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Nelson Bofill Schöler

Nelson Bofill Schöler

Nos períodos de outono e inverno, as infecções respiratórias apresentam um aumento, enquanto as doações de sangue apresentam uma baixa. Este é um dos pontos que fez com que surgisse o Junho Vermelho, uma forma de conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue.

Em Santa Maria é possível doar sangue e medula óssea no Hemocentro Regional, encontrado na rua Alameda Santiago do Chile, 35. Segundo Andressa Baccin, assistente social do hemocentro, o estoque é muito variável. Ela ressalta que, por atender todos os 33 municípios da 4ª Coordenadoria Regional da Saúde, além de Caçapava do Sul, a demanda média é de mais de 800 bolsas de sangue por mês. “Hoje temos alguns tipos sanguíneos que se encontram em estado crítico em relação ao estoque. Normalmente são os tipos negativos (O- e A-), entretanto, nós tivemos uma baixa nas últimas semanas com A+”, afirma.

O Junho Vermelho também apresenta um impacto na doação de sangue. “A gente tenta cada vez mais buscar conscientizar pelo objetivo principal, mas observamos que é muito forte essa promoção social em prol da causa. Nós tentamos então aliar essas duas coisas, essa demanda das empresas com a necessidade que a gente tem em relação ao nosso estoque”, alega Alessandra. Ela ressalta também a importância de doar no inverno e no fim de ano, períodos onde tem menor frequência de doações.

Andressa acredita que estas campanhas de doação de sangue, em junho e novembro, são muito importantes para arrecadar bolsas de sangue. Imagem: Luiza Silveira/LabFem

Doando sangue pela segunda vez, Francisco José Simonetti comenta que foi incentivado a doar a partir de uma campanha realizada pelo dia do cooperativismo no banco onde trabalha. Já Gilberto de Cristo, também doador, afirma que foi a partir de campanhas realizadas pelo Junho Vermelho que começou a fazer as doações. “Eu compareci no banco e eles me disseram que estavam fazendo uma campanha, então eu entrei junto como um meio de abastecer o banco de sangue. Do jeito que nós podemos ajudar, vamos ajudar”, alega Gilberto.

Francisco teve conhecimento sobre a necessidade de doar por meio do banco onde trabalha. Imagem: Luiza Silveira/LabFem

No dia 14 deste mês, foi celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. No dia 25 de novembro, se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue. O Hemocentro Regional de Santa Maria pode ser contatado pelos números (55) 3221-5262 e (55) 3221-5192. Os horários de doações de sangue são de segunda a sexta, entre 8h e 14h e em todos terceiros sábados do mês, entre 8h e 12h.

A Universidade Franciscana (UFN) sediou, ontem (20), a 1ª Mostra da Extensão. A atividade teve como objetivo integrar a instituição com a comunidade. A abertura do evento se deu por meio de uma palestra do professor do curso de História, Márcio Tascheto da Silva, que falou sobre “A Extensão Universitária da UFN”.

O professor acredita que os projetos de extensão são uma grande forma de aprendizado no âmbito universitário. Imagem: Julia Buttignol/ LabFem

O professor explicou o histórico da curricularização de projetos extensionistas. Entre os tópicos apresentados estavam os princípios da filosofia educacional freireana e as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira de 2018. “Com a extensão vem o modo de aprendizagem, mas vem também uma teoria do conhecimento e uma filosofia educacional. É também uma forma de fazer diferente a universidade e a pedagogia universitária”, afirma.

Após a palestra, teve início a mostra das produções extensionistas, onde os estudantes puderam apresentar seus trabalhos com a comunidade para o público presente nos estandes. Simultânea a realização da mostra, aconteceram os ateliês, onde os participantes inscritos experienciaram na prática as atividades realizadas durante a elaboração dos projetos.

