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Santa Maria, RS, Brazil

Vida silvestre na rua Papa Leão XIII

A medida que a população aumenta, as cidades tendem a crescer e avançar sobre as áreas rurais. O ambiente formado pelo meio natural e  pela população gera um conjunto de efeitos interligados, o qual sem controle pode levar a cidade ao caos. Além disso, pode gerar problemas como poluições, enchentes, falta de áreas verdes entre muitos outros que as cidades grandes enfrentam hoje, ao menos, no Brasil.

Arroio que corta a rua Papa Leão XIII. Foto: Julia Machado (Lab. de Fotografia e Memória)
O habitat natural da Saracura é o pântano. Agora, ela vive na cidade.

Em Santa Maria isso não é diferente. Segundo o ativista ambiental Ari Quadros, a cidade possui várias vertentes de água em seu perímetro urbano que formam pequenos arroios. “É preciso ser feito um levantamento para conhecer e preservar todas essas vertentes”, explica.

Ari Quadros questiona órgãos públicos a respeito da situação de sua rua. Foto: Julia Machado (Lab. de Fotografia e Memória)

Em uma dessas vertentes,  na rua Papa Leão XIII, no bairro Nossa Senhora de Fátima, está se reproduzindo uma ave chamada Saracura. O ambiente natural da espécie é o pântano, margens de rios e lagos. No entanto, todas as manhãs ou final de tarde, elas podem ser vistas no percurso do córrego. O porquê da ave estar num área urbana pode ser explicado tanto pela redução das áreas rurais, quanto pela área verde ainda não desmatada que cerca o córrego.

O grande problema na área é o lixo acumulado nas encostas desse derramamento de água. De acordo com o ativista ambiental, a população não respeita a natureza e acaba jogando lixo onde quer, “toda a margem de recurso hídrico é considerada área pública aqui em Santa Maria, mas cada um faz o que bem entende com as margens”, entende.

Além deste problema, Ari Quadros, reclama do crescimento desordenado de sua rua, com o lixo jogado por todo o lado, postes de luz abandonados, má iluminação e também problemas com o passeio público que muitas vezes não existe.

O Código Florestal estabelece como área de preservação permanente (APPs) as florestas e demais formas de vegetação natural situada às margens de lagos ou rios (perenes ou não). Desta forma, destinam a proteger solos, águas, e matas ciliares. Mais informações no link.

Foto: Google Maps

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A medida que a população aumenta, as cidades tendem a crescer e avançar sobre as áreas rurais. O ambiente formado pelo meio natural e  pela população gera um conjunto de efeitos interligados, o qual sem controle pode levar a cidade ao caos. Além disso, pode gerar problemas como poluições, enchentes, falta de áreas verdes entre muitos outros que as cidades grandes enfrentam hoje, ao menos, no Brasil.

Arroio que corta a rua Papa Leão XIII. Foto: Julia Machado (Lab. de Fotografia e Memória)
O habitat natural da Saracura é o pântano. Agora, ela vive na cidade.

Em Santa Maria isso não é diferente. Segundo o ativista ambiental Ari Quadros, a cidade possui várias vertentes de água em seu perímetro urbano que formam pequenos arroios. “É preciso ser feito um levantamento para conhecer e preservar todas essas vertentes”, explica.

Ari Quadros questiona órgãos públicos a respeito da situação de sua rua. Foto: Julia Machado (Lab. de Fotografia e Memória)

Em uma dessas vertentes,  na rua Papa Leão XIII, no bairro Nossa Senhora de Fátima, está se reproduzindo uma ave chamada Saracura. O ambiente natural da espécie é o pântano, margens de rios e lagos. No entanto, todas as manhãs ou final de tarde, elas podem ser vistas no percurso do córrego. O porquê da ave estar num área urbana pode ser explicado tanto pela redução das áreas rurais, quanto pela área verde ainda não desmatada que cerca o córrego.

O grande problema na área é o lixo acumulado nas encostas desse derramamento de água. De acordo com o ativista ambiental, a população não respeita a natureza e acaba jogando lixo onde quer, “toda a margem de recurso hídrico é considerada área pública aqui em Santa Maria, mas cada um faz o que bem entende com as margens”, entende.

Além deste problema, Ari Quadros, reclama do crescimento desordenado de sua rua, com o lixo jogado por todo o lado, postes de luz abandonados, má iluminação e também problemas com o passeio público que muitas vezes não existe.

O Código Florestal estabelece como área de preservação permanente (APPs) as florestas e demais formas de vegetação natural situada às margens de lagos ou rios (perenes ou não). Desta forma, destinam a proteger solos, águas, e matas ciliares. Mais informações no link.

Foto: Google Maps