Reportagem de Caroline Nunes

Devido à crise gerada pela Pandemia, mais de 12 milhões de brasileiros estão desempregados. A inserção no mercado de trabalho pode ser ainda mais difícil quando tudo isso passar, pois muitas empresas estão demitindo os funcionários, permanecendo com o quadro colaboradores reduzido, outras tendo de encerrar suas atividades. Dessa forma, muitas pessoas estão buscando alternativas para conseguir ter alguma renda diante do cenário.

Segundo pesquisa realizada em fevereiro de 2020, o trabalho autônomo é o que mais cresceu nos últimos sete anos. “Empreendedorismo de necessidade”, como é chamado, é o recurso encontrado por muitos brasileiros que estão nas crescentes filas em busca de emprego. 

O alto índice de desemprego obrigou as pessoas a trabalharem por conta própria nos últimos anos. Segundo dados de pesquisas realizadas pelo IBGE, 3,9 milhões de pessoas passaram a ser trabalhadoras autônomas. É possível observar, no gráfico abaixo, um aumento no número de pessoas nessa situação.

Fonte: Folha de São Paulo

“Com a pandemia me vi obrigado, e vi que levava jeito para negociar e vender”, relata Guilherme dos Santos Alves

Aos 29 anos, o garçom Guilherme trabalha de carteira assinada em um restaurante da cidade que serve almoço de segunda a sexta-feira. Devido à Pandemia e à crise gerada pelo fechamento dos restaurantes durante um período e por estarem voltando de forma gradual, o proprietário do restaurante em que Guilherme trabalha optou pela suspensão de contrato. Autorizada pelo governo, ela permite suspensão temporária do contrato de trabalho, numa tentativa de diminuir prejuízos econômicos e prevenir demissões.

Para não ficar sem renda durante esse período, Guilherme Alves pensou em um negócio que pudesse realizar de casa, por meio das redes sociais. Juntou o amor pelo time do coração ao negócio, e criou um perfil no Instagram:Mantos 1909” para divulgar suas vendas de camisetas, uma coleção do Sport Clube Internacional.

“Tinha uma coleção de umas 40 peças, algumas já não me serviam mais, mas tinha pena de desapegar” – revela Guilherme.

Fonte: Imagem do Instagram

Como as vendas de suas camisetas estavam dando certo, Guilherme começou a garimpar – em grupos do Facebook e WhatsApp – peças de outras pessoas que também tinham interesse em desapegar. A partir daí, ele começou com compra e venda de peças exclusivamente do Sport Clube Internacional.

“Às vezes compro uma, às vezes mais”. Segundo Alves, ele também divulga peças de outras pessoas com um acréscimo, que fica como seu lucro. Ele revela que o negócio está dando certo e os compradores já são de todos lugares do Brasil, envia tudo via Correios e transportadora. E completa – Já enviei para Pernambuco, Brasília, Santa Catarina, Curitiba e Rio de Janeiro -.

Letícia Sauzem, 24 anos, que atualmente está sem emprego fixo, realiza o serviço de envelopamento. Trata-se de um trabalho feito para renovar um móvel que esteja com aparência feia. O material utilizado é adesivo na medida do móvel, além de um soprador para fixá-lo. “Pode ser feito a seco ou molhado, ao que é mais aconselhável para moldar o adesivo sem erro, porém pode criar bolhas de água. A técnica exige bastante cuidado”, explica.

Letícia revela que não são todos os tipos de móveis que aceitam bem a técnica, pois, dependendo do material, o adesivo não adere ou acaba soltando dias após a aplicação. Ela conta que aprendeu o envelopamento quando trabalhou em uma empresa de comunicação visual. 

Dirce Vanete da Silva, aposentada de 48 anos, tece roupinhas de lã para Pets. Em um primeiro momento, as peças foram feitas para seus animaizinhos de estimação. Após compartilhar fotos dos bichinhos com as vestimentas, várias pessoas gostaram, então ela começou a produzir para vender, o que gera uma renda extra complementando as suas outras atividades.

As peças confeccionas em lã, além de aquecer os bichinhos, contribuem com o ambiente, já que duram anos, conforme cuidados com as peças. Mas vale lembrar que a lã deve ser selecionada, para que não prejudique o meio ambiente.

Sgundo o site Ecycle, a redução dos danos começa na matéria-prima escolhida. A indústria têxtil pode apostar no algodão orgânico, que não leva pesticidas ou outros produtos que prejudicam o meio ambiente.

Fonte: imagem Google

Dessa forma, vimos que trabalhar em prol do meio ambiente com atividades sustentáveis inclui escolher materiais que não agridam a natureza. O essencial é sempre buscar informações complementares sobre os materiais utilizados, para que interajam de maneira correta com a natureza, principalmente quando forem descartados.

Deixe uma resposta

Fechar Menu