Alguns projetos apresentados

O curso de Nutrição da UFN expôs o projeto “Educação Alimentar e Nutricional no contexto escolar”. Segundo a professora Ana Lucia de Freitas Saccol, já existia uma procura das escolas pelo curso. “Tem procura para auxiliar os estudantes, tanto da Educação Infantil como do Ensino Fundamental e Médio, que muitas vezes acabam não tendo hábitos tão saudáveis. Então é uma demanda que veio da própria comunidade escolar. Todos os semestres a gente tem atividades nas escolas, então nós as frequentamos, fazemos um diagnóstico com as turmas que a gente vai trabalhar e eles executam essas atividades”, afirma a professora.

Professora Ana Lucia ressalta que todas as atividades realizadas em escolas são focadas em saúde, bons hábitos e que, quando possível, as atividades são feitas também com a família, professores e funcionários. Imagem: Julia Buttignol/ LabFem

O curso de Ciências Contábeis tratou sobre “Soluções contábeis para o agronegócio”. Este é um tema que vem sendo trabalhado desde 2019. Em parceria com uma cooperativa, o projeto passou a estudar as demandas de um pequeno produtor da região. A professora Bruna Faccin Camargo comenta que “o objetivo é ramificar essa ideia. Queremos continuar na linha dos produtores rurais que são o foco, mas também trazer outros cursos para nos apoiarem”.

Nos ateliês, onde os inscritos puderam ter uma experiência prática dos projetos de extensão, os cursos trouxeram atividades para os visitantes do evento. O “Distrito Criativo em Maquetes”, produção do curso de Arquitetura e Urbanismo, trouxe aos alunos a oportunidade de trabalhar com a produção de maquetes. A extensão faz parte do projeto Mapeando Memórias, onde visa alcançar a educação patrimonial. Segundo a professora Clarissa de Oliveira Pereira “o projeto com a fabricação digital abre várias possibilidades. Um plano que nós temos é de criar maquetes táteis, onde uma pessoa com deficiência visual possa reconhecer como são as fachadas e como são, volumetricamente, estas edificações que nós mapeamos”.

A professora comentou sobre a valorização e o conhecimento da cidade por parte dos cidadãos. Imagem: Julia Buttignol/LabFem

Ocorreu nesta terça (13) e quarta-feira (14), o XIII Salão de Iniciação Científica (SIC) da Universidade Franciscana (UFN). O objetivo do evento anual é divulgar, integrar e avaliar as pesquisas científicas, tecnológicas e de extensão que são desenvolvidas na instituição. A exposição reuniu mais de 100 projetos voltados para a pesquisa científica.

A exposição abre oportunidades para os estudantes dos cursos de graduação que contam com bolsa, assim como os professores orientadores. Alunos do ensino médio que tenham bolsas CNPq e UFN também puderam expor seus trabalhos.

Laura acredita que a elaboração de sua pesquisa tenha colaborado para seu TFG.
Imagem: Lucas Acosta

Segundo Laura Pantoja de Oliveira, estudante do 7º semestre do curso de Publicidade e Propaganda (PP) e bolsista pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PROBIC), a elaboração de sua pesquisa ajudou na hora de selecionar um tema para seu Trabalho Final de Graduação (TFG). Laura teve como título da pesquisa a ‘Identificação do comportamento leitor na era do streaming’. “É muito legal poder compartilhar o que eu aprendi e receber informações do público. Eu apresentei meu TFG I e meu tema vai englobar a obra audiovisual e a obra literária. Com a minha pesquisa, este tema pode ser aprofundado. Eu tenho muita vontade de continuar pesquisando sobre isso”, afirma.

Já Nathália Arantes, estudante do 8º semestre de Jornalismo e bolsista pelo Programa de Bolsas de Extensão (Probex), trouxe o tema ‘Ciência é pop: estratégias de divulgação e de popularização da ciência’. Ela acredita que “a iniciação científica deveria ser como um ‘rito’ para todos os alunos. Não apenas por se estar a frente de uma pesquisa, mas também pelo ambiente onde ela é realizada, com muitas trocas de leitura. Então eu acho interessante que se tenha essa aproximação para ter uma ideia de como é”.

