque deixa a desejar.

Muitos gostam de praticar esportes como futebol, vôlei ou também andar de bicicleta. A bicicleta traz um vasto benefício para a saúde, tanto física quanto mental. Muitos praticam o exercício acompanhados de amigos ou família dando um sentido a mais para a atividade. Um dos estudantes da UFSM, Gustavo Treter, de 22 anos, anda de bicicleta e comenta o sacrifício que é percorrer o Itambé: “Não faz muito tempo que frequento o Itambé para andar um pouco de bicicleta, mas parei pois sempre tenho que desviar de algum buraco e assim atrapalha minha experiência de pedalar. Sempre tenho que cuidar por onde passo com perigo de cair. Sinto que não poderia estar assim nesse estado o parque, pois é muito bom para lazer e ficar com os amigos. É lamentável mesmo.”

Até o fechamento dessa reportagem, em 21 de novembro, não obtivemos retorno da prefeitura.

Texto e fotos produzidos pelo acad. Luiz Paulo Favarin na disciplina de Jornalismo III, no 2º semestre de 2019, e supervisionado pela professora Glaíse Palma.