A professora e coordenadora da PP, Graziela Knoll, atuou também como orientadora em algumas pesquisas expostas. “Um dos ganhos principais de ter o SIC é poder mostrar dentro da universidade, ainda para os outros acadêmicos e cursos, como é feita a ciência em um nível em que os alunos se envolvem na pesquisa desde o momento que ingressam na graduação. Eles são orientados por um professor e podem pesquisar, desenvolver uma explicação sobre o tema, conhecer mais o campo e aprender a fazer pesquisas”, afirma a professora.

Tendo sido orientadora de algumas pesquisas, a coordenadora da PP, Graziela Knoll, acredita que o SIC é muito importante para divulgar os resultados das pesquisas realizadas. Imagem: Luiza Silveira.

O evento foi coordenado pelo professor Marcos Alexandre Alves, Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, além da professora Aline Ferreira Ourique, Diretora da Unidade de Pesquisa da Pró-reitoria de Pós Graduação e Pesquisa. A conclusão do evento ficou por conta da vice-reitora da instituição, Solange Binotto Fagan, que tratou sobre o ‘Panorama da Pesquisa Científica da UFN”.

Não é a primeira tentativa de fiscalização de consumo do álcool que há na cidade. Imagem: Pixabay

Aprovada em dezembro de 2022, a Lei do Sossego Público começa a penalizar seus infratores na segunda quinzena deste mês. O projeto proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas entre 00h e 7h. Além disso, também será combatido o som alto proveniente de carros parados, estacionados ou em movimento no mesmo horário.

Proposta pelo vereador Getúlio de Vargas e sancionada pelo, então, prefeito em exercício Rodrigo Decimo, a lei teve seus seis primeiros meses focados na realização de rondas e conscientização do público. A principal questão no momento é se haverá fiscalização ou não. Segundo Cássio Lemos, sócio coproprietário do bar Gárgula, a falta de fiscalização pode fazer com que a nova legislação não tenha tanto impacto direto.

Já Marcel Jacques, também sócio coproprietário do Gárgula, acredita que a vizinhança destas distribuidoras terão seu sossego garantido, entretanto, o comércio de distribuição de bebidas será impactado negativamente. “Para os bares e casas noturnas, acredito que não tenha maiores impactos, tendo em vista que o consumo interno é maior por estes lugares oferecerem determinados confortos, como música ambiente e bancos com mesas. A única medida que evitará com que estes locais sejam penalizados é fiscalizando melhor quem sai com bebida, deixando os clientes cientes de que agora há esta lei. Além disso, fazer com que os estabelecimentos fechados, como bares e casas noturnas, invistam em comodidade e entretenimento para que os clientes não queiram ficar pelas ruas”, afirma. Marcel também destaca que o Gárgula já adotou há muito tempo a medida de não deixar os clientes beberem na frente do bar.

A restrição do consumo de álcool em áreas comuns já é um tema debatido há muito tempo. Em junho de 2015 foi realizada uma audiência pública na Câmara dos Vereadores para discutir a proibição em praças. Em junho de 2020, durante o período pandêmico, o decreto nº 93 proibiu o consumo em locais públicos e lojas de conveniência entre 20h e 8h.

No ano de 2002, foi decretado o fechamento de bares e restringida a venda de bebidas alcoólicas em postos e outros estabelecimentos a partir das 23h, na cidade de Diadema, no estado de São Paulo. Segundo levantamentos realizados pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas de Álcool e outras Drogas (INPAD), a decisão reduziu em média 11 homicídios por mês na cidade.

As penalidades serão aplicadas como multas. Em uma primeira ocorrência, o valor pago será de 50 Unidades Fiscais Municipais (UFM). Na segunda reincidência, a multa passa para 200 UFMs e na terceira para 1000 UFMs. Em 2023, o valor da UFM corresponde a R$ 4,3526.

Ainda que não possam entrar nas salas de aula durante o processo seletivo, alguns familiares decidiram acompanhar inscritos na realização da prova. Enquanto aguardam pelos vestibulandos, eles conversam, torcem e conhecem as instalações da universidade. Este é o caso de Rafael Lago Salapata, que veio acompanhado de sua esposa para apoiar sua filha que está participando da avaliação pela primeira vez.

Segundo Rafael “é muito bom ter este espaço para recepcionar os acompanhantes”. Ainda que sua filha esteja cursando o terceiro ano do ensino médio, ela decidiu participar pela experiência. “O importante é fazer. É sentir os diversos fatores que influenciam na hora da realização. Ela estudou muito e eu acho que está preparada”, ressalta Rafael.

A família de Rafael veio de Santa Rosa para a realização da prova. Imagem: Luiza Silveira

Também acompanhando uma filha, veio de Cachoeira do Sul a Juliana Brito Barros com seu marido. Ela comenta que é a segunda vez que sua filha está fazendo a prova. “Este é o segundo ano que ela está fazendo cursinho específico para medicina. Ela tem sido muito dedicada, focada e equilibrada. Eu acredito que é muito importante estar bem psicologicamente para poder realizar a avaliação. Estamos com grandes esperanças”, afirma Juliana. Ela também destaca que ano passado sua filha foi selecionada como suplente no processo. Este ano as expectativas estão muito altas devido ao esforço.

Juliana acredita que este acompanhamento familiar é muito importante para que os vestibulandos se sintam mais seguros. Imagem: Luiza Silveira

A Universidade Franciscana (UFN) está sediando o Vestibular de Inverno 2023. Além do processo seletivo, outras atividades são realizadas. Durante todo o período de realização da prova, das 13h30 às 17h30, estará aberta a Exposição ComunicaLab em comemoração aos 20 anos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. A exposição está acontecendo no térreo do prédio 14 do conjunto III.

A exposição foi aberta no dia 29 de maio e ficará até o dia 12 de junho. Imagem: Julia Buttignol

Às 13h45, ocorreu na Capela São Francisco de Assis um momento de oração com os familiares dos vestibulandos. Logo após este momento, às 14h, houve uma coletiva de imprensa com a reitoria da UFN e o coordenador de ingresso da instituição, no Hall do Prédio 15 – Conjunto III.

Um dos temas da missa foi a importância do acompanhamento da família neste momento. Imagem: Luan Rimoli

Os fotógrafos e cinegrafistas que estão realizando a cobertura puderam entrar nas salas de aula para registrar imagens. A presença destes profissionais contou com o acompanhamento de um assessor do prédio.

Por último, será aberta a Sala do Professor às 16h, a abertura contará com uma recepção de membros da reitoria. É neste espaço que os professores que estão acompanhando seus alunos poderão realizar a prova entre as 16h30 e 17h30.

Iniciou às 13h30 o Vestibular de Inverno 2023 da Universidade Franciscana (UFN). A prova para os mais de 800 candidatos inscritos para o curso de medicina ocorre presencialmente no prédio 13 do conjunto III da instituição. Os vestibulandos tem quatro horas para concluir o processo seletivo. Aqueles com necessidades especiais contarão com uma hora a mais para a conclusão.

A prova de medicina conta com a realização de uma redação, além de 50 questões objetivas de múltipla escolha. Estas questões são divididas igualmente em dez diferentes matérias, sendo elas: Língua Portuguesa, Matemática, Física, Biologia, Língua Estrangeira, Química, Literatura Brasileira, Geografia, História e Filosofia. Para os inscritos em outros cursos, é realizada uma redação online. Também é possível concorrer às vagas por meio do aproveitamento da nota da redação de ENEM de 2016 a 2022 ou da nota da redação UFN de 2019 a 2022.

Gustavo afirma que muito estudo é essencial. Imagem: Julia Buttignol

Gustavo Vaz, 19 anos, está realizando a prova pela primeira vez. Natural de Ijuí, ele estudou no cursinho pré-vestibular em Porto Alegre e veio à Santa Maria para participar do processo seletivo. Ele está bem confiante e acredita que vai conseguir manter a calma na hora de realizar a avaliação.

O gabarito da prova será divulgado ainda hoje (5), a partir das 18h30, no site do vestibular. O Boletim de Desempenho Individual do candidato será disponibilizado pela instituição no dia 12 de junho, a partir das 16h.

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Maio chega ao fim e com ele também findamos a quinta temporada do Provoc[A]rte chamada que Que Arte é Essa?. O último episódio fala sobre a Arte do Cuidado, com Cristina Boeira, especialista em cuidados paliativos. Um encontro para falar de vida e também sobre o fim dela. Como diz Cristina, o paliativista cuida do ser humano que está ali, independente do diagnóstico, por isso envolve o cuidado físico, emocional e espiritual, porque, para ela, é preciso se preocupar mais com a vida do que com a morte e viver bem o hoje. Não é a perspectiva do tempo que está em foco, mas a qualidade do tempo e que ele faça sentido.

Beatriz Ardenghi e Cristina Boeira conversam sobre a Arte do Cuidado. Imagem: Arquivo LabSeis

E por falar em tempo, aproveitamos para fazer uma retrospectiva do Provoc[A]rte. Nascido na pandemia, as duas primeiras temporadas foram ao ar em 2021, quando só era possível fazer entrevistas no formato online. Discutimos Arte na Pandemia e Arte Identidade. Já a terceira temporada, exibida em dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, abordou a Arte em Movimento com entrevistas presenciais, mas ainda com o uso de máscaras para manter os cuidados em relação à Covid-19. Por fim, Arte Coletivo foi nossa quarta temporada, veiculada no segundo semestre do ano passado, e encerramos o programa com a temporada Que Arte é Essa? com o coração quentinho por tantas conversas bonitas, profundas, emocionantes e geradoras de conhecimento sobre o universo da arte e da vida. Todas as temporadas estão disponíveis no canal do YouTube do  Lab Seis.

O Provoc[A]rte vai ao ar nesta terça-feira, 30 de maio, às 19h, com reprise às 22h, na UFN TV, pelo canal 15 da NET, no sábado, às 19h, e no domingo, às 19h30min. E também pode ser visto na TV Câmara, canal aberto 18.2, na sexta-feira, às 21h, e sábado, a partir das 19h. 

Cristina Boeira fala sobre o trabalho do paliativista. Imagem: Arquivo LabSeis

O programa é produzido pelo Lab Seis, laboratório de produção audiovisual dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana (UFN) e disponibilizado no canal do YouTube da UFNT TV e do Lab Seis. A equipe é formada por Beatriz Ardenghi e Petrius Dias no roteiro e apresentação, João Pedro Ribas na direção de arte e na divulgação nas redes sociais, Raphael Sidrim na edição, Alexsandro Pedrollo na gravação, Jonathan de Souza na finalização, e coordenação e direção da professora Neli Mombelli.

Texto: Neli Mombelli

No dia 25 de maio se comemora o Dia do Orgulho Nerd. A data tem origem em 2006, na Espanha, e se tornou rapidamente conhecida pelo mundo. Serve como um momento para os fãs da cultura pop poderem enaltecer suas obras favoritas. Vários eventos são realizados em todo o país neste dia.

A data é marcada pelo aniversário do filme Star Wars, Episódio IV: Uma Nova Esperança, primeiro filme da franquia iniciada em 1977. Também neste dia é comemorado o Dia da Toalha, que homenageia a série O Guia do Mochileiro das Galáxias e seu autor. Com foco nessa cultura, o estudante de Publicidade e Propaganda, Rodrigo Bernardis, cria vídeos para seu canal no Youtube. “Sempre fui fascinado por esse universo. Sempre criava remakes de produções que assistia, seja um filme, série e até videoclipe”, afirma.

Atualmente, o canal de Rodrigo conta com mais de 1.000 inscritos. Imagem: Arquivo Pessoal

Seu conteúdo é muito eclético, ele aborda sobre temas variados, desde séries adolescentes até documentários sobre salvar baleias: “Sempre gostei de assistir filmes e séries. Quis criar o canal para “conversar” com pessoas que assistem as mesmas produções que eu”.

Dentro da Rádio Web UFN também existem conteúdos para o público nerd. Recentemente foi ao ar o primeiro episódio do podcast Nerd Talks. Apresentado pelo estudante de Jornalismo, Gustavo Rosa, e pelo produtor cultural e crítico de cinema, Lúcio Hiko, a ideia surgiu como uma oportunidade para poder conversar sobre jogos, filmes e séries que eles acompanham. Gustavo afirma que seu interesse por estes conteúdos vem desde a infância: “dali pra frente eu fui cada vez mais gostando desse mundo e acho que foi por isso que eu criei o Nerd Talks. É o nosso espaço para falar desse mundo nerd que vem cada vez mais crescendo”.

Primeiro episódio do Nerd Talks já está disponível no Spotify da Rádio Web UFN. Imagem: Arquivo Pessoal

Em Santa Maria, o Shin Anime Dreamers, promove eventos voltados para o universo Nerd. No dia 18 de junho haverá o Pocket Shin, e em 16 de setembro o Shin Edição Extra. Para mais informações siga o perfil deles no Instagram.

Naiôn atua como repórter da Rádio Gaúcha. Imagem: Arquivo pessoal.

Dando continuidade à série de matérias do Celeiro de Talentos, trazemos o perfil do jornalista Naiôn Curcino. O egresso já estava ligado ao jornalismo desde a infância. Seu pai trabalhava com a comunicação desde muito cedo, tendo passado até mesmo por rádios e alguns jornais. Entretanto, foi apenas ao final do ensino médio que ele decidiu seguir este ramo, em parte devido ao esporte. “Acho que como 99% da gurizada, as mulheres tem crescido nessa área, mas principalmente os homens entram no curso de comunicação com o sonho de trabalhar com o jornalismo esportivo”, afirma.

Foi com cerca de 15 anos que ele começou a trabalhar com reportagens esportivas no jornal da família. Posteriormente, passou a assumir outras editorias como política, economia e saúde. Após um tempo, ele também começou a trabalhar com a diagramação. Naiôn alega que “isso foi muito importante para o meu crescimento como profissional e também me abriu muitas portas. Muito da grande mídia do estado quando tinha alguma pauta importante no município de Restinga Seca, me demandavam com informação, fontes e fotos”.

Ainda que morasse em Restinga Seca e se deslocasse diariamente até Santa Maria para acompanhar as aulas, sempre houve um aproveitamento do conhecimento adquirido. Mesmo que a distância não lhe tivesse permitido participar dos laboratórios do curso, suas faltas nas aulas eram muito raras.

Ao fim do curso, surgiu a chance de participar do projeto da RBS chamado Visita à Redação. Era feito uma prova onde, dependendo do desempenho, era possível ingressar em um estágio não remunerado de três meses em um dos veículos de comunicação disponíveis em Santa Maria. “Eu nunca tive muita experiência na TV. Quando eu tive a oportunidade de escolher, minha primeira opção foi a TV”, segundo o jornalista. Durante este período, Naiôn visitava semanalmente a RBS TV para acompanhar a rotina produtiva e fazer gravações testes de reportagens. Após esta experiência, houve um convite para estágio no Diário de Santa Maria: “a partir disso, em 2014, eu vim embora para Santa Maria para conseguir conciliar o estágio com a reta final da faculdade e os dois últimos semestres”.

Com estas portas abertas, Naiôn foi chamado para continuar no Diário logo após se formar. Tendo atuado profissionalmente pela empresa desde o início de 2015 até 2019, ele naturalmente passou por diversas editorias, tendo até assumido o cargo de editor do esporte. Ao final de 2019, ele migrou para a Rádio Gaúcha, onde trabalha até o momento.

“As pessoas costumam entrar no curso com uma ideia de editoria em mente. No mercado de trabalho, principalmente nos primeiros meses após o ingresso, é necessário ter a capacidade de passar por todos os assuntos. Hoje todas as editorias são muito interligadas. Futebol conversa com segurança, que conversa com política…”, afirma o jornalista. Entre outras características importantes atualmente para atuar no campo, ele ressalta que “é necessário ser multimídia. Ainda que se tenha mais conforto com um veículo de comunicação, tu vai ser frequentemente chamado para fazer trabalhos tanto na TV, quanto na rádio e no impresso”.